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Sobre a dimensão económica e social da indústria química mundial no ano de 2017, e sua distribuição geográfica




A análise global mostra que a indústria química, sua cadeia de abastecimento e demais dependências, fez uma contribuição estimada US $ 5,7 biliões (milhões de milhão) para o PIB mundial em 2017, e justificou 120 milhões de empregos. A sua contribuição económica foi portanto, equivalente a 7 por cento do o PIB mundial naquele ano, enquanto a contribuição para o mercado de trabalho equivaleu à da população total do México.

Deste total, a indústria química propriamente dita adicionou diretamente US$ 1,1 biliões para PIB global em 2017, e empregou diretamente 15 milhões de pessoas. (...) Isso faz com que seja o quinto maior setor industrial do mundo em termos de contribuição para o PIB mundial (representando 8,3% do valor económico total da indústria global). A comparação dos impactos diretos e totais sobre o emprego na indústria química implica que, para cada pessoa diretamente empregada nesta indústria, sete postos de emprego adicionais são necessários. Em termos de PIB, para cada $ 1 gerado pela indústria química, mais US$ 4,20 são gerados noutros setores económicos. 

Impacto da indústria química nos diferentes contentes, em 2017.


(...) Dividindo a análise em cinco regiões globais, a indústria química da Ásia-Pacífico fez a maior 
contribuição anual para o PIB e empregos em 2017. Esta gerou 45% do valor económico anual total da indústria, e 69 por cento de todos os trabalhos suportados. A Europa surge com a segunda contribuição mais importante globalmente, seguida pela América do Norte.



(...) A indústria química global investiu cerca de US$ 51 mil milhões em R&D em 2017, e esse gasto apoiou 1,7 milhão de empregos e US$ 92 mil milhões em atividade económica no mesmo ano. 


Países com maior investimento em R&D na área da química, em 2017.



O que está incluído no conceito de 'indústria química'?

Usamos a definição delineada na Divisão 20 da NACE Rev. 2 do Eurostat; ou seja, "Produção de químicos e produtos químicos". Isso inclui os seguintes subsetores:
  • Produção de produtos químicos básicos, fertilizantes e compostos azotados, plásticos e borracha sintética em formas primárias;
  • Produção de pesticidas e outros produtos agroquímicos;
  • Produção de tintas, vernizes e revestimentos similares, tintas de impressão e mástiques;
  • Produção de sabão, detergentes, limpeza, polimento, perfumes e produtos de toilette;
  • Produção de outros produtos químicos, incluindo explosivos e produtos pirotécnicos, colas, óleos essenciais e produtos químicos produtos não classificados em outra parte (por exemplo, material químico fotográfico, preparações de diagnóstico, etc);
  • Produção de fibras artificiais.

Fonte: The Global Chemical Industry: Catalyzing Growth and Addressing Our World’s Sustainability Challenges - March 2019 (Relatório)

Sobre o investimento de 20 mil milhões da Petronas


A Petronas está em conversações com várias grandes companhias globais de petróleo, incluindo a Shell e a Exxon Mobil, para desenvolver plantas petroquímicas integradas ao seu complexo de refino de 20 bilhões [mil milhões] de dólares no sul da Malásia, disseram duas fontes com conhecimento direto do assunto.
A estatal de petróleo da Malásia também está conversando com as empresas japonesas Itochu Corp e Mitsubishi Corp , bem como a Dow Chemical Co - a maior fabricante química dos EUA - com o objetivo de atender ao aumento da demanda asiática e diversificar seus ganhos, disseram as fontes à Reuters.
A Petronas deverá tomar uma decisão sobre as parcerias em meados de 2012, o que sinaliza que está se movendo rapidamente além da fase de viabilidade do projeto.
Os planos da Petronas de construção do complexo, chamado de Refinery and Petrochemicals Integrated Development (RAPID), foram revelados pela primeira vez em maio (2011)
O complexo de 20 bilhões de dólares será construído no sul do Estado de Johor, na fronteira com Cingapura, o maior pólo de comércio de petróleo na Ásia.
O projeto é fundamental à estratégia da Petronas de se alinhar a estratégias como a da India Reliance Industries em agarrar uma fatia maior no mercado global de 395 bilhões [mil milhões] de dólares em especialidades químicas - matérias-primas de alto valor utilizadas em produtos desde fraldas e pneus até produtos de maior desempenho como televisores e LCD.


