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Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.8): lítio português, químicos e saúde na Europa, carros elétricos na Noruega, Brasil quer desburocratizar químicos




A quarta maior produtora de ferro do mundo, a Fortescue, fez pedidos de prospecção para 22 áreas no norte e no sul, cobrindo toda a zona à volta das áreas identificadas com potencial para a exploração de lítio.


Sistema de registo e avaliação existe há 12 anos, mas ainda há até produtos cancerígenos sem qualquer restrição a serem usados na produção de bens de uso comum.


Vendas do primeiro trimestre de 2019 mostram que três em cada cinco carros novos são 100% eléctricos e um em cada cinco são híbridos.


A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) anunciou nesta terça-feira o lançamento da campanha "Desburocratize a Química", programado para o dia 3 de abril, com o objetivo de reduzir as dificuldades burocráticas enfrentadas pelo setor no país.

Sobre o óleo de purgueira e a aposta da Galp Energia em Moçambique com vista ao aumento da produção própria de biocombustíveis


A purgueira  (Jatropha curcas Linn., abreviadamente JCL, e também conhecida por pinhão-manso), é uma cultura energética, não alimentar, arbóreo-arbustiva de porte médio, que produz sementes ricas em óleo convertível em biodiesel.


Sementes de Jatropha curcas L..

(...) Apesar do seu óleo não ser adequado para o consumo humano, pois contém substâncias tóxicas como a curcina e os ésteres de forbol, a cultura encontra-se, hoje em dia, entre as fontes mais promissoras de grãos oleaginosos para a produção de biodiesel, devido aos seus potenciais baixos custos de produção agrícola e, sobretudo, porque poderia ocupar solos arenosos, pouco férteis, geralmente não aptos para a agricultura, proporcionando assim uma nova opção socioeconómica para vastas zonas do globo. Fonte.

O centro de origem da JCL permanece desconhecido e controverso. Segundo Heller (1996) o centro de origem mais provável será o México e a região norte da América do Sul. A planta tem hoje um largo espetro de distribuição (Figura 1), desde zonas áridas (300 mm anuais) e semiáridas (500 mm anuais) até zonas mais húmidas, mas sempre em zonas de baixa altitude (0-600 m).

(...) O peso de 1000 semente varia de 48 a 72g, sendo o seu conteúdo de óleo, extraível por simples
prensagem, da ordem dos 35-37%. O subproduto da prensagem - a torta - é rico em nutrientes e pode
ser utilizado com fertilizante orgânico (Martins et al, 2008).

(...) Dados reais das produtividades, obtidos em diversas situações e por diversos autores, variam entre os 100kg e as 4 a 5t semente seca/ha/ano. (...) A planta entra em produção no segundo ano, atinge a máxima produção ao 6/7 anos e produz até aos 40 anos.

Fonte: O projetodos biocombustíveisda Galp.Jatropha curcas L.desenvolvimentoda tecnologia agrícola. 


A Galp Energia e a utilização de óleo de purgueira para produção de biodiesel

Com a preocupação de não entrar em concorrência com a cadeia alimentar, nem contribuir para o agravamento da disputa pelos solos agrícolas, a Galp optou pela produção de óleos vegetais baseada numa planta oleaginosa não alimentar, de cultura extensiva, e de sequeiro- a purgueira  (Jatropha curcas Linn., abreviadamente JCL).



Visão do Futuro da Galp Energia em matéria de evolução tecnológica no Biodiesel. Relações entre  Matérias-primas, tecnologias e produtos. Fonte


Vias possíveis para transformar óleo vegetal em biodiesel. Fonte



 Os projetos de Biocombustíveis da Galp Energia: espécies vegetais, tipos de produtos, objetivos de produção, e localizações geográficas. Fonte


Sustentabilidade Económica e Social dos projetos de Biocombustíveis da Galp Energia. Fonte

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.7): reformas no óleo de palma, o hype da cannabis, indústria da moda poluidora, e nova fábrica de cortiça nos EUA



A Indonésia está a desencadear uma reforma da sua indústria de óleo de palma, marcada pela corrupção, que causou perdas milionárias, prejudicou a imagem do país e levou à detenção de vários governadores provinciais e municipais, segundo a Efe.


