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Sobre o óleo de purgueira e a aposta da Galp Energia em Moçambique com vista ao aumento da produção própria de biocombustíveis


A purgueira  (Jatropha curcas Linn., abreviadamente JCL, e também conhecida por pinhão-manso), é uma cultura energética, não alimentar, arbóreo-arbustiva de porte médio, que produz sementes ricas em óleo convertível em biodiesel.


Sementes de Jatropha curcas L..

(...) Apesar do seu óleo não ser adequado para o consumo humano, pois contém substâncias tóxicas como a curcina e os ésteres de forbol, a cultura encontra-se, hoje em dia, entre as fontes mais promissoras de grãos oleaginosos para a produção de biodiesel, devido aos seus potenciais baixos custos de produção agrícola e, sobretudo, porque poderia ocupar solos arenosos, pouco férteis, geralmente não aptos para a agricultura, proporcionando assim uma nova opção socioeconómica para vastas zonas do globo. Fonte.

O centro de origem da JCL permanece desconhecido e controverso. Segundo Heller (1996) o centro de origem mais provável será o México e a região norte da América do Sul. A planta tem hoje um largo espetro de distribuição (Figura 1), desde zonas áridas (300 mm anuais) e semiáridas (500 mm anuais) até zonas mais húmidas, mas sempre em zonas de baixa altitude (0-600 m).

(...) O peso de 1000 semente varia de 48 a 72g, sendo o seu conteúdo de óleo, extraível por simples
prensagem, da ordem dos 35-37%. O subproduto da prensagem - a torta - é rico em nutrientes e pode
ser utilizado com fertilizante orgânico (Martins et al, 2008).

(...) Dados reais das produtividades, obtidos em diversas situações e por diversos autores, variam entre os 100kg e as 4 a 5t semente seca/ha/ano. (...) A planta entra em produção no segundo ano, atinge a máxima produção ao 6/7 anos e produz até aos 40 anos.

Fonte: O projetodos biocombustíveisda Galp.Jatropha curcas L.desenvolvimentoda tecnologia agrícola. 


A Galp Energia e a utilização de óleo de purgueira para produção de biodiesel

Com a preocupação de não entrar em concorrência com a cadeia alimentar, nem contribuir para o agravamento da disputa pelos solos agrícolas, a Galp optou pela produção de óleos vegetais baseada numa planta oleaginosa não alimentar, de cultura extensiva, e de sequeiro- a purgueira  (Jatropha curcas Linn., abreviadamente JCL).



Visão do Futuro da Galp Energia em matéria de evolução tecnológica no Biodiesel. Relações entre  Matérias-primas, tecnologias e produtos. Fonte


Vias possíveis para transformar óleo vegetal em biodiesel. Fonte



 Os projetos de Biocombustíveis da Galp Energia: espécies vegetais, tipos de produtos, objetivos de produção, e localizações geográficas. Fonte


Sustentabilidade Económica e Social dos projetos de Biocombustíveis da Galp Energia. Fonte

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.7): produção de gases combustíveis a partir da degradação térmica de biomassa vegetal (pirólise)

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.18): tratar água com biocarvão, Shell investe em R&D no Brasil, mais biodiesel no diesel, e tributo ao fundador da Coppe/UFRJ

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Nos resíduos da indústria do papel pode estar a solução para remover das águas das aquaculturas os restos de fármacos utilizados pelos produtores. Na Universidade de Aveiro (UA), uma equipa de químicos conseguiu converter as lamas que resultam desses resíduos num biocarvão que, tal como um íman, é capaz de atrair e reter uma vasta gama de substâncias tóxicas.


Fundador da Coppe/UFRJ, Alberto Coimbra destacou-se pela criação de cursos de pós-graduação. Um curso de mestrado em engenharia química feito nos Estados Unidos, entre 1947 e 1949, e a percepção de como funcionava o sistema superior de ensino norte-americano, em 1960, levaram-nos a dar uma importante contribuição para a pós-graduação brasileira. Em 1963 ele criou o primeiro curso de mestrado em engenharia química do país na então Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).


Visando garantir o desenvolvimento de pesquisas avançadas sobre conversão de energia solar em produtos químicos e armazenamento de energia, a Shell Brasil em parceria com a Fapesp, Unicamp, USP e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), anunciaram nesta quarta-feira, 23 de maio, um investimento recorde de R$ 110 milhões destinado para criação do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE).


