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Sobre a dimensão económica e social da indústria química mundial no ano de 2017, e sua distribuição geográfica




A análise global mostra que a indústria química, sua cadeia de abastecimento e demais dependências, fez uma contribuição estimada US $ 5,7 biliões (milhões de milhão) para o PIB mundial em 2017, e justificou 120 milhões de empregos. A sua contribuição económica foi portanto, equivalente a 7 por cento do o PIB mundial naquele ano, enquanto a contribuição para o mercado de trabalho equivaleu à da população total do México.

Deste total, a indústria química propriamente dita adicionou diretamente US$ 1,1 biliões para PIB global em 2017, e empregou diretamente 15 milhões de pessoas. (...) Isso faz com que seja o quinto maior setor industrial do mundo em termos de contribuição para o PIB mundial (representando 8,3% do valor económico total da indústria global). A comparação dos impactos diretos e totais sobre o emprego na indústria química implica que, para cada pessoa diretamente empregada nesta indústria, sete postos de emprego adicionais são necessários. Em termos de PIB, para cada $ 1 gerado pela indústria química, mais US$ 4,20 são gerados noutros setores económicos. 

Impacto da indústria química nos diferentes contentes, em 2017.


(...) Dividindo a análise em cinco regiões globais, a indústria química da Ásia-Pacífico fez a maior 
contribuição anual para o PIB e empregos em 2017. Esta gerou 45% do valor económico anual total da indústria, e 69 por cento de todos os trabalhos suportados. A Europa surge com a segunda contribuição mais importante globalmente, seguida pela América do Norte.



(...) A indústria química global investiu cerca de US$ 51 mil milhões em R&D em 2017, e esse gasto apoiou 1,7 milhão de empregos e US$ 92 mil milhões em atividade económica no mesmo ano. 


Países com maior investimento em R&D na área da química, em 2017.



O que está incluído no conceito de 'indústria química'?

Usamos a definição delineada na Divisão 20 da NACE Rev. 2 do Eurostat; ou seja, "Produção de químicos e produtos químicos". Isso inclui os seguintes subsetores:
  • Produção de produtos químicos básicos, fertilizantes e compostos azotados, plásticos e borracha sintética em formas primárias;
  • Produção de pesticidas e outros produtos agroquímicos;
  • Produção de tintas, vernizes e revestimentos similares, tintas de impressão e mástiques;
  • Produção de sabão, detergentes, limpeza, polimento, perfumes e produtos de toilette;
  • Produção de outros produtos químicos, incluindo explosivos e produtos pirotécnicos, colas, óleos essenciais e produtos químicos produtos não classificados em outra parte (por exemplo, material químico fotográfico, preparações de diagnóstico, etc);
  • Produção de fibras artificiais.

Fonte: The Global Chemical Industry: Catalyzing Growth and Addressing Our World’s Sustainability Challenges - March 2019 (Relatório)

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.7): reformas no óleo de palma, o hype da cannabis, indústria da moda poluidora, e nova fábrica de cortiça nos EUA



A Indonésia está a desencadear uma reforma da sua indústria de óleo de palma, marcada pela corrupção, que causou perdas milionárias, prejudicou a imagem do país e levou à detenção de vários governadores provinciais e municipais, segundo a Efe.


Polêmica como poucas, a indústria da maconha cresce mundo afora. Num ritmo muitas vezes alucinante. No ano passado, o setor registrou uma alta de faturamento de 28,8%, chegando a US$ 12,9 bilhões. (...) Apenas nos Estados Unidos, a indústria da cannabis emprega cerca de 200 mil trabalhadores.


A indústria da moda responde por algo entre 8% e 10% das emissões globais de gases-estufa, mais que a aviação e o transporte marítimo juntos. É o segundo setor da economia que mais consome água e produz cerca de 20% das águas residuais do mundo. 


A líder mundial do setor corticeiro inaugura, a 2 de abril, uma nova fábrica nos Estados Unidos, tradicionalmente o seu principal mercado mas que foi destronado pela França no ano passado, num investimento superior a oito milhões de euros. 

Sobre perigos ambientais inesperados causados pelo maior complexo do mundo de energia solar térmica (EUA) para com as aves que sobrevoam a instalação




Quando pensamos nos perigos ambientais que o aproveitamento de energia solar pode encerrar, dificilmente nos acharemos estar perante cenários de maior risco do que os da queima de gás natural ou carvão, ou mesmo da energia nuclear, desde logo porque a fonte de energia é sustentável e tudo que a envolve parece mais "verde".

