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Sobre o papel da química na invenção da fotografia

A fotografia não é uma área central na engenharia química, mas deve a sua popularização à investigação e experimentação em química. Estando hoje mais no foro da electrónica, a revelação deu lugar à impressão. O texto abaixo documenta os primórdios do procedimento fotográfico, muito assente em descobertas de natureza química, sobre o qual se começou a desenvolver a fotografia até àquilo que ela hoje é e representa para a sociedade.


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Retrato de Louis J. M. Daguerre, em fotografia daguerreótipo.


O primeiro procedimento fotográfico satisfatório foi inventado por L. J. M. Daguerre,  em 1838, e até então o retrato era situava-se no foro da pintura.


O ponto de partida de Daguerre foram os sais de prata, sobre os conhecia a tendência para se decomporem quando expostos à luz.

Uma de suas abordagens consistiu em preparar placas de cobre muito polidas tratando-as num banho de prata e expondo-as a vapores de iodo. Este tratamento dotava as placas de uma película de iodeto de prata à superfície. Conjugando-as com uma câmara escura, as placas reproduziam uma imagem ténue. Daguerre procurou então desenvolver formas de intensificar esse efeito, mas sem sucesso.

Um dia, deixou uma dessas placas junto a um armário onde armazenava alguns produtos químicos. Passaram-se alguns dias e aquilo que Daguerre descobriu quando encontrou a placa foi uma forte imagem, na superfície da placa.

Uma vez que tudo apontava para esta evidência dever-se a um ou mais dos compostos químicos presentes no armário, Daguerre delineou uma estratégia experimental para identificar o agente chave, para o qual foi colocando nova placas no armário e retirando sucessivamente cada um dos compostos químicos nele presentes. Porém, verificou que a intensificação da imagem persistia mesmo sem compostos químicos no armário. Foi então que se apercebeu da presença de gotas mercúrio resultantes da quebra de um termómetro. Após uma experiência confirmação, comprovou ser o mercúrio o agente químico que procurava identificar e que provocava a intensidade nos retratos.

Este tipo de foto ganhou o nome do seu inventor, designando-se daguerreótipo, e caracteriza-se por apresentar zonas escuras resultantes da decomposição do iodeto de prata e zonas claras e brilhantes da devido à presença da prata e e do mercúrio.

Este processo valeu a Daguerre muito reconhecimento por parte do Estado francês, e popularizou-se na vizinha Inglaterra mas também nos EUA. O Daguerrótipo deu um impulso muito significativo na afirmação da fotografia no séc. XIX.

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