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Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.7): reformas no óleo de palma, o hype da cannabis, indústria da moda poluidora, e nova fábrica de cortiça nos EUA



A Indonésia está a desencadear uma reforma da sua indústria de óleo de palma, marcada pela corrupção, que causou perdas milionárias, prejudicou a imagem do país e levou à detenção de vários governadores provinciais e municipais, segundo a Efe.


Polêmica como poucas, a indústria da maconha cresce mundo afora. Num ritmo muitas vezes alucinante. No ano passado, o setor registrou uma alta de faturamento de 28,8%, chegando a US$ 12,9 bilhões. (...) Apenas nos Estados Unidos, a indústria da cannabis emprega cerca de 200 mil trabalhadores.


A indústria da moda responde por algo entre 8% e 10% das emissões globais de gases-estufa, mais que a aviação e o transporte marítimo juntos. É o segundo setor da economia que mais consome água e produz cerca de 20% das águas residuais do mundo. 


A líder mundial do setor corticeiro inaugura, a 2 de abril, uma nova fábrica nos Estados Unidos, tradicionalmente o seu principal mercado mas que foi destronado pela França no ano passado, num investimento superior a oito milhões de euros. 

Sobre o investimento de mais de mil milhões de dólares da norte-americana Invista, na China, para produzir intermediário de nylon




A INVISTA começou a trabalhar para levar sua mais recente tecnologia de adiponitrilo (ADN) à China para satisfazer a forte procura local por este produto químico intermediário de nylon 6,6. A engenharia para uma unidade de pelo menos 300 mil toneladas de capacidade está em andamento, com um investimento estimado em mais de mil milhões de dólares. A construção está prevista para 2020 e a produção começará em 2023.

(...) “Dada a forte procura da China pelo ADN e o seu compromisso com tecnologias avançadas e eficientes em termos energéticos, o ADN baseado em butadieno da INVISTA é a melhor escolha para investimento de capital na região”, disse Redinger, vice presidente da INVISTA Intermediates. “A INVISTA fornece mais o mercado comercial do que qualquer outro produtor de ADN, por isso queremos garantir que esses clientes tenham a melhor tecnologia disponível. A última unidade de escala mundial foi construída há mais de 35 anos, então este é um momento especial para a indústria, e estou extremamente orgulhoso de liderar os esforços da INVISTA para alcançar esta nova instalação. ”

(...) Nos últimos cinco anos, a INVISTA investiu mais de US $ 600 milhões na China para apoiar o mercado de nylon, incluindo uma fábrica de hexametilenodiamina (HMD) de 215 mil toneladas e uma fábrica de polímero de 150 mil toneladas, no Shanghai Chemical Industry Park (SCIP). A INVISTA também criou várias gerações de aprimoramentos para a tecnologia ao longo de décadas, estabelecendo recentemente recordes de produção com a implantação de sua mais recente tecnologia nos EUA.

Fonte: Invista


  • Sobre a Invista:
A INVISTA é uma subsidiária detida na totalidade pela norte-americana Koch Industries, Inc.. Em 2004, as subsidiárias da Koch Industries adquiriram a INVISTA à du Pont. A INVISTA, antiga DuPont Textiles and Interiors, foi combinada com a KoSa, produtora de commodities e fibras de poliéster especiais, polímeros e intermediários. A KoSa era uma afiliada da Koch desde 1998. A herança de expertise tecnológica remonta ao início da indústria de poliéster através das empresas predecessoras, ICI e DuPont, e continua até hoje.


Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.16): lítio, esquentadores e repelentes de insectos em Portugal, e o panorama da contaminação de solos mundial

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Desde o ano passado que a empresa Savannah Resources estuda a possibilidade de encontrar na Mina do Barroso, no norte de Portugal, um mineral que permite a produção de lítio, a Espodumena.Ao que parece, essa missão foi concluída com sucesso, já que a empresa anunciou ter descoberto em Portugal aquela que será a maior reserva desse mineral da Europa Ocidental.

O corte na emissão de gases poluentes imposto por legislação europeia vai obrigar a multinacional a alterar quase todo o portefólio na unidade industrial aveirense. A adaptação está nas mãos de 80 engenheiros portugueses e tem de avançar já em Julho.