Acontece que uma fonte de energia pode ser sustentável mas a sua forma de exploração não o ser para determinadas populações de seres vivos implicados nessa iniciativa. Vem isto a propósito dos problemas reportados na central solar conhecida por IVANPAH situada no deserto de Mojave, sito no estado da Califórnia (EUA). Em operação desde 2013 na qualidade de maior complexo de energia solar térmica, o projeto vê-se a braços com o inesperado problema de relação com a fauna local.

Pese embora o seu contributo de 377 MW de energia elétrica para a rede, capaz de abastecer mais de 140 mil residências domésticas nos picos de consumo diários, e apesar das 400 mil toneladas de CO2 que evita lançar na atmosfera todos anos, o projeto está a ser postos em causa porque produz danos colaterais severos nas populações de aves que habitam ou se cruzam com a /na sua localização. 

As estimativas existentes variam muito, mas calcula-se que desde a sua abertura o complexo possa ter sido responsável pela morte de até 28 mil aves, e o motivo é bizarro mas explicável caso se perceba o modo funcionamento deste complexo solar. Equipado com milhares de espelhos instalados no solo e com uma orientação espacial variável e controlada por computador do modo a maximizar a exposição solar, forma-se um efeito "lupa" que concentra o fluxo de calor num ponto único - a caldeira - no qual água é convertida em vapor, e este faz depois funcionar uma turbina capaz de gerar energia elétrica. Assim se consegue "colher" energia solar, e assim também, e inesperadamente, se estão a queimar aves à taxa de uma a cada 2 minutos.


O problema está sinalizado, não parece ter sido antecipado por quem concebeu a tecnologia, e vem mostrar que a procura de fontes de energia limpa pode inadvertidamente criar problemas ambientais outrora inexistentes nos paradigmas energéticos que vêm substituir. No cômputo geral, e enquanto soluções para o problema estão a ser procuradas, importa recordar a publicação Sobre o rótulo ecológico de "verde" ser um processo e não um status definitivo, segundo Daniel Goleman, onde este  autor refere que nada do que é feito industrialmente pode ser totalmente "verde", apenas relativamente; (...) cada processo de fabricação tem impactos adversos em sistemas naturais em algum ponto ao longo do caminho. Como me confidenciou um ecologista industrial, "o termo 'amigo do ambiente' nunca deve ser usado. Qualquer coisa fabricada é-o apenas relativamente.

Fonte: Syracuse 

Sobre Jim deMello, um empreendedor engº químico lusodescendente que começou por fazer limpezas numa empresa de elastómeros nos EUA e terminou dono dela



"O meu nome é Jim George DeMello. Nasci em New Bedford, Massachusetts, em novembro de 1940. Os meus pais também nasceram aqui nos Estados Unidos. Os meus avós da parte da minha mãe nasceram no continente, os da parte do meu pai nasceram nos Açores, no Pico.

(...) Foi em Engenharia Química que Jim se formou e ainda estudante começou a trabalhar na Acushnet Rubber, empresa já centenária que é famosa pelo material de golfe que produz, em especial as bolas. Acabou dono. É, de facto, uma história incrível, que vale a pena ouvir contada da boca do próprio: "Comecei a trabalhar lá, a fazer limpezas, quando estava ainda a estudar. Trabalhava lá no verão. Depois graduei-me e comecei a ser engenheiro na Acushnet Rubber. Depois daí fui subindo até chegar a ser presidente da companhia. Depois de ser presidente, passados três ou quatro anos, comprei-a."

(...) Durante cinco anos, Jim foi presidente, CEO e dono da Acushnet Rubber. Depois, em 2000, decidiu vendê-la e lançar-se em novos negócios. "Depois de vender a companhia, onde estive 40 anos, comecei então a ver prédios e a comprar casas. Os investimentos passaram a ser em imobiliário, tanto aqui em New Bedford como em Dartmouth, perto da universidade", explica. Mas ao mesmo tempo decidiu reforçar o apoio à comunidade portuguesa, sobretudo à educação, não só ajudando a criar a Discovery, que tanto o orgulha, como financiando bolsas de estudos portugueses na universidade."

Fonte: DN


Homem do ano em 2018, segundo a Prince Henry Society, New Bedfor Chapter

A Prince Henry Society, New Bedfor Chapter é uma sociedade fundada em 1980 por luso-americanos para preservar o contributo dos portugueses nos EUA, bem como promover a melhor cultural, económica, educacional e social de descendentes de portugueses nesse território.


Esta sociedade galardoou DeMello como homem do ano em 2018, pelo seu contributo filantrópico em prol da melhoria de condições para descendentes de portugueses nos EUA.


A empresa Acushnet Rubber e seus novos donos

A Acushnet Rubber Company, Inc. foi fundada em 1994 e está sediada em New Bedford, Massachusetts. A empresa faz negócio sob a marca Precix, e projeta e fabrica vedantes elastoméricos. Comercializa o-rings, vedantes do sistema de combustível, vedantes de uretano e vedantes para o sistema de travões de automóveis, etc. A empresa também fornece soluções personalizadas de elastómeros. Possui produtos para diversas aplicações, incluindo como setores automóvel / transporte, aeroespacial / militar / governamental, produção e exploração de energia, química, e médica. 

