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Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2019.9): um sistema anti-assalto alternativo a alarmes, baseado na criação de nevoeiro artificial e perda total de visibilidade



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Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.7): reformas no óleo de palma, o hype da cannabis, indústria da moda poluidora, e nova fábrica de cortiça nos EUA



A Indonésia está a desencadear uma reforma da sua indústria de óleo de palma, marcada pela corrupção, que causou perdas milionárias, prejudicou a imagem do país e levou à detenção de vários governadores provinciais e municipais, segundo a Efe.


Polêmica como poucas, a indústria da maconha cresce mundo afora. Num ritmo muitas vezes alucinante. No ano passado, o setor registrou uma alta de faturamento de 28,8%, chegando a US$ 12,9 bilhões. (...) Apenas nos Estados Unidos, a indústria da cannabis emprega cerca de 200 mil trabalhadores.


A indústria da moda responde por algo entre 8% e 10% das emissões globais de gases-estufa, mais que a aviação e o transporte marítimo juntos. É o segundo setor da economia que mais consome água e produz cerca de 20% das águas residuais do mundo. 


A líder mundial do setor corticeiro inaugura, a 2 de abril, uma nova fábrica nos Estados Unidos, tradicionalmente o seu principal mercado mas que foi destronado pela França no ano passado, num investimento superior a oito milhões de euros. 

Sobre um drone-laboratório desenvolvido na Rússia e capaz de fornecer dados precisos e em tempo real sobre a composição da atmosfera




Cientistas da Universidade de Samara (Rússia) testaram e apresentaram um "laboratório voador" composto por um microcromatógrafo gasoso voador. No teste inicial realizado, o dispositivo atingiu a altitude necessária, recolheu amostras e analisou-as online.

(...) O dispositivo portátil pesa pouco mais de um quilograma e substitui completamente os volumosos dispositivos de laboratório. Ele pode fornecer dados precisos sobre a composição da atmosfera, composição qualitativa e quantitativa de petróleo e gás natural, bem como analisar biomarcadores no ar humano exalado em poucos minutos.

(...) Este laboratório aéreo de química do ar é capaz de realizar uma análise operacional do estado da atmosfera a altitudes de até 1.000 metros e dentro de um raio de 2 km da fonte. Em modo autónomo, o dispositivo pode sobrevoar fontes potenciais de poluição do ar ao longo de uma rota pré-compilada com pontos de emissão designados, analisar a composição do ar e transmitir a informação recebida para o centro de controle do solo. O processo de análise das amostras obtidas leva até três minutos.



O dispositivo também pode registar e rastrear rapidamente o nível de concentração de substâncias no ar em diferentes altitudes e distanciamento da fonte. Isso permite prever a direção da propagação da poluição na atmosfera com mais precisão.

Este laboratório móvel pode ser usado por empresas de petróleo e gás natural, químicas e de energia, bem como outras empresas industriais cujas atividades estejam associadas a potenciais emissões de substâncias tóxicas na atmosfera. Além disso, o dispositivo pode ser usado com sucesso em situações de emergência, nomeadamente  quando é necessário fazer um grande volume de medições em vários pontos para se obter uma panorâmica confiável, ou quando o acesso físico à fonte de poluição é difícil.



Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.28): ainda menos CO₂ dos carros, o custo de limpar cigarros do chão, fusão na Petrobrás, e o exemplo da Bonduelle

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Os países da UE chegaram a acordo, na noite de terça-feira, para reduzirem em 35% as emissões de CO das viaturas novas em 2030. (...) Num comunicado divulgado esta manhã, o responsável da ACEA garantiu que a redução das emissões continua a ser uma das “principais prioridades da indústria automóvel da União Europeia”.

A região belga de Bruxelas quer cobrar à indústria tabaqueira os custos da limpeza das beatas de cigarros que acabam no chão, uma fatura estimada em 200.000 euros que as empresas admitem negociar.

A petrolífera estatal brasileira Petrobras anunciou que a subsidiária Petrobras América Inc-PAI e empresa norte-americana Murphy vão fundir as operações no Golfo do México, com a petrolífera brasileira a encaixar 955 milhões de euros. A parceria engloba todos os ativos de produção de ambas as empresas localizados no Golfo do México, a principal região produtora de petróleo nos Estados Unidos.

