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Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.8): lítio português, químicos e saúde na Europa, carros elétricos na Noruega, Brasil quer desburocratizar químicos




A quarta maior produtora de ferro do mundo, a Fortescue, fez pedidos de prospecção para 22 áreas no norte e no sul, cobrindo toda a zona à volta das áreas identificadas com potencial para a exploração de lítio.


Sistema de registo e avaliação existe há 12 anos, mas ainda há até produtos cancerígenos sem qualquer restrição a serem usados na produção de bens de uso comum.


Vendas do primeiro trimestre de 2019 mostram que três em cada cinco carros novos são 100% eléctricos e um em cada cinco são híbridos.


A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) anunciou nesta terça-feira o lançamento da campanha "Desburocratize a Química", programado para o dia 3 de abril, com o objetivo de reduzir as dificuldades burocráticas enfrentadas pelo setor no país.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.1): fogo de artifício chinês, 'alcoolímetro' para o cancro, emissões em Portugal, e bola de berlim de carvão ativado




Alemanha, Holanda, Polónia e Reino Unido são os maiores importadores de pirotecnia da União Europeia, com a quase totalidade (98%) a vir da China. Em Portugal, um dos poucos países europeus com produção própria, mais de metade do fogo-de-artifício é fabricado em território nacional.


Um aparelho para detetar cancros através da respiração de uma pessoa, à semelhança daqueles que são usados para detetar álcool em condutores, vai começar a ser testado no Cancer Research UK, um centro de investigação no Reino Unido. O centro abriu inscrições para os 1500 voluntários necessários e os resultados devem ser apresentados daqui a dois anos.


Em março de 2018 a produção de energia renovável foi suficiente para satisfazer o consumo total de eletricidade em Portugal Continental, com especial contribuição das produções eólica e hídrica.


A bola de berlim com massa de carvão ativado e recheio de baunilha, 100% vegana, é a grande novidade da Berlineta para o arranque de 2019. 


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Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

Sobre o documentário GasLand, e os fins não justificarem os meios (políticos e industriais) em matéria de exploração de gás natural nos EUA




Um dos fenómenos estruturais que emergiu na última década é o da indústria do gás (natural) de xisto nos EUA, que revolucionou o mercado mundial de gás natural a favor dos norte-americanos. O que foi menos abordado no BEQ e que igualmente merece debate e atenção é a controversa disseminação da tecnologia de fratura hidráulica (hydraulic fracking) pelo território norte-americano, a qual está longe de ser um método limpo, saudável e sustentável para se atingir o fim a que se propõe. É com este enquadramento que o documentário GasLand - dirigido, escrito por  Josh Fox e estreado em 2010 - ganhou pertinência, a ponto de justificar nomeação para um óscar na categoria de melhor documentário. Este pode ser visto na íntegra (mas sem legendas) aqui.

Ao invés de seguir um tónico ativista pró-natureza que muitas vezes cria mais divisões do que consensos, Fox narra em primeira pessoa e na qualidade de cidadão o conflito e dano causado pelo aparecimento de uma oportunidade industrial e económica que colide não só com a legislação que regula a qualidade de água nos EUA (Clean Water Act) como também a qualidade do ar (Clean Air Act). Na prática, esta oportunidade tem efeitos nocivos e diretos para as populações situadas na vizinhança da crescente exploração de poços de gás natural pela tecnologia de hydraulic fracking, em grande medida pela problemática ligação que este produto pode ter, no subsolo, com os recursos hídricos existentes, muitos dos quais usados com fonte de água potável. A este respeito, a figura abaixo ilustra como as vastas regiões dos EUA ricas em gás natural (manchas a vermelho) concindem com a hidrografia do país.


Após rejeitar cem mil dólares por parte de uma empresa interessada na exploração do subsolo da propriedade que fora de seus pais, John Fox inicia uma investigação em torno do porquê desta inesperada oferta, e dos prós e contras de a rejeitar no contexto individual e societal.

O gás natural é muitas vezes rotulado como combustível de transição para uma economia mais verde, porque a nível de emissões consegue ser melhor que o carvão, por exemplo. Porém, a estratégia norte-americana que conduziu à exploração massiva deste recurso encontrou no político americano Dick Cheney o grande viabilizador, porque este promoveu uma legislação que isenta a indústria de petróleo e gás de de cumprir as leis referentes à qualidade de água e do ar. Sem isto, a exploração do gás xisto não poderia avançar, porque rapidamente colidiria com leis que salvaguardam a necessidade superior de que a água e o ar sejam saudáveis para as populações humanas, vegetais e animais. Um detalhe também é que as emissões acidentais ou subreptícias das explorações de gás de xisto direto para a atmosfera não são quantificada e contabilizadas nas emissões totais deste país.