Desde 28 de Dezembro de 2012, a Acushnet Rubber Company, Inc. opera como subsidiária da ZD USA Holdings Inc, a qual fabrica peças de reposição para automóveis, e que por sua vez pertence á Anhui Zhongding Sealing Parts Co., Ltd. 

A Anhui foi fundada em 1980 e está sediada em Ningguo, China. A empresa vende produtos de borracha (não-pneu) na China e internacionalmente. Para além da tipologia de produtos  Acushnet Rubber, também fornece soluções de gestão de fluidos que incluem direção hidráulica, sistema de arrefecimento, sistema de combustível, tubos de drenagem, bem como condutas de entrada e exaustão de ar; etc. Além disso, a Anhui comercializa postos de recarga elétrica, sistemas de refrigeração e equipamentos de purificação de gás para veículos movidos a novos tipos de energia. Ela trabalha para os setores automotivo, de maquinaria de construção, processamento petroquímico, automação de escritório, ferroviário e marítimo, principalmente sob a marca Dinghu.

Sobre o documentário GasLand, e os fins não justificarem os meios (políticos e industriais) em matéria de exploração de gás natural nos EUA




Um dos fenómenos estruturais que emergiu na última década é o da indústria do gás (natural) de xisto nos EUA, que revolucionou o mercado mundial de gás natural a favor dos norte-americanos. O que foi menos abordado no BEQ e que igualmente merece debate e atenção é a controversa disseminação da tecnologia de fratura hidráulica (hydraulic fracking) pelo território norte-americano, a qual está longe de ser um método limpo, saudável e sustentável para se atingir o fim a que se propõe. É com este enquadramento que o documentário GasLand - dirigido, escrito por  Josh Fox e estreado em 2010 - ganhou pertinência, a ponto de justificar nomeação para um óscar na categoria de melhor documentário. Este pode ser visto na íntegra (mas sem legendas) aqui.

Ao invés de seguir um tónico ativista pró-natureza que muitas vezes cria mais divisões do que consensos, Fox narra em primeira pessoa e na qualidade de cidadão o conflito e dano causado pelo aparecimento de uma oportunidade industrial e económica que colide não só com a legislação que regula a qualidade de água nos EUA (Clean Water Act) como também a qualidade do ar (Clean Air Act). Na prática, esta oportunidade tem efeitos nocivos e diretos para as populações situadas na vizinhança da crescente exploração de poços de gás natural pela tecnologia de hydraulic fracking, em grande medida pela problemática ligação que este produto pode ter, no subsolo, com os recursos hídricos existentes, muitos dos quais usados com fonte de água potável. A este respeito, a figura abaixo ilustra como as vastas regiões dos EUA ricas em gás natural (manchas a vermelho) concindem com a hidrografia do país.


Após rejeitar cem mil dólares por parte de uma empresa interessada na exploração do subsolo da propriedade que fora de seus pais, John Fox inicia uma investigação em torno do porquê desta inesperada oferta, e dos prós e contras de a rejeitar no contexto individual e societal.

O gás natural é muitas vezes rotulado como combustível de transição para uma economia mais verde, porque a nível de emissões consegue ser melhor que o carvão, por exemplo. Porém, a estratégia norte-americana que conduziu à exploração massiva deste recurso encontrou no político americano Dick Cheney o grande viabilizador, porque este promoveu uma legislação que isenta a indústria de petróleo e gás de de cumprir as leis referentes à qualidade de água e do ar. Sem isto, a exploração do gás xisto não poderia avançar, porque rapidamente colidiria com leis que salvaguardam a necessidade superior de que a água e o ar sejam saudáveis para as populações humanas, vegetais e animais. Um detalhe também é que as emissões acidentais ou subreptícias das explorações de gás de xisto direto para a atmosfera não são quantificada e contabilizadas nas emissões totais deste país.

Foi então com este ponto de partida político - auxiliado pela perspectiva de mais emprego e criação de riqueza - que empresas como a EnCana, Williams, Cabot Oil and Gas, ou Chesapeake iniciaram a explorações em 34 estados norte-americanos, totalizando mais de 450 mil poços. Em termos de intensidade de consumo de recursos, a exploração de gás natural por via da fratura hidráulica faz com que as referidas centenas de milhar de poços representem um consumo direto de água na ordem de 1.4 × 109metros cúbicos ao longo do período de vida útil dos mesmos. Acresce que a esta água são adicionados 596 aditivos químicos (segundo Fox) alguns dos quais nem sequer identificáveis e controlados por constituírem segredos industriais.


