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Sobre o azeite enquanto petróleo para os Romanos, e o controlo de qualidade milenar realizado à data por estes




"O azeitona/azeite foi talvez a cultura mais lucrativa do Império Romano; era o petróleo do seu tempo. Algumas estimativas colocam o consumo per capita no primeiro século A.C. em 50 litros por ano; Produzir e vender o azeite fez muitos comerciantes e produtores do Império Romano imensamente ricos. O grande volume de azeite importado para Roma literalmente alterava a paisagem; hoje, uma colina de 50 metros de altura marca o local onde as ânforas de argila usadas para transportar o óleo eram descartadas. Esse aterro antigo tem hoje o nome de Monte Testaccio."

Paisagem encontrada no Monte Testaccio

"Arqueólogos que estudam estas ânforas dizem-nos que faziam parte de um antigo sistema de transparência do ponto de compra. Seja na Andaluzia, no sul da Espanha, ou nas colinas de Trípoli, no que hoje é a Líbia, os potes que guardavam o azeite estavam selados com um detalhe pintado sobre o peso exato do seu óleo, o nome do local onde o óleo tinha sido prensado, identidade do comerciante que o enviou e ainda o funcionário romano que verificou toda essa informação. 

David Mattingly, arqueólogo da Universidade de Leicester e especialista em comércio romano de azeite, conclui que, mesmo naquela época, a rotulagem explícita desses produtos foi projetada para proteger os consumidores. Esses selos pintados eram seguros contra uma fraude comum, que era trocar o azeite por óleo de qualidade inferior, ou roubar porções do fluido precioso durante a rota."


Marcações nas ânforas de azeite romanas

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