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Sobre o Porto de Antuérpia (Bélgica), o maior cluster petroquímico da Europa, e a sua imponente rede de pipeline multiproduto




O Porto de Antuérpia está localizado no centro de Flandres, no coração da zona comercial mais poderosa da Europa. É a sede da principal plataforma marítima e logística integrada da Europa, que permite o trânsito suave, livre de erros e rápido de mercadorias para todos os principais mercados europeus. O porto de Antuérpia também é conhecido pelos seus procedimentos alfandegários rápidos, intuitivos e descomplicados.

A Flandres é um local popular para a sede e escritórios de empresas petroquímicas líderes mundiais. A região responde por 70% da indústria petroquímica da Bélgica, sendo que 13 das 20 maiores empresas petroquímicas estão presentes na Bélgica.

A Flandres abriga o maior cluster petroquímico da Europa, situado no porto de Antuérpia. De fácil acesso, não é apenas o maior do género na Europa; é também o segundo maior do mundo. Em grandes números, a área portuária contempla:
  • 500 empresas químicas em 2.500 ha de área industrial;
  • 5 refinarias de petróleo;
  • 5 steam crackers;
  • um portfólio de 300 produtos químicos diferentes.




Com mais de 40 km2 de indústrias químicas que abrigam 7 das 10 maiores empresas químicas do mundo, o Porto de Antuérpia é de longe o maior aglomerado químico da Europa. Também possui a maior capacidade de armazenamento da Europa para a indústria petroquímica, com cerca de 350.000 m3 de tanques de aço inoxidável e 8 terminais plásticos de múltiplos clientes com uma capacidade total de mais de 430.000 m³.

O Porto de Antuérpia possui um nível extremamente alto de integração e diversidade em toda a cadeia de valor - uma combinação única no mundo. De matérias-primas, commodities e produtos intermediários até produtos finais, o porto possui unidades em energia, integração de processos e logística, para uma relação custo-benefício líder mundial.

Além disso, os pipelines do porto formam um importante centro do norte da Europa para o trânsito de petróleo bruto, nafta, etileno, propeno, gás natural, etc.




Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.19): carros elétricos vs petróleo, CUF muda de nome, siderurgia à venda, e preços de gás e eletricidade

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


 * * *


O mercado automóvel da Noruega está a pender para o segmento dos veículos elétricos. O fenómeno é de tal forma popular que, em 2017, 50% dos carros novos adquiridos, eram alimentados por eletricidade. A taxa é a mais alta do mundo e o impacto já se sente na indústria dos combustíveis fósseis.

A CUF, área de negócio da indústria química do Grupo José de Mello, passa a apresentar-se como Bondalti.  A marca quer consolidar o estatuto de principal produtor europeu não integrado de anilina e nitrobenzeno.

A brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) quer vender os activos que tem em Portugal. Em causa está a Lusosider, uma fábrica em Paio Pires, no Seixal. A venda desta unidade poderá render à CSN entre 300 milhões e 500 milhões de dólares, de acordo com o Valor Econômico, que cita cálculos da XP Investimentos.

Portugal manteve, em 2017, os preços mais elevados da União Europeia no gás e o segundo lugar no preço da eletricidade, em termos de paridade do poder de compra, segundo o Eurostat.




Sobre a triplicação da capacidade de produção da Sasol nos EUA, através da nova unidade de cracking etano no estado da Louisiana (EUA)




A Sasol está a construir um complexo petroquímico de escala mundial no sudoeste do estado da Louisiana, local onde já detém atualmente unidades industrias. O projeto triplicará a capacidade de produção química da empresa nos EUA.

No centro do projeto está um cracker de etano que produzirá 1,5 milhão de toneladas de etileno anualmente, beneficiando de economias de escala significativas. O complexo inclui também seis outras fábricas de produção química. Aproximadamente 90 por cento da produção de etileno do cracker serão convertidos em uma variedade de produtos de especialidade e produtos químicos especiais de alta margem, tais como aqueles indicados no esquema abaixo.

A nova unidade industrial arrancará operações em 2018.

Cadeia de valor da Sasol.

