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Sobre a interligação dos recursos naturais da Venezuela com o financiamento da sua economia e complexa situação política do país




A Venezuela é um Membro Fundador da OPEP, Organização dos Países Exportadores de Petróleo. As receitas petrolíferas da Venezuela representam cerca de 98% das receitas de exportação. Além do petróleo, os recursos naturais do país incluem gás natural, minério de ferro, ouro, bauxita, diamantes e outros minerais.

A Venezuela é produtora de petróleo desde 1914, quando o primeiro poço de petróleo comercial, Zumaque I, foi perfurado no campo de Mene Grande, na costa leste do Lago Maracaibo.



Fonte: OPEP


Os recursos naturais como garantias de endividamento da economia venezuelana 

CHINA-VENEZUELA: Para Pequim, os abundantes recursos naturais e o fornecimento de energia da Venezuela poderiam ajudar a China a ter acesso de longo prazo a esses ativos nacionais vitais.

Em 2014, o principal banco de política da China, o China Development Bank (CDB), forneceu ao governo venezuelano mais de US $ 30 mil milhões em novos empréstimos garantidos por petróleo. Eles apoiaram principalmente investimentos nos setores de energia e mineração, incluindo unidades de energia, refinarias de petróleo e oleodutos. 

(...) Pequim usou acordos de empréstimos-por-petróleo, apostando que a capacidade de produção da estatal petrolífera da Venezuela (PDVSA) era uma garantia suficiente para o pagamento da dívida.

Este foi um erro de cálculo. A China sobrestimou a capacidade da Venezuela de sustentar a produção de petróleo e, consequentemente, a atividade económica, mas também sua capacidade de gerir com sucesso vários projetos comerciais espalhados por amplos setores da economia. A China pagou, assim, um alto custo quando a Venezuela se atrasou na sua garantia de petróleo e não conseguiu financiar projetos de transporte em 2014 devido ao agravamento da crise económica do país e do colapso histórico do setor de petróleo.

(...) No seu auge, entre 2010 e 2013, a Venezuela representou, em média, 64% das novas linhas de crédito aprovadas da China para a América Latina. Mas, de 2014 a 2017, a Venezuela representou 18% do total de novas linhas de crédito da China para a região.


RÚSSIA-VENEZUELA: (...) As empresas estatais da Rússia surgiram como principais investidores num momento em que o governo de Maduro achava cada vez mais difícil conseguir novos créditos de qualquer lugar, incluindo a China. A Rosneft e a Gazprom, gigantes da energia russa, forneceram financiamento de curto prazo para a empresa petrolífera estatal da Venezuela (PDVSA).

Em troca, a PDVSA forneceu 49,9% de seu total de ações de sua subsidiária nos EUA, Citgo, como garantia à Rosneft para garantir pagamentos futuros. Além disso, a Rosneft aumentou sua participação numa joint-venture de petróleo do Orinoco e também recebeu acesso às maiores reservas de gás da Venezuela.



Joint-ventures na faixa petrolífera do Orinoco. Fonte



A interligação da economia venezuelana com a política nacional e internacional

CHINA-VENEZUELA: A estratégia da China gira em torno de um compromisso pragmático com a “não-intervenção”, protegendo seus compromissos financeiros consideráveis ​​protegendo-se política e comercialmente.

RÚSSIA-VENEZUELA: Na sequência da ascensão política de Guaidó, a Rússia redigiu uma resolução da ONU expressando “suas preocupações com as ameaças ao uso da força” contra a Venezuela. A Rússia disparou um tiro retórico na política externa dos EUA, advertindo que “a interferência cínica e evidente nos assuntos internos de um Estado soberano” deve parar.

Sobre Jim deMello, um empreendedor engº químico lusodescendente que começou por fazer limpezas numa empresa de elastómeros nos EUA e terminou dono dela



"O meu nome é Jim George DeMello. Nasci em New Bedford, Massachusetts, em novembro de 1940. Os meus pais também nasceram aqui nos Estados Unidos. Os meus avós da parte da minha mãe nasceram no continente, os da parte do meu pai nasceram nos Açores, no Pico.

(...) Foi em Engenharia Química que Jim se formou e ainda estudante começou a trabalhar na Acushnet Rubber, empresa já centenária que é famosa pelo material de golfe que produz, em especial as bolas. Acabou dono. É, de facto, uma história incrível, que vale a pena ouvir contada da boca do próprio: "Comecei a trabalhar lá, a fazer limpezas, quando estava ainda a estudar. Trabalhava lá no verão. Depois graduei-me e comecei a ser engenheiro na Acushnet Rubber. Depois daí fui subindo até chegar a ser presidente da companhia. Depois de ser presidente, passados três ou quatro anos, comprei-a."

