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Sobre o óleo de purgueira e a aposta da Galp Energia em Moçambique com vista ao aumento da produção própria de biocombustíveis


A purgueira  (Jatropha curcas Linn., abreviadamente JCL, e também conhecida por pinhão-manso), é uma cultura energética, não alimentar, arbóreo-arbustiva de porte médio, que produz sementes ricas em óleo convertível em biodiesel.


Sementes de Jatropha curcas L..

(...) Apesar do seu óleo não ser adequado para o consumo humano, pois contém substâncias tóxicas como a curcina e os ésteres de forbol, a cultura encontra-se, hoje em dia, entre as fontes mais promissoras de grãos oleaginosos para a produção de biodiesel, devido aos seus potenciais baixos custos de produção agrícola e, sobretudo, porque poderia ocupar solos arenosos, pouco férteis, geralmente não aptos para a agricultura, proporcionando assim uma nova opção socioeconómica para vastas zonas do globo. Fonte.

O centro de origem da JCL permanece desconhecido e controverso. Segundo Heller (1996) o centro de origem mais provável será o México e a região norte da América do Sul. A planta tem hoje um largo espetro de distribuição (Figura 1), desde zonas áridas (300 mm anuais) e semiáridas (500 mm anuais) até zonas mais húmidas, mas sempre em zonas de baixa altitude (0-600 m).

(...) O peso de 1000 semente varia de 48 a 72g, sendo o seu conteúdo de óleo, extraível por simples
prensagem, da ordem dos 35-37%. O subproduto da prensagem - a torta - é rico em nutrientes e pode
ser utilizado com fertilizante orgânico (Martins et al, 2008).

(...) Dados reais das produtividades, obtidos em diversas situações e por diversos autores, variam entre os 100kg e as 4 a 5t semente seca/ha/ano. (...) A planta entra em produção no segundo ano, atinge a máxima produção ao 6/7 anos e produz até aos 40 anos.

Fonte: O projetodos biocombustíveisda Galp.Jatropha curcas L.desenvolvimentoda tecnologia agrícola. 


A Galp Energia e a utilização de óleo de purgueira para produção de biodiesel

Com a preocupação de não entrar em concorrência com a cadeia alimentar, nem contribuir para o agravamento da disputa pelos solos agrícolas, a Galp optou pela produção de óleos vegetais baseada numa planta oleaginosa não alimentar, de cultura extensiva, e de sequeiro- a purgueira  (Jatropha curcas Linn., abreviadamente JCL).



Visão do Futuro da Galp Energia em matéria de evolução tecnológica no Biodiesel. Relações entre  Matérias-primas, tecnologias e produtos. Fonte


Vias possíveis para transformar óleo vegetal em biodiesel. Fonte



 Os projetos de Biocombustíveis da Galp Energia: espécies vegetais, tipos de produtos, objetivos de produção, e localizações geográficas. Fonte


Sustentabilidade Económica e Social dos projetos de Biocombustíveis da Galp Energia. Fonte

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.6): Total nas renováveis em Portugal, baterias de grafeno, Amorim investe em mais cortiça, e comunicar melhor ciência




A Total venceu a corrida à compra da Novenergia, o quarto maior produtor de energias limpas em Portugal, com uma oferta superior a 600 milhões de euros. Entre os grupos que também disputavam a aquisição da empresa de energias limpas estavam a estatal chinesa Datang, o fundo norte-americano Contour Global e a Finerge (outro dos grandes produtores de energia eólica em Portugal).


É uma das novidades da Energizer na feira de tecnologias móveis que decorre em Barcelona. Com este smartphone, é possível ouvir 100 horas seguidas de música e pode mesmo aguentar 50 dias sem precisar de ser carregado.

A Corticeira Amorim vai investir sete a 10 milhões de euros, nos próximos três anos, na plantação de sobreiros. A meta do grupo é plantar 50 mil hectares em Portugal na próxima década, o que corresponde a um aumento da área total de montado de sobro do país em 7%, mas permitirá aumentar em cerca de 30% a produção de cortiça.