O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, recebeu hoje (23) sugestões das indústrias de óleos vegetais e álcool para tentar resolver a crise em torno do preço dos combustíveis, especialmente gasolina e diesel. Entre as sugestões apresentadas estão o aumento da mistura de biodiesel no diesel, venda direta de etanol para os postos de gasolina e revisão das metas da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).


Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.8): urânio em Espanha, celulose no Brasil, carvão em Portugal, e prós e contras da bioenergia para todos

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Ambientalistas portugueses e espanhóis manifestam-se hoje em Salamanca contra a instalação da mina de urânio, em Retortillo. São esperados dois a três mil participantes para o protesto contra os impactos da mina para o ambiente e para a saúde.

A produção de celulose registrou crescimento de 10,2% em janeiro, para 1,83 milhão de toneladas, em relação a igual período de 2017. O dado foi divulgado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que reúne os produtores de celulose, papel, painéis e pisos de madeira de madeira e florestas no país.

Imposto sobre o carvão, introduzido este ano, pode antecipar fecho da central de Sines, admite António Mexia. Presidente da EDP avisa que poderá pôr em perigo a segurança de abastecimento. (...) O presidente executivo da EDP admite que a aplicação do imposto petrolífero ao carvão poderá levar a empresa a antecipar o encerramento da central de Sines, que tem um prazo indicativo de 2025.

Nos últimos anos muito se tem falado das energias renováveis. No início do século a União Europeia procurava uma estratégia para o uso sustentável dos biocombustíveis e da biomassa com a agricultura tradicional. Para alguns, os biocombustíveis iriam contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Para outros, suscitavam muitas dúvidas. Este documentário mostra-nos os dois lados dessa fonte de energia.

Sobre a joint venture entre a Enerkem e a Sinobioway, com vista a 100 novas instalações na China, até 2035, para conversão de resíduos em biocombustíveis



A Enerkem Inc., empresa líder mundial no processo de conversão de resíduos em biocombustíveis e produtora de químicos renováveis, anunciou ter assinado um acordo com o Sinobioway Group no valor de mais de 81 milhões de euros, o qual será investido na própria na Enerkem Inc.e em licenças futuras, produção de equipamento e vendas, bem como a criação de joint venture que liderará a construção de mais de 100 instalações de última geração da Enerkem na China até 2035. 

Por sua vez, a Sinobioway é um emblemático conglomerado  da bioindústria chinesa, que ajudará a acelerar o crescimento global da Enerkem ao abrir o mercado chinês para a tecnologia pioneira de resíduos para biocombustíveis comercializado por aquela empresa. Esta joint venture irá liderar o desenvolvimento de uma economia limpa, reduzindo a poluição do ar produzindo combustíveis renováveis ​​a partir de lixo não reciclável.

De acordo com o Vincent Chornet, o presidente e CEO da Enerkem, "A nossa tecnologia inovadora produz uma solução de gestão de resíduos e de combustíveis sustentáveis de baixo impacto a nível de carbono para ajudar a China a alcançar seus objetivos de mudança climática". Acrescentou que ainda que na empresa estão "orgulhosos de colaborar com um dos principais parceiros de bioindústria chinesa para expandir a nossa pegada comercial".

Por sua vez, o presidente da Sinobioway, Dr. Aihua Pan, refere que na empersa estão "entusiasmados em nos associar-nos a uma empresa do Canadá de tecnologia líder para ajudar a cumprir o compromisso do nosso país em reduzir as emissões de gases de efeito estufa e avançar em direção às energias renováveis".

Fonte: Enerkem

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  • O processo da Enerkem

Desde 2000, a Enerkem testou e validou uma série de matérias-primas diferentes - de resíduos sólidos provenientes de vários municípios para dezenas de outros tipos de resíduos. No sistema do Enerkem, essas matérias-primas são convertidas em metanol, etanol ou outros produtos químicos renováveis. Por sua vez, o metanol é um bloco de construção química para a produção de produtos químicos secundários, como olefinas, ácido acrílico, n-propanol e n-butanol, que podem então ser usados para gerar milhares de produtos do dia-a-dia.

O processo exclusivo da Enerkem é ambientalmente amigável. Requer temperaturas e pressões relativamente baixas, o que reduz os requisitos e os custos de energia. A tecnologia proprietária da Enerkem foi rigorosamente escalada de um piloto para o estágio de demonstração para o comercial durante um período sem precedentes de 10 anos de esforços disciplinados.



Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.1): xisto, internet, PET, pellets, biocombustíveis, e cana-de-açúcar

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral. 

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Os poços de xisto (shale em inglês) estão a criar excesso de oferta por ora, mas sem mais investimentos em projetos maiores e convencionais, pode haver déficit já em 2019, segundo a canadense Suncor Energy.