 A fábrica de Santarém é a única do grupo e também constitui caso único em Portugal. Produz anualmente cerca de 30 mil toneladas de legumes processados ultracongelados. A fábrica da Bonduelle em Santarém labora desde 1989 e é uma referência na agro-indústria nacional. A empresa tem uma relação próxima com os produtores da região, que fornecem cerca de 85% dos legumes que alimentam as linhas de produção da unidade fabril situada na zona industrial da cidade. 

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.24): reitor da UP condecorado, água de Monchique esgotada, glifosato culpado, e poluentes de automóveis

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

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Feyo de Azevedo é Professor Catedrático do Departamento de Engenharia Química da FEUP (desde 1998) e investigador do LEPABE – Laboratório de Engenharia de Processos, Ambiente, Biotecnologia e Energia da FEUP. Na Faculdade de Engenharia, que dirigiu entre 2010 e 2014, foi ainda Diretor do departamento de engenharia química (2001-2010) e Diretor do curso de engenharia química (2001-2007).

Instalações só reabrem depois de concluídos todos os trabalhos de limpeza. Zona foi afetada por grande incêndio que durou cerca de uma semana.

Indemnização para homem diagnosticado com cancro depois de usar o herbicida durante anos ascende a 250 milhões de euros.

Em causa está o objetivo de controlo de emissões poluentes propostos pela União Europeia. O setor está muito longe das metas previstas para 2021. o que pode colocar a sua sobrevivência em causa.

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.7): produção de gases combustíveis a partir da degradação térmica de biomassa vegetal (pirólise)

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.23): motores a diesel, pó talco cancerígeno, maconha brasileira, e ácido xilónico

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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O novo método para determinar consumos e emissões vai obrigar a subidas de preços e grandes novidades. A começar pelo facto de os motores diesel passarem a ser menos poluentes que os gasolina.

Tribunal do Missouri condenou a multinacional a pagar mais de quatro mil milhões de euros a mulheres que desenvolveram cancro depois de usar produtos da marca. Especialistas ouvidos em tribunal dizem que pó talco da marca tem amianto.

O governo do Piauí vai pedir autorização da Polícia Federal e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ligada ao Ministério da Saúde, para ser o primeiro estado a plantar maconha a fim de produzir o canabidiol, um dos derivados da planta usado para fins medicinais e que não gera efeitos psicoativos.

O projeto “Produção de ácido xilônico a partir de hidrolisados de biomassa lignocelulósica”, liderado pelo chefe de pesquisa da Unidade, João Ricardo Almeida, com inicio em 2015, busca a utilização da biomassa para produção de etanol lignocelulósico e outros compostos químicos de interesse biotecnológico tem sido amplamente avaliada. 

Sobre a escassez de CO₂ de qualidade alimentar (para cerveja e refrigerantes) na Europa, e a relação desta com o abrandamento da produção de fertilizantes




Os consumidores europeus de cerveja e refrigerantes podem ser surpreendidos com constrangimentos de oferta destas bebidas este verão. Paralisações para a manutenção nos principais fornecedores de CO de qualidade alimentar combinadas com um estado do tempo excecionalmente quente em alguns pontos da Europa estão a criar uma súbita escassez deste gás em alguns produtores de alimentos e bebidas.

Os principais produtores de bebidas, incluindo a Coca-Cola, foram afetados pela escassez de CO na Europa. Os distribuidores europeus de gás industrial, incluindo a Air Liquide, a Linde e a Praxair, foram também afetados pela escassez de CO, com o fornecimento a ficar especialmente mais apertado no Reino Unido.

Uma grande fração de CO de qualidade alimentar é produzido como subproduto durante a produção industrial de amoníaco. Habitualmente, muitos produtores europeus de amoníaco fecham suas fábricas para manutenção durante o verão, quando a procura por fertilizantes diminui. Porém, este ano as paragens estão a ser prolongadas porque os preços do amoníaco estão baixos e os custos das matérias-primas estão altos. Consequentemente, os produtores de amoníaco têm importado - não fabricando - algum produto. 

Consequentemente, a disponibilidade de CO de qualidade alimentar está-se a ressentir, conduzindo a constrangimentos abastecimento aos produtores de bebidas, que encontram no invulgar calor incentivos adicionais para querer vender os seus produtos.

