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Sobre os custos associados à inovação, na indústria química



A indústria química não funciona toda da mesma forma, e isso reflecte-se também nos perfis de inovação que são adotados pelas diferentes empresas, em função, entre outros, de se perfilarem como produtores de commotidies ou de especialidades químicas

Sabe-se que as indústrias de especialidades químicas são aquelas em que a inovação mais se coloca como um requisito indispensável, pelo que estas empresas necessitam de orçamentos mais generosos na componente de investigação e desenvolvimento (R&D) mas não só.

É fácil de perceber que a consequência de se ter um perfil de inovação mais forte requer uma disponibilidade para despender mais dinheiro com atividades associadas ao R&D, as quais não apenas implicam os recursos materiais e humanos que viabilizem a inovação, como também dinheiro para proteger os desenvolvimentos e permitir às empresas comercializá-los com exclusividade e cobrando um prémio maior por eles.

Porém, uma segunda fonte de custos provém de algo que é menos óbvio, e que consiste na necessidade de, para inovar, muitas vezes ser necessário criar redes de networking e diálogo com os potenciais clientes, no sentido de refinar e apurar as características e requisitos ideais para os desenvolvimentos, bem como as limitações e/ou restrições que precisem de ser atendidas para que a inovação seja consequente e implementável. Para além disso, compreendem também movimentos comerciais associados à abertura de canais e oportunidades para que tais produtos possam surgir e ocupar o espaço de outros existentes. As despesas associadas a este esforço podem definir-se como sendo custos de vendas, gerais e administrativos (SG&A)

Neste sentido, a Figura 1 apresenta dados sobre quanto representam em média os custos de R&D e SG&A em relação às vendas nos diferentes tipos de empresas. Do lado esquerdo encontram-se o resultados para empresas de especialidades químicas ("Specialty Chemicals"), e ao centro para empresas de commodities ("Basic and Diversified Chemicals"). Finalmente, à direita, encontram-se os resultados para empresas do setor dos agroquímicos, as quais exibem características intermédias face às duas categorias à sua esquerda.

Tomando os resultados das empresas de commodities como referência, verifica-se que as empresas de especialidades gastam cerca de 2.5 vezes mais dinheiro em R&D, mas também 2 vezes mais em SG&A, isto, claro está, em proporção às vendas que têm. 

Enquanto realidade híbrida, o setor dos agroquímicos compreende gastos mais elevados em SG&A, mas custos de R&D ao nível dos que a indústria de commodities apresenta.

Fonte: Market Realist


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