* * * 

Sobre o furacão Harvey, o documentário "Before the flood", e a indústria e engenharia química em tempos de aquecimento global (Editorial - Setembro de 2017)

Passou há dias (Agosto de 2017) no principal canal da televisão pública portuguesa o excelente documentário "Before the flood" (dirigido por Fisher Stevens, escrito Mark Monroe, e narrado por Leonardo DiCaprio) o qual sinaliza de forma veemente os problemas decorrentes do aquecimento global, as aceleradas transformações naturais que se observam nos pólos e nas cidades costeiras, e revela ainda as perspetivas de agentes políticos, industriais e simples cidadãos de diferentes regiões do planeta.


A ser verdade que algumas grande empresas da indústria química norte-americana têm feitos tremendos lobbies e "comprado" agentes políticos  no sentido de se autopreservarem e manterem o status quo dos combustíveis fósseis (desacreditando o aquecimento global), bem como os seus ativos e planos estratégicos, enquanto engenheiros químicos devemos ser os primeiros a repudiar tais atos: no artigo 86º do código deontológico da Ordem dos Engenheiros, referente a  Deveres do engenheiro para com a comunidade, diz o ponto segundo: O engenheiro deve defender o ambiente e os recursos naturais. 

A este respeito, é de destacar o modo como a Shell, cuja atividade principal está historicamente ligada aos combustíveis fósseis, recentemente surpreendeu a sociedade civil ao colocar-se a favor de energia elétrica, e posicionar-se como fornecedor deste tipo de energia. Embora não abandone os combustíveis fósseis, é um claro sinal de que mais do que continuarem a ser empresas de petróleo e gás natural, são empresas de energia, e como tal capazes de se adaptar às exigências societais e ambientais. De resto, já havia sido notícia a aposta de algumas empresas da indústria química norte-americana, Dow Chemical e  Jonhson & Johnson em energias renováveis, independentemente da liderança política nos EUA.

Empresas como a Dow Chemical e  Jonhson & Johnson 
fizeram grandes apostas em energia renovável


Curiosamente, a exibição do referido documentário em canal aberto acabou por coincidir com a ocorrência do furacão Harvey nos EUA, o qual provocou extensas e penosas inundações na região da costa do golfo dos EUA/México. A nível industrial, tal contratempo meteorológico não só levou ao trágico colapso da fábrica da Arkema, localizada em Crosby (Texas) devido à paragem do sistema de refrigeração; como também estagnou parcialmente a capacidade de produção da indústria química dos EUA: a produção de etileno foi interrompida em 61%, a de polietileno em 51%, a de polipropileno em 65% e a de cloro em 33%. Tudo na janela temporal em que a tempestade e seus estragos ocuparam, seguindo-se o complexo rearranque das unidades que tiveram de ver a produção interrompida.

Fábrica da Arkema (Texas) após o furacão Harvey.  
(REUTERS/Adrees Latif/File Photo)


Para aqueles que conhecem o tema, os efeitos do aquecimento global compreendem a subida do nível dos oceanos, e também o aumento de frequência e intensidade de vários fenómenos meteorológicos, entre outros. Assim, não deixa de ser caricato pensar que uma postura de autopreservação que pareça satisfazer os interesses económicos e industriais daqueles que mais poluem possa, a curto prazo, fazer backfire e revelar-se altamente contraproducente. Por exemplo, é sabido que o desmantelamento de poços de petróleo representa um elevado custo que empresa alguma estará interessada em incorrer. Porém, ignorar os sinais dos tempos representa em si mesmo riscos e custos: 
  1. Quantos mais constrangimentos irá o aquecimento global provoca às próprias empresas de energia, que sabem estar particularmente expostos às zonas costeiras? 
  2. Haverá vantagem em atrasar ou contrariar a migração societal do motor de combustão interna  para o motor elétrico?
  3. Será mesmo possível ignorar que o aumento da população e a expectativas de estilo de de vida de todos os cidadão coloca pressão sobre o planeta, seja na indústria química ou noutra, e que portanto urge encontrar soluções melhoradas, mais do que preservar as existentes?

Estou em crer que a indústria e a engenharia química são parte da solução, e que só por distração é que se podem deixar ou fazer cair no papel de vilões da história. 