Fonte: C&En News

Sobre definições gerais para o conceito de explosão, o caso específico de poeiras explosivas, e dois exemplos (vídeo) de ocorrência destas




« O conceito de explosão não é inequívoco. As enciclopédias fornecem definições variadas que se enquadram principalmente em duas categorias:
  •  O primeiro concentra-se no ruído ou "estrondo" devido à libertação repentina de uma forte onda de pressão ou onda de choque. A origem dessa onda de pressão, seja por via de energia química ou mecânica, é uma preocupação secundária. Esta definição de explosão está de acordo com o significado básico da palavra ("explosão súbita"). 
  • A segunda categoria de definições limita-se a explosões causadas pela libertação súbita de energia química. Isto inclui explosões de gases e poeiras e explosões sólidas. A ênfase é, neste caso, colocada na libertação de energia química em si. 
Uma possível definição poderia ser que "uma explosão é um processo químico exotérmico que, quando ocorre em volume constante, dá origem a um aumento súbito e significativo da pressão". »


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  • A explosividade de poeiras
« O fenómeno conhecido por "explosão de poeiras" [dust explosion] é, de facto, bastante simples e fácil de conceber em termos de experiência de vida diária. Qualquer material sólido que possa queimar no ar fará isso com uma violência e velocidade que aumenta com o aumento do grau de subdivisão do material. [Vamos considerar] um pedaço de madeira: uma vez aceso, vagarosamente liberta o seu calor durante um longo período de tempo. Quando cortado em pequenos pedaços, a taxa de combustão aumenta, porque a área total da superfície de contato entre a madeira e o ar aumentou. Além disso, a ignição da madeira tornou-se mais fácil. Se a subdivisão for continuada até o nível de pequenas partículas de tamanhos da ordem de 0,1 mm ou menos, e as partículas forem suspensas num volume suficientemente grande de ar para dar a cada partícula espaço suficiente para sua queima irrestrita, a taxa de combustão é muito rápida e a energia necessária para a ignição é muito pequena.

Essa nuvem de poeiras queimando é uma "explosão de poeira". (...) Se tal combustão explosiva tiver lugar dentro de um equipamento de processo ou de salas de trabalho, a pressão no espaço de explosão total ou parcialmente fechado pode aumentar rapidamente, e o equipamento de processo ou edifício pode explodir. Nesta situação vidas e bens/propriedade podem ser perdidos. »


Exemplo de ocorrência 1:


Exemplo de ocorrência 2:

Sobre os sistemas 'getter', e a preservação de ambientes a vácuo por reação química, em lâmpadas, microeletrónica, coletores solares, e outras aplicações




A experiência mostra que, na presença de pequenas quantidades de contaminantes gasosos indesejados, os materiais sensíveis podem destruir a integridade e diminuir a expectativa de vida dos componentes de que fazem parte. É natural perguntar o que pode ser feito para proteger ainda mais o trabalho num ambiente de vácuo num contexto que as bombas fizeram sua parte na redução da pressão da câmara (tão baixa quanto economicamente viável). Esta tarefa recai sobre os sistemas 'getter'. Fonte: Vac Aero International Inc.

Para melhorar e manter o ambiente de vácuo dentro de dispositivos hermeticamente fechados, os sistemas conhecidos como getters desempenham um papel fundamental: o material getter pode absorver todos os gases ativos, como O2, H2O, CO, CO2 e N2 através de uma reação química sob vácuo. Fonte: SAES Group

  • Tipos de getter e materiais com essa funcionalidade:



• Os getters em filme são as soluções mais avançadas para atender aos requisitos dos dispositivos selados a vácuo de micro escala. A espessura mínima do getter com geometria e padronização personalizadas em diferentes substratos são as principais vantagens chave deste tipo de getter.

Getters de hidrogênio com alta capacidade de sorção, em múltiplas configurações e sem necessidade de ativação, ideais para aplicações de microeletrónica e armazenamento de energia.

Getters não evaporáveis (NEG), uma categoria geral de getters, cobrindo pastilhas, tiras, getters aquecidos passiva e ativamente, com diferentes graus de porosidade e sorção, disponíveis numa ampla variedade de designs e funcionalidade. Servem para para lâmpadas, tubos eletrónicos, coletores solares, dispositivos isolados a vácuo, sensores e muito mais.

Getters evaporáveis, desde a liga bário-alumínio e até BaAl4 dopado com azoto, são uma boa solução para uma variedade de dispositivos selados como tubos de raios-x, tubos eletrónicos, tubos solares e CRTs.