Polêmica como poucas, a indústria da maconha cresce mundo afora. Num ritmo muitas vezes alucinante. No ano passado, o setor registrou uma alta de faturamento de 28,8%, chegando a US$ 12,9 bilhões. (...) Apenas nos Estados Unidos, a indústria da cannabis emprega cerca de 200 mil trabalhadores.


A indústria da moda responde por algo entre 8% e 10% das emissões globais de gases-estufa, mais que a aviação e o transporte marítimo juntos. É o segundo setor da economia que mais consome água e produz cerca de 20% das águas residuais do mundo. 


A líder mundial do setor corticeiro inaugura, a 2 de abril, uma nova fábrica nos Estados Unidos, tradicionalmente o seu principal mercado mas que foi destronado pela França no ano passado, num investimento superior a oito milhões de euros. 

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.6): Total nas renováveis em Portugal, baterias de grafeno, Amorim investe em mais cortiça, e comunicar melhor ciência




A Total venceu a corrida à compra da Novenergia, o quarto maior produtor de energias limpas em Portugal, com uma oferta superior a 600 milhões de euros. Entre os grupos que também disputavam a aquisição da empresa de energias limpas estavam a estatal chinesa Datang, o fundo norte-americano Contour Global e a Finerge (outro dos grandes produtores de energia eólica em Portugal).


É uma das novidades da Energizer na feira de tecnologias móveis que decorre em Barcelona. Com este smartphone, é possível ouvir 100 horas seguidas de música e pode mesmo aguentar 50 dias sem precisar de ser carregado.

A Corticeira Amorim vai investir sete a 10 milhões de euros, nos próximos três anos, na plantação de sobreiros. A meta do grupo é plantar 50 mil hectares em Portugal na próxima década, o que corresponde a um aumento da área total de montado de sobro do país em 7%, mas permitirá aumentar em cerca de 30% a produção de cortiça.


Três faculdades da Universidade do Porto (U.Porto) juntam-se num curso que visa “criar uma cultura de comunicação” e facultar a investigadores e estudantes de doutoramento ferramentas que lhes permitam “comunicar a ciência”, adiantou hoje o responsável.

Sobre o investimento de US $ 10 milhões da Volkswagen na start-up Forge Nano., e baterias elétricas melhoradas a partir de deposição em camada atómica



O Grupo Volkswagen pretende investir US $ 10 milhões na startup “Forge Nano Inc.” com o objetivo de reforçar o seu conhecimento especializado no domínio de investigação em baterias. A Forge Nano está a investigar uma tecnologia de revestimento de materiais que pode melhorar ainda mais o desempenho de baterias elétricas. Enquanto parceira, a Volkswagen fornecerá suporte para testes industriais desta tecnologia. A transação ainda está sujeita à aprovação das autoridades.

A Volkswagen tem colaborado com a Forge Nano desde 2014 na investigação avançada de materiais para baterias . A startup com sede em Louisville, Colorado, investiga processos para o aumento de escala da tecnologia de deposição em camada atómica (ALD) para criar novos materiais do tipo core-shell, especialmente para aplicação em baterias. A tecnologia ALD é um processo químico para aplicação de revestimentos à escala atômica, um átomo de cada vez. Com a sua tecnologia ALD específica, a Forge Nano visa aumentar a densidade de energia das células de bateria de veículo automóveis, a qual teria efeitos positivos na autonomia de veículos elétricos. A Volkswagen tem partilhado os seus conhecimentos em matérias de automóveis e baterias para os esforços de investigação aplicada da Forge Nano.

Segundo Axel Heinrich, chefe da Volkswagen Group Research: “Na Volkswagen, queremos ser o fornecedor líder mundial de mobilidade elétrica. Estamos continuamente a expandir o know-how de tecnologias de bateria necessário para essa finalidade. Precisamos de salvaguardar a nossa competência tecnológica para o futuro. A cooperação com start-ups é um elemento-chave nesses esforços. Estamos a atuar como parceiros da Forge Nano e pretendemos oferecer à equipa oportunidades para realizar testes industriais com sua tecnologia inovadora”.