Três faculdades da Universidade do Porto (U.Porto) juntam-se num curso que visa “criar uma cultura de comunicação” e facultar a investigadores e estudantes de doutoramento ferramentas que lhes permitam “comunicar a ciência”, adiantou hoje o responsável.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.4): crustáceos para limpar petróleo ou proteger arte, Hovione investe 200 M€, e preço da biomassa ameaça fechar centrais




Um conjunto de géis inovadores, com “elevada capacidade de remediação de ambientes contaminados com hidrocarbonetos de petróleo”, foram desenvolvidos por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), foi hoje anunciado.




Empresa farmacêutica vai construir nova unidade no Parque Empresarial Baía do Tejo. Região acredita que será um farol para atrair outras empresas. Objectivo é investir 200 milhões e criar mais de 200 postos de trabalho.



O alerta é deixado por Carlos Alegria, presidente da Associação dos Produtores de Energia com Biomassa (APEB): “Se o preço dos resíduos florestais chegar aos 40/50 euros por tonelada, que é o valor pelo qual são vendidos à indústria da pasta de papel, porque tem um maior valor económico, eu fecho a central.


Investigadores portugueses estão a desenvolver um novo produto, não tóxico e feito com os exoesqueletos de camarão, para protecção de esculturas que se encontram nos espaços públicos das cidades.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.34): bioeconomia portuguesa, emissões dos bifes de vaca, salários na indª farmacêutica, e a empresa Polyanswer

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

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Olhando para as condições únicas que temos para a bioeconomia deveremos ambicionar colocar Portugal no centro desta nova economia e revolução tecnológica.

Reduzir o número de vacas e alterar a dieta alimentar fará bem à saúde e ao ambiente. Governo propõe reduzir o número de cabeças de gado bovino para metade.

Estudo global revela que três das dez carreiras mais bem pagas em Portugal, para profissionais com menos de cinco anos de experiência, estão nas farmacêuticas

A produtora de fluidos dilatantes para protecção de impactos está a explorar a área da Defesa e a “dar o peito às balas” na indústria, com a venda de matéria-prima para materiais de trabalho ou desportivos.

Sobre desafios e oportunidades da indústria mundial de pasta e papel, segundo Pratima Bajpai




"A indústria de celulose e papel fornece papel a mais de 5 mil milhões de pessoas em todo o mundo. Originalmente, a produção de pasta e papel era um processo lento e trabalhoso, mas hoje esses processos são impulsionados por equipamentos de capital intensivo e máquinas de papel de alta tecnologia e velocidade.

(...) A produção global de papel e cartão foi de aproximadamente 407 milhões de toneladas em 2015. Um terço da produção foi atribuída ao papel gráfico e mais da metade dessa produção foi atribuída ao papel de embalagem. O consumo global de papel em 2020 deve chegar a 500 milhões de toneladas. Os três maiores países produtores de papel do mundo são a China, os Estados Unidos e o Japão e respondem por metade da produção total de papel no mundo. A Alemanha e os Estados Unidos são os principais países importadores e exportadores de papel.

(...) A América do Norte, no entanto, tem o maior consumo per capita de papel do mundo em qualquer região, consumindo 221 kg (per capita), o que é considerável quando comparado ao consumo médio mundial per capita de papel ser de apenas 57 kg (per capita).

(...) Como o papel pode ser classificado como um recurso renovável, a recuperação é crucial dentro da indústria de papel. De entre os muitos materiais que existem, o papel tem uma das mais altas taxas de reciclagem. Em 2013, cerca de 233 milhões de toneladas de papel recuperado foram coletadas em todo o mundo. Nos Estados Unidos, mais de 52 milhões de toneladas (curtas) de papel e papelão são recuperadas anualmente. A taxa de recuperação de papel e papelão nos EUA foi de 66,8% em 2015, o que é mais do que o dobro da taxa de recuperação de 1990, inferior a 34%.

(...) A indústria global de celulose e papel contraiu ligeiramente nos últimos cinco anos, principalmente devido à transição para os meios digitais e comunicação sem papel na maioria dos países desenvolvidos. Os booms de produção em vários mercados emergentes compensaram parcialmente o declínio ao dirigir aumento da procura por papel para materiais de embalagem. A indústria está agora a mudar o seu foco para materiais de embalagem e produtos sanitários, os dois segmentos considerados mais promissores em termos de crescimento.