De acordo com os Data Centers By Sweden - que está a lançar projetos parecidos ao de Estocolmo em todo território -, apenas 10 MW (megawatt) de energia são necessários para aquecer 20 mil apartamentos modernos. Um típico centro de dados do Facebook, por exemplo, usa 120 MW.


A Secex apurou que o valor normal dos filmes PET exportados pelo Barein é de 1,951 mil dólares por tonelada, enquanto o preço de exportação para o Brasil no período foi de 1,517 mil dólares. No caso do Peru, o preço normal apurado foi de 3,622 mil dólares, com o preço de exportação para o Brasil de 1,838 mil dólares por tonelada.


Empresa portuguesa desinveste na fábrica comprada em dezembro de 2014 e com capacidade de produção de 500.000 toneladas por ano. A Navigator anuncia assim a venda do negócio de pellets nos Estados Unidos.


A nova política de biocombustíveis do Brasil (RenovaBio), aprovada no Senado, deverá impulsionar o setor no país e ao mesmo tempo colaborar para o uso de combustíveis renováveis e menos poluentes, disseram representantes da indústria.


Há algumas justificativas para o ‘singelo aumento’ da produção brasileira. A primeira delas é o clima favorável do outro lado do mundo para a produção da cana-de-açúcar. Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a proporção de cana-de-açúcar destinada à fabricação de etanol totalizou 53,01% desde o início da safra 2017/2018 até 16 de dezembro. Na segunda quinzena de novembro, essa proporção alcançou 63,17%.

Sobre a Biocom, e a produção integrada de açúcar, etanol e energia elétrica em Angola



A Biocom é a primeira empresa de Angola a produzir e a comercializar açúcar, etanol e energia eléctrica a partir da biomassa. Está instalada no PAC - Polo Agroindustrial de Capanda, na Província de Malanje (Angola).

A produção de açúcar da Biocom destina-se ao mercado interno, a produção de energia eléctrica tem como Cliente a RNT (Rede Nacional de Transporte de Electricidade-EP) e o etanol hidratado será fornecido às industrias de bebida e produtos de limpeza.

A Biocom tem como visão, contribuir com o desenvolvimento de Angola por meio da produção de alimentos, da produção de energia eléctrica a partir da biomassa e da produção de combustíveis a partir de fontes renováveis.



A capacidade plena de produção da Biocom será alcançada na safra de 2020/2021, quando a empresa irá produzir anualmente: 256 mil toneladas de açúcar cristal branco, 33 mil metros cúbicos de etanol anidro, 235 GWh de energia exportada.A capacidade de produção acima indicada permitirá viabilizar a geração de 2.500 postos de emprego directos.



Fonte: Biocom

Sobre alumínio de embalagens como catalisador, éter dimetílico como biocombustível, e a Ford neste contexto


Ahmed Osman


Cerca de 20 mil toneladas de embalagens contendo alumínio são desperdiçadas por ano.

Uma equipa de cientistas liderada por Ahmed Osman, investigador na Queen's University's School of Chemistry and Chemical Engineering, desenvolveu um método de cristalização para obter sal de alumínio puro de películas desse material.

O método permite transformar folhas de alumínio domésticas usadas (e descartada após utilização), num catalisador químico que pode acelerar rapidamente o processo de fabricaçãso de combustíveis verdes, como o éter dimetílico.

O Dr. Osman, acredita ter encontrado uma solução mais favorável em termos ambientais, mas também mais efetiva e barata, na ordem de £120/kg vs. £305/kg para a solução comercial à base de alumina.

Fonte: Daily Mail + Science Daily


  • O éter dimetílico (DME) enquanto biocombustível:

Imagem: Donish Khan, University of Stanford


"O éter dimetílico pode ser produzido a partir de uma variedade de fontes de biomassa e é considerado um substituto promissor para o diesel e o GPL (na União Europeia e no Japão), pois pode ser armazenado em cilindros a baixa pressões. 

Pode ser usado em vez de diesel; A sua densidade energética é cerca de 80% a do diesel, apresenta um número de cetano de 55-60 (vs. 46-57.8 no caso do diesel) e não contém enxofre e aromáticos (ambientalmente mais amigável).

Nos motores de combustão interna, é relatado que produz níveis e emissões de ruído mais baixos.

Alguns dos principais fabricantes de motores investiram já recursos no que diz respeito à personalização de motores para funcionar com DME (escolha de material, injeção de combustível e avanço de ignição)."