(fundador e editor do BEQ)

Sobre a entrada estratégica da Shell no negócio do fornecimento de energia elétrica




A gigante holandesa Shell, reconhecida pela sua histórica atividade petrolífera e petroquímica, anunciou uma estratégica aproximação ao mercado de fornecimento de eletricidade. Para aqueles que já estão no negócio da eletricidade, a nova estratégia da Shell representa uma ameaça a ter em conta. Por outro lado, para as demais empresas petrolíferas, a mudança levanta questões sobre se estão realmente a pensar o futuro de forma suficientemente estratégica. A este respeito são de salientar as palavras do CEO da Shell, Ben van Beurden, que terá dito que estava ansioso para o próximo carro dele ser elétrico.

Historicamente, as empresas de petróleo e gás tenderam a considerar o movimento para a eletricidade um horizonte distante, muito devido a ser um um setor com grande oferta e altamente politizado devido à sensibilidade ao aumento dos preços ao consumidor.




De acordo com Nick Butler (especialista nestes temas), podem há pelo menos três motivos para esta decisão da Shell:

  1. O mercado de gás natural é hoje um mercado com excesso de oferta, onde o preço deste bem caiu imenso no mercado internacional;
  2. A transição para um mundo com menor pegada de carbono está em curso, e a eletricidade estará no centro dessa mudança, nos transportes, indústria e serviços;
  3. O mercado da eletricidade não é homogéneo: os grandes consumidores industriais e comerciais estão abertos a contratos de longo prazo e a preços constantes e preacordados.
Com este movimento estratégico, a Shell posiciona-se a favor da corrente: evidencia que de que será viável mesmo que os preços do petróleo e do gás não aumentem, e ainda que não está a resistir à transição energética em curso.

No geral, esta decisão demonstra também que as empresas de petróleo e gás são capazes de se adaptar a um novo mundo à medida que a transição para uma economia de carbono mais baixa se desenvolve.

Fonte: Finantial Times

Sobre os múltiplos investimentos da Dow Chemical e outras empresas no Golfo do México, com vista ao cracking de etano


Nova unidade de cracking de etano
 da Dow Chemical, em Freeport

* * *

A Dow Chemical anunciou ter concluído a unidade de cracking de etano em Freeport, que considera ser a "jóia da coroa" de sua expansão de mais de 6 mil milhões de dólares ao longo da costa do Golfo do México.

A unidade de cracker produzirá anualmente 1,5 milhões de toneladas métricas de etileno, a partir de derivados líquidos de gás natural, e usados como o principal bloco de construção da maioria dos plásticos. A unidade  deverá entrar em operação apenas na 2ª metade do ano de 2017.
(...)

A região do Texas vive uma fase em que um leque de novas unidade de cracking se encontram em construção, a qual resulta da estratégia de aproveitar o abundantes e barato gás natural do Texas, desbloqueado pela revolução do xisto.

O anúncio da Dow quase coincidiu com o anúncio da francesa Total, que vai construir uma unidade de cracking de etano em Port Arthur, com capacidade anual de 1 milhão de toneladas, e ainda uma nova fábrica de plásticos ao leste de Houston, perto de La Porte.

Somam-se a estas a Occidental Petroleum, a Exxon Mobil e a Chevron Phillips Chemical, que estão todas elas a completar grandes projetos unidades de cracking e plásticos ao longo da costa do Golfo do Texas, 

Uma parte significativa dos produtos químicos e plásticos produzidos será para exportação para o mundo em desenvolvimento, com destaque para Ásia e sua crescente classe média.

Fonte; Fuel Fix

Sobre a logística diária do benzeno e da anilina entre Estarreja e o Porto de Aveiro (Portugal), pela mão da histórica CUF






Numa empresa química de dimensão internacional, como é o caso da CUF, a logística é uma peça central da sua atividade.

Para poder rececionar matérias primas indispensáveis e transacionar os seus produtos para todo o mundo, a CUF decidiu investir na aquisição de um parque de armazenagem no Porto de Aveiro – no centro de Portugal.

Este parque, inicialmente construído na década de 50, foi adquirido em 2010 e a empresa CUF responsável pela sua operação chama-se SGPAMAG.

Desde o primeiro momento, para garantir a segurança e a qualidade, a CUF realizou vários investimentos, nomeadamente na reabilitação dos tanques. Hoje em dia, esta operação apresenta as mais modernas condições – onde se destaca um eficiente sistema de combate a incêndios de última geração.

