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Sobre Helena Pereira, engª química com investigação em produtos florestais e biorefinaria, a liderar a Fundação para a Ciência e Tecnologia (Portugal)


Professora catedrática do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa desde 1993, Helena Pereira era vice-presidente da FCT desde 2017. Entre os vários cargos de gestão e coordenação académica e científica desempenhados por Helena Pereira estão o de vice-reitora (de 2007 a 2011) e reitora (em 2011) da Universidade Técnica de Lisboa.

Foi ainda pró-reitora da Universidade do Algarve de 1989 a 1992, coordenadora do Departamento de Ciências do Instituto de Investigação Científica e Tropical ou ainda presidente do Conselho Cientifico e coordenadora do Centro de Estudos Florestais do Instituto Superior de Agronomia.

Licenciada em engenharia química-industrial pelo Instituto Superior Técnico e doutorada pela Universidade de Hamburgo, Helena Pereira faz investigação na área da biomassa, produtos florestais e bio-refinarias. Mais concretamente, fez estudos sobre a cortiça e do sobreiro.

“Os desafios são muito grandes dado o papel determinante que a FCT tem no nosso sistema científico nacional”, diz ao PÚBLICO Helena Pereira. “Com esta nova direcção vamos continuar a consolidar o sistema já montado, melhorando e aumentando a participação portuguesa a nível internacional, principalmente na Europa em que há desafios como o [quadro comunitário] Horizonte Europa.”
Além disso, a nova presidente da FCT refere que terá muitos desafios internos como o emprego científico ou a colaboração entre o sistema académico, científico e empresarial. “Um dos desígnios importantes que a FCT vai ter é algo que a comunidade científica muito quer – e que eu também sinto porque durante toda a minha vida fiz parte dela: estabilidade e previsibilidade no financiamento da ciência em Portugal”, considera Helena Pereira, acrescentando que “este esforço já começou” no mandato anterior.

Fonte: Público

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.8): lítio português, químicos e saúde na Europa, carros elétricos na Noruega, Brasil quer desburocratizar químicos




A quarta maior produtora de ferro do mundo, a Fortescue, fez pedidos de prospecção para 22 áreas no norte e no sul, cobrindo toda a zona à volta das áreas identificadas com potencial para a exploração de lítio.


Sistema de registo e avaliação existe há 12 anos, mas ainda há até produtos cancerígenos sem qualquer restrição a serem usados na produção de bens de uso comum.


Vendas do primeiro trimestre de 2019 mostram que três em cada cinco carros novos são 100% eléctricos e um em cada cinco são híbridos.


A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) anunciou nesta terça-feira o lançamento da campanha "Desburocratize a Química", programado para o dia 3 de abril, com o objetivo de reduzir as dificuldades burocráticas enfrentadas pelo setor no país.

Sobre a interligação dos recursos naturais da Venezuela com o financiamento da sua economia e complexa situação política do país




A Venezuela é um Membro Fundador da OPEP, Organização dos Países Exportadores de Petróleo. As receitas petrolíferas da Venezuela representam cerca de 98% das receitas de exportação. Além do petróleo, os recursos naturais do país incluem gás natural, minério de ferro, ouro, bauxita, diamantes e outros minerais.

A Venezuela é produtora de petróleo desde 1914, quando o primeiro poço de petróleo comercial, Zumaque I, foi perfurado no campo de Mene Grande, na costa leste do Lago Maracaibo.



Fonte: OPEP


Os recursos naturais como garantias de endividamento da economia venezuelana 

CHINA-VENEZUELA: Para Pequim, os abundantes recursos naturais e o fornecimento de energia da Venezuela poderiam ajudar a China a ter acesso de longo prazo a esses ativos nacionais vitais.

Em 2014, o principal banco de política da China, o China Development Bank (CDB), forneceu ao governo venezuelano mais de US $ 30 mil milhões em novos empréstimos garantidos por petróleo. Eles apoiaram principalmente investimentos nos setores de energia e mineração, incluindo unidades de energia, refinarias de petróleo e oleodutos. 

(...) Pequim usou acordos de empréstimos-por-petróleo, apostando que a capacidade de produção da estatal petrolífera da Venezuela (PDVSA) era uma garantia suficiente para o pagamento da dívida.

