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Sobre o óleo de purgueira e a aposta da Galp Energia em Moçambique com vista ao aumento da produção própria de biocombustíveis


A purgueira  (Jatropha curcas Linn., abreviadamente JCL, e também conhecida por pinhão-manso), é uma cultura energética, não alimentar, arbóreo-arbustiva de porte médio, que produz sementes ricas em óleo convertível em biodiesel.


Sementes de Jatropha curcas L..

(...) Apesar do seu óleo não ser adequado para o consumo humano, pois contém substâncias tóxicas como a curcina e os ésteres de forbol, a cultura encontra-se, hoje em dia, entre as fontes mais promissoras de grãos oleaginosos para a produção de biodiesel, devido aos seus potenciais baixos custos de produção agrícola e, sobretudo, porque poderia ocupar solos arenosos, pouco férteis, geralmente não aptos para a agricultura, proporcionando assim uma nova opção socioeconómica para vastas zonas do globo. Fonte.

O centro de origem da JCL permanece desconhecido e controverso. Segundo Heller (1996) o centro de origem mais provável será o México e a região norte da América do Sul. A planta tem hoje um largo espetro de distribuição (Figura 1), desde zonas áridas (300 mm anuais) e semiáridas (500 mm anuais) até zonas mais húmidas, mas sempre em zonas de baixa altitude (0-600 m).

(...) O peso de 1000 semente varia de 48 a 72g, sendo o seu conteúdo de óleo, extraível por simples
prensagem, da ordem dos 35-37%. O subproduto da prensagem - a torta - é rico em nutrientes e pode
ser utilizado com fertilizante orgânico (Martins et al, 2008).

(...) Dados reais das produtividades, obtidos em diversas situações e por diversos autores, variam entre os 100kg e as 4 a 5t semente seca/ha/ano. (...) A planta entra em produção no segundo ano, atinge a máxima produção ao 6/7 anos e produz até aos 40 anos.

Fonte: O projetodos biocombustíveisda Galp.Jatropha curcas L.desenvolvimentoda tecnologia agrícola. 


A Galp Energia e a utilização de óleo de purgueira para produção de biodiesel

Com a preocupação de não entrar em concorrência com a cadeia alimentar, nem contribuir para o agravamento da disputa pelos solos agrícolas, a Galp optou pela produção de óleos vegetais baseada numa planta oleaginosa não alimentar, de cultura extensiva, e de sequeiro- a purgueira  (Jatropha curcas Linn., abreviadamente JCL).



Visão do Futuro da Galp Energia em matéria de evolução tecnológica no Biodiesel. Relações entre  Matérias-primas, tecnologias e produtos. Fonte


Vias possíveis para transformar óleo vegetal em biodiesel. Fonte



 Os projetos de Biocombustíveis da Galp Energia: espécies vegetais, tipos de produtos, objetivos de produção, e localizações geográficas. Fonte


Sustentabilidade Económica e Social dos projetos de Biocombustíveis da Galp Energia. Fonte

Sobre os resultados do 1º inquérito do BEQ aos seus leitores: visões e sugestões sobre a imagem da engª química na sociedade





No período compreendido entre 18 de Setembro de 2017 e 30 de Outubro de 2017, o BEQ promoveu o 1º inquérito aos seus leitores, o qual compreendeu um conjunto de 6 questões anónimas sobre o tema da engenharia química, focado nas questões do emprego e da visibilidade pública da profissão. Com base nesta estrutura, decidiu-se dividir em duas publicações os resultados obtidos sendo esta a segunda delas, dedicada ao tema da visibilidade da profissão na sociedade. Veja o primeiro post aqui.

Foram questionados, por via digital, um total de 102 profissionais ou estudantes de engenharia química, dos quais 100 respostas foram consideradas válidas. A amostra compreendeu a seguinte distribuição geográfica: 73% dos inquiridos fez/faz os seus estudos superiores em Portugal, 26% no Brasil, e 1% em Moçambique. Do mesmo conjunto de inquiridos, 26% ainda era, à data da realização do inquérito, estudante de engª química; 13% tinha concluído os estudos há menos de 1 ano; 31% concluíra há 1 a 5 anos atrás; 20% concluíra há 6 a 10 anos atrás, e 10% concluíra os estudos há mais de 10 anos.