A ponte cais associada a este parque de armazenagem permite a atracagem de navios até 110 metros de comprimentos e sete metros de calado. É por esta infraestrutura que passam diariamente toneladas de produtos, que chegam ou saem do Pólo Químico de Estarreja da CUF.

O benzeno, uma matéria-prima essencial para a CUF, é recebido por navio e colocado num dos três tanques de três mil toneladas cada um. Depois, segundo as necessidades, segue para Estarreja por via rodoviária.

Já a anilina, o nitrobenzeno e a soda cáustica fazem o percurso contrário. Produzidas nas fábricas da CUF, estes produtos químicos chegam à SGPAMAG em camiões cisternas e são colocados no parque de armazenagem, no interior de tanques próprios e dedicados, que podem ir dos 1750 às 2750 toneladas.

Aqui, nesta instalação da CUF, descarregam navios que chegam de diversas partes do mundo: médio oriente, norte de áfrica ou norte da europa. E daqui partem para o norte da europa – já carregados com químicos que são indispensáveis para manterem a nossa qualidade de vida.

Fonte: CUF


Sobre as novidades no portfolio da Braskem, a apresentar no evento Abrafati 2015



A Braskem, maior petroquímica das Américas e líder mundial na produção de biopolímeros, participa da Abrafati 2015, feira que reúne empresas e profissionais do setor de tintas, que acontece no Transamérica Expo Center, em São Paulo, de 13 a 15 de outubro. Com foco em inovação e eficiência, a petroquímica exibirá um portfólio diversificado de solventes e soluções em polipropileno para embalagens plásticas de tintas imobiliárias.

Entre as novidades levadas à feira está o lançamento de solventes hidrogenados, como a Isoparafina, linha especial de alto desempenho que garante a obtenção de solventes inodoros e incolores, conferindo características únicas frente aos demais solventes do mercado. Outra novidade é o solvente Aromático de 9 Carbonos, o Braskem HS-100, que tem grande potencial para aplicações na indústria de tintas, já que seu poder de solvência é mais alto com taxa de evaporação mais lenta.


Com um portfólio diversificado, com mais de 20 solventes diferentes, a Braskem atende cerca de 3 mil clientes diretamente e por meio de seus distribuidores.

(...)
Durante a feira, os visitantes poderão conhecer o novo catálogo de produtos e explorar o portfólio de mais de 20 solventes de diferentes aplicações e famílias (Aromáticos, Alifáticos e Hidrogenados). Entre os produtos está o AB10+, que auxilia na formação de um filme com bom nivelamento, aparência e brilho e livre de defeitos, tais como fervura e encapsulamento de bolhas de ar.

(...)
Na Abrafati, a Braskem também apresentará estudo inédito sobre Avaliação de Ciclo de Vida das embalagens para tintas imobiliárias de 3,6 e 18 litros. O estudo foi realizado pela consultoria ACV Brasil e submetido a um processo de revisão técnica pela KPMG.


Fonte: Braskem

Sobre o Petróleo: considerações gerais e resumo do seu processo de extração





De um ponto de vista químico, o petróleo puro é uma mistura complexa de hidrocarbonetos (moléculas formadas apenas por átomos de carbono e hidrogénio), normalmente com quantidades reduzidas de compostos de azoto, oxigénio e enxofre, e de compostos metálicos.

Em termos reais: Petróleo = mistura de hidrocarbonetos + impurezas

Relativamente às propriedades fisico-químicas, o petróleo define-se como uma substância oleosa, inflamável, mais leve que a água, de cor entre o negro e o castanho claro.

O uso do petróleo pelo homem está dividido em duas fases fundamentais:

a) antes de 1879: o petróleo servia para se obter querosene (por destilação atmosférica), o qual era utilizado na iluminação porque ao queimar a sua chama é clara e produz-se pouco fumo

b) depois de 1879: o aparecimento do motor de combustão interna conduziu a um melhor aproveitamento do petróleo e à sua utilização como combustível.

Actualmente o petróleo é uma fonte de matéria-prima crucial para o funcionamento da indústria moderna, já que os seus subprodutos são utilizados nos processos de produção de fibras sintéticas para roupas, plásticos, tintas, fertilizantes, insecticidas, sabões ou borracha sintética, entre uma miríade de outras aplicações.

* * *

  • Resumo do seu processo de extração:


Sugestão: ative a tradução automática para língua portuguesa no canto inferior direito do vídeo.
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