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Sobre as primeiras unidades industriais do século XIX, e a dependência de moinhos e azenhas até à Segunda Guerra Mundial




"Os árabes utilizaram a energia hidráulica de forma criadora, nomeadamente na moagem, no fabrico de papel e tecidos, na produção de vinho e azeite. Para tanto, conceberam máquinas para calcar, esmagar, serrar, e comprimir, movidas especialmente pela força das águas dos rios, adaptadas, com pequenas alterações, às mais diversas utilizações.

Por volta de 1100-1150, pilões hidráulicos, idênticos aos que eram utilizados na produção de papel, eram usados nos lagares de azeite da região de Valladolid-Burgos. A utililização da água na agricultura propiciou a descoberta de engenhosos sistemas de rega, a construção de açudes, e o aperfeiçoamento de noras, já conhecidas dos egípcios antes da ocupação romana.

No campo do aproveitamento da energia hidráulica, mereciam especial destaque os moinhos e as azenhas, De facto, até ao aparecimento da máquina a vapor, os moinhos e as azenhas constituíram as máquinas mais poderosas e versáteis ao serviço das comunidades humanas.

Em alguns países, as primeiras unidades industriais do século XIX dependeram durante décadas da energia hidráulica. Em Portugal. como se sabe, as azenhas e os moinhos de rodízio perduraram em número elevado até à Segunda Guerra Mundial."


Fonte: Rodrigues, M.F., Mendes, J.M.A., História da Indústria Portuguesa - Da idade média aos nossos dias - Associação Industrial Portuense - Publicações Europa-América, 1999.

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