Fonte: SAES Group


  • Exemplo de utilização de getters em lâmpadas:



  • Exemplo de utilização de getters em tubos de coletores solares:


Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.7): energia e fraldas promissoras, etiquetas brasileiras, emissões em Cingapura

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Um estudo realizado por um grupo de investigadores do Laboratório de Engenharia de Processos, Ambiente, Biotecnologia e Energia (LEPABE) da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP), liderado por Joana Maia Dias e publicado em 2017 na Revista Renewable Energy, da Elsevier, foi reconhecido pela Renewable Energy Global Innovations como um Key Scientific Article.

A Intimus Premium Care, fraldas de incontinência produzidas por uma empresa de Viana do Castelo, acabam de ser eleitas Produto do Ano de 2018. A Intimus Premium Care é uma marca portuguesa de produtos para incontinência já disponível no mercado profissional e da saúde e esta é a única fralda que se distingue pela loção libertada no contacto com a pele, mas também pela inovação na componente produtiva.

Segundo dados da ABIEA (Associação brasileira das indústrias de etiquetas adesivas) publicados no ano de 2013, o mercado brasileiro produz 2.450 mil milhões de metros quadrados de etiquetas ao ano, representando 31% da produção mundial. Isso se dá pela grande procura de identidade visual que as etiquetas podem trazer para os fabricantes de produtos.

O ministro das Finanças, Heng Swee Keat, disse que o imposto seria cobrado de todas as instalações que produzam 25 mil toneladas ou mais de gases do efeito estufa por ano. O imposto, a ser aplicado em todos os setores, será de 5 dólares de Singapura por tonelada de gases emitidos de 2019 a 2023. Após o período, a taxa será revisada e possivelmente aumentada para um valor entre 10 e 15 dólares de Cingapura por tonelada.

Sobre a relação entre as emissões de CO₂ e o produto interno bruto dos países, e a ponte entre a política económica e ambiental


" A relação entre o crescimento económico e as emissões de dióxido de carbono é considerada uma das relações empíricas mais importantes. No entanto, a análise causal económica rigorosa do tradeoff entre as emissões de dióxido de carbono (CO₂) e o crescimento económico para políticas credíveis de mudança climática ainda é limitada.

O aumento dos níveis de emissões de dióxido de carbono é considerada uma das principais causas do aquecimento global e da instabilidade climática. A este respeito, uma das questões mais importantes na literatura sobre economia de energia é focada principalmente no teste da relação entre o crescimento económico e as emissões de dióxido de carbono.

A emissão de CO₂ está diretamente ligada ao crescimento económico (...). A maioria das emissões de CO₂ vem do consumo de combustível gasoso / líquido / sólido, que é uma fonte essencial para o setor automóvel e industrial. Portanto, a relação inseparável entre as emissões de CO₂ e o crescimento económico atua como uma importante ponte entre a política económica e ambiental.






O crescimento económico dos países desenvolvidos impulsiona um uso intensivo de energia e, como resultado, mais resíduos são produção, podendo levar à degradação ambiental. A maioria das emissões de CO₂ provém do consumo de combustíveis fósseis, como o carvão, principal fonte de energia do setor automotivo (...). A direção da causalidade entre o crescimento económico, o consumo de eletricidade e as emissões de CO₂ torna-se importante para a implementação de políticas relacionadas.

Porém, (...) o contexto que rege as relações entre as emissões de dióxido de carbono (CO₂) e o produto interno bruto (PIB) muda ao longo do tempo devido a variações no crescimento económico, política regulatória e tecnologia. "


Fonte:Vladislav Marjanović, Miloš Milovančević, Igor Mladenović, Prediction of GDP growth rate based on carbon dioxide (CO₂) emissions, Journal of CO₂ Utilization, Volume 16, 2016, 212-217

Sobre a oportunidade de converter em eletricidade o papel higiénico recolhido nas estações de tratamento de águas



Uma equipa de investigadores de Química Sustentável da Universidade de Amsterdão, juntamente com colegas do Instituto Copernicus de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Utrecht, publicou no Journal of Energy Technology um interessante estudo sobre a conversão de papel higiénico usado em eletricidade.

Embora não seja geralmente considerado um recurso susceptível de aproveitamento, os autores sublinham que o papel higiénico é uma fonte rica de carbono, contendo 70-80% (massa, em base seca) de celulose. Em média, cada cidadão na Europa Ocidental produz 10 a 14 kg de papel higiénico por ano. Trata-se portanto de uma parte modesta mas significativa do lixo municipal. Acresce a isto o facto de que as estações de tratamento de águas residuais da Holanda, por exemplo, pagarem cerca de 70€ por cada tonelada de papel que queiram descartar.


