Patrocinador oficial:

__________________________________________________________________________________________________________________________
Mostrar mensagens com a etiqueta Metais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Metais. Mostrar todas as mensagens

Sobre a interligação dos recursos naturais da Venezuela com o financiamento da sua economia e complexa situação política do país




A Venezuela é um Membro Fundador da OPEP, Organização dos Países Exportadores de Petróleo. As receitas petrolíferas da Venezuela representam cerca de 98% das receitas de exportação. Além do petróleo, os recursos naturais do país incluem gás natural, minério de ferro, ouro, bauxita, diamantes e outros minerais.

A Venezuela é produtora de petróleo desde 1914, quando o primeiro poço de petróleo comercial, Zumaque I, foi perfurado no campo de Mene Grande, na costa leste do Lago Maracaibo.



Fonte: OPEP


Os recursos naturais como garantias de endividamento da economia venezuelana 

CHINA-VENEZUELA: Para Pequim, os abundantes recursos naturais e o fornecimento de energia da Venezuela poderiam ajudar a China a ter acesso de longo prazo a esses ativos nacionais vitais.

Em 2014, o principal banco de política da China, o China Development Bank (CDB), forneceu ao governo venezuelano mais de US $ 30 mil milhões em novos empréstimos garantidos por petróleo. Eles apoiaram principalmente investimentos nos setores de energia e mineração, incluindo unidades de energia, refinarias de petróleo e oleodutos. 

(...) Pequim usou acordos de empréstimos-por-petróleo, apostando que a capacidade de produção da estatal petrolífera da Venezuela (PDVSA) era uma garantia suficiente para o pagamento da dívida.

Este foi um erro de cálculo. A China sobrestimou a capacidade da Venezuela de sustentar a produção de petróleo e, consequentemente, a atividade económica, mas também sua capacidade de gerir com sucesso vários projetos comerciais espalhados por amplos setores da economia. A China pagou, assim, um alto custo quando a Venezuela se atrasou na sua garantia de petróleo e não conseguiu financiar projetos de transporte em 2014 devido ao agravamento da crise económica do país e do colapso histórico do setor de petróleo.

(...) No seu auge, entre 2010 e 2013, a Venezuela representou, em média, 64% das novas linhas de crédito aprovadas da China para a América Latina. Mas, de 2014 a 2017, a Venezuela representou 18% do total de novas linhas de crédito da China para a região.


RÚSSIA-VENEZUELA: (...) As empresas estatais da Rússia surgiram como principais investidores num momento em que o governo de Maduro achava cada vez mais difícil conseguir novos créditos de qualquer lugar, incluindo a China. A Rosneft e a Gazprom, gigantes da energia russa, forneceram financiamento de curto prazo para a empresa petrolífera estatal da Venezuela (PDVSA).

Em troca, a PDVSA forneceu 49,9% de seu total de ações de sua subsidiária nos EUA, Citgo, como garantia à Rosneft para garantir pagamentos futuros. Além disso, a Rosneft aumentou sua participação numa joint-venture de petróleo do Orinoco e também recebeu acesso às maiores reservas de gás da Venezuela.



Joint-ventures na faixa petrolífera do Orinoco. Fonte



A interligação da economia venezuelana com a política nacional e internacional

CHINA-VENEZUELA: A estratégia da China gira em torno de um compromisso pragmático com a “não-intervenção”, protegendo seus compromissos financeiros consideráveis ​​protegendo-se política e comercialmente.

RÚSSIA-VENEZUELA: Na sequência da ascensão política de Guaidó, a Rússia redigiu uma resolução da ONU expressando “suas preocupações com as ameaças ao uso da força” contra a Venezuela. A Rússia disparou um tiro retórico na política externa dos EUA, advertindo que “a interferência cínica e evidente nos assuntos internos de um Estado soberano” deve parar.