(...) A indústria está a aproveitar as oportunidades oferecidas pela bioeconomia. Novos conceitos de negócios permitirão que a indústria use todo o potencial da madeira e da fibra de madeira para produzir produtos e novos materiais para as indústrias alimentar, têxtil, cosmética e farmacêutica; produtos químicos e biocombustíveis e produtos tradicionais à base de madeira."

Fonte: Elsevier SciTech Connect

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.7): produção de gases combustíveis a partir da degradação térmica de biomassa vegetal (pirólise)

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.23): motores a diesel, pó talco cancerígeno, maconha brasileira, e ácido xilónico

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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O novo método para determinar consumos e emissões vai obrigar a subidas de preços e grandes novidades. A começar pelo facto de os motores diesel passarem a ser menos poluentes que os gasolina.

Tribunal do Missouri condenou a multinacional a pagar mais de quatro mil milhões de euros a mulheres que desenvolveram cancro depois de usar produtos da marca. Especialistas ouvidos em tribunal dizem que pó talco da marca tem amianto.

O governo do Piauí vai pedir autorização da Polícia Federal e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ligada ao Ministério da Saúde, para ser o primeiro estado a plantar maconha a fim de produzir o canabidiol, um dos derivados da planta usado para fins medicinais e que não gera efeitos psicoativos.

O projeto “Produção de ácido xilônico a partir de hidrolisados de biomassa lignocelulósica”, liderado pelo chefe de pesquisa da Unidade, João Ricardo Almeida, com inicio em 2015, busca a utilização da biomassa para produção de etanol lignocelulósico e outros compostos químicos de interesse biotecnológico tem sido amplamente avaliada. 

Sobre o 'O que pode se fazer com uma árvore' (CEPI), e a importância da economia da floresta para a Europa


Consulte ou descarregue o póster aqui.

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No póster acima, encontram-se sistematizadas pouco menos do que 100 diferentes aplicações e produtos associados à economia da floresta, e que encontram colocação no mercado e utilidade em mais de 13 indústrias distintas, a saber: aviação, construção civil, impressão e publicação, embalagens, alimentação, automóvel, cosmética e higiene pessoal, eletrónica, farmacêutica e médica, mobiliário, químicos, têxtil, e energia.

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"As florestas cobrem cerca de 40% do território da Europa (190 milhões de hectares), tornando a Europa uma das regiões mais ricas em florestas do mundo. A região é uma das poucas no mundo onde a cobertura florestal aumentou no último século. Proprietários de florestas e os gestores contribuem para o crescimento e o emprego na área rural, assegurando a prestação de serviços de madeira e ecológicos. 

As atividades florestais europeias têm um volume de negócios de quase € 500 mil milhões, empregando aproximadamente 3,5 milhões de pessoas.  A respetiva indústria investiu em tecnologia para transformar resíduos e subprodutos em produtos  inovadores de base biológica que são essenciais para o desenvolvimento de uma bioeconomia. 

Como o aumento dos investimentos feitos em tecnologias inovadoras, mais produtos desta indústria poderão ainda vir a alcançar novos segmentos de mercados, proporcionando benefícios adicionais para a sociedade como um todo.

A bioeconomia compreende o abastecimento sustentável de recursos e serviços renováveis bem como a conversão de fluxos de resíduos em alimentos, rações, fibras, materiais, produtos químicos e bioenergia. 

As biorrefinarias,  enquanto parte essencial da bioeconomia, são instalações industriais que fornecem produtos de origem natural, substituindo outros de origem fóssil. Um grande exemplo de biorrefinarias é a celulose e o papel, juntamente com fábricas de processamento de madeira. Estes têm o potencial de fornecer uma riqueza de produtos como os identificados no póster acima."

Fonte: CEPI

Sobre novas espécies vegetais como fonte de agentes de curtimento de couro, e as folhas de oliveira como caso de estudo dessa aplicação



Em tempos idos, o BEQ fez uma publicação intitulada "Sobre o contributo da eng. química na evolução do processo de tingimento de pele animal (couro)", onde se mostrava "o contributo que a engenharia química (mas também mecânica) vieram trazer ao processo no sentido de o tornar menos exigente para o operador. A mecanização e aprimoramento da indústria têxtil veio substituir muita precariedade laboral por um trabalho tecnicamente mais evoluído e fisicamente menos exigente."