Aplica-se nos tecidos em vez de se colocar na pele e promete repelência contra todo o tipo de mosquitos. Falamos da Moskout, uma marca 100% portuguesa desenvolvida pela New Textils, empresa especializada em engenharia têxtil e química para a área da saúde.

Até 2030, a produção de químicos deverá crescer 3,4% ao ano. A expansão do setor preocupa a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que divulgou nesta semana um novo relatório sobre a contaminação dos solos causada por diferentes atividades humanas. Em 2015, a indústria química da Europa produziu 319 milhões de toneladas de compostos. Desse volume, 117 milhões eram consideradas perigosas para o meio ambiente.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.9): menos petróleo angolano, jeans a laser, política para o lítio português, vila contra petróleo no Canadá


Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.


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Um pequeno município da província do Quebeque no Canadá venceu uma batalha judicial contra uma grande companhia de prospecção de petróleo e gás. A primeira reacção do presidente da câmara de Ristigouche foi de alívio, depois de um litígio em tribunal nos últimos quatro anos entre a empresa e os 157 habitantes da vila que não desistiram de proteger a qualidade da sua água.

A Agência Internacional de Energia (AIE) considera que a produção petrolífera de Angola “arrasta-se em África” e terá a maior queda até 2023 a seguir à Venezuela, descendo 370 mil barris por dia (21,8%), para 1,29 milhões.

Quem vier a ganhar as licenças de prospeção e exploração das reservas de lítio terá de ficar em Portugal a contribuir para o desenvolvimento de uma fileira industrial. É esta a principal aposta do Governo, que quer resolver os problemas de escala de algumas futuras concessões encaminhando-as para as Unidades Minero-Metalurgicas e Unidades de Demonstração que o Estado pretende desenvolver.

Fazer umas calças de ganga marcadas e desgastadas requer o uso de milhares de químicos. A nova ferramenta da Levi's permite reduzi-los para "algumas dezenas" e acelerar um processo tipicamente moroso.


Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.2): papel, felpo, hackers, açaí, jeans e carvão

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

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A indústria do papel cresceu 3% em 2017 e está a exportar cada vez mais: as empresas nacionais que exportam contam com a indústria de transformação do papel para as embalagens e rótulos, mas também o crescimento do turismo impulsiona as indústrias representadas pela Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas e Transformadoras do Papel (Apigraf). A grande “surpresa” é a retoma do crescimento do livro, depois de anos de declínio.


A Mundotêxtil vai concluir este ano o investimento de 18 milhões de euros no reequipamento e modernização da sua fábrica de Vizela, melhorias que lhe permitem aumentar de forma bastante significativa seus níveis de competitividade, não só ao produzir mais gastando menos, mas também aumentando a flexibilidade industrial para a produção de pequenas séries.

O risco cibernético já é o 5º maior fator de preocupação, de acordo com a Pesquisa Global de Gerenciamento de Riscos, da consultoria e corretora de seguros Aon. Na indústria, a exposição ao risco cibernético inclui: roubo de informações estratégicas; vazamento da base de dados de clientes e fornecedores; e até interrupção das atividades. De acordo com o levantamento, 60% dos ataques hackers realizados contra indústrias são por busca de propriedade intelectual.

O açaí (fruto e caroço) são amplamente utilizados em diferentes segmentos: Na indústria (alimentos, corantes, energia, artesanato e cosmético). E, tem sido objeto de numerosas pesquisas na área de corantes, combustível-briquetes, medicina (prótese femural), antioxidante e produção de celulase. O resíduo do fruto é descartado, são aproximadamente 16000 t/dia na Região Metropolitana de Belém (PA), cujo desperdicio de matéria prima poderia ser utilizada para a produção de painéis de média densidade, uma fortuna que atualmente está sendo jogada no lixo

Transformar a indústria de denim é, no mínimo, ambicioso, mas para a equipa Indigo Mill Designs (IMD), a sua nova tecnologia de tingimento, em forma de mousse, tem o potencial de alterar a forma como o corante é usado em todo o setor de fabrico de denim. O IndigoZero propõe reduzir os custos de tingimento minimizando a utilização de produtos químicos e e eliminando a utilização de água para lavar. O que funciona com a aplicação do corante em mousse diretamente na fibra, eliminando a necessidade de lavagens.