Este foi um erro de cálculo. A China sobrestimou a capacidade da Venezuela de sustentar a produção de petróleo e, consequentemente, a atividade económica, mas também sua capacidade de gerir com sucesso vários projetos comerciais espalhados por amplos setores da economia. A China pagou, assim, um alto custo quando a Venezuela se atrasou na sua garantia de petróleo e não conseguiu financiar projetos de transporte em 2014 devido ao agravamento da crise económica do país e do colapso histórico do setor de petróleo.

(...) No seu auge, entre 2010 e 2013, a Venezuela representou, em média, 64% das novas linhas de crédito aprovadas da China para a América Latina. Mas, de 2014 a 2017, a Venezuela representou 18% do total de novas linhas de crédito da China para a região.


RÚSSIA-VENEZUELA: (...) As empresas estatais da Rússia surgiram como principais investidores num momento em que o governo de Maduro achava cada vez mais difícil conseguir novos créditos de qualquer lugar, incluindo a China. A Rosneft e a Gazprom, gigantes da energia russa, forneceram financiamento de curto prazo para a empresa petrolífera estatal da Venezuela (PDVSA).

Em troca, a PDVSA forneceu 49,9% de seu total de ações de sua subsidiária nos EUA, Citgo, como garantia à Rosneft para garantir pagamentos futuros. Além disso, a Rosneft aumentou sua participação numa joint-venture de petróleo do Orinoco e também recebeu acesso às maiores reservas de gás da Venezuela.



Joint-ventures na faixa petrolífera do Orinoco. Fonte



A interligação da economia venezuelana com a política nacional e internacional

CHINA-VENEZUELA: A estratégia da China gira em torno de um compromisso pragmático com a “não-intervenção”, protegendo seus compromissos financeiros consideráveis ​​protegendo-se política e comercialmente.

RÚSSIA-VENEZUELA: Na sequência da ascensão política de Guaidó, a Rússia redigiu uma resolução da ONU expressando “suas preocupações com as ameaças ao uso da força” contra a Venezuela. A Rússia disparou um tiro retórico na política externa dos EUA, advertindo que “a interferência cínica e evidente nos assuntos internos de um Estado soberano” deve parar.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.5): neve negra, Argentina e Vale travam Brasil, novo coordenador de Engª Química, e fábrica da Ferrero pára produção


A cidade russa de Kemerovo, na Sibéria, está a ser afetada por um fenómeno raro: em vez de branca, a neve que cobre as ruas, as habitações e as árvores é negra. Esta é uma consequência da forte poluição registada nesse centro industrial e noutras cidades da zona.

A indústria brasileira fechou 2018 com resultado decepcionante, um crescimento de apenas 1,1%. E, segundo analistas, 2019 não deve ser tão diferente. A recessão argentina e a redução na produção da Vale em decorrência do rompimento da barragem em Brumadinho já fazem economistas reverem, para baixo, as projeções de crescimento do setor para este ano.



O Eng. de Plástico Luís Sidnei Barbosa Machado, coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Química do CREA-RS, foi eleito coordenador nacional das Câmaras Especializadas de Engenharia Química., durante o Encontro de Líderes que ocorreu em Brasília. Afirma que buscará o fortalecimento das Câmaras de Engenharia Química no Brasil.


O grupo italiano Ferrero interrompeu temporariamente as atividades na maior fábrica de produção de Nutella do mundo, devido a um problema de qualidade que surgiu esta semana. Localizada na região francesa da Normandia, a fábrica produz um terço de todos os potes de Nutella vendidos globalmente, segundo o site da empresa.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.3): fim polémico dos carros a diesel, novo gasóleo 'limpo', Galp reforça no Brasil, e mais cosmética brasileira na Europa




Os carros a gasóleo representaram, em 2018, 55% das vendas de ligeiros em Portugal. Mas, Matos Fernandes avisa que dentro de quatro anos o seu valor comercial é zero.


O novo 'gasóleo limpo' ainda está na fase de testes, nas estradas germânicas, mas a multinacional Bosch quer demonstrar que pode vir a ser utilizado em larga escala. O combustível chama-se C.A.R.E. diesel e, por enquanto, ainda é ligeiramente mais caro que o gasóleo convencional.