Fonte: J.G. Speight, K.Singh, Environmental Management of Energy from Biofuels and Biofeedstocks, John Wiley & Sons, 2014


  • A Ford e veículos movidos a DME:

A Ford Motor Company lidera um projeto de R&D no valor de 3,5 milhões de euros para investigar o uso de combustíveis alternativos que posasm oferecer aos clientes da marca o poder e o desempenho de motores de combustão interna modernos, simultaneamente à garantia de benefícios ambientais comparáveis aos de um veículo elétrico.

O governo alemão co-financia o projeto de três anos que testará os primeiros carros movidos a éter dimetílico (DME) e em éter de oximetileno (OME1) um fluido geralmente usado como solvente na indústria química.

Ambos os éteres oferecem o potencial de emissões de partículas extremamente baixas e eficiência de combustível melhorada.

Fonte: Ford

Sobre melhorias no processo de extração de óleo de palma, pela mão da portuguesa IncBio




A IncBio, empresa portuguesa que projeta e constrói fábricas de biodiesel desenvolveu uma nova tecnologia de extração de óleo de palma (CPO), capaz de aumentar a extração deste óleo em mais de 25% face aos valores típicos nesta atividade.

A ncBio diz que a sua tecnologia também reduz o uso de água em 60 % e descarga de efluente em 50% nos tradicionais moinhos de óleo de palma bruto. Além disso, a empresa rerere que o próprio processo garante que o efluente tem 0,01% ou menos de contaminação por óleo, o que elimina a ocorrência de lagoas de oxidação.

Fonte: Biodiesel Magazine



  • Sobre a IncBio


A IncBio nasceu em Portugal, em 2006, com a produção de unidades de biodiesel domésticas e de pequena escala. Desde então cresceu e tornou-se a maior fornecedora de equipamentos de biodiesel no país. Desde 2008 que a empresa se dedica à construção de unidades de grande escala com reatores ultrassónicos, um equipamento pioneiro que irá revolucionar a indústria nos próximos anos.

Sobre a empresa Amyris, presidida pelo português John Melo, e a produção de combustíveis e outros produtos sustentáveis através de biotecnologia



Liderada pelo português John Melo, que reside nos EUA desde 1973, a Amyris é uma empresa cotada na bolsa americana Nasdaq, que "tem trabalhado – e é uma das líderes no mundo – em biologia sintética (a capacidade de modificar ADN). " Mais objectivamente, a Amyris dedica-se a programar "o ADN de micro-organismos da mesma maneira que programamos o software para um computador."


Usam "como matéria-prima, para esses micro-organismos, o xarope extraído da cana-de-açúcar, que o convertem em produtos como cosméticos, aromas, aromatizantes, combustível para aviões, polímeros para pneus – são muitos produtos diferentes que usamos em todo o mundo."

Segundo Melo, "Tínhamos um objetivo para 2016: criar um centro de biotecnologia. A ideia de que o faríamos com a Católica veio depois do objetivo inicial. Depois de conhecer as capacidades da Católica, apercebemo-nos que era a melhor universidade para criar este hub em Portugal. Fazê-lo em Portugal, no Porto, e torná-lo um centro europeu para a bioenergia e bioprodutos."


Acrescenta que "o objetivo é fazer investigação aplicada, e não investigação básica. Isto é realmente importante: não estamos a fazer Ciência para desenvolver nova Ciência, estamos a fazer Ciência para desenvolver produtos agora. E esperamos ter novos produtos, para as companhias europeias, a sair daquele instituto de investigação todos os anos."


Antes de presidir à Amyris, John Melo trabalhou durante 
cerca de uma década na britânica BP e, numa fase mais inicial da carreira,
 foi também colaborador da consultora Ernst & Young


De entre o portfólio de produtos, destaque para os produtos afetos ao setor dos combustíveis: ". Temos um gasóleo renovável, líder a nível mundial, que vendemos para os autocarros de São Paulo – chamamos-lhe “diesel de cana” [projeto Biofene]. É o único combustível renovável que a Mercedes permite que a cidade de São Paulo use nos autocarros da marca. Este é um exemplo de como a performance do produto é melhor dos derivados do petróleo atuais."


"E temos um combustível renovável para aviões em parceria com a Total, a petrolífera francesa. A Total detém 30% da Amyris, são a nossa maior acionista, e acreditamos que os nossos combustíveis renováveis, tanto o gasóleo como o combustível para aviões, são os melhores combustíveis a nível de desempenho disponíveis hoje em dia em todo o mundo. O desafio é conseguir ter preços competitivos em relação ao crude, mas esperamos chegar lá até 2020-2021."