A Comissão Federal de Regulação Energética (FERC) dos Estados Unidos rejeitou na noite desta segunda-feira (8), de maneira inesperada, o plano do presidente Donald Trump de dar incentivos à indústria do carvão e nuclear no país. O projeto previa incentivos financeiros federais para as indústrias do setor com o objetivo de criar novos postos de trabalho e de evitar problemas na rede de distribuição de energia elétrica. Estimativas apontavam que o plano custaria cerca de US$ 10,6 bilhões por ano aos contribuintes.   

Sobre o investimento de 6 M€ da FACOL em Famalicão (Portugal), e o reforço na aposta em tinturaria de fios

"Fundada em 1977, em Serzedelo, a Facol - Faria & Coelho iniciou em 2015 o processo de criação de uma nova unidade em Pedome, com a aquisição e reabilitação de uma unidade industrial. A Facol concluiu, entretanto, a transferência de todo o processo produtivo, num investimento que excede os 6 milhões de euros.

Também no âmbito desta deslocalização, a Facol, que se dedica ao tingimento, branqueamento e comercialização de fios tingidos, colocou recentemente em curso a ampliação das instalações para receber os escritórios e outros serviços da empresa, num investimento adicional de 400 mil euros que, à semelhança do anterior, foi reconhecido pela câmara municipal de Vila Nova de Famalicão como de interesse municipal.

O novo projeto de investimento da Facol, que faturou 5 milhões de euros no ano passado, vai criar 15 postos de trabalho adicionais, passando a empresa a empregar 95 funcionários em Pedome."

Fonte: Fashion Network

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  • Sobre a FACOL




"A Facol encontra-se especializada numa fase intermédia da cadeia de valor do sector têxtil (tingimento), oferecendo uma vasta gama de serviços e destacando-se claramente da concorrência ao tingir qualquer tipo de fio e fibra (mais de 100 variedades de fios em algodão, polyester, viscose, lyocel, linho, lycra e misturas de fibras), procurando evoluir constantemente e melhorarando os seus processos de fabrico equalidade do produto final.

A Facol dedica-se também à comercialização de Fios têxteis tingidos destinados à Indústria Têxtil e complementa a sua oferta com serviços de Bobinagem, Parafinação e Torcedura. Têm também ao seu dispor uma série de tratamento específicos dos quais se destacam o Tratamento ignífugo e o tratamento repelente, que permitem, respectivamente aumentar a resistência ao fogo e impermeabilidade dos fios têxteis. De destacar também a disponibilidade para o tingimento multicolor"

Fonte: FACOL

Sobre o pertinente documentário MACHINES, e a problemática precariedade no trabalho, higiene e segurança da indústria têxtil indiana




Enquanto o mundo mais industrializado discute a robotização e a especialização tecnológica, atrelados às suas impactantes consequências para o mercado laboral e para a extinção de postos de trabalho operários a troco de postos de trabalho especializado em número mais reduzido, o mundo que anda no encalço daquele, ainda vive muito de uma indústria altamente operária, dependente de maquinaria antiquada e ineficiente.

É neste contexto que surge o brilhante documentário "Machines", da autoria de Rahul Jain, o qual é apresentado com a seguinte sinopse:


"Ao sul da metrópole indiana de Surat, na província de Gujarat, encontra-se uma vasta zona industrial que vem crescendo desde a década de 1960. O diretor Rahul Jain filmou a rotina diária extenuante em apenas uma das muitas fábricas de têxteis lá existentes. Nessa fábrica, o homem e a máquina parecem ter-se fundido num só ser. Está escuro e húmido, e quase nenhuma luz do dia penetra no espaço. O trabalho é pesado e desinteressante, e os dias de trabalho parecem infinitos. Somos atraídos para um mundo sombrio onde a batida cacofónica de máquinas estabelece o ritmo do trabalho. Jain está tão interessado na misteriosa conexão entre o trabalhador e o produto (os tecidos são tratados mecanicamente, mas também com amor), pois ele está em condições degradantes. Cada turno dura 12 horas, tanto para adultos como para crianças, e os salários são extremamente baixos. Pequenas entrevistas são intercaladas ao longo das sequências de observação, algumas das quais são cativantes em sua beleza, enquanto outros são dolorosas de assistir - como quando vemos um menino balançando a cabeça violentamente em sua luta para ficar acordado."