A unidade foi concebida especialmente para operar em projetos do pré-sal da bacia de Santos, com capacidade para processar diariamente 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural. ”Está previsto que a FPSO seja interligada a um total de nove poços produtores e seis injetores”, assegura a petrolífera.

A Beauty Fair, marca referência para o setor de beleza não só para o Brasil, mas para toda a América do Sul, expande sua influência para outros mercados por meio da parceria com a Cosmoprof e passa a contribuir de forma mais abrangente para o desenvolvimento do mercado brasileiro de beleza.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.2): exportação de componentes autómoveis, inovação lusa sem escala, 80 anos de petróleo no Brasil, morte de Otto Perrone



A indústria de componentes para automóveis reúne-se nesta quarta-feira em Ílhavo, com uma folha de serviço recheada de méritos e uma grande pergunta: como é que um sector que registou um novo recorde de exportações em 2018 (cerca de 9400 milhões de euros em vendas ao exterior, uma melhoria na ordem dos 6% face a 2017), e que nesta década viu o volume de negócios aumentar mais de 60%, pode continuar a crescer de forma sustentada?


"Temos tradicionalmente essa dificuldade de valorizar o conhecimento, do ponto de vista económico", notou o secretário de Estado da Economia, que falava à agência Lusa no final de uma visita ao Departamento de Engenharia Química da Universidade de Coimbra, depois de também ter estado no Biocant Park, em Cantanhede, e no Instituto Pedro Nunes.


De fato, o petróleo jorrou no sábado, 21 de janeiro de 1939, no início da tarde, a partir de um poço perfurado no bairro do Lobato, em Salvador, após grande insistência e perseverança do engenheiro geógrafo Manoel Ignácio Bastos (1891 -1940) e de seu sócio, o corretor Oscar Salvador Cordeiro (1890 -1970). Muito antes disto, o anúncio da descoberta de petróleo havia sido publicado numa quinta-feira, 2 de março de 1933, e nos dias seguintes, em diversos jornais do país, pelos mesmos personagens.


O engenheiro Otto Vicente Perrone morreu aos 92 anos, no Rio de Janeiro, em dezembro. Mineiro de Guarani, na Zona da Mata, ele ganhou projeção nacional por seu trabalho na indústria petroquímica. Formou-se em Química Industrial em 1951 e em Engenharia Química quatro anos depois, pela Universidade do Brasil, hoje UFRJ.


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Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

Sobre 2019 como o "Ano para a Eficiência Material – Economia Circular” segundo a Ordem dos Engenheiros, e publicações BEQ recomendadas nesse sentido




O Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Engenheiros deliberou decretar o ano de 2019 como o "Ano OE para a Eficiência Material – Economia Circular”, iniciativa focada na economia circular e nas eficiências material, energética e hídrica, bem como no combate ao desperdício.

Tendo em conta a destruição de ecossistemas e a escassez de recursos naturais, que têm vindo a assumir um peso cada vez maior na Sociedade moderna, criando necessidades de alterações de paradigmas, que visem maior sustentabilidade a nível económico, natural e social, e de forma a assegurar um futuro sustentável para as gerações vindouras, foi criado um novo modelo de desenvolvimento, em formato circular, que afasta o conceito linear (produção, consumo, supressão) e se materializa num novo modelo baseado na otimização dos ciclos de vida, em circuito fechado, que reaproveita matérias. Este novo paradigma evita desperdícios de capital natural e humano, acrescenta valor, fomenta a partilha e torna o Planeta mais sustentável e eficiente, tornando o papel da Engenharia decisivo na procura e definição de soluções tecnicamente viáveis. 

A abordagem integrada que será feita a este tema resulta da convicção de que este novo modelo decorrerá necessariamente de soluções desenvolvidas pela Engenharia, a todos os níveis, que façam face às atuais tendências de aumento populacional, ao crescimento da procura e consequente pressão sobre os recursos naturais, que concorram para a melhoria das condições de vida, bem como a regeneração do capital natural.

Tendo isso presente, o Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Engenheiros decidiu colocar um foco superior, durante 2019, nesta temática, elegendo-o como o "Ano OE para a Eficiência Material – Economia Circular”. Esta iniciativa será sustentada por um conjunto de atividades a desenvolver durante o ano, baseadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), decretados em 2015 pelas Nações Unidas, e em vigor até 2030.