Sobre a história das tecnologias de iluminação (da vela à lâmpada), e o que esta sugere sobre o paradigma do motor elétrico para o transporte rodoviário



Um dos temas do momento em matéria de transição tecnológica é sem dúvida a mudança de paradigma do motor de combustão interna para o motor elétrico em veículos rodoviários. O duelo foi enfatizado na publicação “Sobre a competição entre motor elétrico e motor de combustão interna em automóveis, e o reposicionamento da eng. química neste duelo”, e os anos que se seguiram a essa publicação têm vindo a reforçar a ascensão do motor elétrico, o qual se encontra no mapa das decisões políticas como uma transição necessária para contrariar a pegada ambiental que o setor dos transportes comporta na atualidade.

Após um período experimental em que o carregamento dos veículos elétricos foi suportado pelo próprio Estado, assiste-se agora à normalização da situação com cada utente de veículo elétrico a ter de suportar as despesas de recarregamento das baterias. É neste contexto que talvez seja pertinente analisar a evolução tecnológica de uma outra aplicação, a iluminação pública e particular, visto que também ela sofreu uma migração de um paradigma de dependência direta de combustíveis fósseis para a generalização da energia elétrica. 

* * *

Iluminação elétrica: uma questão de escala e de custo 

A figura abaixo apresenta uma estimativa da evolução do total de fluxo luminoso mundial ao longo 
dos anos e em função da(s) tecnologia(s) de iluminação existentes. Nela se constata que de 1700 a 1800 as velas deram conta do recado em exclusivo, com uma o fluxo luminoso total a permanecer estável na casa dos 9-10 mil milhões de lúmen-hora. A melhoria de desempenho que constitui a iluminação a gás, que surgiu no início do século XIX, fez disparar o total de fluxo luminoso mundial, passando este a valer entre 100 e 1000 mil milhões de lúmen-hora por volta de 1850. Depois, entre 1850 e 1900 surgiu a iluminação a querosene, a qual em 1900 justificava sozinha mais de 1000 mil milhões de lúmen-hora. Importa salientar que, por volta de 1900, as velas, o gás e o querosene era tecnologias de iluminação alternativas entre si e mantinham todas elas tendências crescentes, a ponto de a iluminação mundial cifrar-se já nos 10 000 mil milhões de lúmen-hora. É então que a entrada no século XX traz consigo a disseminação alargada da lâmpada elétrica e da eletricidade, fazendo disparar o total mundial para mais de 100 000 mil milhões de lúmen-hora em 1950, e mais de 1 bilião de lúmen-hora por volta do início do século XXI. Igualmente importante é notar como a partir do século XX se observa a queda da utilização de querosene e gás para fins de iluminação. Assim, a iluminação por energia elétrica suplantou as fontes fósseis logo que atingiu escala e se aprimorou.

Na base das mudanças de paradigma observadas para iluminação de casas e espaços públicos estão critérios de desempenho, implicações técnicas, e claro, indicadores económicos. A figura abaixo traça a cronologia do preço da iluminação (por milhão de lúmen-hora) no Reino Unido desde 1825 até 2000, onde se verifica que após o surgimento de uma nova tecnologia - seja, gás, querosene ou eletricidade - o preço tendeu a cair abruptamente, e que eletricidade conseguiu suplantar o preço das demais de forma inequívoca. Importa aqui enfatizar que, quando a lâmpada elétrica surgiu, o preço da iluminação por energia elétrica era bastante superior ao do querosene e gás, mas isso não impediu que a tecnologia se estabelecesse, melhorasse e conseguisse tornar-se mais atrativa do que as concorrentes no espaço de alguns anos.

Imagem: Fouquet and Pearson, Seven Centuries of Energy Services: The Price and Use of Light in the United Kingdom (1300-2000)

* * *


O que pode significar o motor elétrico para a engenharia química?


Tal como referido no post BEQ citado inicialmente, “o papel da engenharia química será certamente reformulado em relação ao que tradicionalmente lhe competia.” O motor elétrico para transporte rodoviário depende de tecnologias de materiais, de processos de produção desses materiais, e de saberes que a engenharia química já domina e é capaz de implementar. Em todo o caso, esta possível migração sugere uma maior interligação de disciplinas que historicamente tenderam a segmentar-se e autonomizar-se, como são a dos materiais, química, eletrotecnia, física, e outras.