Esta reflexão interessa naturalmente à engenharia química, aos seus estudantes, profissionais e líderes, porque se um por um lado surge a ameaça futurista da robotização e desemprego das classes operárias, por outro temos o drama de obrigar as classes operárias robotizarem-se e trabalharem como máquinas (explorando-as), com a agravante de negligenciar cuidados pelas condições de higiene e segurança no trabalho.

A resposta para problemas como este passa, numa boa medida, pela engenharia química. Veja-se, a este a respeito, dois casos abordados no BEQ em que inovações ligadas à engenharia química permitiram contributos enormes para a evolução e melhorias deste ramo de atividade.
  1. o caso do tingimento artesanal de peles animais (couro);
  2. o caso do tingimento têxtil com CO₂ supercrítico, e a mudança de paradigma no consumo e tratamento de água nesta indústria;



Sobre tingimento têxtil com CO₂ supercrítico, e a mudança de paradigma no consumo e tratamento de água nesta indústria


Bobines de fio tingido com recurso 
a CO supercrítico


O uso de solventes é vital para a maioria das indústrias produtivas ou transformadores, sejam elas desde logo a química, mas também a automóvel, eletrónica, pasta e papel, mineração e alimentar. A água é um solvente universal para as moléculas polares e o solvente mais comum utilizado pelos seres vivos e processos industriais, dos quais a indústria têxtil é um consumidor por excelência. O processo de tingimento aquoso tradicional requer uma grande quantidade de água, estimando-se em média 100-150 litros de água por cada kg de fibra produzida/processada.

Especificamente, nos processos de tingimento de têxteis tradicionais grandes quantidade de corantes e outros produtos químicos são necessários, levandoa a que as águas residuais geradas contenham vários tipos de sais, tensoactivos e corantes não utilizados. Devido à presença destes aditivos, os respetivos efluentes são de alta toxicidade e fraca biodegradabilidade, não podendo ser tratados com métodos convencionais de tratamento biológico.

Uma alternativa que vem sendo investigada neste domínio consiste no tingimento de materiais têxteis utilizando CO em estado supercrítico (31,1 ° C, 73.8 bar), a qual foi introduzida pela primeira vez no campo têxtil em 1988, pelo investigador alemão E. Schollmeyer. O tingimento usando em CO supercrítico apresenta como vantagens ser um processo mais ecológico, livre de consumo água e geração de efluentes, e um processo que conserva melhor a energia, proporcionando ganhos no total de emissões para atmosfera.

Fonte: Huanda Zheng, Juan Zhang, Jun Yan, Laijiu Zheng, An industrial scale multiple supercritical carbon dioxide apparatus and its eco-friendly dyeing production, Journal of CO2 Utilization, Volume 16, December 2016,  272–281

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A empresa holandesa DyeCoo tem-se destacado no desenvolvimento e implementação da tecnologias de tingimento com CO supercrítico, referindo que a atual procura internacional de tecidos tingidos com CO2 ultrapassou a oferta disponível. Empresas como as gigantes do têxtil desportivo Nike e Adidas já são clientes desta tecnologia, e revelam como a mesma implica um favorável compromisso entre a qualidade, o custo, a funcionalidade e a pegada ambiental.


  • A tecnologia da DyeCoo:



  • Como funciona e parece na prática:

Sobre o novo material têxtil nanoPE (Stanford), capaz de reduzir em até 2.7 graus Celsius a temperatura corporal em relação ao algodão




Engenheiros de Stanford desenvolveram um material têxtil plástico de baixo-custo com capacidades melhoradas dissipação de calor, o que se traduz num maior conforto para o utilizador, e numa potencial redução das necessidades de climatização (poupança energética).