Foi então com este ponto de partida político - auxiliado pela perspectiva de mais emprego e criação de riqueza - que empresas como a EnCana, Williams, Cabot Oil and Gas, ou Chesapeake iniciaram a explorações em 34 estados norte-americanos, totalizando mais de 450 mil poços. Em termos de intensidade de consumo de recursos, a exploração de gás natural por via da fratura hidráulica faz com que as referidas centenas de milhar de poços representem um consumo direto de água na ordem de 1.4 × 109metros cúbicos ao longo do período de vida útil dos mesmos. Acresce que a esta água são adicionados 596 aditivos químicos (segundo Fox) alguns dos quais nem sequer identificáveis e controlados por constituírem segredos industriais.


Devido à possibilidade (e probabilidade) técnica do gás natural contactar com as fontes de água potável sempre que no subsolo se rebenta com as formações rochosas e abre fendas, as evidências desta interferência começaram a surgir nos EUA em várias residências domésticas próximas de explorações, na forma de uma degradação da qualidade da água por via do aparecimento de cor escura, sabor metálico, e relatos/demonstrações de água que se incendia (ver imagem acima). Finalmente, estas evidências são comprovadas pelas análises a amostras de agua, onde se deteta a presença anómala de compostos benzénicos, metais pesados, e outros aditivos como glicóis ou tensoativos.

Um dos lados mais perversos do documentário é a demonstração de que as autoridades políticas e ambientais estatais e centrais norte-americanas fazem/fizeram vista grossa às evidências preocupantes, encorajando os cidadãos a recorrerem a um advogado para contestar a título independente a clara degradação da qualidade de vida, e o aumento de riscos de saúde. É a falência do Estado e um evidência do fronteira ténue entre lobby e corrupção ao nível das lideranças políticas.

Sem querer de forma alguma substituir o visionamento do documentário, é importante que a engenharia química não se deixe sequestrar do lado errado da história, que é sempre o lado em que humanos e natureza saem tremendamente prejudicados a troco de criação de riqueza e vantagem económica. A este respeito, importa reavivar a publicação "Sobre o dever ético do eng. químico de fazer "soar os alarmes" sempre que detete circunstâncias que comprometam o interesse público", na qual se mostra que não faz parte do código profissional do engenheiro ignorar e negligenciar aspetos de segurança e saúde sempre que estes se representem riscos graves para o interesse público. Também por isso este documentário merece atenção e destaque neste blogue.

Sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, e a interseção da engª química com os seus objetivos



"Esta Agenda é um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade. Ela também busca fortalecer a paz universal com mais liberdade. Reconhecemos que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.



Todos os países e todas as partes interessadas, atuando em parceria colaborativa, implementarão este plano." Assim começa, no site da ONU, o preâmbulo da Agenda 2030.


O seu conteúdo tem por missão "a mobilizar os meios necessários para implementar esta Agenda por meio de uma Parceria Global para o Desenvolvimento Sustentável revitalizada, com base num espírito de solidariedade global reforçada, concentrada em especial nas necessidades dos mais pobres e mais vulneráveis e com a participação de todos os países, todas as partes interessadas e todas as pessoas.", e para o efeito foram elencados 17 objetivos de desenvolvimento sustentável:



Sem qualquer presunção de excluir o contributo indireto da engenharia química para a resolução de problemas societais de escala global, alguns dos objetivos para o desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 estão particular e diretamente relacionados com esta área profissional e científica.

Quais dos objetivos mais se relacionam com a atividade do engº químico?



2.4 Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo.


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3.9 Até 2030, reduzir substancialmente o número de mortes e doenças por produtos químicos perigosos, contaminação e poluição do ar e água do solo.


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6.3 Até 2030, melhorar a qualidade da água, reduzindo a poluição, eliminando despejo e minimizando a liberação de produtos químicos e materiais perigosos, reduzindo à metade a proporção de águas residuais não tratadas e aumentando substancialmente a reciclagem e reutilização segura globalmente.

6.4 Até 2030, aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos os setores e assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce para enfrentar a escassez de água, e reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a escassez de água.