Metais, semicondutores, díodos, gases, halogéneo, potência, fluorescência, incandescência, baterias, pilhas de combustível, eficiência energética, são exemplos da nomenclatura que engenharia química que se ocupa da iluminação tem de lidar. O assunto entronca também com o tema das energias renováveis, e o modo como a própria eletricidade precisa de ser produzida e armazenada de modo eficiente e sustentável. A figura abaixo exemplifica as diversas tentativas de tornar a iluminação a partir de energia elétrica mais eficaz, para o qual várias tecnologias e processos industriais concorrem entre si para proporcionar soluções e produtos cada vez melhores. 


* * *

Não sendo possível antecipar o que irá acontecer em matéria de transporte rodoviário, é possível e expectável que alguns dos eventos que se avizinham para o motor elétrico tenham semelhanças com a história da iluminação, e que dentro de alguns anos o motor elétrico para o transporte rodoviário que hoje nos parece caro e de incerta implementação generalizada faça o seu percurso de escala e melhoria a ponto de se estabelecer como alternativa competitiva e real para a população mundial.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.1): fogo de artifício chinês, 'alcoolímetro' para o cancro, emissões em Portugal, e bola de berlim de carvão ativado




Alemanha, Holanda, Polónia e Reino Unido são os maiores importadores de pirotecnia da União Europeia, com a quase totalidade (98%) a vir da China. Em Portugal, um dos poucos países europeus com produção própria, mais de metade do fogo-de-artifício é fabricado em território nacional.


Um aparelho para detetar cancros através da respiração de uma pessoa, à semelhança daqueles que são usados para detetar álcool em condutores, vai começar a ser testado no Cancer Research UK, um centro de investigação no Reino Unido. O centro abriu inscrições para os 1500 voluntários necessários e os resultados devem ser apresentados daqui a dois anos.


Em março de 2018 a produção de energia renovável foi suficiente para satisfazer o consumo total de eletricidade em Portugal Continental, com especial contribuição das produções eólica e hídrica.


A bola de berlim com massa de carvão ativado e recheio de baunilha, 100% vegana, é a grande novidade da Berlineta para o arranque de 2019. 


* * *
Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.20): estudos ambientais, eleições vs. petróleo, extinção da indústria automóvel, e retorno económico de mina de lítio

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


 * * *



Queda do número de avaliações de impacto ambiental pode ser lida como um indicador da actividade económica do país. APA aponta para uma reversão da tendência decrescente em breve. Relatório do Estado do Ambiente é apresentado nesta terça-feira, Dia Mundial do Ambiente.

As eleições em países latino-americanos se tornaram um foco de preocupação para petroleiras internacionais. Elas temem que a onda próinvestimento estrangeiro que justificou investimentos bilionários na região nos últimos anos esteja perto do fim. Três importantes destinos de investimentos do setor, Brasil, México e Colômbia, têm eleições presidenciais em 2018.

Esta hipótese, que anuncia um futuro difícil para os fabricantes de volume, é levantada pelo CEO da Aston Martin, Andy Palmer. Segundo este responsável, podemos estar perto de assistir à extinção da indústria automóvel atual.

A empresa britânica Savannah Resources espera recuperar o investimento de quase 100 milhões de euros numa mina de lítio em Portugal em menos de dois anos, de acordo com um estudo exploratório publicado hoje.

Sobre a microfábrica modular desenvolvida na Austrália para transformar componentes de lixo eletrônico em materiais valiosos reutilizáveis



A primeira microfábrica do mundo que pode transformar os componentes de lixo eletrónico (e-waste como telefones inteligentes ou laptops descartados), em materiais valiosos para reutilização foi lançada pela Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW), localizada em Sidney (Austrália).