A investigação é da autoria do grupo do investigador Yi Cui, foi publicada na Science, e consiste num material designado por nanoPE, nada mais nada menos que polietileno nanoporoso, que é transparente à radiação infravermelha irradiada pelo corpo humano, mas opaco à radiação da luz visível devido à distribuição dos referidos poros (tamanhos compreendidos entre 50 e 1000 nm).

Através de manipulação, estes investigadores devesenvolveram um material que promove o arrefecimento do corpo por radiação, sem prejuízo significativo da permeabilidade do ar, dissipação da transpiração, e propriedades mecânicas que garantam o uso como peça de vestuário.

Os resultados publicados mostram ser possível reduzir até 2.7ºC a temperatura corporal em relação ao uso de algodão.

Fonte: Stanford + Science 


Sobre biocombustível produzido a partir de sub-produtos da indústria dos curtumes



"Uma equipa de investigadores da República Checa desenvolveu um processo para produzir biocombustível a partir das substâncias tóxicas usadas na indústria dos curtumes. Uma questão importante para países como Portugal onde a indústria do calçado tem sido um dos vetores de crescimento económico.

A investigação está a ser desenvolvida na Universidade Tomas Bata, na República Checa. “O nosso princípio é separar a glicerina da gordura, e substituir a glicerina por metanol. Depois separa-se a glicerina do diesel. Neste caso separamos também a proteína dos resíduos dos curtumes para ser reutilizada”, disse Karel Kolomaznik, um dos responsáveis do projeto.

Para os investigadores checos, a pesquisa permite resolver dois problemas de uma só vez: criar um combustível mais barato e evitar problemas de saúde pública. Tradicionalmente, a indústria dos curtumes baseia-se no uso do crómio e em processos poluentes. “Penso que resolvemos um problema ecológico importante ao processar os resíduos dos curtumes. É muito perigoso queimá-los devido às dioxinas e aos óxidos de nitrogénio porque são processos altamente poluentes”, acrescentou o investigador.

Segundo a equipa de cientistas checos, além das vantagens ambientais, o sistema tem vantagens económicas ao rentabilizar subprodutos industriais."

Fonte: Euronews

Sobre a primeira norma voluntária sobre o uso de produtos químicos tóxicos em artigos têxteis, no Brasil




"Com o objetivo de mudar esta situação, o Sinditêxtil-SP está participando de um Grupo de Estudo de Produtos Danosos, coordenado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com o apoio da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que está se reunindo para a constituição de uma Norma voluntária sobre o uso de produtos químicos tóxicos em artigos têxteis. Vale lembrar que, já existem dois comitês (CB–10/ química e CB-17/ têxteis), que trabalham com este assunto.

Dentre a lista de substâncias 10 danosas ao meio ambiente e à saúde, que serão monitoradas pela norma, estão: Polifluorcarbonos 8C(PFC'S) PFOS e PFOAS, Aminas aromáticas/corantes azo Listados, Alquil Fenóis e Nonil Fenol, Corantes disperses alergênicos, Metais Pesados (chumbo, cádmio, mercúrio, cromo e níquel), Ftalatos, Formaldeído, Pesticidas, Compostos organo estanosos e Fenóis (Pentaclorofenol e Tetraclorofenol).

Vale lembrar que, a Norma ABNT é voluntária, e caso o INMETRO publique alguma Resolução ou Nota Técnica citando a norma, ela passará a ser fiscalizada. Assim, os produtos que não estiverem de acordo com norma poderão sofrer sanções e penalidades descritas pelo INMETRO ou ANVISA, dependendo do órgão responsável. A Norma brasileira não pretende banir nenhuma substância, apenas estipular limites para o seu uso na indústria têxtil e de confecção.

Caso a Norma seja implantada, a produção interna e os produtos importados terão um prazo para se adequar aos limites das substâncias químicas citadas pela norma. Muitas empresas - principalmente os grandes varejistas - já estão adaptadas às normas e regulamentações internacionais, em especial, ao ZDHC (ZERO DISCHARGE OF HAZARDOUS CHEMICALS), que é um programa internacional que visa banir algumas substâncias consideradas nocivas ao meio ambiente."