Devido à possibilidade (e probabilidade) técnica do gás natural contactar com as fontes de água potável sempre que no subsolo se rebenta com as formações rochosas e abre fendas, as evidências desta interferência começaram a surgir nos EUA em várias residências domésticas próximas de explorações, na forma de uma degradação da qualidade da água por via do aparecimento de cor escura, sabor metálico, e relatos/demonstrações de água que se incendia (ver imagem acima). Finalmente, estas evidências são comprovadas pelas análises a amostras de agua, onde se deteta a presença anómala de compostos benzénicos, metais pesados, e outros aditivos como glicóis ou tensoativos.

Um dos lados mais perversos do documentário é a demonstração de que as autoridades políticas e ambientais estatais e centrais norte-americanas fazem/fizeram vista grossa às evidências preocupantes, encorajando os cidadãos a recorrerem a um advogado para contestar a título independente a clara degradação da qualidade de vida, e o aumento de riscos de saúde. É a falência do Estado e um evidência do fronteira ténue entre lobby e corrupção ao nível das lideranças políticas.

Sem querer de forma alguma substituir o visionamento do documentário, é importante que a engenharia química não se deixe sequestrar do lado errado da história, que é sempre o lado em que humanos e natureza saem tremendamente prejudicados a troco de criação de riqueza e vantagem económica. A este respeito, importa reavivar a publicação "Sobre o dever ético do eng. químico de fazer "soar os alarmes" sempre que detete circunstâncias que comprometam o interesse público", na qual se mostra que não faz parte do código profissional do engenheiro ignorar e negligenciar aspetos de segurança e saúde sempre que estes se representem riscos graves para o interesse público. Também por isso este documentário merece atenção e destaque neste blogue.

Sobre o novo adoçante de base natural da Amyris, mais puro que os concorrentes no mercado e feito a partir de cana-de-açúcar



Amyris, Inc., líder no desenvolvimento e produção de ingredientes sustentáveis ​​para os mercados de Saúde e Bem-Estar, Beleza Limpa e Sabores e Fragrâncias, anunciou a comercialização acelerada em 2019 de seu novo adoçante com zero caloria e derivados a partir de cana-de-açúcar, em parceria com empresas de alimentos e da indústria de bebidas.

A Amyris e seus parceiros propõem-se inaugurar a próxima geração de adoçantes "melhores para o consumir" (better-for-you) e "melhores para o planeta" (better-for-the planet). A proposta comercial centra-se no facto de que muitos dos adoçantes existentes no mercado serem produzidos com impurezas que podem resultar num sabor amargo, enquanto que o novo adoçante da Amyris é produzido a partir de cana de açúcar usando um processo patentado de fermentação para criar o produto em escala, originando um adoçante com 95% de pureza - muito maior do que concorrentes. 



(...) A empresa revelou também o primeiro grande acordo de fornecimento e distribuição na América do Norte com o Grupo ASR, o maior refinador mundial de cana-de-açúcar, com marcas como Domino Sugar e C & H Sugar no seu amplo portfólio global. Segundo o mesmo acordo, anunciado em Outubro, a ASR comprará até 80% da produção do novo adoçante da Amyris nos próximos três anos.

(...) Conforme anunciado durante o evento de lançamento do adoçante, a Amyris finalizou uma parceria de fabricação com a Raízen, um dos principais produtores mundiais de cana-de-açúcar. Juntas, a Amyris e a gigante da produção brasileira construirão várias novas fábricas no país, com a primeira instalação avançando imediatamente.

Fonte: Amyris

Sobre a Tupperware (fundada por um engº químico), e a sua história, materiais e presença no mundo

Este artigo resulta de uma colaboração com o blogue Quimíssima, que muito recomendo a visita, e que se dedica à descodificação química do nosso dia-a-dia.

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Tudo começou com uma pequena caixa! Houve, de facto, um Sr. Earl Tupper...um grande inventor. Earl S.Tupper, americano, engenheiro químico, criou a Tupperware em 1944. 

(…) Pouco antes da sua introdução ao consumidor em 1946, os materiais plásticos de muitos fabricantes inventados por Earl Tupper foram canalizados para a frente de combate. A versatilidade e a conveniência dos produtos "milagrosos" da Tupper ajudaram a lançar a revolução dos plásticos na década seguinte. Os primeiros produtos de plástico para consumo da Tupper (…) ofereceram um benefício único que os recipientes de alimentos tradicionais não tinham: eram mais leves e tinham menor probabilidade de quebrar do que os tradicionais copos e louças.


