Patrocinador oficial:

__________________________________________________________________________________________________________________________
Mostrar mensagens com a etiqueta Académico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Académico. Mostrar todas as mensagens

Sobre Helena Pereira, engª química com investigação em produtos florestais e biorefinaria, a liderar a Fundação para a Ciência e Tecnologia (Portugal)


Professora catedrática do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa desde 1993, Helena Pereira era vice-presidente da FCT desde 2017. Entre os vários cargos de gestão e coordenação académica e científica desempenhados por Helena Pereira estão o de vice-reitora (de 2007 a 2011) e reitora (em 2011) da Universidade Técnica de Lisboa.

Foi ainda pró-reitora da Universidade do Algarve de 1989 a 1992, coordenadora do Departamento de Ciências do Instituto de Investigação Científica e Tropical ou ainda presidente do Conselho Cientifico e coordenadora do Centro de Estudos Florestais do Instituto Superior de Agronomia.

Licenciada em engenharia química-industrial pelo Instituto Superior Técnico e doutorada pela Universidade de Hamburgo, Helena Pereira faz investigação na área da biomassa, produtos florestais e bio-refinarias. Mais concretamente, fez estudos sobre a cortiça e do sobreiro.

“Os desafios são muito grandes dado o papel determinante que a FCT tem no nosso sistema científico nacional”, diz ao PÚBLICO Helena Pereira. “Com esta nova direcção vamos continuar a consolidar o sistema já montado, melhorando e aumentando a participação portuguesa a nível internacional, principalmente na Europa em que há desafios como o [quadro comunitário] Horizonte Europa.”
Além disso, a nova presidente da FCT refere que terá muitos desafios internos como o emprego científico ou a colaboração entre o sistema académico, científico e empresarial. “Um dos desígnios importantes que a FCT vai ter é algo que a comunidade científica muito quer – e que eu também sinto porque durante toda a minha vida fiz parte dela: estabilidade e previsibilidade no financiamento da ciência em Portugal”, considera Helena Pereira, acrescentando que “este esforço já começou” no mandato anterior.

Fonte: Público

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.6): Total nas renováveis em Portugal, baterias de grafeno, Amorim investe em mais cortiça, e comunicar melhor ciência




A Total venceu a corrida à compra da Novenergia, o quarto maior produtor de energias limpas em Portugal, com uma oferta superior a 600 milhões de euros. Entre os grupos que também disputavam a aquisição da empresa de energias limpas estavam a estatal chinesa Datang, o fundo norte-americano Contour Global e a Finerge (outro dos grandes produtores de energia eólica em Portugal).


É uma das novidades da Energizer na feira de tecnologias móveis que decorre em Barcelona. Com este smartphone, é possível ouvir 100 horas seguidas de música e pode mesmo aguentar 50 dias sem precisar de ser carregado.

A Corticeira Amorim vai investir sete a 10 milhões de euros, nos próximos três anos, na plantação de sobreiros. A meta do grupo é plantar 50 mil hectares em Portugal na próxima década, o que corresponde a um aumento da área total de montado de sobro do país em 7%, mas permitirá aumentar em cerca de 30% a produção de cortiça.


Três faculdades da Universidade do Porto (U.Porto) juntam-se num curso que visa “criar uma cultura de comunicação” e facultar a investigadores e estudantes de doutoramento ferramentas que lhes permitam “comunicar a ciência”, adiantou hoje o responsável.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.2): exportação de componentes autómoveis, inovação lusa sem escala, 80 anos de petróleo no Brasil, morte de Otto Perrone



A indústria de componentes para automóveis reúne-se nesta quarta-feira em Ílhavo, com uma folha de serviço recheada de méritos e uma grande pergunta: como é que um sector que registou um novo recorde de exportações em 2018 (cerca de 9400 milhões de euros em vendas ao exterior, uma melhoria na ordem dos 6% face a 2017), e que nesta década viu o volume de negócios aumentar mais de 60%, pode continuar a crescer de forma sustentada?


"Temos tradicionalmente essa dificuldade de valorizar o conhecimento, do ponto de vista económico", notou o secretário de Estado da Economia, que falava à agência Lusa no final de uma visita ao Departamento de Engenharia Química da Universidade de Coimbra, depois de também ter estado no Biocant Park, em Cantanhede, e no Instituto Pedro Nunes.


