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Sobre as chaminés industrais em tijolo, e a presença na indústria portuguesa


 As chaminés industriais de tijolo

 Antiga fábrica de cerâmica Jeronymo Pereira de 
Campos (fundada em 1896, Aveiro), atualmente convertida em 
Centro Cultural  e de Congressos de Aveiro


"As chaminés em tijolo datam de um período anterior a 1960, e são estruturas cuja construção não obedeceu projectos específicos visando um tipo de atividade industrial , constituindo-se antes edificações generalistas que encontraram aceitação junto das mais diversas indústrias com vista à exaustão de gases." [5]

Este tipo de estruturas exibe algumas particularidades curiosas. Desde logo o facto de possuírem grandes dimensões, fácil de constar visualmente, e "exibirem espessuras variáveis desde base (mais larga) até ao topo (mais fino). Estas variações são mais difíceis de detetar visualmente por observação da estrutura, dado que encontram intencionalmente disfarçadas." [5]

"A respeito das grandes dimensões, estas devem-se a uma particularidade do material de construção: os tijolos revelam boa resistência à compressão e uma menos boa resistência à tensão. Como forma de evitar o efeito dos ventos laterais, o peso da estrutura funciona como compensação desta fraqueza. A consequência direta deste consideração é que muitas chaminés em tijolo foram projectadas com um excesso de diâmetro na base, em cerca de um metro, por precaução." [6]  Assim se justifica a enorme dimensão desta chaminés relativamente às respectivas fábricas.

Os anos que seguiram a 1960 trouxeram o advento das estruturas em betão, e mais tarde a generalização das estruturas metálicas (aço). Por este motivo, as chaminés de tijolo caíram em desuso e marcam simbolicamente um período da história industrial portuguesa (e mundial). A indústria química portuguesa reflete também ela esta regra como abaixo se ilustra através de exemplos fabris anteriores a 1960.




*      *      *


 Exemplos de chaminés de tijolo na indústria química de Portugal

[1]
Fábrica do Gás (1889, Porto), cuja atividade principal foi "fabricar e vender gás para iluminação, aquecimento, foça motriz e outros usos, vender carvão, preparar e vender todos os subprodutos das suas oficinas e fabricar e vender todos os aparelhos e produtos relativos à indústria de iluminação, aquecimento e força motriz."[2]


[3]
Refinaria da SACOR  (1940, Lisboa), com um potencial de refinação de 300 000 toneladas/ano [3].

[4]
 Fábrica da Companhia União Fabril - CUF (1908, Barreiro), afecta à produção de ácidos (ex.: ácido sulfúrico), superfosfatos, e com uma unidade de transformação de óleo de bagaço de azeitona para fabrico de sabões. [4]

 

2 comentários:

Nicole disse...

Visite e participe na página http://nccardoso.wixsite.com/chaminesindustriais

Nicole disse...

Boa tarde, sou aluna do curso de engenharia civil na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa e estou a fazer uma tese de mestrado sobre conservação de chaminés industriais em alvenaria de tijolo. Estou à procura de contactos para fazerem parte de um grupo no Linkedin que criei para a troca de experiências, opiniões e conhecimento sobre o tema. Caso esteja interessado por favor contacte-me para nc.cardoso@campus.fct.unl.pt. Toda a ajuda será preciosa 🙂

http://nccardoso.wixsite.com/chaminesindustriais
https://www.linkedin.com/groups/8572593

Com os melhores cumprimentos.
Nicole Cardoso

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