Fonte: Maxpress

Sobre um têxtil superhidrofóbico devido a tratamento com plasma frio


"Na Polónia, um grupo de cientistas deu um passo importante para criar um novo têxtil à prova de água. O projeto está a ser desenvolvido na Universidade de Tecnologia de Lodz.
Os investigadores elaboraram um tecido que repele os líquidos. A técnica recorre ao uso do plasma frio.

O plasma frio permite a criação de uma camada que protege o tecido sem alterar a sua estrutura interna.

"O método baseia-se na criação de um revestimento superhidrofóbico que protege a superfície do tecido e impede a infiltração da água entre as fibras. As gotas formam-se à superfície do tecido mas não são absorvidas", explicou Jacek Tyczynski, da Universidade de Tecnologia de Lodz.

O plasma é conhecido como o quarto estado da matéria depois dos estados sólido, líquido e gasoso. Ao adicionar-se energia a um gás, a matéria resultante comporta-se de forma diferente quando entra em contacto com outras partículas. A técnica tem sido desenvolvida em várias aplicações, da medicina às luzes fluorescentes."

Fonte: Euronews


Sobre o contributo da eng. química na evolução do processo de tingimento de pele animal (couro)


Ao assistir a um pequeno vídeo da National Geographic (ver abaixo) a respeito do tingimento artesanal de peles animais (couro), não pude deixar de vislumbrar a oportunidade de analisar o contributo da engenharia química para este ramo de atividade.

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Como é sabido, a engenharia química possui uma estreita ligação ao ramo têxtil. Este vínculo deve-se entre outras coisas à maior antiguidade deste sector de actividade, e ao facto de requerer vários tratamentos de natureza físico-química, como o tingimento, que foram com o tempo melhorados e optimizados.

E se hoje muita da indústria têxtil assenta em fibras sintéticas (ver post), a verdade é que o couro animal preserva uma tradição e estatuto especial de entre os demais materiais têxteis. O tratamento do couro envolver desde a remoção preliminar de carne e gordura até ao tingimento, maleabilidade e maciez final, um conjunto de etapas exigentes, como de resto a via artesenal muito bem realça.

Os dois vídeos abaixo procuram realçar o contributo que a engenharia química (mas também mecânica) vieram trazer ao processo no sentido de o tornar menos exigente para o operador. A mecanização e aprimoramento da indústria têxtil veio substituir muita precariedade laboral por um trabalho tecnicamente mais evoluído e fisicamente menos exigente.

  • A via artesanal



  • A via industrial

Mapa da Indústria: novidade no Blogue Engenharia Quimica


Em linha com a ideia-chave de promover a divulgação da engenharia química em língua portuguesa, o Blogue Engenharia Química lançou o objectivo de assinalar geograficamente a localização das principais fábricas da indústria portuguesa com ênfase especial para aquelas a que a engenharia química diz mais respeito.

O mapa encontra-se em construção, pelo que mais fábricas serão catalogadas ao longo do tempo. Para acelerar este processo, sugestões por parte dos leitores são muito bem-vindas!




Sobre a indústria química têxtil na economia americana pós-guerra



Em termos históricos, a indústria química foi um dos vectores de desenvolvimento da economica americana do período pós-guerra, impulsionada por empresas como a Dow Chemical, DuPont, Monsanto, Rohm & Haas e Union Carbide Corp. 

No seguimento da 1ª Grande Guerra Mundial estas empresas investiram em química orgânica sintética, de que resultaram inovações como os termoplásticos, borracha e fibras sintéticas.