De fato, o petróleo jorrou no sábado, 21 de janeiro de 1939, no início da tarde, a partir de um poço perfurado no bairro do Lobato, em Salvador, após grande insistência e perseverança do engenheiro geógrafo Manoel Ignácio Bastos (1891 -1940) e de seu sócio, o corretor Oscar Salvador Cordeiro (1890 -1970). Muito antes disto, o anúncio da descoberta de petróleo havia sido publicado numa quinta-feira, 2 de março de 1933, e nos dias seguintes, em diversos jornais do país, pelos mesmos personagens.


O engenheiro Otto Vicente Perrone morreu aos 92 anos, no Rio de Janeiro, em dezembro. Mineiro de Guarani, na Zona da Mata, ele ganhou projeção nacional por seu trabalho na indústria petroquímica. Formou-se em Química Industrial em 1951 e em Engenharia Química quatro anos depois, pela Universidade do Brasil, hoje UFRJ.


* * *
Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.17): cronologia da descoberta de novos elementos químicos ao longo de 300 anos

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

* * *


Sobre o livro 'Quente, Plano e Cheio' (Thomas L. Friedman ) e 14 ideias-chave relacionadas com ambiente, política, história e ciência




  • SINOPSE:
Depois do bestseller o "Mundo é Plano" neste seu novo livro, Thomas L. Friedman apresenta um olhar provocatório em relação a um dos maiores desafios que enfrentamos no mundo de hoje: a crise global do ambiente que está a afetar as nossas vidas, desde a alimentação até às florestas. Ao longo de 17 capítulos, este autor três vezes vencedor do Prémio Pulitzer, defende entre outros assuntos, que a revolução verde necessária não é comparável com nenhuma outra revolução a que o mundo já assistiu.

  • TEMAS: Ambiente, Política, Ciência e História
  • IDEIAS-CHAVE ENCONTRADAS NO LIVRO:
- A globalização, a superpopulação e o aquecimento global são vértices do mesmo problema;

- Os problemas-chave de depender do combustíveis fósseis: petroditaduras, alterações climáticas, pobreza energética, perda de biodiversidade;

- A dificuldade crónica da política dos EUA em liderar a revolução verde;

- O problemático estilo de vida norte-americano altamente intensivo de consumo de energia;

 - Vantagens e desvantagens da China e os EUA no contexto ambiental: a expedita capacidade de tomada decisão política chinesa vs. o eficaz mecanismo norte-americana de fazer cumprir leis instituídas.

- O surgimento da Era do Clima e da Energia no contexto político, económico, e social mundial;

- O 1º Princípio de Holdren nas alterações climáticas: quanto mais se conhece sobre um problema, maior o pessimismo face ao mesmo.

- A biodiversidade como fonte de inspiração, inovação e segurança para as atividades humanas.

- A pobreza energética: a disputa por água, a corrupção em projetos de energia em África;

- A corrida pela geração de eletrões limpos e a necessidade umbilical de investigação e inovação;

- As 15 medidas mundiais que podem parar o aquecimento global, e a necessidade de adotar pelo menos 8 delas para que se consiga melhorar a situação atual.

- Internet da Energia: a revolução necessária no atual modelo de negócio da eletricidade no sentido de eletrões limpos, fidedignos e baratos.

- Outgreening: estratégia (económica, industrial, política, etc) que tira partido consciencialização e ativismo ambiental.

- A visão sobre a regulamentação ambiental como estímulo à inovação e diferenciação, ao invés de barreira e fator de perda de competitividade.

Sobre a nova ferramenta gratuita de inteligência artificial cloud IBM RXN, lançada pela IBM para prever reações de compostos orgânicos

"Por mais de 200 anos, a síntese de moléculas orgânicas permaneceu uma das tarefas mais importantes na química orgânica. O trabalho dos químicos tem implicações científicas e comerciais que vão desde a produção de aspirina até à do Nylon. No entanto, pouco foi feito para mudar radicalmente as práticas milenares e permitir uma nova era de produtividade baseada no pioneirismo da ciência e tecnologia da inteligência artificial (AI).