Esquema do processo de valorização de papel higénico usado proposto.


A referida equipa de investigadores, delineou um processo simples baseado em duas etapas, que constitui uma rota direta para a conversão destes resíduos indesejados num produto útil. A primeira etapa compreende a gaseificação do papel higiénico previamente seco (redução da humidade de 60% para 25%), para o qual se pode utilizar como combustível de aquecimento os resíduos sólidos sobrantes da própria gaseificação do papel higiénico. A segunda etapa compreende o recurso a células de combustível de óxidos sólidos (SOFCs) a alta temperatura, capazes de converter diretamente em eletricidade o gás produzido na etapa de gaseificação. 

Na atual versão, a eficiência elétrica global é de 57%, sendo semelhante à de uma planta de ciclo combinado a operar com gás natural. O custo nivelado da eletricidade (uma medida usada para uma comparação consistente dos métodos de geração de eletricidade) é de 20,3 cêntimos / kWh, valor que é comparável, de momento, ao das instalações fotovoltaicas residenciais.

Estima-se que a região de Amesterdão gere cerca de 10 mil toneladas de papel higiénico usado por ano, quantidade que seria suficiente para fornecer eletricidade a 6400 casas.

Fonte: Universidade de Amesterdão

Sobre a recuperação da camada de ozono, e a nova ameaça chamada diclorometano



Tem sido notícia que 30 anos depois de ter sido descoberto pela primeira vez, o famoso "buraco do ozono" da Antártida está finalmente a recuperar, mas uma nova ameaça à sua recuperação foi entretanto identificada.

Um estudo publicado na Nature Communications, sugere que o solvente industrial diclorometano - que também leva à deterioração da camada de ozono - duplicou na atmosfera nos últimos 10 anos. Com a sua concentração a aumentar pode verificar-se um atraso de até 30 anos na taxa de recuperação da camada de ozono antártico até ao seu estado normal.

(...) O diclorometano, um solvente industrial usado numa variedade de aplicações e não está regulado nos termos do Protocolo de Montreal. Isto porque a sua vida na atmosfera é curta - apenas alguns meses - e seu efeito sobre o ozono é mais brando em comparação com a influência dos CFCs.

Fonte: Science Alert

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Enquanto solvente industrial é utilizado numa variedade de indústrias e aplicações, tais como adesivos, produtos de pintura e revestimento, produtos farmacêuticos, limpeza de metais, processamento químico e aerossóis. (Fonte)

A procura tem vindo a crescer na região Ásia-Pacífico, apoiada por um crescimento na produção industrial, na produção local e no aumento da população desta região. O crescimento está associado a indústrias de consumidor final, incluindo produtos farmacêuticos, matéria-prima para produção de refrigerante HFC-32, aumento do consumo de fluorocarbonetos e processamento químico.

Os principais intervenientes no mercado mundial de diclorometano são a Dow Chemical (EUA), AkzoNobel NV (Holanda), Ineos (Suíça), Solvay SA (Bélgica), Kem One (França), Shin-Etsu (Japão) e Gujarat Alkalies & Chemicals Ltd. (Índia).

O mercado global de diclorometano está avaliado em 708,0 milhões dólares (2015) e estima-se que suba para 892,9 milhões até 2020.

Fonte: Markets & Markets


Sobre a sexta joint venture consecutiva entre o grupo Linde e a Sinopec, e zona industrial de Ningbo (China)



O grupo alemão Linde e a Sinopec (a maior empresa integrada de refinação e químicos da China), anunciaram uma joint venture no valor de 145 milhões de euros com vista ao fornecimento de gases industriais a clientes dos setores petroquímico, aço e eletrónica, situados na Zona Industrial Química de Ningbo, na província chinesa de Zhejiang.

A Sinopec Zhenhai Refining & Chemical Company (ZRCC) e a Linde terão uma participação de 50% na nova Ningbo Linde-ZRCC Gases Company Ltd (Linde-ZRCC), a sexta joint venture consecutiva entre as empresas. O acordo contempla a aquição por parte da Linde-ZRCC de duas unidades de separação de ar existentes (ASUs) pertencentes apenas à ZRCC, e ainda a construção de uma terceira unidade, totalizando uma capacidade de oxigénio combinada de  150 mil m3 / h. Esta nova unidade deverá iniciar a operação em 2018.