A primeira fibra sintética, o nylon, foi introduzida pela DuPont como um substituto da seda asiática nas meias de senhora. No decorrer da 2º Grande Guerra Mundial o nylon foi adaptado a aplicações militares como pára-quedas e corda. Terminada a guerra, a Dupont contribuiu para a expansão do mercado de fibras sintéticas com outros materiais tais como o poliéster, o acrílico e a licra

Do mesmo modo que em épocas como a Vitoriana o mobiliário de madeira, as carpetes tecidas à mão e os cortinados em franja, assumiram uma imagem icónica desse período, também as fibras sintéticas e os plásticos cumpriram (e ainda cumprem) o seu papel icónico na nossa sociedade desde o pós-guerra, surgindo nas mais diversas aplicações quotidianas.

Fonte: Bloomberg

Sobre um processo químico mais sustentável para a produção de jeans





" Muitos litros de água e de produtos químicos são gastos para produzir jeans, e os fabricantes de roupas ecologicamente conscientes perceberam anos atrás a necessidade de fazer versões mais sustentáveis destas calças populares. Mas uma empresa química suíça afirmou nesta terça-feira que seu processo de fabricação de calças jeans ecologicamente corretas pode dinamizar esses esforços, economizando água suficiente para atender às necessidades de 1,7 milhão de pessoas por ano se um quarto dos produtores de jeans no mundo começassem a utilizá-la.

A tecnologia, conhecida como Advanced Denim, foi descrita na 16º Conferência de Engenharia e Química Verde, patrocinada pela American Chemical Society's Green Chemistry Institute. Miguel Sanchez, um engenheiro têxtil da Clariant, afirmou que a técnica permite produzir um par de jeans utilizando até 92% menos água e até 30% menos energia em comparação com os métodos tradicionais de fabricação de jeans.

As técnicas tradicionais podem exigir até 15 tonéis de tingimento e uma série de produtos químicos, enquanto a Advanced Denim utiliza um tonel e um novo tipo de corante de enxofre líquido que requer apenas um agente redutor à base de açúcar, explicou. O processo, se for utilizado em larga escala, pode economizar até 2,5 bilhões de galões de água por ano, evitar a liberação de 8,3 milhões de metros cúbicos de águas residuais e poupar até 220 milhões de quilowatts-hora de eletricidade, acrescentou. "A Advanced Denim quer ir além das tecnologias que hoje são consideradas padrão para a obtenção de brim", disse Sanchez."

Fonte: Terra 

Sobre Fluid Dress, têxteis à base de escoamento de fluidos

Fluid dress (vestidos de fluidos) é o nome do projecto assinado por Charlie Bucket e apresentado em 2009 no festival Market Faire.

Caso ainda não tenha conhecimento, partilho aqui o vídeo de um Fluid Dress, que consiste numa peça de vestuário compostas por uma malha de pequenos tubos (180 metros de comprimento total) por onde escoam fluidos coloridos ao longo de diferentes canais.

O efeito final é atractivo embora em termos práticos um vestido deste tipo tenha como inconveniente a necessidade de se fazer acompanhar pelas bombas peristálticas que permitem bombear os fluidos pela malha de tubos.

Sobre os têxteis "hi-tech" do CENTI (Famalicão)

Nos laboratórios do Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, em Vila Nova de Famalicão, desenvolve-se, entre outras coisas, o vestuário do futuro. Roupas com qualidades até aqui desconhecidas como por exemplo, a capacidade de acumular e distribuir energia.

As pesquisas são realizadas no quadro do programa Dephotex, um projeto europeu de investigação.



Sobre tingimento e nanopartículas no prémio BES Inovação 2011



"A 7.ª edição do Concurso Nacional de Inovação BES elegeu o grande vencedor na área de Clean Tech.

o grande prémio a ser atribuído à Ecoticket, ‘spin-off' da Universidade do Minho, pela Nanocor, uma tecnologia à base de nanopartículas de sílica que promete revolucionar o tingimento têxtil, dando-lhe mais qualidade, com menos prejuízo ambiental.

No sector de Processos Industriais, o destaque foi para os OpencellTM, os novos painéis estruturais que deixam para trás os defeitos e limitações dos painéis convencionais, alargando o seu campo de aplicação. Já no sector de Recursos Naturais e Alimentação, o prémio foi atribuído a um novo material polimérico que permite não só remover o fosfato de massas de água contaminadas, como recuperar o fósforo presente nesse fosfato."

Fonte: Económico




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