Usando tecnologia desenvolvida após extensa pesquisa científica no Centro de Pesquisa e Tecnologia de Materiais Sustentáveis da UNSW (SMaRT Center), a microfábrica de lixo eletrónico tem o potencial de reduzir o crescente problema de grandes quantidades de lixo eletrónico estarem a danificar o  ambiente e a acabar em aterros sanitários.

As microfábricas modulares da UNSW podem operar espaços de apenas 50 metros quadrados e podem ser instaladas onde quer que os resíduos sejam armazenados. Uma microfábrica é uma ou uma série de pequenas máquinas e dispositivos que usam tecnologia patenteada para executar uma ou mais funções no processamento de produtos residuais, transformando-os em recursos novos e utilizáveis.

A microfábrica de lixo eletrónico que processa computadores, telefones móveis e impressoras tem assente em pequenos módulos para esse efeito. Os dispositivos descartados são colocados primeiro num módulo mecânico com vista a quebrar as peças originais. O módulo seguinte pode envolver um robô especial para a identificação de partes úteis. Segue-se um módulo que compreende um pequeno forno que transforma essas peças em materiais valiosos usando perfis térmicos precisamente controlado.

Os materiais transformados incluem ligas metálicas e uma gama de micromateriais. Os micromateriais podem ser usados em cerâmicas industriais, enquanto os plásticos de qualidade específica de computadores, impressoras e outras fontes descartadas podem ser colocados em outro módulo que produz filamentos adequados para aplicações de impressão 3D. Já as ligas metálicas, estas podem ser usadas como componentes metálicos em processos de fabricação novos ou existentes.


Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.16): lítio, esquentadores e repelentes de insectos em Portugal, e o panorama da contaminação de solos mundial

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


 * * *


Desde o ano passado que a empresa Savannah Resources estuda a possibilidade de encontrar na Mina do Barroso, no norte de Portugal, um mineral que permite a produção de lítio, a Espodumena.Ao que parece, essa missão foi concluída com sucesso, já que a empresa anunciou ter descoberto em Portugal aquela que será a maior reserva desse mineral da Europa Ocidental.

O corte na emissão de gases poluentes imposto por legislação europeia vai obrigar a multinacional a alterar quase todo o portefólio na unidade industrial aveirense. A adaptação está nas mãos de 80 engenheiros portugueses e tem de avançar já em Julho.

Aplica-se nos tecidos em vez de se colocar na pele e promete repelência contra todo o tipo de mosquitos. Falamos da Moskout, uma marca 100% portuguesa desenvolvida pela New Textils, empresa especializada em engenharia têxtil e química para a área da saúde.

Até 2030, a produção de químicos deverá crescer 3,4% ao ano. A expansão do setor preocupa a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que divulgou nesta semana um novo relatório sobre a contaminação dos solos causada por diferentes atividades humanas. Em 2015, a indústria química da Europa produziu 319 milhões de toneladas de compostos. Desse volume, 117 milhões eram consideradas perigosas para o meio ambiente.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.11): reaproveitamento de água residual industrial, cobalto chinês, carros híbridos a álcool, e airbags mais leves

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


 * * *



 A ZF vai lançar, em 2019, o primeiro airbag de joelhos com invólucro em tecido do setor para um grande fabricante automóvel europeu. O novo airbag, que usa um invólucro em tecido, será 30% mais leve do que um airbag de joelhos com um invólucro de metal tradicional e ajudará a melhorar a proteção dos passageiros em caso de colisão.

 A indústria automotiva está notando tarde demais o fato de que a China irá deter a maior parte da oferta global de cobalto, um metal chave para as baterias de veículos elétricos, disse o chefe-executivo da Glencore, Ivan Glasenber.

A Toyota apresentou nesta segunda-feira (19) em São Paulo o primeiro veículo híbrido flex do mundo. Fabricado em parceria com a USP e a UnB, o carro se diferencia dos anteriores por permitir o uso de etanol no tanque de combustível — além da eletricidade. Até agora, os híbridos só permitiam a combinação de gasolina e eletricidade.

