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Sobre a dimensão económica e social da indústria química mundial no ano de 2017, e sua distribuição geográfica




A análise global mostra que a indústria química, sua cadeia de abastecimento e demais dependências, fez uma contribuição estimada US $ 5,7 biliões (milhões de milhão) para o PIB mundial em 2017, e justificou 120 milhões de empregos. A sua contribuição económica foi portanto, equivalente a 7 por cento do o PIB mundial naquele ano, enquanto a contribuição para o mercado de trabalho equivaleu à da população total do México.

Deste total, a indústria química propriamente dita adicionou diretamente US$ 1,1 biliões para PIB global em 2017, e empregou diretamente 15 milhões de pessoas. (...) Isso faz com que seja o quinto maior setor industrial do mundo em termos de contribuição para o PIB mundial (representando 8,3% do valor económico total da indústria global). A comparação dos impactos diretos e totais sobre o emprego na indústria química implica que, para cada pessoa diretamente empregada nesta indústria, sete postos de emprego adicionais são necessários. Em termos de PIB, para cada $ 1 gerado pela indústria química, mais US$ 4,20 são gerados noutros setores económicos. 

Impacto da indústria química nos diferentes contentes, em 2017.


(...) Dividindo a análise em cinco regiões globais, a indústria química da Ásia-Pacífico fez a maior 
contribuição anual para o PIB e empregos em 2017. Esta gerou 45% do valor económico anual total da indústria, e 69 por cento de todos os trabalhos suportados. A Europa surge com a segunda contribuição mais importante globalmente, seguida pela América do Norte.



(...) A indústria química global investiu cerca de US$ 51 mil milhões em R&D em 2017, e esse gasto apoiou 1,7 milhão de empregos e US$ 92 mil milhões em atividade económica no mesmo ano. 


Países com maior investimento em R&D na área da química, em 2017.



O que está incluído no conceito de 'indústria química'?

Usamos a definição delineada na Divisão 20 da NACE Rev. 2 do Eurostat; ou seja, "Produção de químicos e produtos químicos". Isso inclui os seguintes subsetores:
  • Produção de produtos químicos básicos, fertilizantes e compostos azotados, plásticos e borracha sintética em formas primárias;
  • Produção de pesticidas e outros produtos agroquímicos;
  • Produção de tintas, vernizes e revestimentos similares, tintas de impressão e mástiques;
  • Produção de sabão, detergentes, limpeza, polimento, perfumes e produtos de toilette;
  • Produção de outros produtos químicos, incluindo explosivos e produtos pirotécnicos, colas, óleos essenciais e produtos químicos produtos não classificados em outra parte (por exemplo, material químico fotográfico, preparações de diagnóstico, etc);
  • Produção de fibras artificiais.

Fonte: The Global Chemical Industry: Catalyzing Growth and Addressing Our World’s Sustainability Challenges - March 2019 (Relatório)

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.34): bioeconomia portuguesa, emissões dos bifes de vaca, salários na indª farmacêutica, e a empresa Polyanswer

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

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Olhando para as condições únicas que temos para a bioeconomia deveremos ambicionar colocar Portugal no centro desta nova economia e revolução tecnológica.

Reduzir o número de vacas e alterar a dieta alimentar fará bem à saúde e ao ambiente. Governo propõe reduzir o número de cabeças de gado bovino para metade.

Estudo global revela que três das dez carreiras mais bem pagas em Portugal, para profissionais com menos de cinco anos de experiência, estão nas farmacêuticas

A produtora de fluidos dilatantes para protecção de impactos está a explorar a área da Defesa e a “dar o peito às balas” na indústria, com a venda de matéria-prima para materiais de trabalho ou desportivos.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.32): alternativa natural ao estireno, baixa na reciclagem, urânio antigo à venda, e salários de engª química no Brasil

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

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Uma equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma molécula natural para substituir o estireno, derivado do petróleo que é bastante usado (...) nas indústrias naval, automóvel, embalagens e de vestuário, mas é muito tóxico.

Agência Portuguesa do Ambiente alerta que esforços para aumentar a reciclagem não estão a funcionar. Pedem-se medidas urgentes. (...) Os portugueses estão há quatro anos seguidos a produzir mais lixo (+2% em 2017), mas o maior problema é que, invertendo uma tendência com vários anos, diminuíram os resíduos recicláveis recuperados: menos cerca de 50 mil toneladas numa descida de 9%

Material está armazenado em barris em Nelas desde que encerraram as minas da Urgeiriça. Da última vez que foi avaliado valia 13,7 milhões de euros. Antigos trabalhadores pedem que o resultado da venda seja aplicado em projectos na terra.