E como começou, afinal a Amyris? 

"A nossa empresa começou com uma ideia de que podíamos modificar micro-organismos, neste caso leveduras – as mesmas leveduras que fazem o pão, cerveja ou vinho -, alterando o ADN e programá-los para produzir os produtos que queremos. E esse foi um projeto que partilhámos com a Fundação Gates: reduzir os custos do medicamento mais importante no tratamento da malária de maneira a podermos salvar mais crianças. A Fundação Bill e Melinda Gates acharam que era uma boa ideia e financiaram a empresa, juntamente com outras organizações, num total de 42 milhões de dólares [cerca de 38 milhões de euros]. E foi assim que a nossa empresa teve início."


Fonte: Observador

Sobre tendências de investigação em eng. química, na área de energia, em 2015: biocombustíveis




Ao nível da investigação em energia, as publicações de engenharia química listadas no  Top25 da ScienceDirect abordam o temas das fontes não fósseis de energia, nomeadamente os chamados biocombustíveis, energia térmica, e energia solar.

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Na temática dos biocombustíveis, podem referi-se três temas específicos: bioetanol, biodiesel, e pirólise e gasificação.

BIOETANOL:
Ao nível do bioetanol, os desafios colocados à engenharia química focam-se nas estratégias pelas quais biomassa vegetal pode ser convertida em etanol, desde logo pela conversão inicial da celulose em açúcares simples (hidrólise), e a subsequente fermentação dos mesmos a etanol. 

Neste domínio, inúmeras são as questões técnicas que requerem inovação para que o custo de produção do bioetanol seja mais competitivo, podendo-se referir: otimização da velocidade da hidrólise, e das quantidades de enzima necessárias (caso seja aplicável), a otimização dos rendimentos de produto e tempos de processo, a compatibilidade dos processos com várias espécies,  a minimização da geração de compostos inibidores do processo, a minimização da degradação dos açúcares, robutez face à existência e variações de humidade na biomassa, redução das necessidades energéticas do processo, etc.


BIODIESEL:
Ao nível do biodiesel, a investigação em torno da sua produção incide sobre quatro aspetos principais: 
1) otimização de condições a mistura de óleos vegetais com diesel fóssil e sua combustão; 
2) mistura de óleos vegetais com álcool (metanol, etanol, etc) com vista à formação de microemulsões; 
3) decomposição de óleos vegetais por via térmica com vista à produção de hidrocarbonetos; 
4) transesterificação, ou seja, reação de óleo (ou gordura) com álcool com vista à formação de ésteres e glicerol. 

Enquanto a transesterificação é o processo mais popular para o objetivo de produzir biodiesel, os desafios associados prendem-se também com a fonte de óleos/gorduras a utilizar. Se por um lado a valorização de óleo alimentar depois do seu ciclo de utilização representa uma fonte possível, a cultura de microalgas tem sido muito investigada pelo facto de ter potencial para suprir as necessidades mundiais, dada a elevada produtividade face ao cultivo de espécies agrícolas.


PIRÓLISE E GASIFICAÇÃO:
Ao nível da pirólise e gasificação, a investigação tem-se focado nos desafios de operação inerentes à produção de misturas líquidas e/ou gasosas quando se processa biomassa vegetal em temperaturas superiores a 200ºC sem oxigénio (pirólise) ou sob baixas concentrações de oxigénio (gasificação). 

Neste particular, dado que a biomassa vegetal é compostas maioriamente por celulose, hemicelulose e lenhina, estas frações morpofológicas comportam-se modo diferentes nos referidos processos de pirólise e gasificação, levando a que seja necessário otimizá-los com vista uma produção melhorada de biocombustíveis líquidos ou gasosos, por esta abordagem.

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Esta publicação faz parte de um conjunto de textos subordinado ao tema da investigação em engenharia química no ano de 2015, cuja publicação principal pode ser consultada aqui.

Sobre biocombustível produzido a partir de sub-produtos da indústria dos curtumes



"Uma equipa de investigadores da República Checa desenvolveu um processo para produzir biocombustível a partir das substâncias tóxicas usadas na indústria dos curtumes. Uma questão importante para países como Portugal onde a indústria do calçado tem sido um dos vetores de crescimento económico.

A investigação está a ser desenvolvida na Universidade Tomas Bata, na República Checa. “O nosso princípio é separar a glicerina da gordura, e substituir a glicerina por metanol. Depois separa-se a glicerina do diesel. Neste caso separamos também a proteína dos resíduos dos curtumes para ser reutilizada”, disse Karel Kolomaznik, um dos responsáveis do projeto.