Já Paul Lichty, fundador e CEO da Forge Nano, afirma: “A nossa tecnologia de engenharia de superfícies de precisão atómica está a inaugurar uma nova era para os materiais de alto desempenho. Estamos entusiasmados por fazer parceria com uma empresa que tem um compromisso tão forte de comercializar esta inovação ”.

Fonte: Forge Nano


A corrida por vantagem de desempenho em baterias elétricas para automóveis



Segundo a empresa, os dados sobre a qualidade dos revestimentos produzidos pela Forge Nano em baterias de iões de lítio mostram que:

  • Se ativados pela tecnologia ALD, os materiais usados como cátodo e ânodo, aumentam a vida útil da bateria em até 200%;
  • 20% maior capacidade da bateria em células de grande formato (40 Ah); 
  • 60% de redução na geração de gases no material catódico;
  • Um pó catódico de alta voltagem de baixo custo com desempenho excecional;
  • Usando os revestimentos eletrolíticos da Forge Nano, observa-se uma maior capacidade que os materiais convencionais para carga rápidas.  

Argumentos comparativos de desempenho invocados pela Forge Nano.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.4): crustáceos para limpar petróleo ou proteger arte, Hovione investe 200 M€, e preço da biomassa ameaça fechar centrais




Um conjunto de géis inovadores, com “elevada capacidade de remediação de ambientes contaminados com hidrocarbonetos de petróleo”, foram desenvolvidos por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), foi hoje anunciado.




Empresa farmacêutica vai construir nova unidade no Parque Empresarial Baía do Tejo. Região acredita que será um farol para atrair outras empresas. Objectivo é investir 200 milhões e criar mais de 200 postos de trabalho.



O alerta é deixado por Carlos Alegria, presidente da Associação dos Produtores de Energia com Biomassa (APEB): “Se o preço dos resíduos florestais chegar aos 40/50 euros por tonelada, que é o valor pelo qual são vendidos à indústria da pasta de papel, porque tem um maior valor económico, eu fecho a central.


Investigadores portugueses estão a desenvolver um novo produto, não tóxico e feito com os exoesqueletos de camarão, para protecção de esculturas que se encontram nos espaços públicos das cidades.

Sobre Jim deMello, um empreendedor engº químico lusodescendente que começou por fazer limpezas numa empresa de elastómeros nos EUA e terminou dono dela



"O meu nome é Jim George DeMello. Nasci em New Bedford, Massachusetts, em novembro de 1940. Os meus pais também nasceram aqui nos Estados Unidos. Os meus avós da parte da minha mãe nasceram no continente, os da parte do meu pai nasceram nos Açores, no Pico.

(...) Foi em Engenharia Química que Jim se formou e ainda estudante começou a trabalhar na Acushnet Rubber, empresa já centenária que é famosa pelo material de golfe que produz, em especial as bolas. Acabou dono. É, de facto, uma história incrível, que vale a pena ouvir contada da boca do próprio: "Comecei a trabalhar lá, a fazer limpezas, quando estava ainda a estudar. Trabalhava lá no verão. Depois graduei-me e comecei a ser engenheiro na Acushnet Rubber. Depois daí fui subindo até chegar a ser presidente da companhia. Depois de ser presidente, passados três ou quatro anos, comprei-a."

(...) Durante cinco anos, Jim foi presidente, CEO e dono da Acushnet Rubber. Depois, em 2000, decidiu vendê-la e lançar-se em novos negócios. "Depois de vender a companhia, onde estive 40 anos, comecei então a ver prédios e a comprar casas. Os investimentos passaram a ser em imobiliário, tanto aqui em New Bedford como em Dartmouth, perto da universidade", explica. Mas ao mesmo tempo decidiu reforçar o apoio à comunidade portuguesa, sobretudo à educação, não só ajudando a criar a Discovery, que tanto o orgulha, como financiando bolsas de estudos portugueses na universidade."

Fonte: DN


Homem do ano em 2018, segundo a Prince Henry Society, New Bedfor Chapter

A Prince Henry Society, New Bedfor Chapter é uma sociedade fundada em 1980 por luso-americanos para preservar o contributo dos portugueses nos EUA, bem como promover a melhor cultural, económica, educacional e social de descendentes de portugueses nesse território.