O desafio para os químicos orgânicos em áreas como química, ciência dos materiais, petróleo e gás e ciências da vida é que existem centenas de milhares de reações e, embora seja possível lembrar algumas dúzias no campo de um especialista estreito, é impossível ser um especialista em tudo.

Para resolver esta questão, perguntamos a nós mesmos: poderemos usar o deep learning e a inteligência artificial para prever reações de compostos orgânicos?

(...) No ano passado, na Conferência NIPS 2017, apresentámos os nossos resultados: uma app baseada na web que (...) superou as soluções atuais usando seus próprios conjuntos de treinamento e teste, alcançando uma precisão de 80,3%(...), mas sabíamos que poderíamos ser ainda mais precisos.

(...) Na reunião da American Chemistry Society em Boston, lançámos a ferramenta AI no IBM Cloud com o nome de IBM RXN for Chemistry (...) Ao simplificar o modelo e retransmitir mais extensivamente o mecanismo de atenção, atingimos 89% no mesmo conjunto de dados usado na publicação anterior e por outros grupos - estado da arte."

Fonte: IBM

Funcionalidades da ferramenta IBM RXN :

  • Desenhe moléculas com o ketcher;
  • Imagine suas moléculas e reações favoritas a um clique de distância;
  • Assistência para trabalhos de investigação científica e preparação de aulas de Química Orgânica.




Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.32): alternativa natural ao estireno, baixa na reciclagem, urânio antigo à venda, e salários de engª química no Brasil

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

 * * *


Uma equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma molécula natural para substituir o estireno, derivado do petróleo que é bastante usado (...) nas indústrias naval, automóvel, embalagens e de vestuário, mas é muito tóxico.

Agência Portuguesa do Ambiente alerta que esforços para aumentar a reciclagem não estão a funcionar. Pedem-se medidas urgentes. (...) Os portugueses estão há quatro anos seguidos a produzir mais lixo (+2% em 2017), mas o maior problema é que, invertendo uma tendência com vários anos, diminuíram os resíduos recicláveis recuperados: menos cerca de 50 mil toneladas numa descida de 9%

Material está armazenado em barris em Nelas desde que encerraram as minas da Urgeiriça. Da última vez que foi avaliado valia 13,7 milhões de euros. Antigos trabalhadores pedem que o resultado da venda seja aplicado em projectos na terra.

Fato é que a resposta dessa pergunta não é simples. Muito menos pode ser considerada uma ciência exata. Não há como cravar um número pois o profissional de Engenharia Química pode exercer diversas funções dentro do Mercado de Trabalho e cada uma delas é remunerada de maneira diferente. (...) Segundo a Catho, a média salarial de um engenheiro químico no Brasil é de R$ 5.848,61.

Sobre a biomimética enquanto nova filosofia de engenharia [química] inspirada pela natureza (Janine Benyus)



"Nestas páginas, você conhecerá homens e mulheres que estão a explorar as obras-primas da natureza - fotossíntese, automontagem, seleção natural, ecossistemas autossustentáveis, olhos e ouvidos e pele e conchas, sinais falados e processos de produção para resolver os nossos próprios problemas. Eu chamo a sua busca biominicry [biomimética]- a emulação consciente do génio da vida. Inovação inspirada pela natureza.

Numa sociedade acostumada a dominar ou melhorar a natureza, essa imitação respeitosa é uma abordagem radicalmente nova, uma verdadeira revolução. Ao contrário da Revolução Industrial, a Revolução da Biomimética introduz uma era baseada não no que podemos extrair da natureza, mas no que podemos aprender dela.

Como você verá, "fazer o caminho da natureza" tem o potencial de mudar a forma como cultivamos alimentos, produzimos materiais, aproveitamos energia, nos curamos a nós mesmos, armazenamos informações e conduzimos negócios.



Num mundo biomimético, fabricaríamos da maneira como animais e plantas fazem, usando sol e compostos simples para produzir fibras, cerâmicas, plásticos e produtos químicos totalmente biodegradáveis. A nossa agricultura, baseada em pradarias, seriam autofertilizantes e resistentes a pragas. Para encontrar novos medicamentos ou plantações, consultaríamos animais e insetos que usaram plantas por milhões de anos para se manterem saudáveis ​​e nutridos. (...)