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Algumas publicações BEQ relevantes no contexto de Eficiência Material – Economia Circular:

Sobre o documentário GasLand, e os fins não justificarem os meios (políticos e industriais) em matéria de exploração de gás natural nos EUA




Um dos fenómenos estruturais que emergiu na última década é o da indústria do gás (natural) de xisto nos EUA, que revolucionou o mercado mundial de gás natural a favor dos norte-americanos. O que foi menos abordado no BEQ e que igualmente merece debate e atenção é a controversa disseminação da tecnologia de fratura hidráulica (hydraulic fracking) pelo território norte-americano, a qual está longe de ser um método limpo, saudável e sustentável para se atingir o fim a que se propõe. É com este enquadramento que o documentário GasLand - dirigido, escrito por  Josh Fox e estreado em 2010 - ganhou pertinência, a ponto de justificar nomeação para um óscar na categoria de melhor documentário. Este pode ser visto na íntegra (mas sem legendas) aqui.

Ao invés de seguir um tónico ativista pró-natureza que muitas vezes cria mais divisões do que consensos, Fox narra em primeira pessoa e na qualidade de cidadão o conflito e dano causado pelo aparecimento de uma oportunidade industrial e económica que colide não só com a legislação que regula a qualidade de água nos EUA (Clean Water Act) como também a qualidade do ar (Clean Air Act). Na prática, esta oportunidade tem efeitos nocivos e diretos para as populações situadas na vizinhança da crescente exploração de poços de gás natural pela tecnologia de hydraulic fracking, em grande medida pela problemática ligação que este produto pode ter, no subsolo, com os recursos hídricos existentes, muitos dos quais usados com fonte de água potável. A este respeito, a figura abaixo ilustra como as vastas regiões dos EUA ricas em gás natural (manchas a vermelho) concindem com a hidrografia do país.


Após rejeitar cem mil dólares por parte de uma empresa interessada na exploração do subsolo da propriedade que fora de seus pais, John Fox inicia uma investigação em torno do porquê desta inesperada oferta, e dos prós e contras de a rejeitar no contexto individual e societal.

O gás natural é muitas vezes rotulado como combustível de transição para uma economia mais verde, porque a nível de emissões consegue ser melhor que o carvão, por exemplo. Porém, a estratégia norte-americana que conduziu à exploração massiva deste recurso encontrou no político americano Dick Cheney o grande viabilizador, porque este promoveu uma legislação que isenta a indústria de petróleo e gás de de cumprir as leis referentes à qualidade de água e do ar. Sem isto, a exploração do gás xisto não poderia avançar, porque rapidamente colidiria com leis que salvaguardam a necessidade superior de que a água e o ar sejam saudáveis para as populações humanas, vegetais e animais. Um detalhe também é que as emissões acidentais ou subreptícias das explorações de gás de xisto direto para a atmosfera não são quantificada e contabilizadas nas emissões totais deste país.

Foi então com este ponto de partida político - auxiliado pela perspectiva de mais emprego e criação de riqueza - que empresas como a EnCana, Williams, Cabot Oil and Gas, ou Chesapeake iniciaram a explorações em 34 estados norte-americanos, totalizando mais de 450 mil poços. Em termos de intensidade de consumo de recursos, a exploração de gás natural por via da fratura hidráulica faz com que as referidas centenas de milhar de poços representem um consumo direto de água na ordem de 1.4 × 109metros cúbicos ao longo do período de vida útil dos mesmos. Acresce que a esta água são adicionados 596 aditivos químicos (segundo Fox) alguns dos quais nem sequer identificáveis e controlados por constituírem segredos industriais.


Devido à possibilidade (e probabilidade) técnica do gás natural contactar com as fontes de água potável sempre que no subsolo se rebenta com as formações rochosas e abre fendas, as evidências desta interferência começaram a surgir nos EUA em várias residências domésticas próximas de explorações, na forma de uma degradação da qualidade da água por via do aparecimento de cor escura, sabor metálico, e relatos/demonstrações de água que se incendia (ver imagem acima). Finalmente, estas evidências são comprovadas pelas análises a amostras de agua, onde se deteta a presença anómala de compostos benzénicos, metais pesados, e outros aditivos como glicóis ou tensoativos.