Voltamos agora ao assunto, para dar conta de uma investigação europeia que visou identificar novas espécies vegetais promissoras como fonte natural de taninos para curtimento de couro, com vista a dotar de maior sustentabilidade e segurança este tipo de processamento.

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Rubi fruticosus (Amoreira-silvestre ou silva), uma 
das plantas com extratos promissores para tingir couro


A seleção do agente de curtimento para o processo de curtimento depende do produto de couro a ser produzido, nomeadamente os seus requisitos durante a produção e uso posterior, mas também o preço e a disponibilidade (em escala). Embora 80% a 90% do couro produzido em todo o mundo seja curtido com sais de cromo (III) (Bilitewski et al., 2012), os agentes de curtimento de vegetais são também usados. 

Os agentes de curtimento vegetais podem ser combinados com agentes de curtimento à base de minerais ou aldeídos para criar as características necessárias no couro, como rigidez ou resistência aos raios UV. Na Europa, os agentes de curtimento de vegetais são principalmente aplicados em produtos de couro premium. Para isto, extratos líquidos são produzidos por extração de partes de plantas selecionadas, como casca, madeira, folhas, raízes ou frutos (Moog, 2005), seguindo-se um passo adicional de concentração e secagem desse extrato líquido.

Durante o processo de curtimento, os taninos dos extratos difundem-se no couro do animal e interagem com o colagêneo da pele do animal. Esta complexação resulta numa estabilização da pele do animal, sendo esse o objetivo da etapa de curtimento. Assim, quanto maior o teor de taninos (TC) de um extrato maior sua eficácia no curtimento.

(...) Uma investigação produzida pelos investigadores alemães abaixo identificados incidiu sobre ervas medicinais europeias como possíveis recursos para taninos vegetais e seu uso na produção de couro, mas também para outras aplicações, como na indústria alimentícia, farmacêutica ou química. Uma revisão detalhada da literatura foi realizada para identificar espécies vegetais com teores promissores de taninos. No total, 47 ervas medicinais europeias foram identificadas para uma análise mais aprofundada. O género Fragaria (morangueiro), as espécies Alchemilla vulgaris e Rubi fruticosus (Amoreira-silvestreou silva) foram identificados como novos potenciais fontes naturais para o curtimento de couro.

Fonte: Markus Maier, Anna-Luisa Oelbermann, Manfred Renner, Eckhard Weidner, Screening of European medicinal herbs on their tannin content—New potential tanning agents for the leather industry, Industrial Crops and Products, 99 (2017) 19-26.


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  • Wet Green, uma empresa de extratos de oliveira para curtir couro:


A empresa alemã Wet Green explora comercialmente um agente natural de curtimento designado wet-green® OBE. Este foi desenvolvido e patenteado pela empresa e consiste num concentrado de base vegetal produzido a partir de um extrato aquoso de folhas de oliveira. Os agentes ativos de curtimento são os mesmos presentes em alguns artigos cosméticos naturais e em azeite extra-virgem.

Os extratos são orientados para o mercado do couro premium, e têm como argumentos o facto de resultarem de subprodutos da exploração de oliveiras (ao invés do cultivo de oliveiras para este fim). Acresce também o argumento de que o produto está certificado relatavimente a compatibilidade cutânea (Dermatest), o que proporciona uma garantia de qualidade e segurança aos consumidores e fabricantes do couro tratado com este produto de base vegetal.




Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.14): sabugueiro, ardósia e amianto português, e a venda belga ilícita de químicos à Síria

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Criar um centro-piloto no concelho de Tarouca dedicado à investigação do sabugueiro com vista ao desenvolvimento de produtos alimentares saudáveis e ao incremento da economia local e nacional. Este é um dos grandes objetivos do SambucusValor que junta a Universidade de Aveiro (UA) a várias empresas e associações do sector agroalimentar.

Há uma "quantidade enorme" de matéria-prima que está a ser desperdiçada pela Lousas de Valongo. A empresa que explora ardósia percebeu isso e juntou-se à Fibrenamics para criar um produto moldável. (...) Onde uns viam desperdício, a Fibrenamics viu uma “quantidade enorme de matéria-prima” que estava a ser descartada e deu-lhe um novo uso.

Entre 2014 e 2016 foram encaminhadas para aterro 66.795 toneladas de Resíduos de Construção e Demolição com amianto, sendo que a maioria provém do setor da construção. (...) Apesar de o amianto ser considerado como perigoso na Lista Europeia de Resíduos, pode ir para ambos os aterros (de materiais perigosos e não perigosos).