Esta sociedade galardoou DeMello como homem do ano em 2018, pelo seu contributo filantrópico em prol da melhoria de condições para descendentes de portugueses nos EUA.


A empresa Acushnet Rubber e seus novos donos

A Acushnet Rubber Company, Inc. foi fundada em 1994 e está sediada em New Bedford, Massachusetts. A empresa faz negócio sob a marca Precix, e projeta e fabrica vedantes elastoméricos. Comercializa o-rings, vedantes do sistema de combustível, vedantes de uretano e vedantes para o sistema de travões de automóveis, etc. A empresa também fornece soluções personalizadas de elastómeros. Possui produtos para diversas aplicações, incluindo como setores automóvel / transporte, aeroespacial / militar / governamental, produção e exploração de energia, química, e médica. 

Desde 28 de Dezembro de 2012, a Acushnet Rubber Company, Inc. opera como subsidiária da ZD USA Holdings Inc, a qual fabrica peças de reposição para automóveis, e que por sua vez pertence á Anhui Zhongding Sealing Parts Co., Ltd. 

A Anhui foi fundada em 1980 e está sediada em Ningguo, China. A empresa vende produtos de borracha (não-pneu) na China e internacionalmente. Para além da tipologia de produtos  Acushnet Rubber, também fornece soluções de gestão de fluidos que incluem direção hidráulica, sistema de arrefecimento, sistema de combustível, tubos de drenagem, bem como condutas de entrada e exaustão de ar; etc. Além disso, a Anhui comercializa postos de recarga elétrica, sistemas de refrigeração e equipamentos de purificação de gás para veículos movidos a novos tipos de energia. Ela trabalha para os setores automotivo, de maquinaria de construção, processamento petroquímico, automação de escritório, ferroviário e marítimo, principalmente sob a marca Dinghu.

Sobre as 10 marcas mais valiosas da indústria química em 2018 (segundo a Brand Finance), a sua distribuição geográfica, e a respetiva explicação do desempenho



BASF- A alemã BASF é mais uma vez a marca de produtos químicos mais valiosa do mundo, após um ano em que o valor da sua marca cresceu 10,8% para US $ 8,3 mil milhões. A empresa foi reconhecida dentro da indústria pela sua ação climática corporativa e esforços de segurança hídrica.

A empresa lançou também uma iniciativa para tornar a sua atividade neutra em termos de dióxido de carbono até 2030 e o compromisso de não aumentar os seus gases de efeito estufa entre 2018 e 2030, ao mesmo tempo que procura implementar métodos de produção química inovadores e mais amigos do ambiente. Acresce ainda que a BASF está a ser pioneira na adoção de tecnologias revolucionárias, e encontra-se a digitalizar as suas fábricas de produtos químicos com 600 mil sensores usados em rede no seu complexo principal de Ludwigshafen.

SABIC - Enquanto novo participante na edição anterior do ranking Brand Finance Chemicals 10, a gigante petroquímica da Arábia Saudita SABIC  manteve-se firme em terceiro lugar e beneficiou de um sólido crescimento do valor da marca em 6,5%, totalizando US $ 4,0 mil milhões. Este sucesso pode ser atribuído à expansão contínua de investimentos da marca na China, apesar da esperada desaceleração no crescimento económico desse país. A SABIC também continuou a aumentar sua presença na África, que se afigura um promissor mercado lucrativo. O foco na inovação de produtos e o impulso para moldar o progresso em torno da economia circular deve bem a marca SABIC, à medida que a sustentabilidade se torna um fator de "higiene" para todas as partes interessadas.

LG CHEM - A sul-coreana  LG Chem cresceu mais rápido do que qualquer outra marca de produtos químicos, valorizando-se 38% para US $ 3,3 mil milhões, e levando a empresa do quinto à quarta posição, ultrapassando a DowDuPont. A LG Chem melhorou sua visibilidade de marca na Ásia, em grande parte devido ao aumento das vendas e expansão das fábricas de baterias da empresa na China.