Sr. Earl Tupper, engº químico fundador da Tupperware

(...) Em 1946, a Tupper introduziu seus lendários selos herméticos modelados, seguindo-se a borda invertida que impedia que a comida secasse, murchasse ou perdesse seu sabor no agora comum frigorífico. Apesar de sua natureza inovadora, os produtos da Tupper não vendiam bem em lojas, principalmente porque os consumidores precisavam de demonstrações para entender como eles funcionavam. Em resposta, a primeira Tupperware Home Party foi realizada em 1948, introduzindo uma maneira totalmente nova para os produtos da Tupperware alcançarem os consumidores. As demonstrações provaram ser uma maneira extremamente eficaz de comunicar (…).

Quando os fornos de microondas começaram a entrar nas cozinhas, a Tupperware introduziu produtos projetados especificamente para os fornos microondas e convencionais. Uma vez que o micro-ondas foi totalmente aceite como um eletrodoméstico, a Tupperware introduziu produtos exclusivamente para o aparelho, que poderiam aquecer as sobras ou cozinhar os alimentos congelados que se tornavam cada vez mais um alimento familiar.

 (...) Em 1963, a empresa estava presente em seis países europeus e logo depois lançou-se no Japão e na Austrália. A Tupperware também tinha escritórios de vendas na África e América Latina antes de 1970. Desde então, a Tupperware Brands expandiu-se para quase 100 países em todo o mundo através de sete marcas: Avroy Shlain, Fuller, NaturCare, Nutrimetics e Nuvo. A empresa está sediada em Orlando (Flórida -EUA) e emprega 12 mil colaboradores.

Fonte: Tupperware

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  • A TupperWare em Portugal:



A Tupperware em Portugal fundou-se em 1965. A empresa detém atualmente uma fábrica e armazém em Portugal, localizados em Montalvo (Abrantes).

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  • Alguns dos polímeros usados nos produtos TupperWare :

O blogue português Quimíssima concebeu uma excelente infografia que sumaria os principais polímeros encontrados nos produtos da marca Tupperware, e que se apresenta abaixo.

Visite Quimissima.com !

  • O processo de criação e produção de Tupperware:


Sugere-se ativação das legendas automáticas em português, 
nas opções do canto inferior direito do vídeo.

Sobre o livro 'Quente, Plano e Cheio' (Thomas L. Friedman ) e 14 ideias-chave relacionadas com ambiente, política, história e ciência




  • SINOPSE:
Depois do bestseller o "Mundo é Plano" neste seu novo livro, Thomas L. Friedman apresenta um olhar provocatório em relação a um dos maiores desafios que enfrentamos no mundo de hoje: a crise global do ambiente que está a afetar as nossas vidas, desde a alimentação até às florestas. Ao longo de 17 capítulos, este autor três vezes vencedor do Prémio Pulitzer, defende entre outros assuntos, que a revolução verde necessária não é comparável com nenhuma outra revolução a que o mundo já assistiu.

  • TEMAS: Ambiente, Política, Ciência e História
  • IDEIAS-CHAVE ENCONTRADAS NO LIVRO:
- A globalização, a superpopulação e o aquecimento global são vértices do mesmo problema;

- Os problemas-chave de depender do combustíveis fósseis: petroditaduras, alterações climáticas, pobreza energética, perda de biodiversidade;

- A dificuldade crónica da política dos EUA em liderar a revolução verde;

- O problemático estilo de vida norte-americano altamente intensivo de consumo de energia;

 - Vantagens e desvantagens da China e os EUA no contexto ambiental: a expedita capacidade de tomada decisão política chinesa vs. o eficaz mecanismo norte-americana de fazer cumprir leis instituídas.

- O surgimento da Era do Clima e da Energia no contexto político, económico, e social mundial;

- O 1º Princípio de Holdren nas alterações climáticas: quanto mais se conhece sobre um problema, maior o pessimismo face ao mesmo.

- A biodiversidade como fonte de inspiração, inovação e segurança para as atividades humanas.

- A pobreza energética: a disputa por água, a corrupção em projetos de energia em África;

- A corrida pela geração de eletrões limpos e a necessidade umbilical de investigação e inovação;

- As 15 medidas mundiais que podem parar o aquecimento global, e a necessidade de adotar pelo menos 8 delas para que se consiga melhorar a situação atual.

- Internet da Energia: a revolução necessária no atual modelo de negócio da eletricidade no sentido de eletrões limpos, fidedignos e baratos.

- Outgreening: estratégia (económica, industrial, política, etc) que tira partido consciencialização e ativismo ambiental.

- A visão sobre a regulamentação ambiental como estímulo à inovação e diferenciação, ao invés de barreira e fator de perda de competitividade.