* * * 

  • Como avalia a visibilidade da profissão Engª Química na sociedade?
Quando questionados sobre a visibilidade da profissão na sociedade, apenas 12% dos inquiridos revelou não ter opinião formada sobre o assunto. Do total de inquiridos, 25% afirmou que a visibilidade é suficiente, e apenas uma fração de 2% considera mesmo que a profissão tem uma visibilidade excessiva.

Porém, a resposta mais escolhida pelos inquiridos é a de que a visibilidade da engenharia química é insuficiente (55%) ou mesmo muito insuficiente (6%). Existe portanto uma clara maioria a acreditar que a profissão deveria ter mais visibilidade na lusofonia.



  • Que sugestões faria aos responsáveis pela Engª Química do seu país para que esta melhorasse e pudesse ter mais prestígio ou importância no contexto nacional?


           GERAL:
- Apostar na divulgação junto da comunidades estudantil, urbana, universitária e industrial.
- Desmistificar a Eng. Química, dando a conhecer o seu papel na sociedade e nas empresas.
- Realizar palestras, tais como sobre o trabalho/posição de um Engº Químico em Portugal ou no Brasil.
- Criar mais fóruns para que os profissionais partilharem as suas queixas, sugestões e ideias.
- Dar mais destaque a empresas pequenas e/ou familiares.
- Ajudar a integrar as ferramentas tecnológicas na química (Ex.: formações de Excel, Aspen Hysys, ferramentas de gestão industrial, etc.

           UNIVERSIDADE:
- Adaptar o plano curricular às necessidades atuais da indústria.
- Maior diálogo entre indústria e universidade; 
- Promover estágios curriculares no âmbito da própria formação universitária.
- Criação de casos de estudo reais e mais visitas a empresas;


           INDÚSTRIA:
- Maior diálogo entre indústria e universidade.
- Criação de mais estágios de verão (ou de curta duração) para estudantes de engenharia química.
- Combater a prática de colocar o engenheiro químico em funções de técnico.
- Maior divulgação de projetos de redução de impacto ambiental, otimização (deixando explicito a redução de desperdícios/consumos atingidos) de modo a mitigar a "má imagem" da indústria.

           GOVERNO:
- Criar um enquadramento legal que obrigue a sua prática exclusivamente por engenheiros habilitados com cédula profissional conferida pela Ordem dos Engenheiros.
- Estimular a produção industrial (por parte do governo).
- Maior aposta na indústrias química, petroquímica e/ou outras.

Amostra = 47 inquiridos

Sobre os resultados do 1º inquérito do BEQ aos seus leitores: emprego mais desejado vs. emprego mais popular



No período compreendido entre 18 de Setembro de 2017 e 30 de Outubro de 2017, o BEQ promoveu o 1º inquérito aos seus leitores, o qual compreendeu um conjunto de 6 questões anónimas sobre o tema da engenharia química, focado nas questões do emprego e da visibilidade pública da profissão. Com base nesta estrutura, decidiu-se dividir em duas publicações os resultados obtidos sendo esta a primeira delas, dedicada ao tema do emprego. Veja a segunda publicação aqui.

Foram questionados, por via digital, um total de 102 profissionais ou estudantes de engenharia química, dos quais 100 respostas foram consideradas válidas. A amostra compreendeu a seguinte distribuição geográfica: 73% dos inquiridos fez/faz os seus estudos superiores em Portugal, 26% no Brasil, e 1% em Moçambique. Do mesmo conjunto de inquiridos, 26% ainda era, à data da realização do inquérito, estudante de engª química; 13% tinha concluído os estudos há menos de 1 ano; 31% concluíra há 1 a 5 anos atrás; 20% concluíra há 6 a 10 anos atrás, e 10% concluíra os estudos há mais de 10 anos.


* * * 

  • Que tipo de atividades/funções profissionais gostaria de desempenhar?
Quando questionados sobre a atividade profissional que mais gostariam de desempenhar, e dando apenas opção de escolha de uma categoria, dois terços dos inquiridos optou por uma de três opções:  (i) controlo de processos, 28% dos casos; (ii) engenharia de produto, 20%; (iii) projeto de engenharia, 19%. A quarta opção mais votada foi a de investigação científica, que somou 13% das respostas. 