Em cada caso, a natureza forneceria os modelos: células solares copiadas de folhas, fibras de aço tecidas em forma de aranha, cerâmicas inquebráveis ​​desenhadas a partir de madrepérola, curas de crancro fornecidas por chimpanzés, grãos perenes inspirados em tallgrass, computadores que sinalizam como células e uma economia de ciclo fechado que tira suas lições de bosques vermelhos, recifes de corais e florestas de carvalhos.

A biomimética está a descobrir o que funciona no mundo natural e, mais importante, o que dura. Após 3,8 mil milhões de anos de investigação e desenvolvimento, os fracassos tornaram-se fósseis e o que nos cerca é o segredo da sobrevivência. Quanto mais o nosso mundo se parecer e funcionar como este mundo natura, maior a probabilidade de sermos aceites nesta casa que é nossa, mas não apenas nossa."

Fonte: Biomimética: inovação inspirada pela natureza - Janine Benyus (Livro)



Sobre a comemoração de antigos alunos de Engenharia Química do ano de 1968, pelos 50 anos passados sobre a conclusão do curso na FEUP (Portugal)



A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (Portugal) teve o prazer de receber hoje [02/11/2018] os antigos alunos de Engenharia Química do ano de 1968, numa cerimónia comemorativa dos 50 anos de curso. E foi com imenso orgulho que constatámos que a amizade eo companheirismo permanecem bem vivos nestes antigos estudantes, que todos os meses se reunem num almoço convívio! 

Na cerimónia estiveram presentes o Diretor da FEUP Professor Falcão e Cunha, a Diretora do DEQ, Professora Arminda Alves, eo Professor Jubilado Horácio Maia Costa. A placa comemorativa oferecida pelo grupo e fixada à entrada do DEQ servirá para eternizar este momento.

Fonte: Unidade de Imagem e Comunicação - FEUP

* * *

Antigo Edifício da FEUP na Rua dos Bragas (1937-2000).


Desde 2000, a FEUP conta com novas instalações no polo II da Universidade 
do Porto – Campus da Asprela, com uma área que quase triplica a anterior.


 * * *
  • Notas históricas sobre o atual curso de Engenharia Química na FEUP
Após a implantação da República, o primeiro governo efetuou uma reforma do ensino superior, reformando a Universidade de Coimbra e criando em Lisboa e no Porto duas novas Universidades, com autonomia pedagógica e administrativa.

Por esta reforma, a Academia Politécnica, primeiro estabelecimento de ensino de Engenharia do País, foi transformada em Faculdade de Ciências, a qual ficou anexa à Escola de Engenharia. Esta situação provocou os protestos dos professores, pela boca dos representantes da cidade, o que conduziu à publicação da Lei n. 410 de 1915, que transformou a Escola de Engenharia em Faculdade Técnica com autonomia própria. Esta mesma lei determinou a divisão dos cursos de Engenharia em Civil, Minas, Mecânica, Eletrotécnica e Químico-Industrial. A organização destes cursos foi corrigida por legislação publicada em 30 de novembro de 1918 e 29 de janeiro de 1921. 

Em 1926, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto – FEUP recebeu a sua denominação atual Ao comemorar os 100 anos da Academia Politécnica, é inaugurado o edifício da Rua dos Bragas (1937).

(...) O decreto n. 40378 de 14 de novembro de 1955 fixa a organização e currículo dos cursos de Engenharia professados nas Universidades Portuguesas (Eng. Civil, Minas, Mecânica, Eletrotécnica e Químico-Industrial). Este decreto atribui aos cursos de Engenharia um plano de estudos único e obrigatório para as Faculdades de Ciências e Instituto Superior Técnico (quanto aos três primeiros anos) e Faculdade de Engenharia da UP (quanto aos três restantes). A reforma do ensino de 1970 introduziu importantes alterações na organização dos cursos de Engenharia os quais foram encurtados para cinco anos, passando a haver autonomia das escolas na determinação dos seus currículos.

Em 1974, a Faculdade de Engenharia passou a assegurar a lecionação dos cinco anos das suas licenciaturas, deixando de caber à Faculdade de Ciências a lecionação dos dois primeiros anos.