Fato é que a resposta dessa pergunta não é simples. Muito menos pode ser considerada uma ciência exata. Não há como cravar um número pois o profissional de Engenharia Química pode exercer diversas funções dentro do Mercado de Trabalho e cada uma delas é remunerada de maneira diferente. (...) Segundo a Catho, a média salarial de um engenheiro químico no Brasil é de R$ 5.848,61.

Sobre a transição para uma economia industrial baseada em prestação de serviços, e as possíveis sinergias positivas para fabricantes, utilizadores e meio ambiente




"Uma economia baseada no modelo “serviço e fluxo” pode também ajudar a estabilizar o ciclo dos negócios, pois os consumidores passariam a adquirir o fluxo de serviços dos quais precisam continuamente, não mais equipamento durável, que é acessível somente nos anos favoráveis. Os prestadores de serviço seriam estimulados a manter os seus ativos produtivos durante o máximo de tempo possível em vez de desmontá-los prematuramente a fim de vender as peças. A capacidade ociosa e a subutilização tenderiam a desaparecer, uma vez que, contratando um prestador de serviço, a empresa já não teria por que se preocupar com o fornecimento ou estoque. Desapareceriam também os abatimentos ao fim do ano para vender o excesso de automóveis fabricados para consumidores que não os encomendaram, pois as quotas de produção foram aumentadas a fim de amortizar o caríssimo capital em equipamento que, para começar, não era necessário. Tal como são as coisas hoje, os fabricantes de bens duráveis têm uma relação de amor ódio com a durabilidade. No entanto, tornando-se prestadores de serviço, os incentivos a longo e curto prazo se harmonizam perfeitamente com o que querem os consumidores, com o que o meio ambiente merece, com que o trabalho necessita e com que a economia pode suportar



(...) O paradigma de serviço oferece ainda outros benefícios: aumenta o emprego porque, sendo os produtos projetados para reincorporar-se aos ciclos de fabricação, o desperdício se reduz e a demanda de mão-de-obra aumenta. Na indústria, cerca de um quarto da força de trabalho dedica-se à fabricação de matérias-primas como o aço, o vidro, o cimento, o silicone e as resinas, ao passo que três quartos se ocupam da fase de produção. Ocorre o inverso nos insumos energéticos: utiliza-se três vezes mais energia  para extrair material virgem ou primário que para fabricar produtos com esse material. Por conseguinte, a substituição do material primário por bens manufaturados reutilizados ou mais duráveis requer menos energia e oferece mais empregos."


Fonte: Capitalismo Natural - Paul Hawken, L. Hunter Lovins, Amory B. Lovins (Livro)


  • Sobre o livro:
Não se tratando de um livro cujo tema se esgota exclusivamente no universo da engenharia química, 'Capitalismo Natura'l apregoa a “Próxima Revolução Industrial”, algo que certamente é do interesse dos engenheiros químicos. Este livro inovador revela como as empresas globais de hoje podem ser ambientalmente responsáveis e altamente lucrativas.


Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.15): salários de engª em Portugal, investimento nos EUA, política a favor de abelhas, e reputação da indústria farmacêutica

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As áreas de Engenharia têm muita procura e remuneram bem. O diretor geral de uma empresa industrial é o mais bem pago: 165 mil euros anuais, no Porto. Em Lisboa ganha menos cinco mil. (...) Os perfis mais procurados são essencialmente a nível do “middle management”. A saber: engenheiros de processo, engenheiros de melhoria contínua, supervisores de produção, técnicos de manutenção, gestores de projeto e engenheiros de produto.~


A chilena Arauco, sócia da Sonae Indústria numa parceria que não inclui os negócios na América do Norte, está a construir nos EUA a maior fábrica de painéis derivados de madeira do país. “É um mercado grande e competitivo”, sinaliza o grupo da Maia.

Os Estados-membros da União Europeia aprovaram, nesta sexta-feira, uma proposta que proíbe o uso ao ar livre de insecticidas danosos para as abelhas, anunciou a Comissão Europeia. (...)O Comité Permanente da Cadeia Alimentar e da Saúde Animal, onde estão representados todos os Estados-membros, deu luz verde à proposta de restrição do uso de três substâncias prejudiciais para as abelhas conhecidas como neonicotinóides: imidacloprid, clotianidina e tiametoxam.