 O reúso da água é um dos temas em debate no 8º Fórum Mundial da Água e é um dos grandes desafios da indústria brasileira. Para falar sobre essa questão e sobre as tecnologias no setor, o programa Revista Brasil entrevistou o especialista em Política da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Percy Soares.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.10): minérios e aço brasileiro, produção industrial e competência técnica portuguesa


Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.


O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.



 * * *



Embora o Brasil tenha uma grande variedade de recursos minerais, seu principal recurso é o minério de ferro. O minério de ferro produzido no Brasil é a mais alta e, portanto, o Brasil tornou-se o terceiro maior produtor de minério de ferro em todo o mundo. Em 2015, o minério de ferro foi responsável por 60% do valor total na indústria mineral. Além disso, em todo o mundo, o Brasil é o maior produtor de Niobio, o segundo maior produtor de manganês, o terceiro maior produtor de bauxita e o décimo primeiro maior produtor de ouro. Outros minerais importantes no Brasil são cobre, níquel, fosfato, carvão e potássio.


O ministro da Indústria e do Comércio Exterior, Marcos Jorge de Lima, disse nesta quinta-feira (15) que o governo brasileiro não descarta sobretaxar produtos americanos em retaliação à decisão dos Estados Unidos de aumentar as tarifas de importação de aço. Durante o Fórum Econômico Mundial para a América Latina em São Paulo, ele ainda alertou o governo americano para impactos sobre a importação de carvão americano pelo Brasil, já que há uma “complementaridade” entre os dois países no setor siderúrgico.


A produção das fábricas portuguesas cresceu 2,5% em Janeiro, enquanto na Zona Euro este indicador recuou 1% e na UE 0,7%. A produção das indústrias portuguesas cresceu 2,5% em Janeiro face ao mês anterior, contrariando a tendência negativa dos parceiros europeus, revela o Eurostat esta quarta-feira, 14 de Março. Esta foi mesmo a maior subida entre os vários países da União Europeia.


Joaquim Menezes, de 71 anos, é o dono da Iberomoldes e desde o princípio deste mês presidente da EFFRA, a associação europeia de investigação para a indústria que dinamiza um fundo de 1150 milhões de euros. A sua eleição, afirma, é um prémio para o dinamismo nacional neste fórum europeu.




Sobre os sistemas 'getter', e a preservação de ambientes a vácuo por reação química, em lâmpadas, microeletrónica, coletores solares, e outras aplicações




A experiência mostra que, na presença de pequenas quantidades de contaminantes gasosos indesejados, os materiais sensíveis podem destruir a integridade e diminuir a expectativa de vida dos componentes de que fazem parte. É natural perguntar o que pode ser feito para proteger ainda mais o trabalho num ambiente de vácuo num contexto que as bombas fizeram sua parte na redução da pressão da câmara (tão baixa quanto economicamente viável). Esta tarefa recai sobre os sistemas 'getter'. Fonte: Vac Aero International Inc.

Para melhorar e manter o ambiente de vácuo dentro de dispositivos hermeticamente fechados, os sistemas conhecidos como getters desempenham um papel fundamental: o material getter pode absorver todos os gases ativos, como O2, H2O, CO, CO2 e N2 através de uma reação química sob vácuo. Fonte: SAES Group

  • Tipos de getter e materiais com essa funcionalidade:



• Os getters em filme são as soluções mais avançadas para atender aos requisitos dos dispositivos selados a vácuo de micro escala. A espessura mínima do getter com geometria e padronização personalizadas em diferentes substratos são as principais vantagens chave deste tipo de getter.

Getters de hidrogênio com alta capacidade de sorção, em múltiplas configurações e sem necessidade de ativação, ideais para aplicações de microeletrónica e armazenamento de energia.

Getters não evaporáveis (NEG), uma categoria geral de getters, cobrindo pastilhas, tiras, getters aquecidos passiva e ativamente, com diferentes graus de porosidade e sorção, disponíveis numa ampla variedade de designs e funcionalidade. Servem para para lâmpadas, tubos eletrónicos, coletores solares, dispositivos isolados a vácuo, sensores e muito mais.