As três ASUs adicionais duplicarão a capacidade de produção de gases de ar Linde no cluster Ningbo e serão conectadas ao pipeline da Linde em Ningbo.

Fonte: Chem Eng Online


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  • A região de Ningbo


"A zona de desenvolvimento econômico e tecnológico petroquímico de Ningbo cobre uma área de 56,2 quilómetors quadrados. Ao longo da costa entre Zhenhai e Cixi. Foi aprovado como uma zona de desenvolvimento económico e tecnológico de alta tecnologia profissional de nível nacional no final de 2010. 

Na área, Zhenhai Liquid Chemical Dock é o maior cais químico líquido na China; Nos últimos anos, algumas grandes empresas estrangeiras, como a Ningbo LG Yongxing Chemical Co., Ltd., Akzo Nobel, a Linde Gas investiram aqui. 

O principal negócio da zona de desenvolvimento é a refinação de petróleo e o etileno com o suporte da doca química líquida. Os principais materiais são olefinas e areno. "

Fonte: Netd


Empresas presentes na zona de desenvolvimento 
económico e tecnológico de Ningbo.

Sobre mudanças no armazenamento e transporte (por conduta) de gás em Portugal, com vista a aumentar a concorrência e baixar preços no gás de botija



"(...) o Governo [português] decidiu declarar “o interesse público” das instalações “de armazenamento e transporte por conduta” de gás detidas pela Sigás e Pergás, em Sines e Perafita (Matosinhos), respectivamente.

Ao fazê-lo, cumprindo o anunciado em Março último e a proposta da ENMC – Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis, o executivo pretende adicionar concorrência ao mercado de gás de botija, permitindo que outros operadores tenham acesso às infra-estruturas de armazenagem, reduzindo os seus custos. E, teoricamente, que a oferta aumente e os preços baixem no gás de botija, utilizado pela “maioria dos portugueses” – 2,6 milhões de famílias, segundo os dados oficiais.

(...) Citando o regulador do mercado da concorrência, o despacho publicado esta terça-feira salienta que “as capacidades em infra-estruturas partilhadas da Sigás, CLC e Pergás correspondem a 82% da capacidade total e armazenagem de GLP [gás de petróleo liquefeito] em Portugal Continental”.

(...) A Galp detém 60% da Sigás – Armazenagem de Gás (cujo restante controlo é dividido em 35% pela Rubis e em 5% pela Repsol), 51% da Pergás – Armazenamento de Gás e 65% da CLC, segundo as informações contantes hoje no site da petrolífera portuguesa.


“A Galp detém uma capacidade total de armazenamento de 68.000 toneladas de GPL, distribuídas pelas seguintes instalações: 10.000 toneladas na refinaria de Sines, 7.500 toneladas na refinaria de Matosinhos, 9.400 toneladas no parque de Aveiras da CLC e 6.100 toneladas no parque de Perafita da Pergás”, adianta a Galp no seu site."

Artigo completo: Público

Sobre os efeitos nocivos do óxido nitroso (gás do riso) gerado na agricultura, e os esforços europeus por melhorar a situação




"Os terrenos agrícolas são uma das principais origens do óxido nitroso, que se tornou conhecido também como o “gás do riso”, podendo ser utilizado igualmente como anestésico. Mas as consequências que gera dão poucos motivos para sorrir. Estima-se que seja 300 vezes mais nefasto do que o dióxido de carbono (CO2) no aquecimento global.

(...) O N2O resulta de um fenómeno natural de origem bacteriana. Mas o uso de fertilizantes à base de nitrogénio tem aumentado consideravelmente as emissões.

Os cientistas do projeto NORA estudam o mecanismo de funcionamento de alguns micro-organismos capazes de emitir mas também de absorver gases. O microbiólogo Pawel Lycus diz-nos que “algumas das bactérias são responsáveis apenas pela produção de N2O e outras têm a capacidade de o reduzir. Mas a grande maioria das células presentes no solo conseguem tanto produzir, como reduzir o N2O. O nosso objetivo é aprofundar a compreensão deste processo de produção e absorção ao nível molecular e bioquímico”.