Para os investigadores checos, a pesquisa permite resolver dois problemas de uma só vez: criar um combustível mais barato e evitar problemas de saúde pública. Tradicionalmente, a indústria dos curtumes baseia-se no uso do crómio e em processos poluentes. “Penso que resolvemos um problema ecológico importante ao processar os resíduos dos curtumes. É muito perigoso queimá-los devido às dioxinas e aos óxidos de nitrogénio porque são processos altamente poluentes”, acrescentou o investigador.

Segundo a equipa de cientistas checos, além das vantagens ambientais, o sistema tem vantagens económicas ao rentabilizar subprodutos industriais."

Fonte: Euronews

Sobre o grupo português Petrotec, um dos maiores do mundo em equipamentos para a distribuição e retalho da indústria petrolífera



O Grupo Petrotec é um dos cinco maiores fabricantes mundiais, com tecnologia 100% própria, de equipamentos para as áreas de distribuição e retalho da indústria petrolífera e o único em soluções globais, desenvolvidas à medida de cada cliente.

O Grupo conta já com mais de duas décadas de actividade, abrangendo não só os segmentos de Bombas de Combustível, Lavagem para Veículos e Sistemas para Frotas e Postos de Abastecimento, mas também a oferta de soluções abrangentes e flexíveis que, aliadas à sua capacidade tecnológica, de inovação e design, firmam a elevada notoriedade e prestígio alcançados.

Líder Ibérico, o Grupo está também representado a nível internacional, com afiliadas e distribuidores em quatro continentes, assumindo-se, desta forma, como um "Player Global". As parcerias estabelecidas asseguram uma rede de distribuição organizada, sustentada actualmente em mais de 50 países.

[Em 2013], o volume de negócios consolidado foi de 31,4 milhões de Euros.


Actividade actual do grupo Petrotec:
Bombas de Combustível e Biocombustíveis;
Bombas de GPL (Auto Gás);
Equipamentos e Soluções para Oficinas e Estações de Serviço;
Equipamentos e Máquinas de Lavagem Automóvel;
Sistemas de Automação e Gestão de Postos de Abastecimento;
Sistemas de Gestão de Frotas;
Sistemas de Pagamento Automático e Cartões Magnéticos e Electrónicos (Smart Cards e Transponders).


Clientes e Internacionalização:
A carteira de clientes da Petrotec engloba as maiores empresas petrolíferas do mundo, sendo motivo de grande orgulho e prestígio. Destacam-se a Petrogal e Galp Energia, Repsol, Shell, BP, Mobil, Esso, Cepsa, Total, Campsa, Elf, Engen, Sasol, Eko, Tesco, E.Leclerc, Intermarché, Prio -Jerónimo Martins, Sopor, Sonangol, entre outras.

A grande aposta do Grupo, em termos estratégicos, prende-se com o processo de internacionalização, iniciado em 1994 e ainda em curso, realçando-se como mercados principais a Europa de Norte e de Leste.


Sede:
Parque Industrial da Ponte, Pav. C2 - S. João de Ponte
4805-661 Guimarães - Portugal


Sobre o eucalipto enquanto biocombustível possível para a aviação comercial




"A indústria da aviação está cada vez mais preocupada com as emissões de carbono. A busca por inovação, quando se trata de combustíveis mais limpos, surgem também como alternativas mais baratas e ecologicamente equilibradas.

A companhia GE da Austrália é um exemplo claro dessa tentativa sustentável, ela está desenvolvendo um biocombustível comercial para a indústria de aviação australiana, tendo como foco a inovação e criatividade para a transição com destino a um futuro de baixa poluição de carbono.

O foco das pesquisas da empresa será sobre o uso de uma decomposição química, termo de material orgânico, a temperaturas elevadas na ausência de oxigênio, para converter as árvores de eucalipto em biocombustível.

Segundo o diretor da empresa, Waters, uma unidade de produção de biocombustível piloto seria aberta na Austrália no próximo ano. “Nós já investimos uma quantidade enorme no desenvolvimento de fontes de energia mais eficientes e alternativas na indústria da aviação e além, e esperamos trazer uma enorme quantidade de conhecimento para esta parceria”, disse ele.


Um relatório recente estima que a indústria da aviação pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 17% e abaixar a dependência da Austrália em importações de combustíveis de aviação em US$ 2 bilhões por ano nas próximas duas décadas."