O estudo “Corporate Reputation of Pharma in 2017 – Patient Perspective”, divulgado no início de abril, refere-se à reputação que as empresas farmacêuticas têm no seio da comunidade de doentes. Apesar de existirem ainda parâmetros em falta, os valores divulgados, relativos a 2017, demonstram uma melhoria na forma como é vista a indústria por aqueles que são os seus “clientes”.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.13): cimento brasileiro, Solvay Portugal, Sonae Indústria, e Univ. de Coimbra inova no tratamento de patologias oculares

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Uma tecnologia pioneira para a “libertação prolongada e controlada de fármacos e outras moléculas com atividade terapêutica” em patologias oculares está ser desenvolvida por investigadores de engenharia química da Universidade de Coimbra (UC).


Setor começa 2018 ainda no vermelho, mas diminui retração das vendas para 3% até março, ante a queda de 6,7% em 2017. Expectativa, agora, é encerrar o ano com expansão de 1% a 2%


Decorrente da profunda reestruturação operada no passado recente, tem sido difícil para a Sonae Indústria alienar as unidades fabris inactivas que tem em alguns países, com um valor contabilístico de 22 milhões de euros.

A Solvay anunciou esta quinta-feira, 29 de Março, uma reestruturação que vai implicar a eliminação de 600 postos de trabalho, nomeadamente em França, Portugal e Brasil. Em Portugal serão afectadas 90 pessoas, revela o comunicado emitido pela empresa que opera no sector químico. "A simplificação da organização deve levar a redundâncias de cerca de 600 [postos de trabalho], especialmente em actividades funcionais, incluindo 160 em França, 90 em Portugal e 80 no Brasil", revela o comunicado.


Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.12): indústria portuguesa a reabrir, ampliar e expandir, e a herança química tóxica da URSS

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Nas contas de 2017, a Sonae Indústria indica que as fábricas de Oliveira do Hospital e de Mangualde, que foram afectadas "gravemente" pelos incêndios de Outubro de 2017 estarão "novamente operacionais" em Abril, "com melhoria dos activos industriais e processos de produção", indica o comunicado da Sonae Indústria.

A multinacional francesa do sector automóvel está a concluir o projecto de ampliação da sua fábrica de Viana do Castelo, que permitirá a duplicação da capacidade de produção, passando a facturar cerca de 50 milhões de euros, e criar 250 postos de trabalho.


A farmacêutica coimbrã está a investir 15 milhões de euros na construção de uma nova fábrica, que vai criar 100 empregos, e prevê aplicar outro tanto na conversão da actual numa indústria 4.0. Contratou 33 pessoas desde Janeiro e irá recrutar mais 50 até Junho.


Há 90 anos, as autoridades da União Soviética ratificaram o Protocolo de Genebra, proibindo o uso de armas químicas e bacteriológicas em guerras. Contudo, a produção destas armas não foi proibida. A partir de 1991, por todo o território das ex-repúblicas soviéticas começou a surgir um grande número de armazéns e fábricas químicas abandonadas.

Sobre as mudanças na engenharia desde 1976, o ensino e lacunas da formação em engenharia, e a necessidade de líderes engenheiros (Samuel C. Florman)



"Ainda assim, a engenharia mudou desde 1976, e parece apropriado aqui considerar algumas das mudanças que ocorreram. Tecnicamente, a profissão avançou, embora de forma incremental e não em qualquer sentido radical. O computador é uma presença dominante, mas já era muito importante em 1976. Novos termos são abordados: gestão da qualidade total [TQM], information highway ["autoestrada de informação"], controlo estatístico da qualidade, design de produção e assim por diante. Mas no essencial, a educação de engenharia e a prática de engenharia não foram fundamentalmente transformadas. De fato, uma das principais características da engenharia desde 1976 é que ela não mudou tanto quanto deveria ter mudado.

(...) À medida que nossos problemas económicos pioram e as queixas sobre nossas falhas tecnológicas se intensificam, a crítica é cada vez mais focada na fonte de nosso talento técnico - escolas de engenharia americanas. As falhas percebidas nos nossos engenheiros graduados são anunciadas com maior urgência: falta a aptidão para projeto, concentrando-se demais na análise e resolução de problemas; eles não entendem a realidade da produção, eles são comunicadores pobres, têm pouca compreensão dos negócios e da política, e estão desinformados sobre culturas estrangeiras e assuntos mundiais. Numa altura em que precisamos de engenheiros líderes e líderes que entendem a engenharia, também não os estamos produzindo.