(...) Durante cinco anos, Jim foi presidente, CEO e dono da Acushnet Rubber. Depois, em 2000, decidiu vendê-la e lançar-se em novos negócios. "Depois de vender a companhia, onde estive 40 anos, comecei então a ver prédios e a comprar casas. Os investimentos passaram a ser em imobiliário, tanto aqui em New Bedford como em Dartmouth, perto da universidade", explica. Mas ao mesmo tempo decidiu reforçar o apoio à comunidade portuguesa, sobretudo à educação, não só ajudando a criar a Discovery, que tanto o orgulha, como financiando bolsas de estudos portugueses na universidade."

Fonte: DN


Homem do ano em 2018, segundo a Prince Henry Society, New Bedfor Chapter

A Prince Henry Society, New Bedfor Chapter é uma sociedade fundada em 1980 por luso-americanos para preservar o contributo dos portugueses nos EUA, bem como promover a melhor cultural, económica, educacional e social de descendentes de portugueses nesse território.


Esta sociedade galardoou DeMello como homem do ano em 2018, pelo seu contributo filantrópico em prol da melhoria de condições para descendentes de portugueses nos EUA.


A empresa Acushnet Rubber e seus novos donos

A Acushnet Rubber Company, Inc. foi fundada em 1994 e está sediada em New Bedford, Massachusetts. A empresa faz negócio sob a marca Precix, e projeta e fabrica vedantes elastoméricos. Comercializa o-rings, vedantes do sistema de combustível, vedantes de uretano e vedantes para o sistema de travões de automóveis, etc. A empresa também fornece soluções personalizadas de elastómeros. Possui produtos para diversas aplicações, incluindo como setores automóvel / transporte, aeroespacial / militar / governamental, produção e exploração de energia, química, e médica. 

Desde 28 de Dezembro de 2012, a Acushnet Rubber Company, Inc. opera como subsidiária da ZD USA Holdings Inc, a qual fabrica peças de reposição para automóveis, e que por sua vez pertence á Anhui Zhongding Sealing Parts Co., Ltd. 

A Anhui foi fundada em 1980 e está sediada em Ningguo, China. A empresa vende produtos de borracha (não-pneu) na China e internacionalmente. Para além da tipologia de produtos  Acushnet Rubber, também fornece soluções de gestão de fluidos que incluem direção hidráulica, sistema de arrefecimento, sistema de combustível, tubos de drenagem, bem como condutas de entrada e exaustão de ar; etc. Além disso, a Anhui comercializa postos de recarga elétrica, sistemas de refrigeração e equipamentos de purificação de gás para veículos movidos a novos tipos de energia. Ela trabalha para os setores automotivo, de maquinaria de construção, processamento petroquímico, automação de escritório, ferroviário e marítimo, principalmente sob a marca Dinghu.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.1): fogo de artifício chinês, 'alcoolímetro' para o cancro, emissões em Portugal, e bola de berlim de carvão ativado




Alemanha, Holanda, Polónia e Reino Unido são os maiores importadores de pirotecnia da União Europeia, com a quase totalidade (98%) a vir da China. Em Portugal, um dos poucos países europeus com produção própria, mais de metade do fogo-de-artifício é fabricado em território nacional.


Um aparelho para detetar cancros através da respiração de uma pessoa, à semelhança daqueles que são usados para detetar álcool em condutores, vai começar a ser testado no Cancer Research UK, um centro de investigação no Reino Unido. O centro abriu inscrições para os 1500 voluntários necessários e os resultados devem ser apresentados daqui a dois anos.


Em março de 2018 a produção de energia renovável foi suficiente para satisfazer o consumo total de eletricidade em Portugal Continental, com especial contribuição das produções eólica e hídrica.


A bola de berlim com massa de carvão ativado e recheio de baunilha, 100% vegana, é a grande novidade da Berlineta para o arranque de 2019. 


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Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

Sobre o livro 'Quente, Plano e Cheio' (Thomas L. Friedman ) e 14 ideias-chave relacionadas com ambiente, política, história e ciência




  • SINOPSE:
Depois do bestseller o "Mundo é Plano" neste seu novo livro, Thomas L. Friedman apresenta um olhar provocatório em relação a um dos maiores desafios que enfrentamos no mundo de hoje: a crise global do ambiente que está a afetar as nossas vidas, desde a alimentação até às florestas. Ao longo de 17 capítulos, este autor três vezes vencedor do Prémio Pulitzer, defende entre outros assuntos, que a revolução verde necessária não é comparável com nenhuma outra revolução a que o mundo já assistiu.