Um dos lados mais perversos do documentário é a demonstração de que as autoridades políticas e ambientais estatais e centrais norte-americanas fazem/fizeram vista grossa às evidências preocupantes, encorajando os cidadãos a recorrerem a um advogado para contestar a título independente a clara degradação da qualidade de vida, e o aumento de riscos de saúde. É a falência do Estado e um evidência do fronteira ténue entre lobby e corrupção ao nível das lideranças políticas.

Sem querer de forma alguma substituir o visionamento do documentário, é importante que a engenharia química não se deixe sequestrar do lado errado da história, que é sempre o lado em que humanos e natureza saem tremendamente prejudicados a troco de criação de riqueza e vantagem económica. A este respeito, importa reavivar a publicação "Sobre o dever ético do eng. químico de fazer "soar os alarmes" sempre que detete circunstâncias que comprometam o interesse público", na qual se mostra que não faz parte do código profissional do engenheiro ignorar e negligenciar aspetos de segurança e saúde sempre que estes se representem riscos graves para o interesse público. Também por isso este documentário merece atenção e destaque neste blogue.

Sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, e a interseção da engª química com os seus objetivos



"Esta Agenda é um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade. Ela também busca fortalecer a paz universal com mais liberdade. Reconhecemos que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.



Todos os países e todas as partes interessadas, atuando em parceria colaborativa, implementarão este plano." Assim começa, no site da ONU, o preâmbulo da Agenda 2030.


O seu conteúdo tem por missão "a mobilizar os meios necessários para implementar esta Agenda por meio de uma Parceria Global para o Desenvolvimento Sustentável revitalizada, com base num espírito de solidariedade global reforçada, concentrada em especial nas necessidades dos mais pobres e mais vulneráveis e com a participação de todos os países, todas as partes interessadas e todas as pessoas.", e para o efeito foram elencados 17 objetivos de desenvolvimento sustentável:



Sem qualquer presunção de excluir o contributo indireto da engenharia química para a resolução de problemas societais de escala global, alguns dos objetivos para o desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 estão particular e diretamente relacionados com esta área profissional e científica.

Quais dos objetivos mais se relacionam com a atividade do engº químico?



2.4 Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo.


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3.9 Até 2030, reduzir substancialmente o número de mortes e doenças por produtos químicos perigosos, contaminação e poluição do ar e água do solo.


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6.3 Até 2030, melhorar a qualidade da água, reduzindo a poluição, eliminando despejo e minimizando a liberação de produtos químicos e materiais perigosos, reduzindo à metade a proporção de águas residuais não tratadas e aumentando substancialmente a reciclagem e reutilização segura globalmente.

6.4 Até 2030, aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos os setores e assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce para enfrentar a escassez de água, e reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a escassez de água.

6.a Até 2030, ampliar a cooperação internacional e o apoio à capacitação para os países em desenvolvimento em atividades e programas relacionados à água e saneamento, incluindo a coleta de água, a dessalinização, a eficiência no uso da água, o tratamento de efluentes, a reciclagem e as tecnologias de reuso.


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7.1 Até 2030, assegurar o acesso universal, confiável, moderno e a preços acessíveis a serviços de energia.

7.2 Até 2030, aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global.

7.3 Até 2030, dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética.

7.a Até 2030, reforçar a cooperação internacional para facilitar o acesso a pesquisa e tecnologias de energia limpa, incluindo energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas, e promover o investimento em infraestrutura de energia e em tecnologias de energia limpa.

7.b Até 2030, expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para o fornecimento de serviços de energia modernos e sustentáveis para todos nos países em desenvolvimento, particularmente nos países menos desenvolvidos, nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento e nos países em desenvolvimento sem litoral, de acordo com seus respectivos programas de apoio.


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9.2 Promover a industrialização inclusiva e sustentável e, até 2030, aumentar significativamente a participação da indústria no setor de emprego e no PIB, de acordo com as circunstâncias nacionais, e dobrar sua participação nos países menos desenvolvidos.


9.4 Até 2030, modernizar a infraestrutura e reabilitar as indústrias para torná-las sustentáveis, com eficiência aumentada no uso de recursos e maior adoção de tecnologias e processos industriais limpos e ambientalmente corretos; com todos os países atuando de acordo com suas respectivas capacidades.



