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Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.8): lítio português, químicos e saúde na Europa, carros elétricos na Noruega, Brasil quer desburocratizar químicos




A quarta maior produtora de ferro do mundo, a Fortescue, fez pedidos de prospecção para 22 áreas no norte e no sul, cobrindo toda a zona à volta das áreas identificadas com potencial para a exploração de lítio.


Sistema de registo e avaliação existe há 12 anos, mas ainda há até produtos cancerígenos sem qualquer restrição a serem usados na produção de bens de uso comum.


Vendas do primeiro trimestre de 2019 mostram que três em cada cinco carros novos são 100% eléctricos e um em cada cinco são híbridos.


A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) anunciou nesta terça-feira o lançamento da campanha "Desburocratize a Química", programado para o dia 3 de abril, com o objetivo de reduzir as dificuldades burocráticas enfrentadas pelo setor no país.

Sobre a interligação dos recursos naturais da Venezuela com o financiamento da sua economia e complexa situação política do país




A Venezuela é um Membro Fundador da OPEP, Organização dos Países Exportadores de Petróleo. As receitas petrolíferas da Venezuela representam cerca de 98% das receitas de exportação. Além do petróleo, os recursos naturais do país incluem gás natural, minério de ferro, ouro, bauxita, diamantes e outros minerais.

A Venezuela é produtora de petróleo desde 1914, quando o primeiro poço de petróleo comercial, Zumaque I, foi perfurado no campo de Mene Grande, na costa leste do Lago Maracaibo.



Fonte: OPEP


Os recursos naturais como garantias de endividamento da economia venezuelana 

CHINA-VENEZUELA: Para Pequim, os abundantes recursos naturais e o fornecimento de energia da Venezuela poderiam ajudar a China a ter acesso de longo prazo a esses ativos nacionais vitais.

Em 2014, o principal banco de política da China, o China Development Bank (CDB), forneceu ao governo venezuelano mais de US $ 30 mil milhões em novos empréstimos garantidos por petróleo. Eles apoiaram principalmente investimentos nos setores de energia e mineração, incluindo unidades de energia, refinarias de petróleo e oleodutos. 

(...) Pequim usou acordos de empréstimos-por-petróleo, apostando que a capacidade de produção da estatal petrolífera da Venezuela (PDVSA) era uma garantia suficiente para o pagamento da dívida.

Este foi um erro de cálculo. A China sobrestimou a capacidade da Venezuela de sustentar a produção de petróleo e, consequentemente, a atividade económica, mas também sua capacidade de gerir com sucesso vários projetos comerciais espalhados por amplos setores da economia. A China pagou, assim, um alto custo quando a Venezuela se atrasou na sua garantia de petróleo e não conseguiu financiar projetos de transporte em 2014 devido ao agravamento da crise económica do país e do colapso histórico do setor de petróleo.

(...) No seu auge, entre 2010 e 2013, a Venezuela representou, em média, 64% das novas linhas de crédito aprovadas da China para a América Latina. Mas, de 2014 a 2017, a Venezuela representou 18% do total de novas linhas de crédito da China para a região.


RÚSSIA-VENEZUELA: (...) As empresas estatais da Rússia surgiram como principais investidores num momento em que o governo de Maduro achava cada vez mais difícil conseguir novos créditos de qualquer lugar, incluindo a China. A Rosneft e a Gazprom, gigantes da energia russa, forneceram financiamento de curto prazo para a empresa petrolífera estatal da Venezuela (PDVSA).

Em troca, a PDVSA forneceu 49,9% de seu total de ações de sua subsidiária nos EUA, Citgo, como garantia à Rosneft para garantir pagamentos futuros. Além disso, a Rosneft aumentou sua participação numa joint-venture de petróleo do Orinoco e também recebeu acesso às maiores reservas de gás da Venezuela.



Joint-ventures na faixa petrolífera do Orinoco. Fonte



A interligação da economia venezuelana com a política nacional e internacional

CHINA-VENEZUELA: A estratégia da China gira em torno de um compromisso pragmático com a “não-intervenção”, protegendo seus compromissos financeiros consideráveis ​​protegendo-se política e comercialmente.

RÚSSIA-VENEZUELA: Na sequência da ascensão política de Guaidó, a Rússia redigiu uma resolução da ONU expressando “suas preocupações com as ameaças ao uso da força” contra a Venezuela. A Rússia disparou um tiro retórico na política externa dos EUA, advertindo que “a interferência cínica e evidente nos assuntos internos de um Estado soberano” deve parar.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.4): crustáceos para limpar petróleo ou proteger arte, Hovione investe 200 M€, e preço da biomassa ameaça fechar centrais




Um conjunto de géis inovadores, com “elevada capacidade de remediação de ambientes contaminados com hidrocarbonetos de petróleo”, foram desenvolvidos por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), foi hoje anunciado.