  • TEMAS: Ambiente, Política, Ciência e História
  • IDEIAS-CHAVE ENCONTRADAS NO LIVRO:
- A globalização, a superpopulação e o aquecimento global são vértices do mesmo problema;

- Os problemas-chave de depender do combustíveis fósseis: petroditaduras, alterações climáticas, pobreza energética, perda de biodiversidade;

- A dificuldade crónica da política dos EUA em liderar a revolução verde;

- O problemático estilo de vida norte-americano altamente intensivo de consumo de energia;

 - Vantagens e desvantagens da China e os EUA no contexto ambiental: a expedita capacidade de tomada decisão política chinesa vs. o eficaz mecanismo norte-americana de fazer cumprir leis instituídas.

- O surgimento da Era do Clima e da Energia no contexto político, económico, e social mundial;

- O 1º Princípio de Holdren nas alterações climáticas: quanto mais se conhece sobre um problema, maior o pessimismo face ao mesmo.

- A biodiversidade como fonte de inspiração, inovação e segurança para as atividades humanas.

- A pobreza energética: a disputa por água, a corrupção em projetos de energia em África;

- A corrida pela geração de eletrões limpos e a necessidade umbilical de investigação e inovação;

- As 15 medidas mundiais que podem parar o aquecimento global, e a necessidade de adotar pelo menos 8 delas para que se consiga melhorar a situação atual.

- Internet da Energia: a revolução necessária no atual modelo de negócio da eletricidade no sentido de eletrões limpos, fidedignos e baratos.

- Outgreening: estratégia (económica, industrial, política, etc) que tira partido consciencialização e ativismo ambiental.

- A visão sobre a regulamentação ambiental como estímulo à inovação e diferenciação, ao invés de barreira e fator de perda de competitividade.

Sobre o investimento de mais de mil milhões de dólares da norte-americana Invista, na China, para produzir intermediário de nylon




A INVISTA começou a trabalhar para levar sua mais recente tecnologia de adiponitrilo (ADN) à China para satisfazer a forte procura local por este produto químico intermediário de nylon 6,6. A engenharia para uma unidade de pelo menos 300 mil toneladas de capacidade está em andamento, com um investimento estimado em mais de mil milhões de dólares. A construção está prevista para 2020 e a produção começará em 2023.

(...) “Dada a forte procura da China pelo ADN e o seu compromisso com tecnologias avançadas e eficientes em termos energéticos, o ADN baseado em butadieno da INVISTA é a melhor escolha para investimento de capital na região”, disse Redinger, vice presidente da INVISTA Intermediates. “A INVISTA fornece mais o mercado comercial do que qualquer outro produtor de ADN, por isso queremos garantir que esses clientes tenham a melhor tecnologia disponível. A última unidade de escala mundial foi construída há mais de 35 anos, então este é um momento especial para a indústria, e estou extremamente orgulhoso de liderar os esforços da INVISTA para alcançar esta nova instalação. ”

(...) Nos últimos cinco anos, a INVISTA investiu mais de US $ 600 milhões na China para apoiar o mercado de nylon, incluindo uma fábrica de hexametilenodiamina (HMD) de 215 mil toneladas e uma fábrica de polímero de 150 mil toneladas, no Shanghai Chemical Industry Park (SCIP). A INVISTA também criou várias gerações de aprimoramentos para a tecnologia ao longo de décadas, estabelecendo recentemente recordes de produção com a implantação de sua mais recente tecnologia nos EUA.

Fonte: Invista


  • Sobre a Invista:
A INVISTA é uma subsidiária detida na totalidade pela norte-americana Koch Industries, Inc.. Em 2004, as subsidiárias da Koch Industries adquiriram a INVISTA à du Pont. A INVISTA, antiga DuPont Textiles and Interiors, foi combinada com a KoSa, produtora de commodities e fibras de poliéster especiais, polímeros e intermediários. A KoSa era uma afiliada da Koch desde 1998. A herança de expertise tecnológica remonta ao início da indústria de poliéster através das empresas predecessoras, ICI e DuPont, e continua até hoje.


Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.11): reaproveitamento de água residual industrial, cobalto chinês, carros híbridos a álcool, e airbags mais leves

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

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 A ZF vai lançar, em 2019, o primeiro airbag de joelhos com invólucro em tecido do setor para um grande fabricante automóvel europeu. O novo airbag, que usa um invólucro em tecido, será 30% mais leve do que um airbag de joelhos com um invólucro de metal tradicional e ajudará a melhorar a proteção dos passageiros em caso de colisão.

 A indústria automotiva está notando tarde demais o fato de que a China irá deter a maior parte da oferta global de cobalto, um metal chave para as baterias de veículos elétricos, disse o chefe-executivo da Glencore, Ivan Glasenber.

A Toyota apresentou nesta segunda-feira (19) em São Paulo o primeiro veículo híbrido flex do mundo. Fabricado em parceria com a USP e a UnB, o carro se diferencia dos anteriores por permitir o uso de etanol no tanque de combustível — além da eletricidade. Até agora, os híbridos só permitiam a combinação de gasolina e eletricidade.

 O reúso da água é um dos temas em debate no 8º Fórum Mundial da Água e é um dos grandes desafios da indústria brasileira. Para falar sobre essa questão e sobre as tecnologias no setor, o programa Revista Brasil entrevistou o especialista em Política da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Percy Soares.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.4): venda de lixo à China, mais sorbitol na cosmética, qualidade da água no Tejo, e crescimento industrial no Brasil

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A União Europeia exporta metade dos seus plásticos coletados e separados, 85% deles para a China. A Irlanda sozinha exportou 95% de seus resíduos plásticos para a China em 2016. Nesse mesmo ano, os EUA enviaram mais de 16 milhões de toneladas de commodities de sucata para a China no valor de mais de US$ 5,2 bilhões. (...) O envio de materiais recicláveis ​​para a China é mais barato porque eles são colocados em navios que “de outra forma estariam vazios” ao retornar ao país asiático depois de entregar bens de consumo na Europa, disse Simon Ellin, diretor executivo da Associação de Reciclagem britânica.


Álcool obtido a partir de fontes vegetais renováveis, como frutas e cana de açúcar, o sorbitol deverá ter crescimento de sua demanda na indústria cosmética, segundo um relatório internacional da empresa de pesquisa e consultoria em tecnologia TechNavio. O ingrediente é utilizado como umectante e emoliente na produção de cremes, emulsões e loções, além de cremes dentais.


Segundo o governante, o que está em causa "é um problema de qualidade de água do Tejo que nos últimos tempos parece ter saturado"."Estamos a fazer essas mesmas recolhas com a certeza de que o problema que temos à nossa frente é um problema com uma dimensão que não resulta certamente da descarga A ou da descarga B, o que não quer dizer que elas não possam ter existido", afirmou.


“Como a base do nosso setor é o petróleo, o preço à indústria vai subir”, acrescenta o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fernando Figueiredo. Segundo ele, a expectativa é de que o setor cresça cerca de 25% acima do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. Caso a economia avance os 2,7% previstos no último boletim Focus do Banco Central, a produção nacional química cresceria cerca de 3,3%.

Sobre a joint venture entre a Enerkem e a Sinobioway, com vista a 100 novas instalações na China, até 2035, para conversão de resíduos em biocombustíveis



A Enerkem Inc., empresa líder mundial no processo de conversão de resíduos em biocombustíveis e produtora de químicos renováveis, anunciou ter assinado um acordo com o Sinobioway Group no valor de mais de 81 milhões de euros, o qual será investido na própria na Enerkem Inc.e em licenças futuras, produção de equipamento e vendas, bem como a criação de joint venture que liderará a construção de mais de 100 instalações de última geração da Enerkem na China até 2035. 

Por sua vez, a Sinobioway é um emblemático conglomerado  da bioindústria chinesa, que ajudará a acelerar o crescimento global da Enerkem ao abrir o mercado chinês para a tecnologia pioneira de resíduos para biocombustíveis comercializado por aquela empresa. Esta joint venture irá liderar o desenvolvimento de uma economia limpa, reduzindo a poluição do ar produzindo combustíveis renováveis ​​a partir de lixo não reciclável.

De acordo com o Vincent Chornet, o presidente e CEO da Enerkem, "A nossa tecnologia inovadora produz uma solução de gestão de resíduos e de combustíveis sustentáveis de baixo impacto a nível de carbono para ajudar a China a alcançar seus objetivos de mudança climática". Acrescentou que ainda que na empresa estão "orgulhosos de colaborar com um dos principais parceiros de bioindústria chinesa para expandir a nossa pegada comercial".