Fonte: FEUP

Sobre a atribuição do prémio Professor Almiro e Castro (2018) ao docente Marco S. Reis, da Universidade de Coimbra (Portugal)



"A Paralab entregou, uma vez mais, o Prémio Professor Almiro e Castro durante o evento CHEMPOR 2018 organizado pela Universidade de Aveiro .  Foi com enorme satisfação que anunciámos como premiado o Dr. Marco Reis, professor na Universidade de Coimbra. Aproveitamos para congratular uma vez mais a contribuição na área de investigação que o Dr. Marco tem feito e indicar que a Paralab continuará a apoiar e a contribuir para o aumento do conhecimento científico em diversas áreas. Esta é uma das nossas missões. 



O Prémio Professor Almiro e Castro – prémio instituído pela Paralab que pretende distinguir o mérito científico de um docente/investigador de nacionalidade portuguesa, com idade inferior a 45 anos que se tenha destacado nos últimos 3 anos nas áreas das Engenharias Química, Biológica e afins. A periodicidade deste prémio é trianual, prevendo-se a sua entrega durante a CHEMPOR."


Fonte: Paralab

* * *

  • Sobre o Dr. Marco Paulo Seabra dos Reis
Enquanto Professor Auxiliar no Departamento de Engenharia Química da Universidade de Coimbra (Portugal), o Dr. Marco Reis leciona temas como Gestão e Empreendedorismo, Metodologias Avançadas de Modelação e Simulação, Estatística Aplicada, Processamento de Sinal e Análise de Imagem, e Gestão da Melhoria de Processos.

Já como investigador, o Dr. Marco Reis chefia o Process Chemometrics Laboratory, totaliza 739 citações em 101 publicações, e um índice-h de 15 (Fonte: Scopus).  Os temas a que tem dedicado a sua atividade de investigação compreendem Estatística Industrial, Engenharia de Sistemas de Processos, Metodologias de Dados Multiescala, Análise de Imagem, Melhoria da Qualidade, Tecnologia de Pasta e Papel.



Apresentam-se de seguida três das suas publicações-chave:


Sobre um drone-laboratório desenvolvido na Rússia e capaz de fornecer dados precisos e em tempo real sobre a composição da atmosfera




Cientistas da Universidade de Samara (Rússia) testaram e apresentaram um "laboratório voador" composto por um microcromatógrafo gasoso voador. No teste inicial realizado, o dispositivo atingiu a altitude necessária, recolheu amostras e analisou-as online.

(...) O dispositivo portátil pesa pouco mais de um quilograma e substitui completamente os volumosos dispositivos de laboratório. Ele pode fornecer dados precisos sobre a composição da atmosfera, composição qualitativa e quantitativa de petróleo e gás natural, bem como analisar biomarcadores no ar humano exalado em poucos minutos.

(...) Este laboratório aéreo de química do ar é capaz de realizar uma análise operacional do estado da atmosfera a altitudes de até 1.000 metros e dentro de um raio de 2 km da fonte. Em modo autónomo, o dispositivo pode sobrevoar fontes potenciais de poluição do ar ao longo de uma rota pré-compilada com pontos de emissão designados, analisar a composição do ar e transmitir a informação recebida para o centro de controle do solo. O processo de análise das amostras obtidas leva até três minutos.



O dispositivo também pode registar e rastrear rapidamente o nível de concentração de substâncias no ar em diferentes altitudes e distanciamento da fonte. Isso permite prever a direção da propagação da poluição na atmosfera com mais precisão.

Este laboratório móvel pode ser usado por empresas de petróleo e gás natural, químicas e de energia, bem como outras empresas industriais cujas atividades estejam associadas a potenciais emissões de substâncias tóxicas na atmosfera. Além disso, o dispositivo pode ser usado com sucesso em situações de emergência, nomeadamente  quando é necessário fazer um grande volume de medições em vários pontos para se obter uma panorâmica confiável, ou quando o acesso físico à fonte de poluição é difícil.



Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.29): baterias europeias, brinquedos tóxicos, Al Gore em Portugal, novo secretário de Estado PhD em engª química

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


 * * *



A União Europeia está preocupada com o futuro do sector automóvel, o qual prevê que seja "eléctrico". Neste sentido, Bruxelas incentiva os Estados-membros a concorrer a milhares de milhões em fundos que querem apoiar até a construção de uma "gigafábrica" como a da Tesla.