Empresa farmacêutica vai construir nova unidade no Parque Empresarial Baía do Tejo. Região acredita que será um farol para atrair outras empresas. Objectivo é investir 200 milhões e criar mais de 200 postos de trabalho.



O alerta é deixado por Carlos Alegria, presidente da Associação dos Produtores de Energia com Biomassa (APEB): “Se o preço dos resíduos florestais chegar aos 40/50 euros por tonelada, que é o valor pelo qual são vendidos à indústria da pasta de papel, porque tem um maior valor económico, eu fecho a central.


Investigadores portugueses estão a desenvolver um novo produto, não tóxico e feito com os exoesqueletos de camarão, para protecção de esculturas que se encontram nos espaços públicos das cidades.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.3): fim polémico dos carros a diesel, novo gasóleo 'limpo', Galp reforça no Brasil, e mais cosmética brasileira na Europa




Os carros a gasóleo representaram, em 2018, 55% das vendas de ligeiros em Portugal. Mas, Matos Fernandes avisa que dentro de quatro anos o seu valor comercial é zero.


O novo 'gasóleo limpo' ainda está na fase de testes, nas estradas germânicas, mas a multinacional Bosch quer demonstrar que pode vir a ser utilizado em larga escala. O combustível chama-se C.A.R.E. diesel e, por enquanto, ainda é ligeiramente mais caro que o gasóleo convencional.

A unidade foi concebida especialmente para operar em projetos do pré-sal da bacia de Santos, com capacidade para processar diariamente 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural. ”Está previsto que a FPSO seja interligada a um total de nove poços produtores e seis injetores”, assegura a petrolífera.

A Beauty Fair, marca referência para o setor de beleza não só para o Brasil, mas para toda a América do Sul, expande sua influência para outros mercados por meio da parceria com a Cosmoprof e passa a contribuir de forma mais abrangente para o desenvolvimento do mercado brasileiro de beleza.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.2): exportação de componentes autómoveis, inovação lusa sem escala, 80 anos de petróleo no Brasil, morte de Otto Perrone



A indústria de componentes para automóveis reúne-se nesta quarta-feira em Ílhavo, com uma folha de serviço recheada de méritos e uma grande pergunta: como é que um sector que registou um novo recorde de exportações em 2018 (cerca de 9400 milhões de euros em vendas ao exterior, uma melhoria na ordem dos 6% face a 2017), e que nesta década viu o volume de negócios aumentar mais de 60%, pode continuar a crescer de forma sustentada?


"Temos tradicionalmente essa dificuldade de valorizar o conhecimento, do ponto de vista económico", notou o secretário de Estado da Economia, que falava à agência Lusa no final de uma visita ao Departamento de Engenharia Química da Universidade de Coimbra, depois de também ter estado no Biocant Park, em Cantanhede, e no Instituto Pedro Nunes.


De fato, o petróleo jorrou no sábado, 21 de janeiro de 1939, no início da tarde, a partir de um poço perfurado no bairro do Lobato, em Salvador, após grande insistência e perseverança do engenheiro geógrafo Manoel Ignácio Bastos (1891 -1940) e de seu sócio, o corretor Oscar Salvador Cordeiro (1890 -1970). Muito antes disto, o anúncio da descoberta de petróleo havia sido publicado numa quinta-feira, 2 de março de 1933, e nos dias seguintes, em diversos jornais do país, pelos mesmos personagens.


O engenheiro Otto Vicente Perrone morreu aos 92 anos, no Rio de Janeiro, em dezembro. Mineiro de Guarani, na Zona da Mata, ele ganhou projeção nacional por seu trabalho na indústria petroquímica. Formou-se em Química Industrial em 1951 e em Engenharia Química quatro anos depois, pela Universidade do Brasil, hoje UFRJ.


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Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.31): ENI/Galp cessa prospeção em Aljezur, Bolsonaro e o petróleo, pegada ecológica da alimentação, e eólicas offshore

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

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Consórcio ENI/Galp vai abandonar pesquisa de petróleo ao largo da costa algarvia. O furo estava suspenso pelo tribunal. Ministério do Ambiente diz que não haverá pagamento de indemnização. (...) O consórcio já tinha investido dezenas de milhões de euros neste projeto, em 2017 era apontado um valor de 72 milhões de euros, mas a fase mais cara — a perfuração em águas profundas — não chegou a ser executada. De acordo com estimativas avançadas ainda pelo ex-presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, a perfuração nestas condições custaria cerca de um milhão de euros por dia. 


