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Sobre a cultura de microalgas em fotobioreatores

Os sistemas mais importantes de cultivo de microalgas assentam em duas soluções tecnológicas distintas: os fotobioreatores e os “open raceway ponds” (lagos abertos  tipo pistas de hipódromo).
Destes, o único que existe em larga escala são os open raceway ponds de pouca profundidade (shallow), os quais raramente ultrapassam 30cm de profundidade e em que a água circula impulsionada por pás rotativas.
open_raceway
As principais limitações deste tipo de solução assentam na dificuldade em controlar a temperatura e também na susceptibilidade de contaminação da cultura com algas predadoras, parasitas e outras espécies que cresçam melhor nas mesmas condições de operação. Poucas são as espécies podem ser cultivadas nestes sistemas abertos.
A produtividade dos sistemas abertos é bastante baixa devido à fraca agitação, a qual afecta o acesso à luz.
Já o fotobioreator é algo mais próximo do reactor químico, tratando-se um recipiente fechado mas iluminado, que serve especialmente para a produção de biomassa sensível à luz (fotoautotrófica).
Fotobioreator_vertical
Pelo facto de serem fechados, estes reactores possibilitam maior controlo sobre as culturas (pH, rácios de dióxido de carbono e oxigénio, temperatura) assim como previnem a contaminação. Somando outras vantagens interessantes, o grande problema destas peças de equipamento, apesar da sua maior produtividade, é o seu preço, sobretudo considerando a panóplia de controlos/sensores que podem ter.
Naturalmente, tem sido devotada muita atenção e estudo à produção de microalgas, pelo que nos próximos anos surgirão provavelmente fotobioreatores mais baratos e inovadores. De momento, sabe-se que a estratégia comercial tem passado pelo uso de correntes de resíduos como forma de tornar esta (bio)tecnologia mais atractiva.
Fonte: Marine Biotechnology: A New Vision and Strategy for Europe, Joel Querellou

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