Sobre a nova ferramenta gratuita de inteligência artificial cloud IBM RXN, lançada pela IBM para prever reações de compostos orgânicos

"Por mais de 200 anos, a síntese de moléculas orgânicas permaneceu uma das tarefas mais importantes na química orgânica. O trabalho dos químicos tem implicações científicas e comerciais que vão desde a produção de aspirina até à do Nylon. No entanto, pouco foi feito para mudar radicalmente as práticas milenares e permitir uma nova era de produtividade baseada no pioneirismo da ciência e tecnologia da inteligência artificial (AI).

O desafio para os químicos orgânicos em áreas como química, ciência dos materiais, petróleo e gás e ciências da vida é que existem centenas de milhares de reações e, embora seja possível lembrar algumas dúzias no campo de um especialista estreito, é impossível ser um especialista em tudo.

Para resolver esta questão, perguntamos a nós mesmos: poderemos usar o deep learning e a inteligência artificial para prever reações de compostos orgânicos?

(...) No ano passado, na Conferência NIPS 2017, apresentámos os nossos resultados: uma app baseada na web que (...) superou as soluções atuais usando seus próprios conjuntos de treinamento e teste, alcançando uma precisão de 80,3%(...), mas sabíamos que poderíamos ser ainda mais precisos.

(...) Na reunião da American Chemistry Society em Boston, lançámos a ferramenta AI no IBM Cloud com o nome de IBM RXN for Chemistry (...) Ao simplificar o modelo e retransmitir mais extensivamente o mecanismo de atenção, atingimos 89% no mesmo conjunto de dados usado na publicação anterior e por outros grupos - estado da arte."

Fonte: IBM

Funcionalidades da ferramenta IBM RXN :

  • Desenhe moléculas com o ketcher;
  • Imagine suas moléculas e reações favoritas a um clique de distância;
  • Assistência para trabalhos de investigação científica e preparação de aulas de Química Orgânica.




Sobre a Emerson Electric enquanto empresa industrial do ano em IoT (Internet das Coisas), e um produto de controlo de processos que cabe na palma da mão




A Emerson Electric Co., foi nomeada empresa industrial do ano em IoT (internet das coisas) pela IoT Breakthrough. Além disso, o seu produto Plantweb Insight - abordado mais abaixo - recebeu inúmeros prémios em 2017 e 2018.


A Emerson Electric Co. é uma empresa norte-americana de tecnologia e engenharia, que fornece várias soluções para mercados industriais, comerciais e residenciais em todo o mundo. O segmento de soluções de automação da empresa compreende software; instrumentação de medição e analítica; válvulas, atuadores e reguladores; serviços e soluções da indústria; sistemas e soluções de controlo de processos; e soluções digitais para fábricas. Este segmento atende aos mercados de petróleo e gás, refinação, produtos químicos, geração de energia, produtos farmacêuticos, alimentos e bebidas, automóvel, papel e celulose, metal e mineração e abastecimento municipal de água.

Em 2011, a empresa foi notícia no BEQ pelo crescimento das soluções wireless na indústria

  • O produto Plantweb Insight  da Emerson:


Sob o mote "Veja mais. Faça mais. Claramente.", a empresa propõe-se a proporcionar insights e clareza com uma rede de inteligência preditiva. Possibilitadas por redes e sensores sem fio, as aplicações do sistema Plantweb Insight fornecem dados avançados permitem obter informações em tempo real e acionar mecanismos de atuação para uma melhor tomada de decisão. A empresa afirma que as aplicações Plantweb podem ser rapidamente implementadas e facilmente acessadas a qualquer hora e em qualquer lugar, com vista a melhorar as operações industriais.

Alguns dos argumentos deste produto de IoT são:

  • Análise em tempo real;
  • Ação preditiva em vez de reativa;
  • Acesso em qualquer lugar;
  • Integração fácil.

Sobre o investimento de 1,5 mil M€ da Covestro numa nova fábrica de MDI de escala mundial em Baytown (EUA)



Naquele que é o maior investimento da história da empresa, a alemã Covestro vai investir 1,5 mil M€ no complexo industrial que já detém em Baytown (EUA) com vista a expandir a produção de diisocianato de metil difenilo (MDI). A capacidade total de produção da nova fábrica será de de 500 mil toneladas de MDI por ano, e o início da produção está previsto para 2024. Ao mesmo tempo, uma unidade de MDI de 90 mil toneladas, mais antiga e menos eficiente, será fechada. Com esta alteração, a capacidade de produção total de MDI da Covestro na região do NAFTA alcançará cerca de 740 mil toneladas por ano, fazendo da Covestro a líder em capacidade industrial nesta região até 2024.


diisocianato de metil difenilo (MDI).