A composição da nova equipe do governo de Jair Bolsonaro gera incertezas e explicita tensões entre a ala civil e a ala militar que dão suporte ao capitão da reserva eleito presidente. De um lado, o futuro ministro da economia, Paulo Guedes, apresenta o desejo de extinguir ou fundir o Ministério de Minas e Energia (MME) em uma nova pasta que trate de todas as políticas de infraestrutura e busca intensificar o modelo privatista de gestão da Petrobras; de outro lado, o vice-presidente, General Hamilton Mourão, busca lançar seus tentáculos sobre o setor que considera fundamental e advoga pela manutenção do MME e por uma condução dita mais estratégica para a Petrobras.


Saldo entre a pegada ecológica e a capacidade de regeneração dos recursos naturais coloca seis municípios portugueses sempre no papel de devedores. Concelhos do interior querem ser compensados pelo desempenho produtivo. (...) A pegada ecológica mede a área – em terras de cultivo, pastagens, florestas, áreas de pesca – que um cidadão precisa para produzir o que consome e absorver o lixo que produz. A biocapacidade mede aquela que está disponível para regenerar esses recursos.


Em terra, a energia eólica já tem preços competitivos. Mas no mar os custos são ainda elevados. Será possível ter eólica offshore sem subsídios? (...) O parque que a EDP irá construir ao largo de Viana do Castelo recorrerá a aerogeradores de 8 MW, evidenciando a procura de economias de escala. O projeto beneficiará de uma tarifa superior a €140 por megawatt hora (MWh), que é mais do dobro do atual preço grossista do Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel).

Sobre o programa "O Petróleo da Discórdia" (Prós e Contras, RTP), e alguns pontos e reflexões lançados no decorrer do debate



Teve lugar no passado dia 10 de Setembro de 2018 uma edição do programa de Prós e Contras subordinado ao tema da prospeção e exploração de Petróleo em Portugal, tema que está longe de ser consensual na sociedade portuguesa e sobre o qual o debate está longe de ser pragmático e racional. Sem prejuízo do visionamento integral do programa através do portal RTP Play, enunciam-se abaixo  alguns dos pontos e reflexões lançados no decorrer do programa, cruzados com a forma como foram por mim entendidos:

·   Embora o debate sobre a exploração do petróleo em Portugal se possa discutir no plano de uma estratégia nacional para a economia ou ambiente, o teor e termos do contrato de prospeção assinado entre o Estado português e consórcio ENI/GALP mereceu muita atenção neste debate, fazendo pender a atenção e argumentação do plano geral (estratégia, simbolismo do tema e interesse para o país) para o particular (o detalhe contratual) demasiadas vezes. Daqui se retira que o interesse público em discutir assuntos fraturantes é não raras vezes proporcional à ocorrência (ou suspeita) de um escândalo, acidente ou crime, sendo nesse momento privilegiadamente discutido na ótica desse risco imediato e não tanto na perspetiva global do que o suscitou ou daquilo que pretende simbolizar no cômputo geral.

·   Em termos macro, a desejada extensão da plataforma continental detida por Portugal acarreta inexoravelmente um aumento dos recursos naturais ao cuidado do país, os quais existem para ser preservados mas também para ser rentabilizados. Em todo o caso, quer para os preservar como para os rentabilizar é preciso saber que recursos são esses e em que quantidades existem, coisa que custa dinheiro, tempo e trabalho a quem o faz. Por este motivo, a prospeção de recursos fósseis é em si mesma uma atividade que, a ser feita por privados, tem expectativa de ser remunerada/ compensada.

·   A celebração de contratos de prospeção entre empresas e o Estado parte da expetativa que a iniciativa vai ser compensadora para ambos os lados. Ao que parece, o consócio ENI/GALP assinou um contrato com a expectativa de vir a explorar os recursos que a sua atividade de prospeção detete, advindo a compensação do esforço de prospeção (estão obrigado a comunicá-la integralmente ao Estado português) de ganhos de exploração futuros. Para o Estado, a expectativa de compensação surja na forma de mais informação sobre os seus recursos naturais, mas também na forma de partilha de lucros, cobrança de impostos, e intensificação da atividade económica em indústrias conexas com o tema (naval, petroquímica, metalúrgica, consultoria, etc)


·    Porém, cabe ao Estado português perceber também o que pode perder com a aceitação de um contrato de prospeção de recursos fósseis no seu território, sobretudo quando este tem expectativa de os explorar como contrapartida da  descoberta (ou de ser indemnizado caso o consórcio seja impedido de explorar). O principal risco que é apontado é o risco ambiental, o qual pode desaguar num definhamento da atividade turística nacional ou da indústria das pescas. Em caso de ocorrência de um desastre ambiental associado à exploração oceânica, os prejuízos para o Estado podem superar em larga medida os ganhos.