(...) Um terço dos engenheiros franceses entra no governo, finanças, marketing, bancos e seguros. Noutras nações líderes, incluindo o Japão e a Alemanha, os engenheiros são encontrados em cargos de autoridade em toda a ordem social. Os Estados Unidos, em grande contraste, são dominados por advogados e MBAs. Obviamente, não podemos atribuir todos os nossos problemas a esta circunstância, mas tampouco podemos julgá-la satisfatória." 


The Existential Pleasures of Engineering - Samuel C. Florman  (Livro)
Edição de 1996 (primeiramente publicado em 1976)



Sobre o perfil de emprego em Engª Química no Reino Unido em 1956 vs. as expectativas de emprego em Engª Química em Portugal e Brasil no ano de 2017




Reino Unido, 1956:

"Uma análise foi feita pela IChemE aos seus membros, membros associados e graduados no Reino Unido, mostra como os engenheiros químicos do país aplicam seus talentos dentro da indústria:
  • 20% estão em administração;
  • 23 % em operação e manutenção de plantas de produção;
  • 20 % em projeto, instalação e construção de novas instalações (e sua manutenção);
  • 22 % em desenvolvimento e pesquisa;
  • 2 % em vendas e serviços tecnológicos;
  • 3 % em ensino;
  • 3% em consultadoria;
  • 7 % dedicam-se as outras coisas."

Fonte: New Scientist - 6 dez. 1956 - Pg. 55

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Lusofonia (Portugal e Brasil), 2017:

Não deixa de ser oportuno e curioso comparar os valores acima descritos para a realidade de 1956 no Reino Unido, com aqueles recolhidos pelo BEQ em 2017 junto de alguns dos nossos leitores (Portugal e Brasil) relativamente às atividades/funções profissionais mais gostariam de desempenhar:

  • 13 % em investigação científica;
  • 20 % engenharia do produto;
  • 19 % projeto de engenharia;
  • 28 % em controlo de processos;
  • 0 % em comércio/venda de produtos químicos;
  • 4% em certificação e auditoria;
  • 5% em consultadoria;
  • 4 % outras atividades.
Assim, volvidos mais de 60 anos, e com as devidas cautelas quanto ao rigor da comparabilidade das matérias, os referidos dados abrem caminho para as seguintes hipóteses (de conclusão):

-  O projeto de engenharia aparenta ser uma saída profissional clássica em engª química, já que em 1956 ocupava cerca de 1/5 dos Engºs Químicos e em 2017 mantém a procura/interesse numa proporção semelhante;
-  A operação de unidades de plantas de produção, se entendidas na atualidade sob o título de "controlo de processos", apresenta também uma concordância entre a realidade de 1956 e expectativa em 2017, 20 % vs. 28 %;
- As atividades de consultoria e vendas/comercial aparentam permanecer como um nicho profissional para os engenheiros químicos, quer nas saídas como na expetativas/motivação de emprego;
- É discutível se alguém com formação em engenharia química afirmará, na atualidade, pretender trabalhar em administração/gestão de empresas, mais do que noutras frentes profissionais associadas a este ramo de engenharia. Não quer dizer que não venham a trabalhar em gestão/administração, mas talvez tais caminhos sejam vistos como um desvio à carreira técnica em engenharia química, e portanto possam não ser antecipados como fortes possibilidades profissionais em 2017.
- Alternativamente, o domínio engenharia do produto surje como uma área que suscita particular procura na atualidade, porventura traduzindo o interesse pela inovação e pela materialização dos conhecimentos técnicos em contributos diretos e tangíveis para a indústria e sociedade em geral.

Sobre competências profissionais e tendências tecnológicas que irão moldar a profissão de engª química na década de 2020




As tecnologias de grandes dados (big data) e nuvem (cloud) são  cada vez mais importantes, forçando a reinterpretação da especificidade do trabalho dos engenheiros no setor de energia e petroquímica.

O paradigma da proliferação de grandes dados transmitidos em tempo real tem vindo a comprimir os prazos para a tomada de decisões, levando a que a pressão para fornecer resultados imediatos em termos de operações seguras, confiáveis e lucrativas se tenha intensificado.