Getters evaporáveis, desde a liga bário-alumínio e até BaAl4 dopado com azoto, são uma boa solução para uma variedade de dispositivos selados como tubos de raios-x, tubos eletrónicos, tubos solares e CRTs.

Fonte: SAES Group


  • Exemplo de utilização de getters em lâmpadas:



  • Exemplo de utilização de getters em tubos de coletores solares:


Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.9): menos petróleo angolano, jeans a laser, política para o lítio português, vila contra petróleo no Canadá


Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.


O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.



 * * *


Um pequeno município da província do Quebeque no Canadá venceu uma batalha judicial contra uma grande companhia de prospecção de petróleo e gás. A primeira reacção do presidente da câmara de Ristigouche foi de alívio, depois de um litígio em tribunal nos últimos quatro anos entre a empresa e os 157 habitantes da vila que não desistiram de proteger a qualidade da sua água.

A Agência Internacional de Energia (AIE) considera que a produção petrolífera de Angola “arrasta-se em África” e terá a maior queda até 2023 a seguir à Venezuela, descendo 370 mil barris por dia (21,8%), para 1,29 milhões.

Quem vier a ganhar as licenças de prospeção e exploração das reservas de lítio terá de ficar em Portugal a contribuir para o desenvolvimento de uma fileira industrial. É esta a principal aposta do Governo, que quer resolver os problemas de escala de algumas futuras concessões encaminhando-as para as Unidades Minero-Metalurgicas e Unidades de Demonstração que o Estado pretende desenvolver.

Fazer umas calças de ganga marcadas e desgastadas requer o uso de milhares de químicos. A nova ferramenta da Levi's permite reduzi-los para "algumas dezenas" e acelerar um processo tipicamente moroso.


Sobre um projeto europeu para recuperar elementos metálicos preciosos a partir de resíduos industriais (vídeo)





« "Um grupo de cientistas gregos desenvolveu uma tecnologia que permite recuperar elementos metálicos preciosos a partir de resíduos industriais.

As vastas jazidas de bauxite alimentam a fábrica da “Alumínio da Grécia”, uma das maiores do género na Europa. A produção de uma tonelada de alumínio resulta em cerca de 1,5 tonelada de resíduos, também conhecidos como “lama vermelha”. Aqui geram-se 2 mil toneladas de detritos por dia.

“É fácil achar que os resíduos não passam de lixo. Mas para nós representam o futuro. Esta bauxite contém ferro, titânio, silicone, metais de terras raras e escândio. No futuro será a partir deste minério que vamos produzir todos estes elementos”, diz-nos Vicky Vassiliadou, representante da empresa.

Segundo Efthymios Balomenos, da Universidade Técnica de Atenas (NTUA), “este resíduo de bauxite em particular contém cerca de 1 quilo e meio de terras raras por tonelada. Pode não parecer muito. Mas basta fazer as contas: se juntarmos 700 mil toneladas por ano, temos 10% da procura anual da Europa deste tipo de elementos”.


A necessidade de encontrar métodos de extração mais acessíveis e ecológicos motivou o projeto EURARE, para reduzir também a dependência da Europa da importação destes metais. Em Atenas, um grupo de engenheiros criou um procedimento simples para depurar os elementos pretendidos da lama vermelha.

O coordenador do projeto, Ioannis Paspaliaris, afirma que “a grande vantagem deste processo é que torna possível retirar os elementos de forma seletiva. A matéria sólida não é totalmente dissolvida – só os elementos que interessam. E isso é uma vantagem do ponto de vista económico e ambiental”. »

Artigo completo: Euronews


Sobre o aço revestido a vidro (glass lined steel) e as vantagens técnicas de combinar o melhor do aço e do vidro num só material

Embora aço e vidro possam parecer materiais pouco conciliáveis entre si, são bastante comuns e complementares em atividades de I&D à escala laboratorial. Tipicamente os consumíveis de laboratório são de feitos de vidro borosilicato, enquanto que equipamentos como reatores, colunas, e outros são tipicamente metálicos, feitos de aço inoxidável. Em todo o caso, aço e vidro possuem uma simbiose industrial na forma do material conhecido por aço revestido a vidro (glass lined steel).