·     Por outro lado, a indústria e empresas do petróleo não granjeiam boa reputação na sociedade civil. Sabem-se necessárias e indispensáveis, mas também poluidoras e pouco éticas. Como foi realçado no programa, aquelas empresas que na designação clássica eram chamadas de petrolíferas, são cada vez mais empresas de energia, que pretendem é ser competitivas na produção e comercialização de recursos energéticos, seja fósseis ou não. De nada adianta, portanto, diabolizar a existência e atividade de empresas de energia, porque são necessárias e cumprem um papel central na manutenção do estilo de vida que todos conhecemos.

·    Isto não invalida que, sendo corporações poderosas (a GALP e a ENI não são exceção), estas entidades possam incorrer numa imoral promiscuidade político-empresarial capaz de deixar desconfortáveis os cidadãos quando, da distância aos centros de poder e decisão, detetam que existe uma permuta de pessoas entre cargos políticos e cargos empresariais, com elevado risco de conflito de interesses ou de falta de isenção na defesa dos interesse do Estado. Este é um problema que muito merece atenção por parte da sociedade, porque não é suposto ser assim.


·   Não obstante, é impossível  branquear que uma entidade privada com fins lucrativos que se proponha a fazer prospeção de recursos fósseis tenha de acautelar o risco de não os encontrar com a remuneração quando os encontra. De outro modo, com que lógica continuaria a existir no mercado da prospeção? O lucro para a entidade privada vai ter de existir. Cabe ao Estado negociar o contrato de forma a equilibrar a expectativa de lucro com os demais aspetos que precisam de ser tidos em conta.

·    Finalmente, mas longe de ser menos importante, Portugal é um dos signatários do acordo de Paris, e com ele comprometeu-se com a redução das emissões de CO. Reduzir as emissões de CO pode acontecer de várias formas, e uma delas, é deixar de consumir carvão e passar a consumir mais gás natural (recurso passível de ser encontrado na prospeção ENI/GALP). Claro que a redução de emissões de CO pode (e deve) ser conseguida à custa da transição para fontes de energia renováveis, as quais permitirão transitar para uma economia verde e circular, como mais saudável e sustentável. A pergunta a este nível é: quer Portugal passar a ser um país produtor de recursos fósseis numa era em que a sociedade e o planeta clamam por uma progressiva e estrutural desistência desses recursos?

Esta síntese não tem como objetivo tomar partido na questão. A engenharia química tanto trabalha em torno de recursos fósseis como opera na transição para uma economia e energia renováveis e verdes. Acima de tudo, a questão tem várias faces, e de pouco adianta simplificar para mais facilmente partidarizar e emotivamente empolar os assuntos. O ambiente existe e é hoje uma problemática mundial, mas também o é o futuro e saúde da economia portuguesa. A iniciativa privada capitalista é bem-vinda, e é imperativo que seja acompanhada de probidade e idoneidade por parte daqueles que, no Estado, têm a seu cargo acautelar os interesses do povo português. Ao cidadão comum, cabe sinalizar que caminhos pretende para o seu país na forma de escolha ou contestação dos seus líderes. A engenharia química, na parte que lhe compete, cá estará para dar seguimento ao que se venha a decidir que merece avançar.
Editor do BEQ.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.22): óleo e gás brasileiro, desreguladores endócrinos, biocompósitos agroflorestais, e indústria verde

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A indústria de óleo e gás tem o potencial de atrair cerca de R$ 2,5 trilhões em investimentos nos próximos dez anos. A informação é do diretor-geral da ANP, Décio Oddone, que participou do lançamento do Anuário da Indústria do Petróleo no RJ 2018. “Para que os investimentos cheguem neste valor, é preciso que exista competição. E para existir competição, tem que existir uma multiplicidade de atores”, afirmou.


A concentração de compostos químicos em materiais itens como garrafas plásticas, protetores solares e sabonetes preocupa pesquisadores da USP de Ribeirão Preto. As substâncias conhecidas como desreguladores endócrinos são capazes de alterar a produção de hormônios no organismo e, assim, provocar males como câncer, obesidade e até infertilidade.


