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Sobre a entrada estratégica da Shell no negócio do fornecimento de energia elétrica




A gigante holandesa Shell, reconhecida pela sua histórica atividade petrolífera e petroquímica, anunciou uma estratégica aproximação ao mercado de fornecimento de eletricidade. Para aqueles que já estão no negócio da eletricidade, a nova estratégia da Shell representa uma ameaça a ter em conta. Por outro lado, para as demais empresas petrolíferas, a mudança levanta questões sobre se estão realmente a pensar o futuro de forma suficientemente estratégica. A este respeito são de salientar as palavras do CEO da Shell, Ben van Beurden, que terá dito que estava ansioso para o próximo carro dele ser elétrico.

Historicamente, as empresas de petróleo e gás tenderam a considerar o movimento para a eletricidade um horizonte distante, muito devido a ser um um setor com grande oferta e altamente politizado devido à sensibilidade ao aumento dos preços ao consumidor.




De acordo com Nick Butler (especialista nestes temas), podem há pelo menos três motivos para esta decisão da Shell:

  1. O mercado de gás natural é hoje um mercado com excesso de oferta, onde o preço deste bem caiu imenso no mercado internacional;
  2. A transição para um mundo com menor pegada de carbono está em curso, e a eletricidade estará no centro dessa mudança, nos transportes, indústria e serviços;
  3. O mercado da eletricidade não é homogéneo: os grandes consumidores industriais e comerciais estão abertos a contratos de longo prazo e a preços constantes e preacordados.
Com este movimento estratégico, a Shell posiciona-se a favor da corrente: evidencia que de que será viável mesmo que os preços do petróleo e do gás não aumentem, e ainda que não está a resistir à transição energética em curso.

No geral, esta decisão demonstra também que as empresas de petróleo e gás são capazes de se adaptar a um novo mundo à medida que a transição para uma economia de carbono mais baixa se desenvolve.

Fonte: Finantial Times

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