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Sobre a aposta da indústria química norte-americana (e outras) em energias renováveis, independentemente da liderança política nos EUA



No período de tempo imediamente antes e após a eleição de Donald Trump como presidente dos EUA, duas gigantes americanas revelaram os planos de fazer depender grande parte da sua atividade comercial em energias renováveis até 2025. Um dessas empresas é a Walmart, a qual decidiu apostar em energia eólica, solar e outras (num total de 108 MW), e a outra é a Microsoft, que anunciou o investimento em 237 MW de energia elétrica produzida por turbinas localizadas no estados do Kansas e Wyoming.

Também a indústria química (e relacionada) tem planos idênticos: a Dow Chemical apostará em 150 MW de enegia eólica, a 3M em 120 MW, a Johnson & Johnson em 100 MW.

De facto, 60% das empresas da lista Fortune 100 possui programas em torno de eletricidade renovável e/ou mudanças climáticas, sendo que 81 delas já assumiu ter como objetivo conseguir passar a obter 100% da sua energia a partir de fontes renováveis.

Estas empresas investem em energias renováveis de três formas possíveis:
1) Estabelecendo acordos de longo-prazo para o fornecimentos de energia renovável oriunda de projetos eólicos e solares;
2) Integrando, enquanto parceiro/investidor, projetos de energia renovável;
3) Pagando créditos de energia-limpa como contrapartida por energia não-renovável que consomem.

De acordo com analista Nathan Serota, as empresas não fizeram estes acordos depender da política ambiental norte-americana, e portanto não irão sofrer caso Donald Trump decida interromper o vínculo dos EUA ao acordo de Paris o ao Clean Power Plan. A este respeito, Amy Myers Jaffe, responsável por energia e sustentabilidade na Universidade da Califórnia, complementa referindo que um grande parte dos os clientes destas grande empresas pertence à geração millennial, a qual tipicamente faz questão de consumir produtos oriundos de cadeias de abastecimento e fontes de energia sustentável, e isso não irá mudar com a nova presidência norte-americana.

Fonte: Bloomberg

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