Conclusão consta de um estudo feito em 18 países europeus. Os artigos comprados em Portugal apresentam os piores resultados. (...) A ZERO enviou para análise dois brinquedos e três acessórios de cabelo e todas as amostras tinham químicos tóxicos usados como retardadores de chamas associados aos resíduos eletrónicos.

A cidade Invicta volta a ser o palco para a partilha de experiências e soluções para mitigar os impactos do clima em mudança, acolhendo em Março de 2019 o ecologista americano que em 2007 recebeu o Nobel da Paz. (...) [O evento conta ainda com] Roger Boulton, professor de Engenharia Química da Universidade da Califórnia em Davis e investigador na área do vinho;

O novo secretário de Estado - João Sobrinho Teixeira - foi até há três meses presidente do Politécnico de Bragança. Cargo que ocupou nos últimos oito anos e onde dá aulas desde 1986. Entre 2008 e 2013 foi presidente do Conselho Coordenador dos Politécnicos. (...) Natural de Mirandela, Sobrinho Teixeira tem 56 anos e é doutor em Engenharia Química pela  Universidade do Porto.     




Sobre o resumo da edição 2018 da conferência CHEMPOR, aquela que é o mais importante encontro de engenheiros químicos e biológicos em Portugal



A CHEMPOR 2018 - 13º Conferência Internacional de Engenharia Química e Biológica, teve lugar de 2 a 4 de Outubro de 2018 no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro (Aveiro - Portugal), e foi conjuntamente organizada pelo grupo de Engenharia Química da Universidade de Aveiro e pela Ordem dos Engenheiros.

Na sua globalidade, o evento contou com mais de 300 participantes de 14 nacionalidades diferentes, e com um conjunto de mais de 30 entidades patrocinadoras, maioritariamente do setor industrial (com destaque para a BB&G, Bondalti, Cires, Paralab, Prio, Altri, CIN, e Navigator).

O evento contou também com a prestigiante presença do Ministro da Economia de Portugal, Dr. Manuel Caldeira Cabral, que reforçou junto de todos a valiosa importância desta área de saber para economia nacional (permite grandes e impactantes investimentos) bem como a enorme competência técnica portuguesa nestes domínios.



Com relação a oradores internacionais convidados, o evento contou com a presença dos seguintes investigadores consagrados:
  • Professor Gabriele Centi (Universidade de Messina, Itália), com uma intervenção intitulada “Beyond fossil fuels for a transformative energy and chemistry”;
  • Professor Paul Christakopoulos (Universidade de Tecnologia de Luleå, Suécia), com uma intervenção intitulada “Novel hybrid organosolv: Steam explosion-based integrated biorefinery of the lignocellulosic biomass (an evolution from pretreatment to fractionation processes)”;
  • Professora María José Cocero Alonso (Universidade de Valladolid, Espanha), com uma intervenção intitulada “Overcoming the challenges of the sustainable biorefinery: Supercritical water ultrafast processes”;
  • Professora Nien-Hwa Linda Wang (Universidade de Purdue, EUA), com uma intervenção intitulada “Simulated moving beds: Fundamental principles, enabling technologies, and applications”;
  • Professor Nikos Hadjichristidis (King Abdullah University of Science and Technology), com uma intervenção intitulada “The importance of model polymers in polymer science and industry”;
  • Professor Rajamani Krishna (Universidade de Amesterdão, Holanda), com uma intervenção intitulada “Exploiting entropy effects in separations with microporous crystalline adsorbent materials”.

 O evento contou ainda com um conjunto de oradores nacionais convidados, a saber: Professor Adélio Mendes (Universidade do Porto), Professor João Rocha (Universidade de Aveiro), Professor José António Teixeira (Universidade do Minho), Professora Rosa Quinta-Ferreira (Universidade de Coimbra), Professora Maria da Ascensão Reis (Universidade Nova de Lisboa). Deste conjunto fez também parte o Dr. Ramesh Gardas (Indian Institute of Technology Madras).



No que diz respeito às apresentações orais e em póster dos investigadores que escolheram a CHEMPOR2018 para divulgação do seu trabalho, a imagem acima resume as palavras-chave dominantes nos trabalhos divulgados na conferência.