 * * *



De facto, a fusão de vidro com aço produz um material composto, onde tipicamente o interior oferece uma proteção do produto e o exterior fornece a força e a durabilidade estruturais.

O aço revestido a vidro conjuga um leque de vantagens (ver abaixo) que vão desde o desempenho mecânico à não contaminação química, passando também por aspectos ligado à própria manutenção dos equipamentos e a atractividade económica de investir neste tipo de soluções. 


  • Resistência à Corrosão - O aço revestido de vidro proporciona resistência superior à corrosão de ácidos, álcalis, água e outras soluções químicas (com exceção de ácido fluorídrico e ácido fosfórico concentrado quente). Como resultado desta resistência química, forro de vidro pode servir por muitos anos em ambientes que rapidamente tornar a maioria dos navios de metal inutilizável. O gráfico abaixo ilustra como a ampla gama de resistência à corrosão que este material (3009 Glass) pode ter comparado com outros existentes para o efeito.



  • Pureza - Ambientes agressivos de reação tendem a dissolver metais (crómio, níquel, molibdénio, cobre, etc) de reatores de aço maciço ou de ligas, levando à lixiviação e consequente contaminação do sistema reacional. A presença destes metais pode resultar em efeitos catalíticos indesejáveis, causadores de flutuações nocivas nas reações do processo, inclusive o risco de provocar run away. Por sua vez, aço revestido a vidro é inerte, por isso impermeável à contaminação. Além disso, não afecta negativamente sabor ou cor, o que é de extrema importância para as aplicações de alimentos e medicamentos onde a pureza a esse nível é essencial.
  • Facilidade de Limpeza - O aço revestido a vidro é compatível com as boas práticas industriais (por exemplo: cGMP/FDA) para limpeza esterilização. O seu alto grau de suavidade nas superfícies facilita a limpeza, bastando o usos de sistemas não corrosivos e de baixa pressão para o efeito. A superfície lisa do aço revestido de vidro também resiste ao processamento de produtos viscosos ou pegajosos, o que significa uma limpeza menos frequente.
  • Economia  - Quando manuseados e mantidos adequadamente, equipamentos como reatores de aço revestidos a vidro podem ser uma solução económica em comparação com as alternativas de aço e liga, cuja vida útil pode ser drasticamente reduzida devido à sua menor capacidade de resistir à corrosão. 
* * *

Como são feitos os equipamentos de aço revestido a vidro?

Sobre a venda do negócio de revestimentos da BASF à holandesa AkzoNobel, por 500 milhões de dólares




A holandesa AkzoNobel anunciou no final de 2016 a aquisição do negócio de revestimentos industriais da BASF por um montante de 500 milhões de dólares.

A transação inclui unidades industriais localizadas no Reino Unido e África do Sul, 400 colaboradores da BASF, tecnologias, patentes e marcas.

Para a BASF o negócio permite reestruturar as suas operações, desinvestindo numa área menos estratégica. Já para a AkzoNobel, o negócio permitirá fortalecer a posição da empresa no mercado mundial de revestimento de metais como aço e alumínio (coil coating). 

Em particular a Akzo Nobel espera com este negócio poder lançar novos produtos e soluções de manutenção voltadas, entre outros, para turbinas eólicas.

Fonte: Chem Info


Sobre possíveis complicações de saúde devido a reações químicas entre sucata militar e a chuva





"O inquérito do Governo ao incidente na fábrica da ArcelorMittal já terminou mas não esclarece o mistério. Os testes feitos pela Célula de Crise não detectaram "quaisquer vestígios químicos ou biológicos" nos vagões de sucata que continham armas das duas guerras mundiais. Por explicar continuam as reacções alérgicas e problemas respiratórios que conduziram três trabalhadores ao hospital, na segunda-feira.

