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Sobre as implicações industriais da política no Médio Oriente

“Uma questão interessante: como podem os tumultos políticos no Médio Oriente afectar a indústria petroquímica mundial?
Prestemos atenção às potenciais áreas de impacto:
Os países que têm sofrido os principais desafios aos seus regimes – Egipto, Líbia, Tunísia, Iémen e Barhein – não possuem grandes indústrias petroquímicas, isto é, não são dos maiores produtes de olefinas e derivados. Porém, nestes existe uma signitiva produção de derivados de metano, como os fertilizantes à base de azoto e metanol.
Os países com maiores indústrias petroquímicas – Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Qatar – não têm sido alvo de grandes contestações, pese embora não terem ficado imunes a protesto políticos. Caso nestes países se verifiquem sérios problemas com os seus regimes, então poderá desencadear-se uma interrupção nas operações da indústria química.
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A Argélia (Algeria) é uma dos principais intervenientes no mercado do gás natural, e tem pipelines que ligam à directamente Europa.
O Irão, que já sofreu significativos protestos, pertence a um caso àparte. A política desse país provocou já impacto na indústria petroquímico sob a forma de sanções ao seu programa nuclear, as quais complicaram a vida às empresas iranianas para exportarem químicos.
O Omã, que está localizado junto ao Estreiro de Ormuz, tem vivido contestação mais intensa, e qualquer impacto no Canal de Suez poderá afectar as exportações de petroquímicos para a Europa
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Em termos geográficos, os países com maior capacidade de produção petroquímica  estão situados no Golfo Pérsico, enquanto que os países alvo de maiores tumultos políticos estão essencialmente no norte de África. A maior parte da indústria petroquímica exportadora está voltada para a Ásia.”
Fonte: The Chemical Notebook, C&EN

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