Por outro lado, (...) oportunidades tentadoras foram abertas para profissionais resilientes e experientes em tecnologia, que podem aproveitar ambas as tecnologias emergentes e alavancar suas habilidades de engenharia tradicionais. (...) O conjunto de competências necessárias para engenheiros tem vindo a mudar enormemente dentro da indústria de energia e química. Verifica-se uma grande necessidade de combinar o conhecimento de fundamentos de engenharia de petróleo e química e os princípios conexos com a análise de grandes de dados, bem como de alavancar a inteligência artificial para fornecer novos conhecimentos de um modo mais económico. Os novos engenheiros têm a chance de aproveitar essas tecnologias e fazer parte do desenvolvimento e implementação de mudanças importantes nesta indústria.

Por exemplo, (...) em toda a indústria de energia e química, a existência de mais sensores para monitoramento de temperatura, pressão, vibração e fluxo permitem uma maior proximidade à realidade ao otimizar as condições de operação. Por via do intenso monitoramento em tempo real, composição química e outras propriedades físicas permitem detetar problemas também em tempo real, melhorando a produtividade e a segurança.
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Fonte: Information Age, por Duncan Micklem (strategy director, KBC)


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Por outro lado, o futuro do trabalho em engenharia química pode também ser cruzado com as grandes linhas de tendência previstas para o trabalho em geral, em matéria de competências-chave, segundo o o Fórum Económico Mundial. 

Nos cinco anos que unem 2015 a 2020, verifica-se a permanência da competência para "resolver problemas complexos" no top. Em segundo lugar, e focando na projeção para 2020, surge o "pensamento crítico", competência que certamente comunica com a capacidade de resolver problemas complexos. Curiosamente, a "criatividade" foi a competência que mais se valorizou desde 2015, saltando da 10ª para a 3ª. Percurso mais estável teve a competência "gestão de pessoas", a qual se mantêm no top 5 de ambas as edições (2015 e 2020). Esta última é complementada (ou reforçada) pela competência de se "coordenar com outras pessoas", a qual já em 2015 constava na lista das 5 capacidades com mais prioridade. As demais posições do ranking de 2020 compreendem competências: "inteligência emocional", "julgamento e tomada de decisões", "orientação para os serviços", "negociação" e "flexibilidade cognitiva".


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Será pelo menos do cruzamento destas duas frentes que a profissão da engenharia química virá a ser moldada nos próximos anos.

Sobre os resultados do 1º inquérito do BEQ aos seus leitores: visões e sugestões sobre a imagem da engª química na sociedade





No período compreendido entre 18 de Setembro de 2017 e 30 de Outubro de 2017, o BEQ promoveu o 1º inquérito aos seus leitores, o qual compreendeu um conjunto de 6 questões anónimas sobre o tema da engenharia química, focado nas questões do emprego e da visibilidade pública da profissão. Com base nesta estrutura, decidiu-se dividir em duas publicações os resultados obtidos sendo esta a segunda delas, dedicada ao tema da visibilidade da profissão na sociedade. Veja o primeiro post aqui.

Foram questionados, por via digital, um total de 102 profissionais ou estudantes de engenharia química, dos quais 100 respostas foram consideradas válidas. A amostra compreendeu a seguinte distribuição geográfica: 73% dos inquiridos fez/faz os seus estudos superiores em Portugal, 26% no Brasil, e 1% em Moçambique. Do mesmo conjunto de inquiridos, 26% ainda era, à data da realização do inquérito, estudante de engª química; 13% tinha concluído os estudos há menos de 1 ano; 31% concluíra há 1 a 5 anos atrás; 20% concluíra há 6 a 10 anos atrás, e 10% concluíra os estudos há mais de 10 anos.

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  • Como avalia a visibilidade da profissão Engª Química na sociedade?
Quando questionados sobre a visibilidade da profissão na sociedade, apenas 12% dos inquiridos revelou não ter opinião formada sobre o assunto. Do total de inquiridos, 25% afirmou que a visibilidade é suficiente, e apenas uma fração de 2% considera mesmo que a profissão tem uma visibilidade excessiva.

Porém, a resposta mais escolhida pelos inquiridos é a de que a visibilidade da engenharia química é insuficiente (55%) ou mesmo muito insuficiente (6%). Existe portanto uma clara maioria a acreditar que a profissão deveria ter mais visibilidade na lusofonia.



