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Sobre os defensivos agrícolas e seu papel na indústria química no Brasil





"O prefeito [de Uberaba, Minas Gerais, Brasil] Paulo Piau, consciente da importância da indústria química para o município e para o Brasil, se comprometeu a liderar ações junto aos governos estadual e federal. “Precisamos facilitar a vida do investidor que quer produzir mais, por isso, estamos prontos para ajudar nessa cruzada pelo crescimento desse setor industrial, responsável também pelo crescimento da produção agropecuária”, afirmou.



O estudo feito por duas consultorias analisou todo o mercado da indústria química brasileira, que significa, hoje, 160 bilhões de dólares. O Brasil é responsável pela produção de 21% de todo o defensivo agrícola do mundo, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). No trabalho apresentado, concluiu-se que o mercado de defensivos agrícolas tem ainda grande potencial de crescimento, capaz de ajudar o país a voltar a ter superávit na balança comercial. Entretanto, existem alguns entraves, como o licenciamento de produtos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que acabam retardando a expansão dos negócios. “A discussão foi para alinhar ideias e forças, por meio do Mdic, da Prefeitura de Uberaba, sindicatos e associações do setor para que haja ações e mudanças que impulsionem o setor para gerar empregos e renda. Uberaba, naturalmente, é o grande local para que os investimentos ocorram no Brasil, principalmente, pela sua localização e pela infraestrutura do distrito industrial químico”, disse Jurandir.  



O presidente do Sindiveg, Ivan Amancio Sampaio, disse que os defensivos agrícolas crescem de forma excepcional no Brasil, mas reconheceu que é preciso fazer política para investir mais em síntese local, porque, hoje, cerca de 80% do defensivo comercializado é de origem importada. Segundo ele, há vinte anos, era exatamente o oposto. “Temos, hoje, 300 ativos no mercado e somente 20 são sintetizados localmente. É preciso mudar essa realidade”, explicou. 


Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas especialidades, Nelson Brasil de Oliveira, existem concepções distintas em diversos órgãos governamentais o que dificulta o desenvolvimento industrial no Brasil. “O grande problema da desindustrialização brasileira é a falta de estabilidade e de segurança, porque investimento requer planos de longo prazo de maturação. A mudança de regras ou não sendo seguidas orientações num curto prazo aí não dá, só se consegue com marco legal e com um plano de Estado que perdure por diferentes governos”, assegura."

Fonte: Jornal de Uberaba, 6-11-2014

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