Três empresas de Antuérpia exportaram para a Síria dezenas de toneladas de produtos químicos proibidos após o embargo da União Europeia de setembro de 2012. Segundo uma investigação feita por duas organizações não-governamentais (ONG), uma alemã e outra britânica, e noticiada pelo Le Soir e a revista Knack, três empresas belgas sediadas em Antuérpia (55 quilómetros a norte de Bruxelas) venderam à Síria e ao Líbano dezenas de toneladas de produtos químicos interditos pela Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ).

Sobre o lançamento de brinquedos LEGO feitos com plástico de base natural proveniente da cana de açúcar, já em 2018



Os elementos botânicos LEGO®, como folhas, arbustos e árvores, passarão a ser feitos de plástico de base natural provenientes da cana de açúcar, e aparecerão em caixas da LEGO já em 2018.

A produção começou em uma série de elementos LEGO® sustentáveis ​​feitos de plástico à base de plantas provenientes da cana-de-açúcar. Os novos elementos "botânicos" de LEGO sustentáveis ​​virão em variedades, incluindo folhas, arbustos e árvores.

Segundo Tim Brooks, vice-presidente de Responsabilidade Ambiental do Grupo LEGO, "No Grupo LEGO queremos ter um impacto positivo no mundo que nos rodeia e estamos a trabalhar arduamente para fazer produtos de brincar para crianças usando materiais sustentáveis. Estamos orgulhosos de que os primeiros elementos LEGO feitos de plástico de origem sustentável estejam em produção e surjam em caixas LEGO este ano. Este é um ótimo primeiro passo no nosso ambicioso compromisso de fazer todos os tijolos LEGO usando materiais sustentáveis ​​".

A mudança faz parte do compromisso do grupo LEGO de usar materiais sustentáveis ​​em produtos e embalagens essenciais até 2030.

Fonte: Lego

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.8): urânio em Espanha, celulose no Brasil, carvão em Portugal, e prós e contras da bioenergia para todos

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Ambientalistas portugueses e espanhóis manifestam-se hoje em Salamanca contra a instalação da mina de urânio, em Retortillo. São esperados dois a três mil participantes para o protesto contra os impactos da mina para o ambiente e para a saúde.

A produção de celulose registrou crescimento de 10,2% em janeiro, para 1,83 milhão de toneladas, em relação a igual período de 2017. O dado foi divulgado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que reúne os produtores de celulose, papel, painéis e pisos de madeira de madeira e florestas no país.

Imposto sobre o carvão, introduzido este ano, pode antecipar fecho da central de Sines, admite António Mexia. Presidente da EDP avisa que poderá pôr em perigo a segurança de abastecimento. (...) O presidente executivo da EDP admite que a aplicação do imposto petrolífero ao carvão poderá levar a empresa a antecipar o encerramento da central de Sines, que tem um prazo indicativo de 2025.

Nos últimos anos muito se tem falado das energias renováveis. No início do século a União Europeia procurava uma estratégia para o uso sustentável dos biocombustíveis e da biomassa com a agricultura tradicional. Para alguns, os biocombustíveis iriam contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Para outros, suscitavam muitas dúvidas. Este documentário mostra-nos os dois lados dessa fonte de energia.

Sobre os pinenos (aroma do pinheiro) enquanto plastificantes naturais para poliésteres degradáveis, e outras propriedades valiosas destes compostos





"O pineno é o produto químico perfumado da família dos terpenos que dá aos pinheiros seu distintivo aroma e é também resíduo da indústria de pasta e papel.

Os poliésteres degradáveis, como o PLA (ácido poliláctico), são feitos de culturas como o milho ou a cana-de-açúcar, mas o PLA pode ser misturado com um polímero de borracha chamado caprolactona para torná-lo mais flexível. A caprolactona é de origem petrolífera e, portanto, o plástico resultante não é totalmente renovável.


Pesquisadores da Universidade de Bath utilizaram com sucesso o pineno como matéria-prima para fazer um novo tipo de plástico no lugar da caprolactona.