9.5 Fortalecer a pesquisa científica, melhorar as capacidades tecnológicas de setores industriais em todos os países, particularmente os países em desenvolvimento, inclusive, até 2030, incentivando a inovação e aumentando substancialmente o número de trabalhadores de pesquisa e desenvolvimento por milhão de pessoas e os gastos público e privado em pesquisa e desenvolvimento.

9.a Facilitar o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e resiliente em países em desenvolvimento, por meio de maior apoio financeiro, tecnológico e técnico aos países africanos, aos países menos desenvolvidos, aos países em desenvolvimento sem litoral e aos pequenos Estados insulares em desenvolvimento.

9.b Apoiar o desenvolvimento tecnológico, a pesquisa e a inovação nacionais nos países em desenvolvimento, inclusive garantindo um ambiente político propício para, entre outras coisas, a diversificação industrial e a agregação de valor às commodities.



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11.6 Até 2030, reduzir o impacto ambiental negativo per capita das cidades, inclusive prestando especial atenção à qualidade do ar, gestão de resíduos municipais e outros.



11.c Apoiar os países menos desenvolvidos, inclusive por meio de assistência técnica e financeira, para construções sustentáveis e resilientes, utilizando materiais locais.



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12.2 Até 2030, alcançar a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais.

12.3 Até 2030, reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial, nos níveis de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita.

12.4 Até 2020, alcançar o manejo ambientalmente saudável dos produtos químicos e todos os resíduos, ao longo de todo o ciclo de vida destes, de acordo com os marcos internacionais acordados, e reduzir significativamente a liberação destes para o ar, água e solo, para minimizar seus impactos negativos sobre a saúde humana e o meio ambiente.

12.5 Até 2030, reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso.

12.6 Incentivar as empresas, especialmente as empresas grandes e transnacionais, a adotar práticas sustentáveis e a integrar informações de sustentabilidade em seu ciclo de relatórios.

12.7 Promover práticas de compras públicas sustentáveis, de acordo com as políticas e prioridades nacionais.

12.a Apoiar países em desenvolvimento a fortalecer suas capacidades científicas e tecnológicas para mudar para padrões mais sustentáveis de produção e consumo.


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14.1 Até 2025, prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha de todos os tipos, especialmente a advinda de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes.


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17.7 Promover o desenvolvimento, a transferência, a disseminação e a difusão de tecnologias ambientalmente corretas para os países em desenvolvimento, em condições favoráveis, inclusive em condições concessionais e preferenciais, conforme mutuamente acordado.

Sobre o livro 'Quente, Plano e Cheio' (Thomas L. Friedman ) e 14 ideias-chave relacionadas com ambiente, política, história e ciência




  • SINOPSE:
Depois do bestseller o "Mundo é Plano" neste seu novo livro, Thomas L. Friedman apresenta um olhar provocatório em relação a um dos maiores desafios que enfrentamos no mundo de hoje: a crise global do ambiente que está a afetar as nossas vidas, desde a alimentação até às florestas. Ao longo de 17 capítulos, este autor três vezes vencedor do Prémio Pulitzer, defende entre outros assuntos, que a revolução verde necessária não é comparável com nenhuma outra revolução a que o mundo já assistiu.

  • TEMAS: Ambiente, Política, Ciência e História
  • IDEIAS-CHAVE ENCONTRADAS NO LIVRO:
- A globalização, a superpopulação e o aquecimento global são vértices do mesmo problema;

- Os problemas-chave de depender do combustíveis fósseis: petroditaduras, alterações climáticas, pobreza energética, perda de biodiversidade;

- A dificuldade crónica da política dos EUA em liderar a revolução verde;

- O problemático estilo de vida norte-americano altamente intensivo de consumo de energia;

 - Vantagens e desvantagens da China e os EUA no contexto ambiental: a expedita capacidade de tomada decisão política chinesa vs. o eficaz mecanismo norte-americana de fazer cumprir leis instituídas.

- O surgimento da Era do Clima e da Energia no contexto político, económico, e social mundial;

- O 1º Princípio de Holdren nas alterações climáticas: quanto mais se conhece sobre um problema, maior o pessimismo face ao mesmo.

- A biodiversidade como fonte de inspiração, inovação e segurança para as atividades humanas.

- A pobreza energética: a disputa por água, a corrupção em projetos de energia em África;

- A corrida pela geração de eletrões limpos e a necessidade umbilical de investigação e inovação;

- As 15 medidas mundiais que podem parar o aquecimento global, e a necessidade de adotar pelo menos 8 delas para que se consiga melhorar a situação atual.