DowDuPont - Embora a nova organização DowDuPont opere ainda sob as marcas individuais Dow e DuPont, e apesar de a nova empresa ter sido dividida em três novas entidades, a combinação das duas marcas - US $ 6,8 mil milhões e US $ 3,3 mil milhões, respectivamente - supera os US $ 8,3 milhões da BASF. A marca beneficiou do rebranding e do processo de fusão.

Praxair e AirLiquide -  Outras fusões de topo no setor tiveram lugar sem que as marcas herdadas tenham sido eliminadas, uma indicação clara do valor de seus nomes e reputações dentro da indústria química. Por exemplo, a Linde-Praxair (até 14,5% para US $ 2,3 mil milhões) e Air Liquide-Airgas (aumento de 10,5% para US $ 2,6 mil milhões) resistiram à oportunidade de adulterar marcas existentes no mercado, conseguindo assim fazê-las crescer.

AsahiKASEI - Na última posição do ranking, a japonesa AsahiKASEI é uma empresa que produz fibras sintéticas, produtos químicos industriais, petroquímicos, plásticos (resinas) e borracha sintética. A empresa também opera e vende imóveis, produtos farmacêuticos, equipamentos médicos, eletrónicos, materiais de construção e produtos de consumo. A marca está avaliada em US $2.2 mil milhões, tendo sofrido uma depreciação do seu valor em cerca de 4%.

Fonte: BrandFinance


As 10 marcas mais valiosas da indústria química em 2018, por país de origem da sua sede. Fonte: BrandFinance

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.3): fim polémico dos carros a diesel, novo gasóleo 'limpo', Galp reforça no Brasil, e mais cosmética brasileira na Europa




Os carros a gasóleo representaram, em 2018, 55% das vendas de ligeiros em Portugal. Mas, Matos Fernandes avisa que dentro de quatro anos o seu valor comercial é zero.


O novo 'gasóleo limpo' ainda está na fase de testes, nas estradas germânicas, mas a multinacional Bosch quer demonstrar que pode vir a ser utilizado em larga escala. O combustível chama-se C.A.R.E. diesel e, por enquanto, ainda é ligeiramente mais caro que o gasóleo convencional.

A unidade foi concebida especialmente para operar em projetos do pré-sal da bacia de Santos, com capacidade para processar diariamente 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural. ”Está previsto que a FPSO seja interligada a um total de nove poços produtores e seis injetores”, assegura a petrolífera.

A Beauty Fair, marca referência para o setor de beleza não só para o Brasil, mas para toda a América do Sul, expande sua influência para outros mercados por meio da parceria com a Cosmoprof e passa a contribuir de forma mais abrangente para o desenvolvimento do mercado brasileiro de beleza.

Sobre o motor de metabusca para produtos químicos Chembid, e a mudança que a digitalização acarreta na forma como clientes e fornecedores se relacionam



A empresa de produtos químicos STOCKMEIER, com sede em Bielefeld, na Alemanha, anunciou o investimento na start-up de tecnologia chembid. A jovem empresa é um spin-off do Grupo BÜFA e tem operado desde 2017 num motor de metabusca para produtos químicos.

Usando tecnologias digitais modernas, o chembid coleta, processa e agrupa informações sobre fornecedores e ofertas de lojas e mercados online, tornando-os facilmente acessíveis a seus clientes. Atualmente conta com cerca de dois milhões de produtos na plataforma e cerca de 100 000 fornecedores de mais de 160 países.

O investimento do Grupo STOCKMEIER é a primeira parceria estratégica que o chembid firma. O grupo familiar opera internacionalmente em mais de 40 locais e pode utilizar os seus quase cem anos de experiência em distribuição, produção e serviços no setor químico. Para o STOCKMEIER, o chembid é uma possibilidade de promover uma tecnologia pioneira. “No mundo da química, informações e dados terão um papel importante no futuro. No chembid, vemos um agregador de notícias para produtos e sua acessibilidade na Internet e, assim, nos envolvemos em um modelo de negócios do futuro ”, afirma o responsável executivo Peter Stockmeier.