Helena Quilter, estudante de doutoramento na CSCT, explicou: "Não estamos a falar sobre a reciclagem de antigas árvores de Natal em plásticos, mas sim em usar resíduo da indústria que, de outra forma, seria descaratad, e que é assim transformado em algo útil. Se pudermos fazer um plástico de fontes sustentáveis, isso pode fazer uma grande diferença para o meio ambiente".

Os pesquisadores esperam que o plástico possa ser usado numa grande variedade de aplicações, incluindo embalagens de alimentos, sacolas de plástico e até mesmo implantes médicos."

Fonte: Universidade de Bath


  • Um pouco mais sobre o pineno 

Entre os principais compostos bioativos de óleos essenciais de pinheiro estão os monoterpenos α e β-pinenos, amplamente reconhecidos como substâncias antimicrobianas (antifúngicas, antibacterianas, antivirais) (Bakkali et al., 2008; Kozioł et al., 2014; Krauze-Baranowska et al . 2002, da Silva et al., 2012), bem como possuindo propriedades antioxidantes, anticancerígenas e genotóxicas (Aydin et al., 2013); (...) Os pinenes também são usados como solventes industriais (Schmidt, 2010).  Fonte

A terebentina é um líquido obtido a partir da destilação de resina desta árvore. Consiste principalmente em monoterpenos α e β-pineno . Como solvente, é usada para diluir tintas à base de óleo e para produzir vernizes. No entanto, desde a revolução industrial, ela foi amplamente substituída por alterantivas de origem petrolífera. Devido ao seu cheiro forte e menos agradável do que o limoneno, ainda não encontrou interesse renovado como solvente.  Fonte

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.2): papel, felpo, hackers, açaí, jeans e carvão

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

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A indústria do papel cresceu 3% em 2017 e está a exportar cada vez mais: as empresas nacionais que exportam contam com a indústria de transformação do papel para as embalagens e rótulos, mas também o crescimento do turismo impulsiona as indústrias representadas pela Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas e Transformadoras do Papel (Apigraf). A grande “surpresa” é a retoma do crescimento do livro, depois de anos de declínio.


A Mundotêxtil vai concluir este ano o investimento de 18 milhões de euros no reequipamento e modernização da sua fábrica de Vizela, melhorias que lhe permitem aumentar de forma bastante significativa seus níveis de competitividade, não só ao produzir mais gastando menos, mas também aumentando a flexibilidade industrial para a produção de pequenas séries.

O risco cibernético já é o 5º maior fator de preocupação, de acordo com a Pesquisa Global de Gerenciamento de Riscos, da consultoria e corretora de seguros Aon. Na indústria, a exposição ao risco cibernético inclui: roubo de informações estratégicas; vazamento da base de dados de clientes e fornecedores; e até interrupção das atividades. De acordo com o levantamento, 60% dos ataques hackers realizados contra indústrias são por busca de propriedade intelectual.

O açaí (fruto e caroço) são amplamente utilizados em diferentes segmentos: Na indústria (alimentos, corantes, energia, artesanato e cosmético). E, tem sido objeto de numerosas pesquisas na área de corantes, combustível-briquetes, medicina (prótese femural), antioxidante e produção de celulase. O resíduo do fruto é descartado, são aproximadamente 16000 t/dia na Região Metropolitana de Belém (PA), cujo desperdicio de matéria prima poderia ser utilizada para a produção de painéis de média densidade, uma fortuna que atualmente está sendo jogada no lixo

Transformar a indústria de denim é, no mínimo, ambicioso, mas para a equipa Indigo Mill Designs (IMD), a sua nova tecnologia de tingimento, em forma de mousse, tem o potencial de alterar a forma como o corante é usado em todo o setor de fabrico de denim. O IndigoZero propõe reduzir os custos de tingimento minimizando a utilização de produtos químicos e e eliminando a utilização de água para lavar. O que funciona com a aplicação do corante em mousse diretamente na fibra, eliminando a necessidade de lavagens.

A Comissão Federal de Regulação Energética (FERC) dos Estados Unidos rejeitou na noite desta segunda-feira (8), de maneira inesperada, o plano do presidente Donald Trump de dar incentivos à indústria do carvão e nuclear no país. O projeto previa incentivos financeiros federais para as indústrias do setor com o objetivo de criar novos postos de trabalho e de evitar problemas na rede de distribuição de energia elétrica. Estimativas apontavam que o plano custaria cerca de US$ 10,6 bilhões por ano aos contribuintes.   