6.a Até 2030, ampliar a cooperação internacional e o apoio à capacitação para os países em desenvolvimento em atividades e programas relacionados à água e saneamento, incluindo a coleta de água, a dessalinização, a eficiência no uso da água, o tratamento de efluentes, a reciclagem e as tecnologias de reuso.


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7.1 Até 2030, assegurar o acesso universal, confiável, moderno e a preços acessíveis a serviços de energia.

7.2 Até 2030, aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global.

7.3 Até 2030, dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética.

7.a Até 2030, reforçar a cooperação internacional para facilitar o acesso a pesquisa e tecnologias de energia limpa, incluindo energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas, e promover o investimento em infraestrutura de energia e em tecnologias de energia limpa.

7.b Até 2030, expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para o fornecimento de serviços de energia modernos e sustentáveis para todos nos países em desenvolvimento, particularmente nos países menos desenvolvidos, nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento e nos países em desenvolvimento sem litoral, de acordo com seus respectivos programas de apoio.


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9.2 Promover a industrialização inclusiva e sustentável e, até 2030, aumentar significativamente a participação da indústria no setor de emprego e no PIB, de acordo com as circunstâncias nacionais, e dobrar sua participação nos países menos desenvolvidos.


9.4 Até 2030, modernizar a infraestrutura e reabilitar as indústrias para torná-las sustentáveis, com eficiência aumentada no uso de recursos e maior adoção de tecnologias e processos industriais limpos e ambientalmente corretos; com todos os países atuando de acordo com suas respectivas capacidades.



9.5 Fortalecer a pesquisa científica, melhorar as capacidades tecnológicas de setores industriais em todos os países, particularmente os países em desenvolvimento, inclusive, até 2030, incentivando a inovação e aumentando substancialmente o número de trabalhadores de pesquisa e desenvolvimento por milhão de pessoas e os gastos público e privado em pesquisa e desenvolvimento.

9.a Facilitar o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e resiliente em países em desenvolvimento, por meio de maior apoio financeiro, tecnológico e técnico aos países africanos, aos países menos desenvolvidos, aos países em desenvolvimento sem litoral e aos pequenos Estados insulares em desenvolvimento.

9.b Apoiar o desenvolvimento tecnológico, a pesquisa e a inovação nacionais nos países em desenvolvimento, inclusive garantindo um ambiente político propício para, entre outras coisas, a diversificação industrial e a agregação de valor às commodities.



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11.6 Até 2030, reduzir o impacto ambiental negativo per capita das cidades, inclusive prestando especial atenção à qualidade do ar, gestão de resíduos municipais e outros.



11.c Apoiar os países menos desenvolvidos, inclusive por meio de assistência técnica e financeira, para construções sustentáveis e resilientes, utilizando materiais locais.



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12.2 Até 2030, alcançar a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais.

12.3 Até 2030, reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial, nos níveis de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita.

12.4 Até 2020, alcançar o manejo ambientalmente saudável dos produtos químicos e todos os resíduos, ao longo de todo o ciclo de vida destes, de acordo com os marcos internacionais acordados, e reduzir significativamente a liberação destes para o ar, água e solo, para minimizar seus impactos negativos sobre a saúde humana e o meio ambiente.

12.5 Até 2030, reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso.

12.6 Incentivar as empresas, especialmente as empresas grandes e transnacionais, a adotar práticas sustentáveis e a integrar informações de sustentabilidade em seu ciclo de relatórios.

12.7 Promover práticas de compras públicas sustentáveis, de acordo com as políticas e prioridades nacionais.

12.a Apoiar países em desenvolvimento a fortalecer suas capacidades científicas e tecnológicas para mudar para padrões mais sustentáveis de produção e consumo.


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14.1 Até 2025, prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha de todos os tipos, especialmente a advinda de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes.


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17.7 Promover o desenvolvimento, a transferência, a disseminação e a difusão de tecnologias ambientalmente corretas para os países em desenvolvimento, em condições favoráveis, inclusive em condições concessionais e preferenciais, conforme mutuamente acordado.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.29): baterias europeias, brinquedos tóxicos, Al Gore em Portugal, novo secretário de Estado PhD em engª química

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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A União Europeia está preocupada com o futuro do sector automóvel, o qual prevê que seja "eléctrico". Neste sentido, Bruxelas incentiva os Estados-membros a concorrer a milhares de milhões em fundos que querem apoiar até a construção de uma "gigafábrica" como a da Tesla.