Na base deste investimento estão as perspetivas de mercado global de MDI, que deverá crescer cerca de 5% ao ano a longo prazo, superando o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em cerca de 2 pontos percentuais. Os principais impulsionadores do mercado de MDI incluem a substituição de materiais de menor desempenho e menos sustentáveis, bem como megatendências globais, como a crescente procura por soluções de isolamento com vista a maior eficiência energética. O MDI é um precursor da espuma rígida, que é um excelente material de isolamento e é usado, por exemplo, em edifícios e refrigeradores. O crescimento esperado da procura global de MDI traduz-se na necessidade de aproximadamente uma nova fábrica de escala mundial por ano.

Embora a Covestro vá também duplicar sua capacidade de produção de MDI em Brunsbuettel (Alemanha) de 200 para 400 mil toneladas por ano já no segundo semestre de 2019, o forte crescimento da procura por MDI cria novas oportunidades de mercado significativas. Portanto, estes investimentos ajudarão a Covestro a manter e fortalecer sua posição de liderança e apoiar o crescimento mais lucrativo. Além disso, a Covestro visa capitalizar ainda mais suas capacidades técnicas e de inovação, bem como sua posição de custo líder.

Fonte: Covestro




  • Sobre a Covestro:
Com vendas de 14,1 mil milhões de euros em 2017, a Covestro está entre as maiores empresas de polímeros do mundo. As atividades da empresa estão focadas na produção de materiais poliméricos de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados ​​em muitas áreas da vida diária. Os principais segmentos atendidos são os setores automotivo, de construção civil, processamento e móveis de madeira e os setores elétrico e eletrónico. Outros setores incluem o desporto e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro possui 30 unidades de produção em todo o mundo e empregava aproximadamente 16200 pessoas no final de 2017.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.28): ainda menos CO₂ dos carros, o custo de limpar cigarros do chão, fusão na Petrobrás, e o exemplo da Bonduelle

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Os países da UE chegaram a acordo, na noite de terça-feira, para reduzirem em 35% as emissões de CO das viaturas novas em 2030. (...) Num comunicado divulgado esta manhã, o responsável da ACEA garantiu que a redução das emissões continua a ser uma das “principais prioridades da indústria automóvel da União Europeia”.

A região belga de Bruxelas quer cobrar à indústria tabaqueira os custos da limpeza das beatas de cigarros que acabam no chão, uma fatura estimada em 200.000 euros que as empresas admitem negociar.

A petrolífera estatal brasileira Petrobras anunciou que a subsidiária Petrobras América Inc-PAI e empresa norte-americana Murphy vão fundir as operações no Golfo do México, com a petrolífera brasileira a encaixar 955 milhões de euros. A parceria engloba todos os ativos de produção de ambas as empresas localizados no Golfo do México, a principal região produtora de petróleo nos Estados Unidos.

 A fábrica de Santarém é a única do grupo e também constitui caso único em Portugal. Produz anualmente cerca de 30 mil toneladas de legumes processados ultracongelados. A fábrica da Bonduelle em Santarém labora desde 1989 e é uma referência na agro-indústria nacional. A empresa tem uma relação próxima com os produtores da região, que fornecem cerca de 85% dos legumes que alimentam as linhas de produção da unidade fabril situada na zona industrial da cidade. 

Sobre a engenharia (química) por trás do crescimento do comércio eletrónico: do cartão ondulado às etiquetas inteligentes contra danos nas embalagens

O advento do comércio eletrónico trás umbilicalmente associado o reforço da importância das embalagens, muito em particular da embalagem de cartão ondulado. De acordo com a FORBES, só em 2017 a Amazon terá distribuído mais de 5 mil milhões de embalagens destas aos seus clientes PRIME (premium).

Segundo o website MadeHow, e em jeito de breve história, o cartão ondulado é um material rígido e forte, e de peso leve, composto por três [ou mais] camadas de papel kraft castanho. Em 1884, o químico sueco Carl F. Dahl desenvolveu um processo para transformar lascas de madeira num tipo de papel resistente que resiste à rachadura e rutura. Ele designou o processo de kraft porque produz um papel forte que resiste melhor a tensões de vários tipos. Atualmente, este material representa também um sucesso em matéria de reciclagem já que pelo menos 80% das embalagens de cartão ondulado são recicladas nos EUA,  e cada embalagem é constituída por 46% de material reciclado (Fonte: Recycle Nation).

Tipicamente, sempre que uma embalagem de cartão ondulado é usada para transporte de um material delicado, é comum usar-se sinais externos advertindo contra práticas indevidas ou efeitos indesejados, tais como manter a embalagens na posição vertical, não a sujeitar a colisões, ou mantê-la seca. Se a otimização logística levou a que hoje seja possível perceber em tempo real em que ponto do globo uma dada encomenda se encontra, avanços na etiquetagem têm vindo a permitir aos clientes e intermediários das encomendas controlar melhor em que estado as mesmas se encontram.