De acordo com o CEO da BÜFA Holding, Felix Thalmann,  “A digitalização vem alterar todo o setor químico e, como resultado, as relações com os clientes - o modo como os clientes e fornecedores entram em contato uns com os outros, bem como as informações procuradas pelos clientes - também estão a mudar. Com o chembid, não reagimos apenas a esse desenvolvimento, mas queríamos moldá-lo ativamente. Juntamente com a STOCKMEIER, oferecemos a mais parceiros a possibilidade de participar do conceito de negócios de sucesso do chembid e impulsionar a transformação digital ”.

O chembid quer usar o investimento do STOCKMEIER para desenvolver ainda mais seu mecanismo de metabusca, para complementar mais serviços baseados em dados e promover o marketing global.

Fonte: STOCKMEIER

Sobre o processo Haber-Bosch, os acontecimentos económicos, políticos e demográficos no séc XX, e avanços recentes para mitigar o seu impacto ambiental




"Na sua palestra [aquando da atribuição do prémio] Nobel [em 1931], Haber explicou que sua principal motivação para sintetizar amónia a partir dos seus elementos era a crescente procura por alimentos e concomitante necessidade de substituir o azoto perdido nos campos devido à colheita das culturas: “ficou claro que a demanda para azoto fixo, que no início deste século poderia ser satisfeita com um algumas centenas de milhares de toneladas por ano, aumentar para milhões de toneladas ”. Nós agora sabemos que sua visão estava certa: o corrente consumo mundial de azoto para fertilizantes é cerca de 100 teragramas (Tg) por ano.

Outra motivação de Haber, não mencionado em sua palestra, foi fornecer a matéria-prima para explosivos a serem usados em armas, o que requer grandes quantidades de azoto reativo. A descoberta de Haber teve portanto uma grande influência em ambas as Guerras Mundiais e todas os conflitos subsequentes.

Além disso, a produção em grande escala de amónia facilitou a fabricação industrial de um grande número de compostos químicos e de muitos produtos sintéticos. Por isso, o processo Haber-Bosch, com seus impactos na agricultura, indústria e o curso da história moderna, literalmente mudou o mundo.

O que Fritz Haber não conseguiu antever, no entanto, foi a cascata de alterações ambientais, incluindo a aumento da poluição da água e do ar, a perturbação dos níveis de gases com efeito de estufa e a perda de biodiversidade que resultaria do aumento colossal de produção de amónia e do uso que lhe seria dado."



Fonte: JW Erisman, MA Sutton, J Galloway, Z Klimont, How a century of ammonia synthesis changed the world, Nature Geoscience volume 1, pages 636–639 (2008)


Alguns desenvolvimentos em marcha para melhorar o processo Haber-Bosch 


"As plantas-piloto de amónia verde começaram a operar no Reino Unido e no Japão, e novas fábricas de demonstração foram anunciadas na Austrália, Dinamarca, Marrocos e Holanda (mais, ainda por anunciar, estão em preparação). CEOs de empresas de fertilizantes falaram sobre como a amónia verde se encaixa em sua estratégia corporativa. "

(...) "A ThyssenKrupp, o conglomerado alemão que comprou a detentora de tecnologia de amónia Uhde há alguns anos atrás, é líder mundial em eletrólise alcalina de água, servindo principalmente à indústria de produção de cloro. De acordo com [fontes da empresa], a Uhde "realizou" cerca de 130 fábricas de amónia em todo o mundo nos últimos 90 anos, e a ThyssenKrupp tem 49% de participação no mercado como “fornecedor de produção de hidrogénio eletrolítico”, tendo “realizado” 600 unidades eletroquímicas em todo o mundo com uma potência instalada de 10 GW. Agora que a ThyssenKrupp é dona da Uhde, o casamento entre o fabricante de eletrolisadores e o sintetizador de amónia está completo.


"A ThyssenKrupp está a comercializar fábricas de amónia de 50 toneladas/dia (requerendo 20 MW de potência) e fábricas de amónia de 300 toneladas/dia (120 MW). Esses são projetos modulares que podem ser construídos autonomamente, reduzindo os custos de capital.

É importante ressaltar que a eficiência energética projetada do processo integrado da ThyssenKrupp é de 10 MWh por tonelada de amónia, aproximadamente equivalente a 36 GJ por tonelada, ou seja, igual à média global de hoje para a eficiência de uma fábrica de amónia.