Conclusão consta de um estudo feito em 18 países europeus. Os artigos comprados em Portugal apresentam os piores resultados. (...) A ZERO enviou para análise dois brinquedos e três acessórios de cabelo e todas as amostras tinham químicos tóxicos usados como retardadores de chamas associados aos resíduos eletrónicos.

A cidade Invicta volta a ser o palco para a partilha de experiências e soluções para mitigar os impactos do clima em mudança, acolhendo em Março de 2019 o ecologista americano que em 2007 recebeu o Nobel da Paz. (...) [O evento conta ainda com] Roger Boulton, professor de Engenharia Química da Universidade da Califórnia em Davis e investigador na área do vinho;

O novo secretário de Estado - João Sobrinho Teixeira - foi até há três meses presidente do Politécnico de Bragança. Cargo que ocupou nos últimos oito anos e onde dá aulas desde 1986. Entre 2008 e 2013 foi presidente do Conselho Coordenador dos Politécnicos. (...) Natural de Mirandela, Sobrinho Teixeira tem 56 anos e é doutor em Engenharia Química pela  Universidade do Porto.     




Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.23): motores a diesel, pó talco cancerígeno, maconha brasileira, e ácido xilónico

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O novo método para determinar consumos e emissões vai obrigar a subidas de preços e grandes novidades. A começar pelo facto de os motores diesel passarem a ser menos poluentes que os gasolina.

Tribunal do Missouri condenou a multinacional a pagar mais de quatro mil milhões de euros a mulheres que desenvolveram cancro depois de usar produtos da marca. Especialistas ouvidos em tribunal dizem que pó talco da marca tem amianto.

O governo do Piauí vai pedir autorização da Polícia Federal e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ligada ao Ministério da Saúde, para ser o primeiro estado a plantar maconha a fim de produzir o canabidiol, um dos derivados da planta usado para fins medicinais e que não gera efeitos psicoativos.

O projeto “Produção de ácido xilônico a partir de hidrolisados de biomassa lignocelulósica”, liderado pelo chefe de pesquisa da Unidade, João Ricardo Almeida, com inicio em 2015, busca a utilização da biomassa para produção de etanol lignocelulósico e outros compostos químicos de interesse biotecnológico tem sido amplamente avaliada. 

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.22): óleo e gás brasileiro, desreguladores endócrinos, biocompósitos agroflorestais, e indústria verde

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A indústria de óleo e gás tem o potencial de atrair cerca de R$ 2,5 trilhões em investimentos nos próximos dez anos. A informação é do diretor-geral da ANP, Décio Oddone, que participou do lançamento do Anuário da Indústria do Petróleo no RJ 2018. “Para que os investimentos cheguem neste valor, é preciso que exista competição. E para existir competição, tem que existir uma multiplicidade de atores”, afirmou.


A concentração de compostos químicos em materiais itens como garrafas plásticas, protetores solares e sabonetes preocupa pesquisadores da USP de Ribeirão Preto. As substâncias conhecidas como desreguladores endócrinos são capazes de alterar a produção de hormônios no organismo e, assim, provocar males como câncer, obesidade e até infertilidade.


Uma startup de Vila Real está a desenvolver biocompósitos naturais, como vasos e placas para isolamento térmico, com subprodutos da agricultura e resíduos agroflorestais, que podem ser uma alternativa ao plástico e outros materiais derivados de combustíveis fósseis.


Conselheiro de Obama mostra que se mais argumentos não houvesse, os de rentabilidade económica deveriam ser suficientes para convencer os empresários a investir na indústria verde. Alterações climáticas são a principal ameaça ao património da humanidade.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.16): lítio, esquentadores e repelentes de insectos em Portugal, e o panorama da contaminação de solos mundial

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Desde o ano passado que a empresa Savannah Resources estuda a possibilidade de encontrar na Mina do Barroso, no norte de Portugal, um mineral que permite a produção de lítio, a Espodumena.Ao que parece, essa missão foi concluída com sucesso, já que a empresa anunciou ter descoberto em Portugal aquela que será a maior reserva desse mineral da Europa Ocidental.

O corte na emissão de gases poluentes imposto por legislação europeia vai obrigar a multinacional a alterar quase todo o portefólio na unidade industrial aveirense. A adaptação está nas mãos de 80 engenheiros portugueses e tem de avançar já em Julho.