Por outras palavras, pretende-se manipular as bactérias de forma a que produzam a redutase, a enzima responsável por destruir, neste caso, o óxido nitroso. Segundo o bioquímico Manuel Soriano-Laguna, “trata-se de uma proteína muito particular, uma vez que é a única que sabemos ter esta capacidade de destruir o óxido nitroso. No seu núcleo existem átomos de cobre que são essenciais para executar essa função. Nós queremos estudar, de um ponto de vista bioquímico, como é que a bactéria consegue produzir esta proteína”."

Fonte: Euronews




Sobre um dispositivo membranar que purifica o ar e produz simultaneamente hidrogénio



Investigadores da Universidade de Antuérpia e KU Leuven conseguiram desenvolver um processo que purifica o ar e, ao mesmo tempo, gera energia. O dispositivo requer apenas ser exposto à luz para funcionar.

Segundo Sammy Verbruggen, docente envolvido neste trabalho, o dispositivo envolve duas câmaras separadas por uma membrana. O ar entra no equipamento e é purificado de um lado, enquanto que no outro hidrogénio gasoso é produzido a partir dos produtos de degradação. O hidrogénio pode então ser armazenado e usado mais tarde como combustível.

O ponto forte desta abordagem é a possibilidade de responder simultaneamente a duas grandes necessidades sociais: ar puro e produção de energia alternativa. A membrana é, a este respeito, o elemento chave, servindo de catalisador que permite produzir o hidrogénio gasosos e quebrar a poluição do ar. As mesmas tinham sido investigadas para extrair hidrogénio da água, tendo-se agora percebido que são ainda mais eficientes se usadas não é água mas com em ar poluído.


Sobre a inovadora publicidade da Toyota, e painéis publicitários outdoor que purificam o ar envolvente




A Toyota surpreendeu na publicidade ao seu veículo a hidrogénio, o Toyota Mirai (falamos dele aqui), através da criação de trinta e sete painéis publicitários outdoor compostos por um vinil revestido com dióxido de titânio que purificar o ar, nomeadamente o dióxido de azoto (NOx), que é um causador de chuvas ácidas e smog.

Quando o oxigénio reage com o catalisador de dióxido de titânio activado, o NOx é convertido em nitrato e removido do ar. Os painéis estão operacionais mediante ativação pela luz, a humidade, fluxo de ar e o revestimento de dióxido de titânio estiverem simultaneamente presentes.

Através dos mais de 2.3 mil metros quadrados de área em contacto com o ar, os painéis outdoor reverterão o equivalente à poluição de 440 veículos durante os quase 2 meses que veículo Toyota Mirai será anunciado nesses painéis.

A campanha publicitária está a ser feita em coordenação com a Clear Channel Outdoor Americas, e o projeto ambiciona a poder convencer outros anunciantes a apostar neste tipo de publicidade amiga do ambiente.

Fonte: Next Nature

Sobre os múltiplos investimentos da Dow Chemical e outras empresas no Golfo do México, com vista ao cracking de etano


Nova unidade de cracking de etano
 da Dow Chemical, em Freeport

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A Dow Chemical anunciou ter concluído a unidade de cracking de etano em Freeport, que considera ser a "jóia da coroa" de sua expansão de mais de 6 mil milhões de dólares ao longo da costa do Golfo do México.

A unidade de cracker produzirá anualmente 1,5 milhões de toneladas métricas de etileno, a partir de derivados líquidos de gás natural, e usados como o principal bloco de construção da maioria dos plásticos. A unidade  deverá entrar em operação apenas na 2ª metade do ano de 2017.
(...)

A região do Texas vive uma fase em que um leque de novas unidade de cracking se encontram em construção, a qual resulta da estratégia de aproveitar o abundantes e barato gás natural do Texas, desbloqueado pela revolução do xisto.

O anúncio da Dow quase coincidiu com o anúncio da francesa Total, que vai construir uma unidade de cracking de etano em Port Arthur, com capacidade anual de 1 milhão de toneladas, e ainda uma nova fábrica de plásticos ao leste de Houston, perto de La Porte.

Somam-se a estas a Occidental Petroleum, a Exxon Mobil e a Chevron Phillips Chemical, que estão todas elas a completar grandes projetos unidades de cracking e plásticos ao longo da costa do Golfo do Texas, 

Uma parte significativa dos produtos químicos e plásticos produzidos será para exportação para o mundo em desenvolvimento, com destaque para Ásia e sua crescente classe média.

Fonte; Fuel Fix
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