  • Que sugestões faria aos responsáveis pela Engª Química do seu país para que esta melhorasse e pudesse ter mais prestígio ou importância no contexto nacional?


           GERAL:
- Apostar na divulgação junto da comunidades estudantil, urbana, universitária e industrial.
- Desmistificar a Eng. Química, dando a conhecer o seu papel na sociedade e nas empresas.
- Realizar palestras, tais como sobre o trabalho/posição de um Engº Químico em Portugal ou no Brasil.
- Criar mais fóruns para que os profissionais partilharem as suas queixas, sugestões e ideias.
- Dar mais destaque a empresas pequenas e/ou familiares.
- Ajudar a integrar as ferramentas tecnológicas na química (Ex.: formações de Excel, Aspen Hysys, ferramentas de gestão industrial, etc.

           UNIVERSIDADE:
- Adaptar o plano curricular às necessidades atuais da indústria.
- Maior diálogo entre indústria e universidade; 
- Promover estágios curriculares no âmbito da própria formação universitária.
- Criação de casos de estudo reais e mais visitas a empresas;


           INDÚSTRIA:
- Maior diálogo entre indústria e universidade.
- Criação de mais estágios de verão (ou de curta duração) para estudantes de engenharia química.
- Combater a prática de colocar o engenheiro químico em funções de técnico.
- Maior divulgação de projetos de redução de impacto ambiental, otimização (deixando explicito a redução de desperdícios/consumos atingidos) de modo a mitigar a "má imagem" da indústria.

           GOVERNO:
- Criar um enquadramento legal que obrigue a sua prática exclusivamente por engenheiros habilitados com cédula profissional conferida pela Ordem dos Engenheiros.
- Estimular a produção industrial (por parte do governo).
- Maior aposta na indústrias química, petroquímica e/ou outras.

Amostra = 47 inquiridos

Sobre os resultados do 1º inquérito do BEQ aos seus leitores: emprego mais desejado vs. emprego mais popular



No período compreendido entre 18 de Setembro de 2017 e 30 de Outubro de 2017, o BEQ promoveu o 1º inquérito aos seus leitores, o qual compreendeu um conjunto de 6 questões anónimas sobre o tema da engenharia química, focado nas questões do emprego e da visibilidade pública da profissão. Com base nesta estrutura, decidiu-se dividir em duas publicações os resultados obtidos sendo esta a primeira delas, dedicada ao tema do emprego. Veja a segunda publicação aqui.

Foram questionados, por via digital, um total de 102 profissionais ou estudantes de engenharia química, dos quais 100 respostas foram consideradas válidas. A amostra compreendeu a seguinte distribuição geográfica: 73% dos inquiridos fez/faz os seus estudos superiores em Portugal, 26% no Brasil, e 1% em Moçambique. Do mesmo conjunto de inquiridos, 26% ainda era, à data da realização do inquérito, estudante de engª química; 13% tinha concluído os estudos há menos de 1 ano; 31% concluíra há 1 a 5 anos atrás; 20% concluíra há 6 a 10 anos atrás, e 10% concluíra os estudos há mais de 10 anos.


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  • Que tipo de atividades/funções profissionais gostaria de desempenhar?
Quando questionados sobre a atividade profissional que mais gostariam de desempenhar, e dando apenas opção de escolha de uma categoria, dois terços dos inquiridos optou por uma de três opções:  (i) controlo de processos, 28% dos casos; (ii) engenharia de produto, 20%; (iii) projeto de engenharia, 19%. A quarta opção mais votada foi a de investigação científica, que somou 13% das respostas. 

Um conjunto de atividades/funções profissionais revelou fraca preferência por parte dos inquiridos, sendo elas: empreendedor (7%), certificação e auditoria (4%), consultoria (5%). A categoria "Outro", que permitia resposta aberta foi escolhida em 4% dos casos, tendo sido reportadas as seguintes funções: Perícia Criminal, Assuntos Regulatórios, e Controlo de qualidade.

Um resultado considerado importante nos resultados obtidos nesta questão, compreende o facto de 0% dos inquiridos ter identificado as funções de Comercial/Venda de produtos químicos como sendo da sua preferência.

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  • Conhece pessoalmente engº químicos com as funções/atividades profissionais abaixo? (Marque se conhece pelo menos um)
Quando questionados sobre as funções/atividades profissionais dos elementos da sua rede de contactos, os resultados produzidos permitem estimar que tipos de funções desempenhadas por engº químicos são mais populares no universo da lusofonia.