Fonte: Veja

Sobre a engenharia e o sucesso económico Chinês

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Chegou até mim uma notícia do Manila Bulletin, publicada no outro lado do planeta (Filipinas),  onde é feita uma análise a meu ver muito interessante do rumo que as Filipinas devem seguir com vista ao sucesso económico e social, rumo esse que passa pelos engenheiros e, portanto, também pelos engenheiros químicos.
Em jeito de reflexão a notícia aponta o exemplo Chinês no qual a "engenharia é a resposta" para o sucesso desse país, reflexão essa que merece ser extendida a outros países, como Portugal e, porque não, o Brasil.
Só para enquadrar, a notícia centra-se numa parceria entre uma fundação privada das Filipas e a uma Universidade local, no sentido de expandir as formações em engenharia, inclusive engenharia química.
Fonte dessa fundação refere que "enquanto ninguém repara, em todo o mundo os engenheiros estão a definir e a impulsionar as suas nações para o sucesso económico".
Esta fonte lamenta que em países como as Filipinas - certamente não só, daí também o interesse em partilhar esta notícia -  "as profissões de prestígio sejam os advogados, os doutores, os economistas, e não os engenheiros. Em países como a China, todos os líderes são engenheiros."
"Precisamos de formar engenheiros que sejam adeptos da tecnologia e do avanço do pensamento. Um base sólida de engenharia dá a um país o capital humano necessário para construir fortes sectores produtivos e serviços, que conduzem ao emprego, a maior PIB per capita e ao comércio."

A fonte volta a exemplificar com a China, referindo que "a China tem uma estrutura industrial crescente que represente cerca de 46% do seu PIB. Para sustentar este grande peso na economia, a média de engenheiros récem-formados é de cerca de 600 mil por ano."

Por fim, a conclusão: "A indústria produtiva possibilita uma distribuição de riqueza mais equilibrada num país e, devido a isto, devemos encorajar o seu crescimento".

Fonte: Manila Bulletin

Sobre a indústria química mundial à luz do ILO Meeting 2011


No âmbito da conferência do International Labour Organization 2011 , organismo que centra a sua actividade na observação dos padrões laborais, foi elaborado um relatório cujas conclusões no âmbito da indústria química passo a realçar:

+ Em 2009 as vendas de produtos químicos atingiram 2 700 mil milhões de dólares.

+ Estima-se que, na actualidade, existam 20 milhões de pessoas a trabalhar na indústria química, farmacêutica, da borracha e pneus, mundialmente.

+ Entre 1987 e 2009, o mercado de trabalho afecto à indústria química concentrou-se em poucos países. São eles os 27 estados membros da União Europeia, o Brasil, a China, a Índia, o Japão, o México, a República da Coreia, a Federação Russa os Estados Unidos. Juntos, estes países representam cerca de 60% do emprego nesta indústria.

+ O emprego na indústria química encontra-se em rápido crescimento nos países asiáticos, particularmente na China e na Índia. No fim de 2008, o número de trabalhadores na indústria química chinesa superava os 4.5 milhões de pessoas. Na Índia, rondava de 2.2 milhões de pessoas.

+ A respeito de condições de trabalho, o relatório regista que na indústria química trabalha-se em média mais horas do que as prevista na lei (40 horas semanais). Em alguns países, o período de trabalho dos operários da produção pode ascender a 50 horas semanais.

+ Como grande desafio da indústria química nos últimos anos, identifica-se no relatório uma escassez de trabalhadores e cientistas especializados. Este facto tem promovido a imigração de trabalhadores.