Sobre borracha a partir do arbusto (do deserto) guaiúle, e os esforços da Bridgestone para produzir pneus com esta borracha natural




A borracha é um tema técnico e um setor industrial altamente ligado à engenharia química, quer pela vertente das soluções sintéticas desenvolvidos como pelas próprias características da sua utilização a partir de fontes naturais. O BEQ tem falado dela periodicamente, e assim acontecerá, porque a sua utilidade está longe de se extinguir, bem como os desafios técnicos associados à utilização da mesma.

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Como nota histórica, vale a pena frisar que, para os EUA, a indústria petroquímica muito deve à borracha o seu desenvolvimento por força do conflito que este país teve com o Japão durante o período da 2ª Guerra Mundial, altura em que os japoneses inviabilizaram o abastecimento de borracha natural aos americanos. A busca por alternativas promoveu o surgimento da borracha sintética, mas é também de assinar a busca por espécies vegetais que possam constituir-se fontes alternativas de borracha natural.

Fonte: C&En

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Guaiúle.


É neste contexto que surge a planta conhecida como guaiúle (Parthenium argentatum L.) , arbusto de de folha perene nativo de uma zona árida localizado na parte sudoeste dos EUA e norte do México, o qual pode ser cultivado em ambientes totalmente diferentes daqueles adequados para a árvore seringueira (Hevea brasiliensis L., a fonte clássica de borracha natural). A borracha contida no guaiúle é muito semelhante à da seringueira, o que abre caminho para a planta se consolide como uma (nova) fonte de borracha natural.

Do ponto de vista processual, a borracha a partir de guaiúle requer uma série adicional de etapas, tais como a moagem da planta , extração de solvente e remoção de impurezas, traduzindo-se num processo mais complexo do que o processo de produção de borracha natural a partir de seringueira, no qual as etapas são apenas as da coagulação e secagem de látex.

O Grupo Bridgestone vem realizando atividades integradas de I&D a partir de tecnologia de cultivo, processo de extração de borracha natural de guaiúle, com vista à exploração industrial desta borracha para aplicação em pneus.

Fonte: Bridgestone



Fonte: Bridgestone

Sobre o processo Plantrose, da empresa Renmatix, e a odisseia industrial de implementar a biorrefinaria com recurso a água/hidrólise supercrítica



Renmatix é uma empresa privada, com operações na Geórgia e na Pensilvânia (EUA), detentora de uma tecnologia que permite a produção de açúcares celulósicos de baixo custo a partir de biomassa não-alimentícia. O processo patenteado pela empresa, designado Plantrose®  desafia a economia de açúcar convencional através da conversão económica de biomassa celulósica - de resíduos de madeira a resíduos agrícolas - em açúcares úteis e económicos. Na atual configuração da empresa, esta apresenta uma capacidade de produção capaz de converter diariamente três toneladas secas de biomassa celulósica em açúcar Plantro® 

Fonte: Renmatix


  • O que é e para que serve a hidrólise de biomassa?
De acordo com a IUPAC, uma hidrólise é uma solvólise feita com água. Por sua vez, uma solvólise é uma reação que envolve um solvente e em que ocorre a rutura de uma ou mais ligações químicas. 

Do ponto de vista da biomassa, a hidrólise é uma reação que permite converter os biopolímeros de biomassa em açúcares fermentáveis.

Há várias formas de promover uma hidrólise, sendo que abaixo se listam quatro delas: hidrólise ácida, hidrólise enzimática, hidrólise organosolv, e hidrólise supercrítica. Estas pode apresentar prós e contras em quatro domínios distintos: flexibilidade a diferentes fontes de biomassa, despesas de operação, peso do investimento inicial, e complexidade do scale-up. 

Os prós e contras das várias formas de hidrólise da biomassa.


Com um processo de engenharia avançado para recuperação de calor e água, o processo Plantrose® minimiza a pegada ambiental que caracteriza outras tecnologias. Os concorrentes da empresa, dependentes da hidrólise ácida ou enzimática, enfrentam alguns desafios pronunciados: os ácidos requerem reatores de ligas altas e/ou sistemas de recuperação caros ou ainda, no caso de enzimas, pré-tratamentos extensivo e sistemas estéreis de grande volume. Outros processos adicionaram solventes para tentar melhorar o uso de enzimas ou ácidos, mas simplesmente trocaram um alto custo por outro. 