Sobre os resultados da 1ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior 2018, na área de engenharia química (Portugal)

Com a periodicidade anual habitual, o mês de Setembro é altura de conhecer os resultados do acesso ao ensino superior em Portugal, tema que nos últimos anos o BEQ tem vindo a acompanhar (ver post de 2016 e também o post de 2017).

* * *

  • Colocações em Engenharia Química por instituição de ensino superior

Embora o curso de engenharia química oscile na sua designação entre simplesmente "Engenharia Química" e as variações "Engenharia Química e Bioquímica" (Universidade Nova de Lisboa - FCT) e "Engenharia Química e Biológica" (Instituto Politécnico de Lisboa - ISEL), para efeitos desta análise as três possibilidades foram contabilizadas como equivalentes.

Do total das 404 vagas totais iniciais em engª química, a 1ª fase viu ser preenchidas 382 posições, ficando por preencher 22 vagas no Instituto Politécnico de Bragança - ESTiG. Noutra perspetiva, engenharia química representou este ano 0.8% do total de vagas iniciais no ensino superior na 1º fase do concurso, e 0.9% do total de alunos que obtiveram colocação.

Com relação ao desempenho entre universidades, a FEUP liderou na nota do último colocado (169,3) seguida de perto pelo IST (163,3). Em terceiro lugar surge o ISEP (153,8), seguido pela Universidade de Aveiro - UA (146.2) e pela Universidade de Nova de Lisboa (146.2). A UA é de resto a instituição com uma subida posicional mais significativa, saltando do 6º lugar em 2017 para o 4º em 2018.

De referir também que a média dos últimos colocados de todos os cursos em Portugal em 2018 se cifrou em 128.8 (em 2017 foi 129.2), e que o mesmo indicador filtrado apenas para todos os cursos de engenharia em Portugal se situou em 134.2 (em 2017 foi 135.6). Assim, verifica-se que a Universidade de Coimbra exibiu uma nota de último colocado coincidente com as referidas médias globais nacionais (133.0) e que o ISEL  e a ESTiG colocaram o seu último aluno abaixo da média de todos os cursos nacionais.

  • Engenharia Química vs. Congéneres de Engenharia
Na edição deste ano optou-se por gerar uma comparação entre cursos de engenharia com vista a tentar hierarquizar a engenharia química no contextual nacional de oferta de cursos de engenharia. O gráfico abaixo apresenta a média de notas dos últimos colocados por curso de engenharia em Portugal (e independentemente da instituição), verificando-se que a engenharia química ocupa o 11º lugar de um lista com 42 cursos distintos. Na sua vizinhança direta encontra-se o curso de Engenharia de Materiais (imediatamente acima) e o curso de Engenharia de Automação, Controlo e Instrumentação (imediatamente abaixo).

O top da lista é liderado pelo curso de Engenharia Aerospacial (188.5), seguido de longe por Engenharia Aeronáutica (162.2) e por Engenharia Naval e Oceânica (160.3). Com relação a cursos de engenharia conexos com Engenharia Química, salienta-se a 6º posição de Engenharia Biológica (156.4), a 24ª posição para Engenharia de Polímeros (126.4) e  a 27ª para Engenharia do Ambiente (125.1).

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.4): a magia visual do transporte de fluidos por molhamento eletroquímico


Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

* * *


via Gfycat

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.18): tratar água com biocarvão, Shell investe em R&D no Brasil, mais biodiesel no diesel, e tributo ao fundador da Coppe/UFRJ

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


 * * *



Nos resíduos da indústria do papel pode estar a solução para remover das águas das aquaculturas os restos de fármacos utilizados pelos produtores. Na Universidade de Aveiro (UA), uma equipa de químicos conseguiu converter as lamas que resultam desses resíduos num biocarvão que, tal como um íman, é capaz de atrair e reter uma vasta gama de substâncias tóxicas.


Fundador da Coppe/UFRJ, Alberto Coimbra destacou-se pela criação de cursos de pós-graduação. Um curso de mestrado em engenharia química feito nos Estados Unidos, entre 1947 e 1949, e a percepção de como funcionava o sistema superior de ensino norte-americano, em 1960, levaram-nos a dar uma importante contribuição para a pós-graduação brasileira. Em 1963 ele criou o primeiro curso de mestrado em engenharia química do país na então Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).