A este respeito, a empresa norte-americana Index Packaging Inc. (New Hampshire) destaca-se por ter patenteado soluções de sinalética criativas e objetivas contra alguns destes riscos. A sua solução mais conhecida é o Tip-n-Tell ®, que consiste num indicador de plástico fácil de usar que, quando montado corretamente, pode informar se a embalagem foi derrubado durante o trânsito. O sistema patenteado garante que o indicador não será acionado antes de ser montado e que, uma vez acionado, não poderá ser adulterado (ver abaixo). 



No seguimento desta inovação, a mesma empresa desenvolveu uma outra, o Drop(N)Tell®, que é um indicador de impacto mecânico. O dispositivo é ativado apenas num eixo. Isso, por sua vez, significa que ele pode ser montado horizontalmente e verticalmente e permite a determinação exata da direção do impacto. A solução contempla em seis forças G (5G, 10G, 15G, 25G, 50G, 100G) que permitem que todos os tamanhos e pesos das remessas sejam rastreados apropriadamente.



Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.27): suplementos alimentares e hidrogénio em Portugal, fármacos nos EUA, e capitalismo consciente no Brasil

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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O líder europeu na venda online de suplementos alimentares, a Prozis prevê chegar aos 1.200 trabalhadores no centro de I&D do grupo, a abrir na Maia, e criar mais 400 empregos com a construção de uma nova fábrica no seu pólo produtivo instalado na Póvoa de Lanhoso.

Portugal subscreveu hoje, dia  18 de setembro, a ‘Iniciativa Hidrogénio’ juntamente com os seus parceiros da União Europeia.Segundo um comunicado do Ministério da Economia, “esta iniciativa visa promover o desenvolvimento da tecnologia do hidrogénio com vista à descarbonização de diversos sectores como o energético ou o dos transportes”.

A Hovione inaugurou quarta-feira, 26 de Setembro, as novas instalações do seu centro de investigação e desenvolvimento (I&D) em Nova Jérsia, Estados Unidos, onde investiu 30 milhões de euros.A multinacional portuguesa que opera na área da química-farmacêutica duplicou a área da fábrica e laboratório na unidade de Nova Jérsia, um processo que permitiu a criação de 60 novos empregos. 

Filho de Helio Seibel e herdeiro de um dos maiores grupos empresariais do país, a Duratex, que detém marcas como Deca, Hydra e Durafloor, o jovem empreendedor tenta imprimir seu estilo de gestão em suas próprias frentes de negócios. Seibel já integrou a equipe de comando da grife de cosméticos The Body Shop, adquirida pela Natura, e hoje faz parte do Comitê de Sustentabilidade da Duratex.

Sobre o que é preciso para uma infraestrutura da energia elétrica sem emissões poluentes nos EUA, segundo Nate Lewis e Thomas L. Friedman




« Todos dizem que construir uma infraestrutura de energias renováveis é a "viagem à Lua" da atual geração americana. Quem me dera que isso fosse verdade.

"Construir uma infraestrutura da energias sem emissões poluentes não é como mandar um homem à Lua." - explica Nate Lewis [químico da área de energia da Caltech].

"Com a viagem à Lua, o dinheiro não era obstáculo - e tudo o que tínhamos de fazer era chegar lá. Mas hoje, já termos energia barata derivada do carvão, do gás e do petróleo. Portanto, convencer alguns a pagarem mais para mudarem para combustíveis não poluentes é como tentar obter fundos para a NASA construir uma nova nave para ir à lua - quando a Southeast Airlines tem voos regulares para lá e ainda oferece amendoins! Já tenho um transporte barato para a Lua, e um transporte é um transporte. Para a maioria, eletricidade é eletricidade, independentemente da forma como é gerada. Produzir energia menos poluente não lhes dá nada de novo. Portanto, estaríamos a pedir-lhes que pagassem por algo que já têm e que faz exatamente a mesma coisa."

(...) O aspeto essencial a recordar é que a energia limpa nos dá um novo ambiente, mas não uma nova função. "Eletrões são eletrões - não há eletrões azuis ou verdes", observa Lewis.

(...) Assim (repito), se quisermos alcançar ambas as formas de inovação em grande escala - avanços que levem a novas formas de gerar eletrões limpos e avanços que derivem do progresso mais rápido, através através da curva de aprendizagem, das tecnologias de energia limpa já existentes - precisamos que o governo crie igualdade de circunstância, aplicando impostos sobre aquilo que não queremos (eletricidade das fontes emissores de carbono) e subsidiando aquilo que queremos (inovação em energia limpa). É isso que criará a procura de mercado que é necessária, à escala necessária." »

Fonte: Quente, Plano e Cheio: Porque Precisamos de uma Revolução Verde - Thomas L. Friedman (Livro)


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