Aplica-se nos tecidos em vez de se colocar na pele e promete repelência contra todo o tipo de mosquitos. Falamos da Moskout, uma marca 100% portuguesa desenvolvida pela New Textils, empresa especializada em engenharia têxtil e química para a área da saúde.

Até 2030, a produção de químicos deverá crescer 3,4% ao ano. A expansão do setor preocupa a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que divulgou nesta semana um novo relatório sobre a contaminação dos solos causada por diferentes atividades humanas. Em 2015, a indústria química da Europa produziu 319 milhões de toneladas de compostos. Desse volume, 117 milhões eram consideradas perigosas para o meio ambiente.

Sobre o pH de diferentes produtos, e o pH tolerado por diferentes materiais, bactérias e humanos




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Na década de 1890, Svante August Arrhenius (1859-1927) finalmente definiu os ácidos como “substâncias que fornecem catiões de hidrogénio à solução” e bases como “substâncias que fornecem aniões hidróxido à solução”. Ele também propôs que o mecanismo pelo qual ácidos e bases interagiam para neutralizar um ao outro era formando água e o sal apropriado.

(...) Com a definição de acidez de Arrhenius como resultado de concentração de iões de hidrogénio, foi um pequeno passo até se criar uma escala de acidez com base nos resultados do potencial do eléctrodo. No seu artigo de 1909 na Biochemische Zeitschrift, S. L. L. Sorenson desenvolveu um novo ensaio colorimétrico para a acidez. Mas, mais importante, ele definiu o conceito de expressar a acidez como o logaritmo negativo da concentração do ião hidrogénio, que denominou de pH.

Fonte: A Basic History of Acid—From Aristotle to Arnold, Mark S. Lesney, Chemistry Chronicles, 2003 American Chemical Society

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Na figura acima, apresentam-se valores de pH para diferentes produtos e bens do dia-a-dia industrial civil e/ou natural, onde se pode verificar uma clara concentração de produtos nas regiões ácida (abaixo de de pH=7).

É interessante reparar no posicionamento de alguns produtos químicos (Fenol, Ácidos, Sabão, etc) em comparação produtos naturais (Leite, Mel, Fruta, etc), e destes com bens processados (vinho, pasta dentífrica, refrigerantes, etc).

Na região inferior da figura, nomeadamente abaixo do eixo contendo a escala de pH, são apresentadas as regiões de compatibilidade de diferentes materiais, bactérias e fluidos/meios em relação à acidez e alcalinidade.

A figura em questão permite assim uma panorâmica sobre o impacto e importância das propriedades de acidez/alcalinidade de diferentes produtos, relativamente a diferentes materiais, e destes com diferentes formas de vida. 

De notar, porém, que aspetos como a toxicidade e outros perigos químicos não pode ser resumida à  comparação das gamas de pH. Veja-se, por exemplo, o modo como o ácido fluorídrico que é extremamente corrosivo e tóxico exibe um pH semelhante ao do vinho. É que o indicador pH é alheio à natureza química das espécies em solução que não hidrogénio, e estas são parte determinante na perigosidade de um dado compostos químico em relação a formas de vida ou meios naturais.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.8): urânio em Espanha, celulose no Brasil, carvão em Portugal, e prós e contras da bioenergia para todos

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

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Ambientalistas portugueses e espanhóis manifestam-se hoje em Salamanca contra a instalação da mina de urânio, em Retortillo. São esperados dois a três mil participantes para o protesto contra os impactos da mina para o ambiente e para a saúde.

A produção de celulose registrou crescimento de 10,2% em janeiro, para 1,83 milhão de toneladas, em relação a igual período de 2017. O dado foi divulgado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que reúne os produtores de celulose, papel, painéis e pisos de madeira de madeira e florestas no país.

Imposto sobre o carvão, introduzido este ano, pode antecipar fecho da central de Sines, admite António Mexia. Presidente da EDP avisa que poderá pôr em perigo a segurança de abastecimento. (...) O presidente executivo da EDP admite que a aplicação do imposto petrolífero ao carvão poderá levar a empresa a antecipar o encerramento da central de Sines, que tem um prazo indicativo de 2025.

Nos últimos anos muito se tem falado das energias renováveis. No início do século a União Europeia procurava uma estratégia para o uso sustentável dos biocombustíveis e da biomassa com a agricultura tradicional. Para alguns, os biocombustíveis iriam contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Para outros, suscitavam muitas dúvidas. Este documentário mostra-nos os dois lados dessa fonte de energia.

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