Fonte: CeluloseOnline

Sobre a Bioflex I, a primeira fábrica de etanol celulósico em escala comercial do Hemisfério Sul




A Bioflex 1, unidade industrial da GranBio, é a primeira fábrica de etanol celulósico em escala comercial do Hemisfério Sul e o projeto mais inovador da indústria sucroalcooleira desde o Proálcool.

Instalada no município alagoano de São Miguel dos Campos, distante 55 quilômetros do porto de Maceió, a unidade entrou em operação em setembro de 2014. Tem capacidade para produzir 82 milhões de litros do biocombustível por ano.

Um conjunto de tecnologias (pré-tratamento, hidrólise enzimática e fermentação) permite a transformação de palha e bagaço de cana-de-açúcar em um combustível avançado, limpo e que não compete com alimentos.


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O etanol 2G é mais sustentável por diversas razões. Primeiro, não é preciso plantar nenhum hectare a mais de cana-de-açúcar para produzi-lo. A matéria-prima utilizada no processo é composta apenas por resíduos, como a palha, que antes era descartada ou queimada nos canaviais. O Brasil tem capacidade de aumentar em 50% a produção de etanol apenas com o uso de palha e bagaço, sem a necessidade de ampliar canavias.

Outro ganho está no aproveitamento dos subprodutos gerados na fabricação do etanol 2G. A lignina, que não existe no processo convencional, é queimada em uma caldeira que gera energia tanto para a operação da fábrica quanto para a rede externa de eletricidade.

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Fonte: GranBio

Sobre uma unidade piloto para produção de gasolina a partir de pellets de madeira




Envolvendo uma parceria de várias entidades (Gas Technology Institute (GTI); Haldor Topsoe, Inc.; UPM; Phillips 66; Andritz-Carbona Corp., U.S. Department of Energy), encontra-se em fase de demonstração, no estado norte-americano do Texas, uma unidade de produção de gasolina a partir de pellets de madeira.

Tendo por base a premissa de processar 20 toneladas de pellets de madeira (com humidade de 6%), a unidade tem como objectivo uma produção diária de 22.5 barris de gasolinas.

Sucintamente, o processo consiste num módulo de gasificação que permite a produção de gás de síntese a partir da biomassa; ao qual se segue um processo de reforming que visa a limpeza do gás de síntese relativamente a alcatrões e contaminantes. Depois, o gás de síntese passa por uma etapa de remoção de gases ácidos, onde o dióxido de carbono e o enxofre são removidos. Por último, há lugar à síntese de dimetil éter e metanol, e à subsequente conversão em gasolina. Do processo de síntese diz-se haver versatilidade relativamente à composição da mistura de gás de síntese.

Testes efectuados indicam que a gasolina produzida por esta via respeita a legislação da EPA (agência americana de proteção do ambiente) e que a inclusão da gasolina "verde" em formulações comerciais pode chegar a 80%.

Perante o sucesso desde projecto de demonstração, avançar para uma unidade comercial passa agora sobretudo pela esfera da política, na forma garantias estatais quanto à aposta nesta via de produção de combustíveis. Estima-se que uma unidade comercial possa custar 750 milhões de dólares.

Fonte: Chemical Processing

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A notícia acima destaca os esforços e avanços que têm sido feitos no sentido de contornar a dependência do petróleo, para a qual a abordagem gas-to-liquids tem vindo a ser investigada. Na imagem seguinte, obtida a partir de um artigo científico sobre o tema, destacam-se as diferentes vias para a obtenção do gás de síntese, a produção de dimetil éter e metanol como intermediários, e diferentes vias processuais que ambos possibilitam com vista à geração de produtos combustíveis.

[1]


Sobre a parceria da Airbus com a chinesa SINOPEC para certificação de combustível produzido a partir da biomassa


"A China Petroleum and Chemical Corporation (Sinopec), uma das maiores empresas de energia da China, e a Airbus estão desenvolvendo e promovendo a produção de combustíveis renováveis para uso regular na aviação comercial na China.

A Sinopec é a principal parceira a auxiliar o Governo Central a estabelecer uma certificação chinesa de navegabilidade aérea para combustíveis de aviação alternativos produzidos a partir de matérias-primas cultivadas localmente.

O combustível certificado, conhecido como "1# bio-jetfuel", será produzido pela Sinopec através da utilização de sua própria tecnologia a partir de uma refinaria recém-construída em Hangzhou (perto de Xangai). A refinaria é uma dos poucas no mundo com capacidade de produzir, em grande escala, combustível de aviação a partir de biomassa.

A Airbus apoia o desenvolvimento do padrão chinês por meio de sua expertise técnica adquirida em processos de certificação anteriores junto aos organismos de normalização de combustíveis da União Europeia e dos Estados Unidos e, também, na escolha de matérias-primas sustentáveis.