Um conjunto de atividades/funções profissionais revelou fraca preferência por parte dos inquiridos, sendo elas: empreendedor (7%), certificação e auditoria (4%), consultoria (5%). A categoria "Outro", que permitia resposta aberta foi escolhida em 4% dos casos, tendo sido reportadas as seguintes funções: Perícia Criminal, Assuntos Regulatórios, e Controlo de qualidade.

Um resultado considerado importante nos resultados obtidos nesta questão, compreende o facto de 0% dos inquiridos ter identificado as funções de Comercial/Venda de produtos químicos como sendo da sua preferência.

* * * 

  • Conhece pessoalmente engº químicos com as funções/atividades profissionais abaixo? (Marque se conhece pelo menos um)
Quando questionados sobre as funções/atividades profissionais dos elementos da sua rede de contactos, os resultados produzidos permitem estimar que tipos de funções desempenhadas por engº químicos são mais populares no universo da lusofonia.

A este respeito, duas funções saltam de imediato à vista, sendo elas a investigação científica (referida por três quartos dos inquiridos) e o controlo de processos (referido por dois terços dos inquiridos). Numa segunda linha de popularidade, todas pontuando entre 40 e 50%, surgem as funções de engenharia do produto, projeto de engenharia, e comercial/venda de produtos de químicos.

Finalmente, as atividades profissionais de empreendedor, certificação e auditoria, e consultor, foram referidas em apenas 20-30% dos casos.

Entre outras conclusões possíveis, estes resultados evidenciam um desfasamento entre a baixa preferência das funções de comercial/vendas e investigação científica, e elevada popularidade destas duas profissões, no contexto da lusofonia. Neste domínio, as funções de controlo de processos, projeto de engenharia química, e engenharia de produto parecem exibir uma maior correspondência entre preferência dos inquiridos e popularidade reconhecida pelos mesmos.

Sobre a produção de alumínio em Moçambique


A Mozal é uma empresa "Joint Venture" entre a BHP Billiton, a Mitsubshi, a IDC e o Governo de Moçambique. Está estabelecida no Parque Industrial de Maputo e produz 500.000 toneladas por ano de lingotes de alumínio para exportação. A alumina (da Austrália) e o coque petroquímico (dos Estados Unidos) são importados pelo Porto de Matola. A energia elétrica é fornecida pela Hidroelétrica de Cahora Bassa (na Província de Tete, também em Moçambique). Trata-se do maior investimento industrial do país africano. Espera-se que, em breve, uma empresa se instale no país para processar os lingotes em cabos para transmissão de eletricidade.

Fonte: http://www.bhpbilliton.com/home/investors/reports/Documents/MozalPresentation.pdf
Autor: Roberto Cerqueira

Sobre a GALP e a descoberta de gás natural em Moçambique

"A Galp Energia, parceira do consórcio para a exploração da Área 4 na bacia de Rovuma, no offshore de Moçambique, anuncia uma descoberta de gás natural de grande dimensão no prospecto Mamba South 1, localizado naquela área. O poço de descoberta encontrou um total de 212 metros de reservatório de gás natural, em areias oligocénicas de elevada qualidade.
O poço Mamba South 1, está localizado numa profundidade de água de 1.585 metros e a cerca de 40 quilómetros da costa de Cabo Delgado, na área Norte do offshore de Moçambique, e é o primeiro poço de exploração a ser perfurado na Área 4. Os resultados deste poço excedem as expectativas existentes antes da perfuração e confirmam a bacia de Rovuma como uma província de gás natural de classe mundial.
O poço será perfurado até atingir uma profundidade total de aproximadamente 5.000 metros. Após a conclusão deste poço exploratório e de actividades de teste, a sonda será deslocada para perfurar o segundo poço previsto no programa de exploração, o Mamba North 1.

O consórcio considera que esta descoberta, muito relevante, poderá conter no mínimo 15 tcf1 de gás no jazigo na área de Mamba South, onde o potencial do play de idade terciária da Área 4 será avaliado no decorrer da perfuração em curso.
Os volumes relevantes de gás natural descobertos poderão conduzir ao desenvolvimento de um projecto de gás de grande dimensão, com a combinação de exportação para mercados regionais e internacionais através de GNL e o abastecimento ao mercado doméstico. Este desenvolvimento irá suportar o crescimento industrial e económico de Moçambique.

A Galp Energia detém uma participação de 10% no consórcio que explora a Área 4, cabendo 70% à Eni (operadora), 10% à KOGAS e 10% à ENH."
 
 Fonte: Galp Energia
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