O elemento verdadeiramente distintivo da apresentação conjunta da ThyssenKrupp (...) é a capacidade da empresa de ampliar a produção. A sua cadeia de fornecimento de eletrolisadores é capaz de produzir mais de 1,2 milhão de m2 de elétrodos por ano, o que é suficiente para atender a potência instalada de mais de 600 MW por ano."


Sobre o documentário GasLand, e os fins não justificarem os meios (políticos e industriais) em matéria de exploração de gás natural nos EUA




Um dos fenómenos estruturais que emergiu na última década é o da indústria do gás (natural) de xisto nos EUA, que revolucionou o mercado mundial de gás natural a favor dos norte-americanos. O que foi menos abordado no BEQ e que igualmente merece debate e atenção é a controversa disseminação da tecnologia de fratura hidráulica (hydraulic fracking) pelo território norte-americano, a qual está longe de ser um método limpo, saudável e sustentável para se atingir o fim a que se propõe. É com este enquadramento que o documentário GasLand - dirigido, escrito por  Josh Fox e estreado em 2010 - ganhou pertinência, a ponto de justificar nomeação para um óscar na categoria de melhor documentário. Este pode ser visto na íntegra (mas sem legendas) aqui.

Ao invés de seguir um tónico ativista pró-natureza que muitas vezes cria mais divisões do que consensos, Fox narra em primeira pessoa e na qualidade de cidadão o conflito e dano causado pelo aparecimento de uma oportunidade industrial e económica que colide não só com a legislação que regula a qualidade de água nos EUA (Clean Water Act) como também a qualidade do ar (Clean Air Act). Na prática, esta oportunidade tem efeitos nocivos e diretos para as populações situadas na vizinhança da crescente exploração de poços de gás natural pela tecnologia de hydraulic fracking, em grande medida pela problemática ligação que este produto pode ter, no subsolo, com os recursos hídricos existentes, muitos dos quais usados com fonte de água potável. A este respeito, a figura abaixo ilustra como as vastas regiões dos EUA ricas em gás natural (manchas a vermelho) concindem com a hidrografia do país.


Após rejeitar cem mil dólares por parte de uma empresa interessada na exploração do subsolo da propriedade que fora de seus pais, John Fox inicia uma investigação em torno do porquê desta inesperada oferta, e dos prós e contras de a rejeitar no contexto individual e societal.

O gás natural é muitas vezes rotulado como combustível de transição para uma economia mais verde, porque a nível de emissões consegue ser melhor que o carvão, por exemplo. Porém, a estratégia norte-americana que conduziu à exploração massiva deste recurso encontrou no político americano Dick Cheney o grande viabilizador, porque este promoveu uma legislação que isenta a indústria de petróleo e gás de de cumprir as leis referentes à qualidade de água e do ar. Sem isto, a exploração do gás xisto não poderia avançar, porque rapidamente colidiria com leis que salvaguardam a necessidade superior de que a água e o ar sejam saudáveis para as populações humanas, vegetais e animais. Um detalhe também é que as emissões acidentais ou subreptícias das explorações de gás de xisto direto para a atmosfera não são quantificada e contabilizadas nas emissões totais deste país.

Foi então com este ponto de partida político - auxiliado pela perspectiva de mais emprego e criação de riqueza - que empresas como a EnCana, Williams, Cabot Oil and Gas, ou Chesapeake iniciaram a explorações em 34 estados norte-americanos, totalizando mais de 450 mil poços. Em termos de intensidade de consumo de recursos, a exploração de gás natural por via da fratura hidráulica faz com que as referidas centenas de milhar de poços representem um consumo direto de água na ordem de 1.4 × 109metros cúbicos ao longo do período de vida útil dos mesmos. Acresce que a esta água são adicionados 596 aditivos químicos (segundo Fox) alguns dos quais nem sequer identificáveis e controlados por constituírem segredos industriais.