A este respeito, duas funções saltam de imediato à vista, sendo elas a investigação científica (referida por três quartos dos inquiridos) e o controlo de processos (referido por dois terços dos inquiridos). Numa segunda linha de popularidade, todas pontuando entre 40 e 50%, surgem as funções de engenharia do produto, projeto de engenharia, e comercial/venda de produtos de químicos.

Finalmente, as atividades profissionais de empreendedor, certificação e auditoria, e consultor, foram referidas em apenas 20-30% dos casos.

Entre outras conclusões possíveis, estes resultados evidenciam um desfasamento entre a baixa preferência das funções de comercial/vendas e investigação científica, e elevada popularidade destas duas profissões, no contexto da lusofonia. Neste domínio, as funções de controlo de processos, projeto de engenharia química, e engenharia de produto parecem exibir uma maior correspondência entre preferência dos inquiridos e popularidade reconhecida pelos mesmos.

Sobre a possível contratação de 200 trabalhadores para a Portucel, devido à entrada no mercado de papel 'tissue'




"Até ao próximo mês de junho, a Portucel vai recrutar mais 100 novos trabalhadores. A empresa portuguesa fabricante de papel vai duplicar a sua capacidade instalada na fábrica de Vila Velha de Ródão, sendo necessários mais colaboradores.

Segundo declarações de Diogo da Silveira, presidente executivo da Portucel, à Antena 1, a empresa vai receber “já durante este segundo trimestre de 2015, uma nova linha de bobines tissue”, o que justifica a previsão da contratação de uma centena de profissionais.

O responsável disse ainda que será feito um investimento na ordem dos 30 milhões de euros na unidade fabril de Vila Velha de Ródão. De acordo com Diogo da Silveira, estará também em estudo um investimento na fábrica da Portucel em Cacia, distrito de Aveiro, que poderá criar outra centena de postos de trabalho."

Fonte: Manda-te, 16-04-2015

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Há alguns meses atrás o BEQ deu conta dos planos da empresa no post "Sobre a entrada da Portucel no mercado de papel ‘tissue', em Aveiro (Portugal)"

Sobre o crescimento no registo de patentes da Hovione, a empresa que emprega mais PhD's em Portugal





"A farmacêutica Hovione depositou nesta terça-feira [1-04-2015] cinco patentes de invenção no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), anunciou a empresa em comunicado enviado às redacções. Os pedidos de registo de patentes dizem respeito a "plataformas inventivas" que envolvem inovações "em processos químicos, novos equipamentos e novos processos de engenharia de partículas" que permitirão dar um salto qualitativo em "métodos de fabrico que podem ser utilizados para vários produtos", explica a empresa sedeada em Loures.

A Hovione tem figurado na lista das empresas portuguesas mais inovadoras. Em 2013, por exemplo, registou quatro patentes, igualando a Delta e a PT Inovação.
(...)

Fundada em 1959, a Hovione investiga e desenvolve novos processos químicos e dispositivos médicos, e produz princípios activos para a indústria farmacêutica. Emprega globalmente 1200 pessoas, designadamente nos Estados Unidos, China e Irlanda, assegurando 600 postos de trabalho em Portugal. A farmacêutica apresenta-se como o maior empregador privado de doutorados em Portugal (35) e tem presentemente em curso cinco programas de doutoramento na empresa."

Fonte: Jornal de Negócios

Sobre o desemprego jovem em profissionais de engenharia química, em Portugal, de 2010 a 2013

"Em Portugal, o desemprego atingiu valores históricos (15.1%, INE 1º Trimestre 2014) tornando-se mais importante do que nunca fazer as escolhas certas para o futuro.
(...)

Estes resultados não reflectem a qualidade dos cursos mas apenas a sua relação com o desemprego e somente estão presentes cursos e universidades das quais diplomados de 2010 a 2013 estavam registados no IEFP até Dezembro de 2013. Mais detalhes na nota técnica."
Fonte: AppsCot

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  • Taxa de Desemprego Engenharia Química em Portugal, de 2010-2013 - Por Instituição de Ensino Superior




  • Taxa de Desemprego (e número de desempregados) em Engenharia Química vs. Outros Cursos - Portugal 2010-2013


  • Taxa de Desemprego Engenharia Química 2010-2014- Por grau de formação



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