Fonte: Media Newswire

Sobre o top 20 de nações na investigação química, 2000-2010

O portal ScienceWatch  produziu uma listagem das 20 nações com mais impacto na investigação química ao longo da década 2000-2010. O trabalho baseou-se em indicadores de desempenho que abrangeram 10 milhões de artigos, referentes a 11 mil jornais científicos do ramo, bem como a respectiva rede de citações dos autores em termos da sua nacionalidade.
Numa primeira leitura, podemos alinhar os países por volume de citações, isto é, pela quantidade de vezes (absoluta) que foram citados autores de determinado país. Se o fizermos, ficamos a saber que os EUA foram indiscutivelmente a nação mais citada na última década, seguido à distância por um grupo de 3 nações: Japão, Alemanha  e China, por esta ordem, já que nem as três juntos conseguiriam roubar o 1º posto aos norte-americanos. De registar a presença do Brasil na 20º posição neste grupo, com um volume de citações próximo dos da Bélgica ou Taiwan.
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Todavia, importa ir mais longe e analisar o desempenho dos países anulando as naturais diferenças de dimensão dos pólos universitários e centros de investigação, ou seja, descontando-se a vantagem de certos países devido a terem uma população de investigadores superior. Neste sentido, a figura abaixo apresenta a listagem dos mesmos países (na mesma ordem em que aparecem no gráfico acima) mas desta feita é apresentada a razão entre o número de citações e a quantidade de publicações alcançadas.
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Embora permaneçam em 1º lugar, os EUA partilham o melhor desempenho com a Holanda e são seguidos de muito perto pela Suiça. Países como o Japão, Alemanha e China revelam rácios nivelados com a média. O Brasil sobe algumas posições e deixa o último lugar desta lista.
Estes resultados desde logo põem a nu o dilema interessante da quantidade versus qualidade, visto que países como a Suiça ou a Holanda, cuja produção em quantidade é modesta face a EUA, Alemanha ou China, acabam por ter trabalhos mais citados e como tal mais valorizados.

Sobre o ácido sulfúrico

O ácido sulfúrico é uma substância de elevada viscosidade, cujo aspecto oleoso lhe mereceu o nome de óleo de vitriol, por parte do seu mais provável descobridor, o pai da alquimia árabe, Jābir ibn Hayyān ou Geber.

Este ácido inorgânico, descoberto por um alquimista no século VIII, é actualmente o produto químico mais produzido no mundo (em termos de massa, em número de moléculas perde para a amónia). Practicamente todos os produtos manufacturados entraram em contacto com H2SO4 em algum estágio da sua produção a tal ponto que até há bem pouco tempo o grau de industrialização de um país era medido pela produção anual de ácido sulfúrico.

Hoje em dia, a principal utilização de ácido sulfúrico é a produção de fertilizantes, dado que foi progressivamente substituído na produção de aço por outro ácido mineral descoberto por Geber, o ácido clorídrico. A produção de ácido sulfúrico passou a ser uma medida da actividade agrícola de um país.

A produção de fertilizantes à base de fosfato, especialmente o processo envolvendo ácido fosfórico, representa o maior mercado para o ácido sulfúrico, tendo representado, no ano de 2008, cerca de 53% do consumo total desse composto.

O consumo de ácido sulfúrico cresceu cerca de 25% de 1990 a 2008.

O mercado asiático representou em 2008, 28% do consumo mundial, seguido dos Estados Unidos, com 19%. O continente africano representou 10%. Os países da antiga União Soviética, América Central e do Sul bem como do Oeste Europeu, são também grandes consumidores, cada um representando 6 a 8% do consumo mundial

Devido à crise internacional, a primavera de 2009, veio revelar o surgimento de um excedente de produção em praticamente todas as regiões.

FONTES: i) Boletim Química - Sociedade Portuguesa da Química; ii) SRI Consulting CEH Report Sulfuric Acid


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