Uma startup de Vila Real está a desenvolver biocompósitos naturais, como vasos e placas para isolamento térmico, com subprodutos da agricultura e resíduos agroflorestais, que podem ser uma alternativa ao plástico e outros materiais derivados de combustíveis fósseis.


Conselheiro de Obama mostra que se mais argumentos não houvesse, os de rentabilidade económica deveriam ser suficientes para convencer os empresários a investir na indústria verde. Alterações climáticas são a principal ameaça ao património da humanidade.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.20): estudos ambientais, eleições vs. petróleo, extinção da indústria automóvel, e retorno económico de mina de lítio

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Queda do número de avaliações de impacto ambiental pode ser lida como um indicador da actividade económica do país. APA aponta para uma reversão da tendência decrescente em breve. Relatório do Estado do Ambiente é apresentado nesta terça-feira, Dia Mundial do Ambiente.

As eleições em países latino-americanos se tornaram um foco de preocupação para petroleiras internacionais. Elas temem que a onda próinvestimento estrangeiro que justificou investimentos bilionários na região nos últimos anos esteja perto do fim. Três importantes destinos de investimentos do setor, Brasil, México e Colômbia, têm eleições presidenciais em 2018.

Esta hipótese, que anuncia um futuro difícil para os fabricantes de volume, é levantada pelo CEO da Aston Martin, Andy Palmer. Segundo este responsável, podemos estar perto de assistir à extinção da indústria automóvel atual.

A empresa britânica Savannah Resources espera recuperar o investimento de quase 100 milhões de euros numa mina de lítio em Portugal em menos de dois anos, de acordo com um estudo exploratório publicado hoje.

Sobre o crescimento do petróleo obtido a partir do xisto em 10 anos, e a afirmação dos EUA como maior produtor individual de petróleo em 2017



Os avanços tecnológicos que permitem aos produtores de petróleo extrair petróleo bruto das formações rochosas de xisto remodelaram a paisagem da produção de petróleo dos EUA nos últimos 10 anos. Desde 2008, a produção de óleo de xisto aumentou de cerca de 450.000 barris por dia (bpd) para mais de 5 milhões de bpd e em 2018 representará mais da metade da produção total de petróleo bruto dos EUA.

Esse aumento na produção é incomparável à escala global: em 2017, os EUA tornaram-se o maior país produtor de petróleo com uma média de 14,6 milhões de barris por dia de petróleo e biocombustíveis, um valor superior em cerca de 2 milhões de barris por dia ao da Arábia Saudita. 

Fonte: Federal Reserve Bank of St. Louis

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Esta transformação progressiva tem vindo a ser documentada e reportada no BEQ, sendo exemplo disso as seguintes publicações:

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.17): negócios BP/Prio e Eni/Galp em Portugal, negócio April/Lwarcel no Brasil, e a indústria do côco (luso-)brasileira

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De acordo com Pedro Oliveira, presidente da BP Portugal, assume interesse na rede de combustíveis da Prio, "Têm existido contactos para a BP comprar a Prio"


Depois de obtidas todas as autorizações, a Eni/Galp vai começar a preparar-se para realizar o furo de pesquisa de petróleo na bacia do Alentejo. O furo pode agora ter lugar entre 15 de Setembro e 15 de Janeiro e os trabalhos vão ter a duração de 46 dias. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) anunciou na quarta-feira que este furo dispensa uma avaliação de impacte ambiental por não representar impactos ambientais significativos. 


Hoje, os coqueirais empregam 700 mil pessoas e ocupam 230 mil hectares em praticamente todo o território nacional, com produção equivalente a dois bilhões de frutos. O coco tem muitas utilidades. Além da alimentação, a casca é usada na fabricação de cordas, tapetes, chapéus e encosto de veículos. O óleo é usado na indústria alimentícia como óleo de mesa e também na produção de margarina, glicerol, cosméticos, detergentes sintéticos, sabão, velas e fluidos para freio de avião.


O grupo asiático Asia Pacific Resources International Holdings (April) está em negociações avançadas para comprar a companhia paulista de celulose Lwarcel, do grupo Lwart. O ativo, avaliado em aproximadamente R$ 2 bilhões, é hoje um dos poucos disponíveis para processos de aquisição no Brasil, na esteira da megafusão entre Fibria e Suzano, anunciada em março, e da compra da Eldorado pela Paper Excellence, no ano passado.
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