Devido à possibilidade (e probabilidade) técnica do gás natural contactar com as fontes de água potável sempre que no subsolo se rebenta com as formações rochosas e abre fendas, as evidências desta interferência começaram a surgir nos EUA em várias residências domésticas próximas de explorações, na forma de uma degradação da qualidade da água por via do aparecimento de cor escura, sabor metálico, e relatos/demonstrações de água que se incendia (ver imagem acima). Finalmente, estas evidências são comprovadas pelas análises a amostras de agua, onde se deteta a presença anómala de compostos benzénicos, metais pesados, e outros aditivos como glicóis ou tensoativos.

Um dos lados mais perversos do documentário é a demonstração de que as autoridades políticas e ambientais estatais e centrais norte-americanas fazem/fizeram vista grossa às evidências preocupantes, encorajando os cidadãos a recorrerem a um advogado para contestar a título independente a clara degradação da qualidade de vida, e o aumento de riscos de saúde. É a falência do Estado e um evidência do fronteira ténue entre lobby e corrupção ao nível das lideranças políticas.

Sem querer de forma alguma substituir o visionamento do documentário, é importante que a engenharia química não se deixe sequestrar do lado errado da história, que é sempre o lado em que humanos e natureza saem tremendamente prejudicados a troco de criação de riqueza e vantagem económica. A este respeito, importa reavivar a publicação "Sobre o dever ético do eng. químico de fazer "soar os alarmes" sempre que detete circunstâncias que comprometam o interesse público", na qual se mostra que não faz parte do código profissional do engenheiro ignorar e negligenciar aspetos de segurança e saúde sempre que estes se representem riscos graves para o interesse público. Também por isso este documentário merece atenção e destaque neste blogue.

Sobre o novo adoçante de base natural da Amyris, mais puro que os concorrentes no mercado e feito a partir de cana-de-açúcar



Amyris, Inc., líder no desenvolvimento e produção de ingredientes sustentáveis ​​para os mercados de Saúde e Bem-Estar, Beleza Limpa e Sabores e Fragrâncias, anunciou a comercialização acelerada em 2019 de seu novo adoçante com zero caloria e derivados a partir de cana-de-açúcar, em parceria com empresas de alimentos e da indústria de bebidas.

A Amyris e seus parceiros propõem-se inaugurar a próxima geração de adoçantes "melhores para o consumir" (better-for-you) e "melhores para o planeta" (better-for-the planet). A proposta comercial centra-se no facto de que muitos dos adoçantes existentes no mercado serem produzidos com impurezas que podem resultar num sabor amargo, enquanto que o novo adoçante da Amyris é produzido a partir de cana de açúcar usando um processo patentado de fermentação para criar o produto em escala, originando um adoçante com 95% de pureza - muito maior do que concorrentes. 



(...) A empresa revelou também o primeiro grande acordo de fornecimento e distribuição na América do Norte com o Grupo ASR, o maior refinador mundial de cana-de-açúcar, com marcas como Domino Sugar e C & H Sugar no seu amplo portfólio global. Segundo o mesmo acordo, anunciado em Outubro, a ASR comprará até 80% da produção do novo adoçante da Amyris nos próximos três anos.

(...) Conforme anunciado durante o evento de lançamento do adoçante, a Amyris finalizou uma parceria de fabricação com a Raízen, um dos principais produtores mundiais de cana-de-açúcar. Juntas, a Amyris e a gigante da produção brasileira construirão várias novas fábricas no país, com a primeira instalação avançando imediatamente.

Fonte: Amyris

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.34): bioeconomia portuguesa, emissões dos bifes de vaca, salários na indª farmacêutica, e a empresa Polyanswer

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

 * * *



Olhando para as condições únicas que temos para a bioeconomia deveremos ambicionar colocar Portugal no centro desta nova economia e revolução tecnológica.

Reduzir o número de vacas e alterar a dieta alimentar fará bem à saúde e ao ambiente. Governo propõe reduzir o número de cabeças de gado bovino para metade.

Estudo global revela que três das dez carreiras mais bem pagas em Portugal, para profissionais com menos de cinco anos de experiência, estão nas farmacêuticas

A produtora de fluidos dilatantes para protecção de impactos está a explorar a área da Defesa e a “dar o peito às balas” na indústria, com a venda de matéria-prima para materiais de trabalho ou desportivos.

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