Enquanto do lado do governo não há pistas para o que aconteceu, um especialista ouvido pelo Wort diz que a explicação pode ser simples. Na origem do incidente poderá ter estado uma reacção química desencadeada pela chuva.

(...)
Em contacto com a água, pode ter-se formado hidreto de fósforo ou fosfina, um gás considerado tóxico. As emanações deste gás incolor podem ter provocado os problemas respiratórios e reacções de pele que afectaram os três trabalhadores subcontratados que estiveram em contacto com os vagões.

O especialista descarta também a possibilidade de o incidente ter sido provocado por resíduos de armas químicas. Os obuses das duas guerras mundiais vísiveis nas fotografias divulgadas pelo governo "parecem ter sido sujeitos a um tratamento térmico", em fornos a 500 graus, um procedimento habitual na reciclagem deste tipo de armas "que destrói todos os resíduos químicos".

Os dois vagões com cem toneladas de sucata chegaram a Differdange na quinta e no sábado, provenientes da Alemanha. Fazem parte do milhão e meio de toneladas de detritos metálicos que todos os anos chegam à ArcelorMittal em Differdange. A fábrica compra a sucata aos países vizinhos, sobretudo à Alemanha, que fornece 60% dos carregamentos, para depois a usar como matéria-prima para produzir aço. Para isso, a sucata é fundida nos fornos eléctricos em Differdange."

Fonte: Wort

Sobre o prémio atribuído a alunos da UNILESTE (MG-Brasil) pela proposta de recuperação de ouro e cobre do lixo eletrónico




"A despeito dos impactos ambientais ao descartar aparelhos eletrônicos no lixo, você sabia que está jogando dinheiro fora? Isso porque vários deles têm entre seus componentes metais como ouro e cobre, que podem ser recuperados e revendidos para as indústrias. Pensando nisso, dois estudantes do sexto período de engenharia química do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste) desenvolveram um método para tratamento dos metais e foram um dos vencedores do Prêmio Sustentabilidade Radix. A dupla foi selecionada com outras seis equipes em todo o país pela empresa de engenharia e software Radix para receber um prêmio de R$ 10 mil. Com o dinheiro, os mineiros deram continuidade ao projeto de iniciação científica “Recuperação de ouro e cobre presentes em lixo eletrônico”.

Filipe Souza Almeida e Lúrima Uane Soares Faria, estudantes do 6º período do 
curso de Engenharia Química do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste),


O método criado pelos estudantes prevê o reaproveitamento dos metais por meio de um processo denominado hidrometalúrgico, que consiste, em linhas gerais, na extração do minério moído com solventes adequados, obtendo-se rejeitos que poderão então ser tratados. A partir daí é feita a filtragem da solução e a precipitação do metal por meio de uma concentração, aquecimento ou eletrólise. O primeiro metal a ser recuperado é o ouro, e em seguida o cobre. E a grande vantagem do processo hidrometalúrgico sobre os demais é que ele não é tóxico.
(...)

O lixo eletrônico é resultado das constantes inovações tecnológicas, que atingem principalmente computadores e aparelhos celulares. Estudo realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e divulgado em maio do ano passado mostra que em todo o mundo vão para o lixo cerca de 42 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos. No Brasil, o número chega a 1,4 milhão – atrás apenas dos Estados Unidos. A falta de preparo para o descarte do material fez com que o Congresso Nacional aprovasse, em 2010, a lei chamada Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga as empresas a cuidar do lixo eletrônico, para não contaminar o meio ambiente. Todos os cidadãos, do consumidor ao fabricante e quem comercializa os itens, são responsáveis pelo descarte correto dos materiais. Isso não vale apenas para os eletrônicos, mas para toda a cadeia produtiva, principalmente embalagens diversas, resíduos de saúde, vidros, etc. Dentro dessa dinâmica, existe a chamada logística reversa, em que o fabricante dos produtos precisa recolher os materiais já usados para lhes dar novo ciclo de vida."

Artigo Completo: EM
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...