Por sua vez, o presidente da Sinobioway, Dr. Aihua Pan, refere que na empersa estão "entusiasmados em nos associar-nos a uma empresa do Canadá de tecnologia líder para ajudar a cumprir o compromisso do nosso país em reduzir as emissões de gases de efeito estufa e avançar em direção às energias renováveis".

Fonte: Enerkem

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  • O processo da Enerkem

Desde 2000, a Enerkem testou e validou uma série de matérias-primas diferentes - de resíduos sólidos provenientes de vários municípios para dezenas de outros tipos de resíduos. No sistema do Enerkem, essas matérias-primas são convertidas em metanol, etanol ou outros produtos químicos renováveis. Por sua vez, o metanol é um bloco de construção química para a produção de produtos químicos secundários, como olefinas, ácido acrílico, n-propanol e n-butanol, que podem então ser usados para gerar milhares de produtos do dia-a-dia.

O processo exclusivo da Enerkem é ambientalmente amigável. Requer temperaturas e pressões relativamente baixas, o que reduz os requisitos e os custos de energia. A tecnologia proprietária da Enerkem foi rigorosamente escalada de um piloto para o estágio de demonstração para o comercial durante um período sem precedentes de 10 anos de esforços disciplinados.



Sobre a intensificação das inspeções à indústria química chinesa, e as irregularidades ambientais em 43% das fábricas



Movidos pelo superior interesse de garantir mais qualidade no ar respirado em cidades como Pequim, as autoridade chinesas aumentaram a frequência e a duração das inspeções à indústria química e petroquímica chinesa, incluindo em pequenas e médias empresas. Estas últimas estão agora sob um escrutínio idêntico àquele que anteriormente apenas se encontrava nos complexos industriais estatais de grande dimensão.

Cerca de 30 refinarias de petróleo independentes da região de Shandong foram fechadas desde Julho [de 2017], além de um número não especificado de unidades químicas produtoras de óxido de propileno (PO), PVC e pneus de borracha. Shandong detém metade da capacidade de produção de PO da China, que é usado para fabricar peças elásticas de automóveis e requer um dispendioso tratamento das águas residuais geradas. Nesta região são também produzidos quase metade dos pneus de borracha do país, em processos que emitem gases perigosos (segundo William Chen, da consultora IHS Markit).  Entre as plantas que foram encerradas encontram-se as empresas  Shenchi Petrochemical, Hengyuan Petrochemical Group, Fuyu Chemical e a Aoxing Petrochemical.

De acordo com a Federação Chinesa de Petróleo e Indústria Química (entidade semi-oficial), as inspeções totalizaram 1891 visitas recentes a unidades industriais, sendo que em 43 % delas foram detetadas violações de natureza ambiental.

Fonte: South China Morning Post

Sobre a sexta joint venture consecutiva entre o grupo Linde e a Sinopec, e zona industrial de Ningbo (China)



O grupo alemão Linde e a Sinopec (a maior empresa integrada de refinação e químicos da China), anunciaram uma joint venture no valor de 145 milhões de euros com vista ao fornecimento de gases industriais a clientes dos setores petroquímico, aço e eletrónica, situados na Zona Industrial Química de Ningbo, na província chinesa de Zhejiang.

A Sinopec Zhenhai Refining & Chemical Company (ZRCC) e a Linde terão uma participação de 50% na nova Ningbo Linde-ZRCC Gases Company Ltd (Linde-ZRCC), a sexta joint venture consecutiva entre as empresas. O acordo contempla a aquição por parte da Linde-ZRCC de duas unidades de separação de ar existentes (ASUs) pertencentes apenas à ZRCC, e ainda a construção de uma terceira unidade, totalizando uma capacidade de oxigénio combinada de  150 mil m3 / h. Esta nova unidade deverá iniciar a operação em 2018.

As três ASUs adicionais duplicarão a capacidade de produção de gases de ar Linde no cluster Ningbo e serão conectadas ao pipeline da Linde em Ningbo.

Fonte: Chem Eng Online


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  • A região de Ningbo


"A zona de desenvolvimento econômico e tecnológico petroquímico de Ningbo cobre uma área de 56,2 quilómetors quadrados. Ao longo da costa entre Zhenhai e Cixi. Foi aprovado como uma zona de desenvolvimento económico e tecnológico de alta tecnologia profissional de nível nacional no final de 2010. 