Em contraste, o processo Plantrose® é a única tecnologia que usa água supercrítica para fabricar açúcar celulósico de baixo custo com consideráveis vantagens de processo: não usa consumíveis significativos, permite reações rápidas em pequenos reatores e pode processar qualquer tipo de matérias-primas, reforçando sua posição como uma solução globalmente relevante e escalável.

Fonte: Renmatix

O processo Plantrose® da Renmatix.

Sobre o potencial industrial da biorrefinaria, o processo organosolv, e as oportunidades para a indústria de pasta e papel




"A conversão de biomassa por via de biorefinarias é atualmente encarada como uma alternativa potencial à atual dependência de recursos não-renováveis. A transição desde a "refinaria de petróleo" tradicional para a "biorrefinaria", baseada em biomassa lenhino-celulósica renovável, é crucial para se avançar rumo a uma economia mais amigável para com o meio ambiente (1). A biomassa lenhino-celulósica tem merecido mais atenção porque não compete com recursos alimentares e também por poder reduzir o dióxido de carbono na atmosfera em até 75%-100% (2).

A biorefinação é o processamento sustentável da biomassa no sentido da produção de um espetro de produtos comercializáveis (alimentos e ração, materiais e produtos químicos) e energia (combustíveis, energia e calor). A lógica da biorrefinaria é alcançar um fraccionamento apropriado do complexo material lenhino-celulósica, nos seus constituintes. 

A figura abaixo ilustra um esquema possível de biorrefinaria lenhino-celulósica."



É neste contexto que o processamento conhecido por organosolv merece destaque. "O primeiro estudo que utilizou solventes orgânicos em materiais lenhino-celulósica ocorreu em 1893, quando Klason utilizou etanol e ácido clorídrico para separar madeira nos seus componentes, com vista ao estudo da estrutura de lenhina e hidratos de carbono. Atualmente, o pré-tratamento com organosolv tem sido utilizado para a produção de lenhina e outros co-produtos potencialmente valiosos (por exemplo, acetona, butanol, biogás) (9-14)."

O tratamento com solventes orgânicos envolve o uso de um líquido orgânico e água, com ou sem adição de um agente catalisador (ácido ou base). Esta mistura parcialmente hidrolisa ligações de lenhina e ligações entre a lenhina e hidratos de carbono, resultando num resíduo sólido composto principalmente por celulose e alguma hemicelulose. O tratamento por Organosolv remove eficientemente a lenhina de materiais lenhino-celulósicos, mas a maior parte da hemicelulose açúcares são também solubilizados por arrasto."

Fonte: Dimitrios K. Sidiras and Ioanna S. Salapa, "Organosolv pretreatment as a major step of lignocellulosic biomass refining" in "Biorefinery I: Chemicals and Materials From Thermo-Chemical Biomass Conversion and Related Processes", Nicolas Abatzoglou, Université de Sherbrooke, Canada Sascha Kersten, University of Twente, The Netherlands Dietrich Meier, Thünen Institute of Wood Research, Germany Eds, ECI Symposium Series, (2015).

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Fábrica de pasta e papel da Suzano - Bahia (Brasil)


"A indústria de pasta e papel é a maior rede de recolha de biomassa não alimentar no mundo. Esta indústria compreende uma atividade madura que produz commodities de baixa margem, mas que tem a infraestrutura, a experiência e os recursos ideais para capitalizar o interesse estratégico em biorefinarias. Os líderes da indústria, investidores, políticos e outros começam agora a entender melhor o papel vital a ser desempenhado pelas biorrefinarias à medida que passamos de uma economia de energia baseada em combustíveis fósseis para uma baseada em biomassa. Quando bem localizada e operada, espera-se que o potencial de uma biorefinaria integrada seja enorme: uma oportunidade de negócio muito atraente e sinérgica tanto para as fábricas de pasta e papel existentes como para a própria atividade da biorefinação."

Fonte: Pratima Bajpai, Chapter 2 - Biorefinery Opportunities in the Pulp and Paper Industry*, In Biorefinery in the Pulp and Paper Industry, Academic Press, Boston, 2013, Pages 11-15,
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