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Sobre o papel da investigação científica nas receitas, custos e margens de lucro das maiores farmacêuticas, em 2014



Se há área comercial, no universo da química, em que parece existir uma noção generalizada da importância da investigação e desenvolvimento (I&D), essa é seguramente a indústria farmacêutica.

De facto, a infografia abaixo, relativa ao ano de 2014, dá conta disso mesmo: empresas como a Merck, Roche, Pfizer, Novartis e Jonhson and Jonhson, despenderam entre 5.8 e 8.7 mil milhões de euros I&D.

O reverso da moeda é que empresas com custos de I&D de tal forma elevados exibiram em 2014 margens de lucro, nas suas actividades, que rondam os 10% e os 20%. A excepção, pela positiva, é mesmo a Pfizer, que fechou 2014 com uma margem de lucro de 43%. Não parecem existir dúvidas, portanto, de que o negócio dos medicamentos conduz a produtos de alto valor acrescentado e com mercado.

Se, num primeiro momento, tudo aponta para que o investimento em I&D seja a chave/premissa deste sucesso, atentemos aos números relativos aos custos em Marketing e Vendas destas companhias. Todas elas, sem exceção, canalizaram mais dinheiro em 2014 a publicitar e vender os produtos do que em I&D, o que acaba por trocar as voltas aos que apregoam a colossal importância da investigação científica para essas empresas.

Os números de 2014 parecem mostrar que a indústria farmacêutica está hoje tão ou mais alicerçada no "marketing e vendas" do que em I&D, sendo este um resultado que contraria a referida noção generalizada de que é uma área altamente dependente dos bons resultados obtidos em pesquisa pelos próprios meios.





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