Na área, Zhenhai Liquid Chemical Dock é o maior cais químico líquido na China; Nos últimos anos, algumas grandes empresas estrangeiras, como a Ningbo LG Yongxing Chemical Co., Ltd., Akzo Nobel, a Linde Gas investiram aqui. 

O principal negócio da zona de desenvolvimento é a refinação de petróleo e o etileno com o suporte da doca química líquida. Os principais materiais são olefinas e areno. "

Fonte: Netd


Empresas presentes na zona de desenvolvimento 
económico e tecnológico de Ningbo.

Sobre as mortes nos EUA por overdose de fentanil, e a desregulada produção deste opióides na China




Não é suposto que um profissional da área de engenharia química participe em atividade ilícitas relacionadas com a sua especialidade técnica, desde logo porque isso vai contra código deontológico da profissão, independentemente do sistema legal em vigor. Porém, isto pode muito bem estar a acontecer em larga escala na China, através da produção de químicos precursores de drogas pesadas, alimentando por sua vez negócios como o tráfico de drogas.

A este respeito, é notícia os esforços levados a cabo recentemente pela US Drug Enforcement Agency no sentido de conter a proliferação, na China, da produção do composto fentanil e outros opióides relacionados, que depois de produzidos dão entrada nas ruas dos Estado Unidos na forma de drogas traficadas para consumo. A título informativo, o fentanil é um composto 50 a 100 vez mais forte que a morfina, estando recentemente a ser misturado com a heroína com vista a enfraquecê-lo, permitindo o seu uso como droga pesada. Este procedimento tem vindo a causar mortes por overdose em dependentes de heroína que ignoram estar a consumir fentanil. Este compostos está inclusivametne ligado ao falecimento do histórico músico norte-americano Prince.

Fentanil.


Para todos os efeitos, a produção de fentanil é uma atividade legal na China, e o que acaba por acontecer é que a maior parte do fentanil encontrado nas ruas dos EUA para venda a toxicodependenstes provém de produtores chineses que o vendem legalmente a carteis de droga mexicanos ou diretamente a dealers americanos, os quais por sua vez o processam e comercializam.

O principal incoveniente neste problema é a descoordenação existente entre EUA e China. Por um lado, as empresas Chinesas (e o governo chinês) não fazem presentemente qualquer controlo sobre as exportações deste produto, dado que a sua comercialização é legal, e com isso permitem o abastecimento discreto dos interessados na sua compra para tráfico de drogas. Por outro lado, a maior das empresas chineses que comercializam o produto para o mundo através de plataformas online, apresentam não dão-se a conhecer no mercado sob identifidades falsas, mas também servindo-se de moradas de sede social falsas. Por sua vez, os EUA sofrem com o problema por não conseguirem fiscalizar, na fonte, toda esta rede produtiva e comercial.

De acordo com Martin Raithelhuber, um especialista nesta temática, apenas a colaboração conjunta entre EUA e China poderá minimizar o impacto desta atividade.

Fonte: Business Insider, 20/09/2016

Sobre a compra da Syngenta por parte da China National Chemical, por 43 mil milhões de dólares



A empresa estatal chinesa China National Chemical, com atividade no setor dos pesticidas e agroquímicos, anunciou que vai adquirir a empresa suiça Syngenta, por um valor de 43 mil milhões de dólares.

Este movimento tornará a empresa chinesa na maior, a nível mundial, no seu setor.

Quando o preço da transação, este representa um prémio de 20% face ao valor das ações da Syngenta dias antes do anúncio.

Espera-se que o negócio esteja concluído no final ano de 2016. Este resulta de uma nova estratégia de crescimento das empresas chinesas, voltada os mercados internacionais, e que visa compensar o abrandamento da economia chinesa.

Fonte: WGRZ

Sobre o vídeo de uma assustadora explosão numa fábrica de produtos químicos na província de Zhejiang (China)


Depois de um trágico episódio de acidentes industriais vividos pela China em Tianjin no ano de 2015, e que vitimaram 147 pessoas, um impressionante e assustador vídeo amador dá conta de um novo acidente, desta feita na província de Zhejiang, envolvendo uma unidade química.


Leia também:

Sobre o acidente industrial de Tianjin, e as consequentes reformas ambientais e industriais em curso na China





No seguimento daquele que foi o por acidente industrial da China dos últimos anos - as explosões em Tianjin que vitimaram 147 pessoas - as autoridades deste país procuram agora relocalizar cerca de 1000 unidades industriais, aproveitando em alguns casos para promover a respectiva modernização.


