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Sobre Maria Manuela Tavares de Sousa, CEO da Imperial, a maior chocolateira portuguesa

Trecho da entrevista publicada na revista "Notícias Magazine", no dia 31/03/2013

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"Maria Manuela Tavares de Sousa (MMTS) está à frente da maior chocolateira portuguesa, a mítica Imperial, onde trabalha desde 1984. Aquele que foi o primeiro emprego desta engenheira química transformou-se também na sua paixão. Numa altura propícia ao chocolate, a Páscoa, eis uma viagem a este mundo pelos olhos de uma mulher enérgica.

(...)
- Já gostava de chocolates antes de vir trabalhar aqui?
MMTS: Sempre gostei, desde miúda. Como a maioria dos mortais. Dos 3 aos 99! Até acho que já nascemos com uma predisposição natural para gostar de chocolate, pela simples razão de que o chocolate dá prazer e bem-estar. Tudo isto é quimica. O cacau tem um componente que é o triptofano, precursor da serotonina,  substância que se liberta no nosso organismo quando temos a sensação de felicidade e bem-estar. Diga lá quantos alimentos existem que, além de darem energia, dão o prazer que o chocolate dá? Devem ser muito poucos... Gosto de chocolate desde miúda. E continuo a adorar.

(...)
- Mas não chegou à fábrica por causa do chocolate, pois não?
MMTS: De todo... Tirei o curso em Engenharia Química. E na cadeira de anteprojecto escolhi a opção têxtil. Porque a moda e o têxtil me atraíam imenso, e porque vinha de uma família de Guimarães ligada à indústria têxtil, com várias fábricas. E no fim do curso fui convidada pelo professor para vir a uma entrevista à Imperial. Fiquei surpresa mas vim. O convite era para gerir o departamente de desenvolvimento da empresa. Para uma miúda de 23 ou 24 anos, era a coisa mais apaixonante do mundo. Aceitei, comecei logo a trabalhar no dia 3 de Setembro.

- Não sabia nada de chocolate?
MMTS: Na altura não...Mas sabia de muitas outras coisas que me permitiram começar a perceber de chocolate.

(...)
- Não foi estranho na época ter escolhido Engenharia? Não era uma coisa para meninas...
MMTS: Era menos para meninas... Mas, apesar de tudo, Engenharia Química era o curso das Engenharias que mais meninas tinha. Foi um período de grande aprendizagem, e um motor de desenvolvimento pessoal muito grande, que depois me permitiu, mais tarde - com especializações que fui tirando noutras áreas, nomeadamente na gestão e marketing - abrir o espírito e a mente, e criar competências, acho que é um curso em que nos ensinam muito a ser proactivos. É por isso que há engenheiros em várias áreas...



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