- Internet da Energia: a revolução necessária no atual modelo de negócio da eletricidade no sentido de eletrões limpos, fidedignos e baratos.

- Outgreening: estratégia (económica, industrial, política, etc) que tira partido consciencialização e ativismo ambiental.

- A visão sobre a regulamentação ambiental como estímulo à inovação e diferenciação, ao invés de barreira e fator de perda de competitividade.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.31): ENI/Galp cessa prospeção em Aljezur, Bolsonaro e o petróleo, pegada ecológica da alimentação, e eólicas offshore

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

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Consórcio ENI/Galp vai abandonar pesquisa de petróleo ao largo da costa algarvia. O furo estava suspenso pelo tribunal. Ministério do Ambiente diz que não haverá pagamento de indemnização. (...) O consórcio já tinha investido dezenas de milhões de euros neste projeto, em 2017 era apontado um valor de 72 milhões de euros, mas a fase mais cara — a perfuração em águas profundas — não chegou a ser executada. De acordo com estimativas avançadas ainda pelo ex-presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, a perfuração nestas condições custaria cerca de um milhão de euros por dia. 


A composição da nova equipe do governo de Jair Bolsonaro gera incertezas e explicita tensões entre a ala civil e a ala militar que dão suporte ao capitão da reserva eleito presidente. De um lado, o futuro ministro da economia, Paulo Guedes, apresenta o desejo de extinguir ou fundir o Ministério de Minas e Energia (MME) em uma nova pasta que trate de todas as políticas de infraestrutura e busca intensificar o modelo privatista de gestão da Petrobras; de outro lado, o vice-presidente, General Hamilton Mourão, busca lançar seus tentáculos sobre o setor que considera fundamental e advoga pela manutenção do MME e por uma condução dita mais estratégica para a Petrobras.


Saldo entre a pegada ecológica e a capacidade de regeneração dos recursos naturais coloca seis municípios portugueses sempre no papel de devedores. Concelhos do interior querem ser compensados pelo desempenho produtivo. (...) A pegada ecológica mede a área – em terras de cultivo, pastagens, florestas, áreas de pesca – que um cidadão precisa para produzir o que consome e absorver o lixo que produz. A biocapacidade mede aquela que está disponível para regenerar esses recursos.


Em terra, a energia eólica já tem preços competitivos. Mas no mar os custos são ainda elevados. Será possível ter eólica offshore sem subsídios? (...) O parque que a EDP irá construir ao largo de Viana do Castelo recorrerá a aerogeradores de 8 MW, evidenciando a procura de economias de escala. O projeto beneficiará de uma tarifa superior a €140 por megawatt hora (MWh), que é mais do dobro do atual preço grossista do Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel).

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.30): Portugal proíbe plásticos, investimentos em Beja, Cimpor vendida a turcos, Colquímica exporta colas para 60 países

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Copos para café ou água, pratos e taças, talheres, palhinhas e palhetas. O plástico descartável é proibido a partir de sábado na administração pública, depois de ter sido publicado esta sexta-feira em Diário da República a resolução que o determina.


A empresa “assegura, em primeiro lugar e, para já, unicamente”, a instalação de uma primeira fábrica para produção de massas frescas, num investimento de quatro milhões de euros e que poderá criar, no mínimo, 22 postos de trabalho. A concretizar-se, a segunda fábrica será de torrefação e moagem de café. As terceira e quarta fábricas, que “estão intrinsecamente ligadas”, ou seja, “dificilmente teremos” uma sem a outra, servirão para produzir malte e cerveja.


Negócio da cimenteira em Portugal e em Cabo Verde muda de mãos após acordo com a Intercement (Brasil). Três fábricas, duas moagens de cimento, 20 pedreiras e 46 centrais de betão da Cimpor em Portugal e em Cabo Verde vão passar para o grupo turco Oyak Cement.


A Colquímica Adhesives, empresa sediada em Susão, desenvolve há mais de 60 anos colas para utilização industrial, exporta produtos para 60 mercados internacionais e fatura cerca de 100 milhões de euros por ano. Laboratórios topo de gama e produção contínua tornam esta marca numa referência Mundial.

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