Um dos problemas que carece de resolução é a excessiva proximidade verificada entre fábricas de produtos químicos a zonas urbamas de alta densidade populacional. As explosões iniciais do acidente de Tianjin ocorreram em armazéns contendo mais de 40 compostos diferentes (incluindo cianeto de sódio), sendo que tais instalações devem distar pelo menos 1 km de locais públicos, redes de transporte ou áreas residenciais.

Enquanto o processo de limpeza da zona ainda está em curso, estimativas apontam para que o custo de relocalização destas fábricas  estima-se que ascenda a um custo de 55.2 mil milhões de euros.


Em paralelo com estas medidas, a China encontra-se numa esforço legislativo por regular as emissões para atmosfera, o qual contempla, por exemplo, identificação de padrões de qualidade para a gasolina, estreitecimento dos níveis de benzeno e outros permitidos no diesel, e ainda banimento da queima doméstica de carvão de baixa qualidade.




Sobre "um planeta sufocado" (revista Courrier internacional - Junho de 2015), e alguns factos sobre poluição atmosférica




Na edição de Junho de 2015 da Courrier internacional, o tema de capa "Um planeta sufocado", aludindo à problemática da poluição atmosférica em vários pontos do planeta. Tendo feito uma leitura dos 6 artigos que desenvolvem o tema de capa na óptica da engenharia química, o BEQ chama a atenção para as algumas questões (abaixo), sem prejuízo da pertinência de leitura da referida revista, que muito se recomenda.
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  • Polónia: Cracóvia e a queima de carvão para uso doméstico
Cerca de 90% da electricidade da Polónia provém de centrais a carvão. A cidade de Cracóvia é das que regista pior qualidade no ar, com um índice de partículas no ar que é 8 vezes superior ao recomendo. Respirar um ar com esta qualidade equivale a consumir 2500 cigarros por ano. Na cidade, o efeito de smog é observado recorrentemente, para o qual contribuem as cerca de 30 mil caldeiras a carvão existentes nessa cidade para fins domésticos.

Smog em Cracóvia

Arleta Wolek, reformada polaca de 73 anos, tem a caldeira a carvão
 na cave de sua casa. Imagem: Soraya Sarhaddi Nelson/NPR

Benzo(a)pireno, um dos compostos policíclicos libertados 
devido à queima incompleta de carvão


  • França: Proibição de veículos a diesel na cidade de Paris em 2020
Algumas capitais europeias como Londres e Paris registam também concentrações de partículas no ar acima dos valores recomendados. Como forma de conter esta problemática, a capital francesa irá banir a circulação de veículos diesel até 2020, promovendo os veículos eléctricos como alternativa. Para isto, serão lançadas incentivos (bancários e regulatórios) para a troca de veículos a diesel por veículos eléctricos. Os veículos eléctricos são assim estimulados por via da política ambiental definida nesta cidade. Londes pondera banir os veículos diesel também.


Trânsito em Paris. Imagem: Drive.com.au

  • Sudeste Asiático: Poluição atmosférica que viaja 1000 km por dia e afecta outras regiões

E se uma visão mais mais egoísta apoia a tese de que os problemas ambientais de cada país devem ser encarados e resolvidos por esse mesmo país, um estudo recente publicado na Atmospheric Chemistry and Physics revelou que a poluição atmosférica de países como a  China e outros do sudeste asiático podem percorrer um milhar de quilómetros por dia e afectar, por exemplo, a floresta tropical do Bornéu (Malásia-Indonésia-Brunei).

Poluição atmosférica na China. Imagem: (Peter Parks / AFP/Getty Images)


Floresta tropical do Bornéu (Malásia-Indonésio-Brunei)

Sobre a explosão e incêncio numa fábrica de paraxileno da China, e a utilidade do paraxileno


"Parte da fábrica de produtos químicos localizada no leste da China, palco de uma explosão seguida de incêndio no passado domingo, continuava esta madrugada a arder, informa hoje a agência oficial Xinhua.

Segundo investigações preliminares, a explosão na “Dragon Aromatics”, situada na cidade de Zhanghzhou, na província de Fujian, foi aparentemente provocada por um derrame de petróleo numa instalação de xileno.

Este é o segundo acidente do mesmo género num espaço de dois anos a atingir a fábrica que produz paraxileno (PX) — um agente químico usado na produção de plásticos, nomeadamente garrafas, e de poliéster.

