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Sobre os reactores de escala milimétrica e micrométrica - Parte 2

Apesar da inevitável queda de pressão, o projecto de equipamento em escalas milimétricas pode conduzir a melhorias de desempenho através da optimização da geometria do mesmo.

A título de exemplo, pode-se referir o caso da aplicação de equipamento com canais milimétricos a funcionar em contínuo a uma situação de transferência de massa entre fases, semelhante ao que acontece com líquidos imiscíveis. Nesta situação, a velocidade à qual as moléculas cruzam a superfície que faz fronteira entre as duas fases não é afectada. A melhoria de desempenho, por conseguinte, dá-se pelo aumento da área da superfície de contacto, assim como pela maior velocidade de geração dessa superfície.


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Por outro lado, a pertinência da questão da transferência de calor na análise do desempenho de reactores prende-se com o facto de que esta influi na qualidade do produto, pelo que quando as taxas de transferência de calor são melhoradas, mais facilmente o calor gerado (caso a reacção seja exotérmica) é removido e menores são as consequências do aumento de temperatura para o produto.

Por força das dimensões envolvidas, o conceito de escala industrial, que classicamente se associa a uma vasta área dedicada ao equipamento comparativamente com a escala laboratorial, fica assim muito mais próxima das dimensões laboratoriais, já que reactores com capacidade de produção 10 toneladas por ano, por exemplo, passam a caber numa convencional hotte.

Fonte: Millichannel Reactors: A Practical Middle Ground for Production, Martin Jonsson & Barry Jonhson, www.che.com

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