Visando garantir o desenvolvimento de pesquisas avançadas sobre conversão de energia solar em produtos químicos e armazenamento de energia, a Shell Brasil em parceria com a Fapesp, Unicamp, USP e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), anunciaram nesta quarta-feira, 23 de maio, um investimento recorde de R$ 110 milhões destinado para criação do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE).


O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, recebeu hoje (23) sugestões das indústrias de óleos vegetais e álcool para tentar resolver a crise em torno do preço dos combustíveis, especialmente gasolina e diesel. Entre as sugestões apresentadas estão o aumento da mistura de biodiesel no diesel, venda direta de etanol para os postos de gasolina e revisão das metas da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).


Sobre a ciência multidisciplinar 'Tribologia', e a sua aplicação no universo dos polímeros e da textura sensorial de alimentos





"Um comitê nomeado pelo governo em 1964 foi criado para encontrar formas de reduzir os efeitos adversos do atrito na economia industrial britânica. O comitê inventou a palavra Tribology [Tribologia] para enfatizar a natureza científica de estudar as interações de superfícies de contato sólidas em movimento relativo, sendo estas abrangidas por três disciplinas: Fricção, Lubrificação e Desgaste, tornando assim o prefixo "Tri" apropriado. O sufixo "-ology" refere-se a um ramo da aprendizagem. O atrito pode ser considerado como parte da física ou da engenharia mecânica. A lubrificação é coberta pela engenharia mecânica e química, enquanto que o desgaste faz parte da ciência de materiais.

(...) Ao longo da história da Tribologia, a abordagem para encontrar formas de reduzir o atrito foi principalmente por tentativa e erro ou por experimental. Estas produziram algumas leis científicas fundamentais, cuja base ainda hoje usamos. No entanto, a complexidade da engenharia moderna e a rivalidade que existe no mercado implica que as empresas melhorem continuamente  produtos existentes enquanto concebem novos produtos em períodos de tempo limitados. Muitas vezes, a pesquisa científica em Tribologia é baseada em programas de computador complexos que nem sempre estão disponíveis gratuitamente para a indústria. Uma solução é, portanto, conceber um design adequado e simples, métodos de diagnóstico e remediação, produzindo resultados o mais rapidamente possível."

Fonte: Gohar, R., Rahnejat, H., Fundamentals of Tribology, World Scientific Publishing Company, 2ª Ed., 2012


  •  Caso de aplicação I - Textura e desagregação de alimentos na boca


"A textura é uma das qualidades mais importantes dos alimentos, mas é uma percepção sensorial dos consumidores. (...) Devido à sua importância para o apelo do consumidor, a indústria de alimentos fez contribuições significativas. Entendemos agora que os seres humanos monitoram todo o processo desde a mordida inicial, passando pela mastigação até a deglutição, e a boca é um dispositivo de processamento extremamente sofisticado, com feedback e sensoriamento antecipado. Para entender os mecanismos de percepção, abordagens multidisciplinares de fratura e fracasso, reologia, tribologia e microscopia forense agora são aplicadas, e existem colaborações entre analistas sensoriais, físicos, engenheiros e fisiologistas orais. "


Fonte:  Lillford, P, Texture and breakdown in the mouth: An industrial research approach, Journal of Texture Studies 9 (2017) 213-218


  •   Caso de aplicação II - Força de aderência e de superfície em polímeros

"A tribologia de polímeros é uma área em rápido crescimento devido às crescentes aplicações de polímeros e compósitos poliméricos na indústria, transporte e em muitas outras áreas da economia. As forças de superfície são muito importantes para o contato com o polímero, mas a origem real de tais forças não foi totalmente investigada. A forte interação adesiva entre os polímeros leva a um aumento na força de atrito e, portanto, as asperezas do material podem ser removidas para formar partículas de desgaste ou camadas de transferência na contraface. A teoria da adesão de polímeros ainda não foi completamente elucidada e vários modelos de adesão foram propostos do ponto de vista físico ou químico. Este trabalho é focado nos esforços de pesquisa sobre adesão de polímeros com ênfase em mecanismos de adesão, que são muito importantes na análise de atrito e desgaste do polímero."


Fonte: Myshkin, N., Kovalev, A. Adhesion and surface forces in polymer tribology-A reviewFriction 6(2) (2018) 143–155 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...