De acordo com o vice-presidente sênior da Sinopec, DAI Houliang, "o Bio-jetfuel está se tornando cada vez mais importante na aviação e no mercado de energia. Ele vai ajudar no crescimento da aviação de forma sustentável e também a atender a crescente demanda por combustível. A Sinopec desenvolveu sua própria tecnologia para a produção de combustível de aviação a partir de biomassa e resíduos de óleo, e já produziu combustível que atende aos padrões internacionais. A Sinopec está auxiliando a CAAC (Administração da Aviação Civil da China) no processo de certificação de navegabilidade aérea e se orgulha por colaborar com a Airbus e com outros parceiros no esforço pela criação de combustíveis alternativos de aviação".

Além da certificação do combustível, os parceiros estão também estabelecendo uma cadeia de valor para o combustível sustentável na China, para ajudar a acelerar a sua comercialização, que utilizará recursos e capacidade de refino 100% local.

"Os biocombustíveis são uma parte crucial do caminho traçado para atender as ambiciosas metas de CO2 da aviação. Temos o privilégio de trabalhar com os nossos parceiros chineses para estabelecer uma cadeia nacional de valor. "

Sobre o investimento do italiana Mossi & Ghisolfi em biocombustíveis, no Brasil




"O grupo italiano Mossi & Ghisolfi, por meio de sua controlada Beta Renewables, acordou com a empresa brasileira GraalBio Investimentos S.A. que realizará a construção de um centro industrial de biocombustíveis chamados "de segunda geração", que são produtos de restos agrícolas no estado de Alagoas.

"As tecnologias adotadas permitem utilizar com elevada eficiência os resíduos das produções de cana de açúcar, superando os possíveis conflitos com as produções alimentares

Quando começar a funcionar, até 2013, a industria terá uma capacidade produtiva de 65 mil toneladas por ano de bioetanol, com utilização dos restos da cana de açúcar. 
   
O Grupo Mossi & Ghisolfi, fundado em 1953 por Vittorio Ghisolfi, é uma multinacional italiana com sede em Tortona, na região de Piemonte. Com um faturamento anual de US$ 3 mil milhões (cerca de R$ 6 mil milhões), 2.300 empregados e mais de 120 pesquisadores, é a segunda maior industria química na Itália."

Fonte: Ansa

Sobre a palestra "Produção e utilização de biocombustíveis" (ISEC)

PALESTRA_Produção e utilização de biocombustíveis: benefícios e limitações

PALESTRA
Instituto Superior de Engenharia de Coimbra
Produção e utilização de biocombustíveis: benefícios e limitações
13 de Janeiro de 2012 | 14h30


O Departamento de Engenharia Química e Biológica promove no próximo dia 13 de Janeiro a palestra "Produção e utilização de biocombustíveis: benefícios e limitações", no âmbito da unidade curricular de Seminário do Mestrado em Processos Químicos e Biológicos. 
A palestra terá como orador o Doutor João Malça, docente do Departamento de Engenharia Mecânica do ISEC e decorrerá pelas 14h30m no Anfiteatro QA3_A3 do DEQB.
A entrada é livre.  

Sobre o fim de taxas ao etanol brasileiro nos EUA



O Congresso americano pôs fim a uma novela política de 31 anos ao não renovar as barreiras comerciais contra a entrada do álcool brasileiro nos EUA.
Para a indústria, apesar dos gargalos na produção, trata-se do primeiro passo para criar um mercado global de etanol e transformar o produto em commodity. "O que ocorreu é a possibilidade de competição internacional, que não existia", disse por telefone Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

"É um sinal superimportante para que outros países sigam essa direção e comece a acontecer com os biocombustíveis o que vimos historicamente com o petróleo".

Até agora, quem usava álcool brasileiro pagava uma sobretaxa, o que tornava o produto menos competitivo ante o etanol norte-americano, feito de milho. A tarifa, que vigora desde 1980, está em US$ 0,54 por galão (ou US$ 0,14 por litro)

Por 31 anos, a bancada ruralista ligada a Estados produtores de milho, como Iowa, dominou a negociação, independentemente de quem ocupasse a Casa Branca. Embora o milho seja matéria-prima menos eficaz na produção de combustível, ele é produzido em larga escala no Meio-Oeste americano.

Mas a crise econômica, o impasse político criado diante do crescente déficit do governo federal americano e o intenso lobby da indústria sucroalcooleira brasileira mudaram a balança.
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