Propriedade do grupo petroquímico taiwanês Xianglu, a fábrica sofreu, em julho de 2013, uma outra explosão, sem que tenham sido registadas vítimas mortais ou fugas tóxicas."

Fonte: Lusa



"O PTA [que se obtém do paraxileno] é utilizado como matéria-prima na produção de PET- politereftalato de etileno, um material reciclável muito utilizado no fabrico de embalagens para o setor alimentar (garrafas de água, refrigerantes e outras bebidas) e na produção de fibras de poliéster, utilizadas no setor têxtil."
Fonte: Artlant



Sobre o investimento de US$1.86 mil milhões, pela chinesa Shandong Yuhuang Chemical, nos EUA



A empresa chinesa Shandong Yuhuang Chemical Co. Ltd. planeia investir 1.85 mil milhões de dólares na construção de um complexo de escala mundial a ser instalada em no estado norte-americano da Luisiana, junto ao rio Missimi e St. James Parish.

O investimento incidirá sobre uma área territorial de quase 450 hectares, e incluirá duas fábricas de produção de metanol com uma capacidade de produção combinada no valor de 3 milhões de toneladas por ano. Nos planos está também a construção de uma unidade para produção de químicos intermediários. Esta localização beneficiará do acesso à rede de pipeline conhecida por "Plains All-American Pipeline".

De acordo com a empresa chinesa, apenas 20-30% do metanol produzido terá como destino o  mercado norte-americano, sendo a maior porção destinada à exportação para a China, para uso pela própria Shandong Yuhuang Chemical.

A construção arrancará em 2016 e iniciará o funcionamento em 2018. 

O estado da Luisiana beneficiará com a criação de 2700 postos de trabalho.


Sobre a excessiva capacidade de produção da indústria siderúrgica chinesa




"Economistas dizem que indústrias saudáveis e lucrativas operam com uma capacidade utilizada de 85%. Na China, a utilização mal atinge os 70%, segundo o Fundo Monetário Internacional.
(...)

Em uma declaração ao The Wall Street Journal, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, que administra a indústria do aço, afirmou que vários níveis do governo estão "em processo de implementar" reduções na capacidade ociosa e que há sinais iniciais de progresso. Segundo a Agência de Estatísticas da China, cerca de 33% dos produtores de aço, alumínio e cimento perderam dinheiro no primeiro trimestre de 2014.
(...)

A indústria siderúrgica da China é tão grande e desordenada que o governo nem sabe quantas empresas existem no país — a melhor estimativa é de cerca de 1.200. Pequim quer cortar o excesso de capacidade em 80 milhões de toneladas até 2017.

O primeiro-ministro Li também declarou, em março, uma "guerra à poluição" que inclui cortes graduais na produção industrial. A China planeja introduzir sua mais dura lei ambiental no próximo ano, que deve submeter os poluidores a multas pesadas ou, pela primeira vez, prisão.

Mesmo assim, saber exatamente o que o governo chinês deseja pode ser difícil. No início de junho, Li pareceu dar às autoridades locais mais espaço para agir ao dizer que elas ainda seriam julgadas pelo cumprimento de metas de crescimento econômico. A forma mais simples de atingir as metas seria manter as fábricas produzindo aço e outras matérias-primas."

Fonte: The Wall Street Journal

Sobre o mercado laboral na indústria química de 7 países, no período 2007-2010

Alguns dados estatísticos acerca do mercado de trabalho em indústria química, de 7 países (Brasil, Portugal, China, Rússia, Japão, Índia e Alemanha), no período 2007-2010.

O gráfico permite perceber a dimensão absoluta do mercado de trabalho destes países, e também o modo como a crise económica tem vindo a afectar esta indústria.





Sobre uma explosão nos oleadutos da maior refinaria da China




"Quarenta e sete pessoas morreram e mais de uma centena ficaram feridas, numa explosão, na maior refinaria de petróleo da China.É o incidente mais mortal e mais grave, na Sinopec, que fica numa zona portuária a este do país.

Tudo começou com a rutura de uma das condutas algumas horas depois enquanto se procediam a trabalhos de limpeza ocorreram explosões em dois locais distintos.

O impacto foi de tal ordem que levantou placas de pavimento, projetou vários automóveis e partiu vidros em muitos dos edifícios vizinhos.

Foram colocadas várias barreiras de proteção para evitar que o petróleo chegasse ao mar, mas não foram suficientes.

As autoridades descartam a possibilidade de se ter tratado de um ataque, mas as investigações prosseguem."

Fonte: RTP - 22/11/2013




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