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Sobre as aquisições da Braskem no negócio do polipropileno

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A aquisição de duas fábricas da Dow nos Estados Unidos alçou a Braskem ao primeiro lugar no ranking de produtores de polipropileno (PP) naquele país. O negócio, no valor de US$ 323 milhões incluiu a compra de duas unidades de produção da resina naquele país e duas na Alemanha. ~
As quatro novas unidades adicionarão mais 1,050 milhão de toneladas da resina à capacidade global da companhia, que, dessa forma, se aproxima do segundo lugar dentre as maiores produtoras mundiais desta resina.
De acordo com o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, o próximo passo da empresa deverá ser o de entrar nos segmentos de mercado em que atua aqui no Brasil: o de polietileno (PE) e o de PVC, mas estes dois ainda não têm data definida.
Com a aquisição da Dow, a Braskem alcançou a capacidade instalada de 7,5 milhões de toneladas de PP, volume do qual a maior parte foi agregada por meio da aquisição de unidades já existentes. "Em janeiro de 2010 estávamos com 3,5 milhões de toneladas, a Quattor adicionou 2 milhões [de toneladas], a Sunoco e a Dow, mais um milhão de toneladas cada uma, o que nos mantém em terceiro lugar no mundo, mas muito mais próximos da chinesa Sinopec", analisou Fadigas.
De acordo com o vice-presidente para Negócios Internacionais da empresa, Luiz de Mendonça, a negociação com a Dow foi rápida, demorou três meses para a concretização do negócio. A companhia entrou em um leilão quando a multinacional anunciou que iria se desfazer desses ativos e, nas últimas semanas, acabou negociando com exclusividade a sua aquisição. Quando questionado sobre os concorrentes que almejavam as unidades ele afirmou que não tinha essa informação.
Nos Estados Unidos, a Braskem adquiriu duas unidades no Estado do Texas, berço de petróleo e gás daquele país, o que aumentará em 50% a capacidade instalada da empresa por lá, passando a 1,425 milhão de toneladas da resina. Dessa forma, a empresa passa de quarto lugar para a primeira posição dentre as produtoras norte-americanas de PP, ultrapassando em 3 mil toneladas a Lyondell Basel, a maior produtora mundial desta resina.
Já na Alemanha, as fábricas estão localizadas nos complexos de Wesseling e Schkopau, que adicionarão 545 mil toneladas de PP à Braskem. Mais do que isso, o fato marca a entrada da empresa no mercado europeu como produtor de resinas termoplásticas. Nesse caso, a empresa já possui contrato firme de fornecimento de matéria prima por um período de 10 anos.
"Entrar na Europa pela Alemanha é a melhor forma, pois é um país em que a economia apresenta a melhor performance, e no mercado de resinas, o polipropileno está menos exposto ao Oriente Médio, que é um grande fornecedor de polietileno por conta da capacidade instalada existente por lá", afirmou Fadigas. "A Europa conseguiu preservar a competitividade do PP", concluiu o executivo.
Por enquanto a Braskem calculou as sinergias apenas nos Estados Unidos; na Alemanha esse valor não foi divulgado. A companhia afirma que a operação no país norte-americano permitirá a captura de US$ 140 milhões em valor presente líquido por meio de um portfólio mais diversificado de produtos, redução de custos fixos e otimização do capital de giro, logística e suprimentos.
“Na porta da nossa nova fábrica temos três gasodutos de três empresas diferentes, o que nos permite escolher o melhor fornecedor a preços competitivos, uma vez que nos Estados Unidos, diferentemente da Alemanha, não temos contratos de fornecimento de matéria-prima", disse Fadigas. "Acreditamos que essa característica poderá proporcionar a compra de matéria-prima a preços abaixo do mercado spot por lá", acrescentou.
A Braskem deverá assumir os ativos da Dow em um período de 60 a 90 dias. Os executivos da empresa disseram que apenas comunicarão o negócio aos órgãos reguladores brasileiros, mas que não será necessário submeter a aquisição a aprovação. A produção dessas unidades não deverá vir para o Brasil, pois destina-se ao mercado local.
Segundo Carlos Fadigas, até o final deste ano a companhia deverá definir o local onde será instalada a fábrica de polipropileno a partir de etanol (o chamado PP verde), anunciada no ano passado. A empresa estuda ainda integrar o projeto como um todo e isso engloba sua entrada na produção da matéria-prima para essa resina, o etanol.
Formalizada a compra, a Braskem encerrará o ano com 13 unidades industriais, a maior parte das quais está no exterior: são sete as fábricas fora do Brasil, e seis em território nacional.
28/07/2011
Fonte: DCI

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