Patrocinador oficial:

__________________________________________________________________________________________________________________________
Mostrar mensagens com a etiqueta Segurança. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Segurança. Mostrar todas as mensagens

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2019.9): um sistema anti-assalto alternativo a alarmes, baseado na criação de nevoeiro artificial e perda total de visibilidade



* * *

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

Sobre a solução de pavimento Topmix Permeable (Tarmac), a proeza drenar 1000 L de chuva por minuto e metro quadrado, e o pavimento como regulador térmico




Em vilas e cidades onde o paisagismo é mais difícil e onde os espaços verdes são limitados, apenas cerca de um décimo de água da chuva é absorvida pelo solo. Isto contrasta com valores de 80-90% nas áreas rurais. Os espaços construídos cresceram rapidamente nos últimos 50 anos, resultando em grandes áreas de terra pavimentada com materiais impermeáveis.

O TOPMIX PERMEABLE da Tarmac pode conferir um papel fundamental na maioria dos
Sistemas Urbanos de Drenagem Sustentável (SuDS), proporcionando uma resposta a longo prazo aos riscos de inundações devido a águas superficiais.

Este pavimento de drenagem rápida direciona rapidamente o excesso água para longe das vias, superfícies de estacionamento, calçadas e passadiços. Isso permite que a água da superfície seja drenada para os sub-estratos e se dissipe naturalmente, reduzindo o risco de inundações de águas superficiais e contaminação de cursos de água.





Características de desempenho:

• Volume de espaço vazio até 35%;
• Taxa de escoamento: até 1 000 L / m2 / min;
• Resistência à compressão: 10-20N / mm2;
• Resistência à flexão: 1,5-3N / mm2.





Vantagem também para melhor a sensação térmica no pavimento

Um sistema típico consiste numa camada de TOPMIX PERMEABLE da Tarmac instalado em cima de um agregado sub-base, que por sua vez é colocada em solo não perturbado ou numa camada de cobertura. A estrutura e as dimensões de cada camada dependerá da aplicação e o design do sistema.

Esta solução permite que a água da chuva drene através da superfície. Durante os períodos de alta precipitação o sistema funciona como um reservatório, atrasando a descarga de águas pluviais em cursos de água ou sistemas de drenagem.

Para além disso, a sua capacidade de armazenar água permite funcionar também como um sistema de arrefecimento em períodos de temperatura crescente, levando a que água armazenada comece a evaporar, e criando assim um ciclo de arrefecimento a partir da superfície de pavimento.


Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2019.7): apagando incêndios com disparos de ar e pó de extintor a mais 400 km/h, em alternativa ao uso e transporte de água

IFEX 3000 Impulse Fire Extinguisher

* * *

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2019.6): acendendo a chama da flare com um método manual muito pouco ortodoxo e seguro




* * *

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2019.2): equipamento de medição do atrito em pistas de aeroporto, com vista à identificação de medidas corretivas

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

* * *


Airport runway surface friction tester

Sobre a engenharia (química) por trás do crescimento do comércio eletrónico: do cartão ondulado às etiquetas inteligentes contra danos nas embalagens

O advento do comércio eletrónico trás umbilicalmente associado o reforço da importância das embalagens, muito em particular da embalagem de cartão ondulado. De acordo com a FORBES, só em 2017 a Amazon terá distribuído mais de 5 mil milhões de embalagens destas aos seus clientes PRIME (premium).

Segundo o website MadeHow, e em jeito de breve história, o cartão ondulado é um material rígido e forte, e de peso leve, composto por três [ou mais] camadas de papel kraft castanho. Em 1884, o químico sueco Carl F. Dahl desenvolveu um processo para transformar lascas de madeira num tipo de papel resistente que resiste à rachadura e rutura. Ele designou o processo de kraft porque produz um papel forte que resiste melhor a tensões de vários tipos. Atualmente, este material representa também um sucesso em matéria de reciclagem já que pelo menos 80% das embalagens de cartão ondulado são recicladas nos EUA,  e cada embalagem é constituída por 46% de material reciclado (Fonte: Recycle Nation).

Tipicamente, sempre que uma embalagem de cartão ondulado é usada para transporte de um material delicado, é comum usar-se sinais externos advertindo contra práticas indevidas ou efeitos indesejados, tais como manter a embalagens na posição vertical, não a sujeitar a colisões, ou mantê-la seca. Se a otimização logística levou a que hoje seja possível perceber em tempo real em que ponto do globo uma dada encomenda se encontra, avanços na etiquetagem têm vindo a permitir aos clientes e intermediários das encomendas controlar melhor em que estado as mesmas se encontram.

A este respeito, a empresa norte-americana Index Packaging Inc. (New Hampshire) destaca-se por ter patenteado soluções de sinalética criativas e objetivas contra alguns destes riscos. A sua solução mais conhecida é o Tip-n-Tell ®, que consiste num indicador de plástico fácil de usar que, quando montado corretamente, pode informar se a embalagem foi derrubado durante o trânsito. O sistema patenteado garante que o indicador não será acionado antes de ser montado e que, uma vez acionado, não poderá ser adulterado (ver abaixo). 



No seguimento desta inovação, a mesma empresa desenvolveu uma outra, o Drop(N)Tell®, que é um indicador de impacto mecânico. O dispositivo é ativado apenas num eixo. Isso, por sua vez, significa que ele pode ser montado horizontalmente e verticalmente e permite a determinação exata da direção do impacto. A solução contempla em seis forças G (5G, 10G, 15G, 25G, 50G, 100G) que permitem que todos os tamanhos e pesos das remessas sejam rastreados apropriadamente.



Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.9): o aspeto e aparato do transporte de lixo nuclear

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

* * *

Nuclear waste truck

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.5): aspersores de teto em situações de incêndio não requerem estímulos elétricos para ser acionados

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

* * *

Sobre definições gerais para o conceito de explosão, o caso específico de poeiras explosivas, e dois exemplos (vídeo) de ocorrência destas




« O conceito de explosão não é inequívoco. As enciclopédias fornecem definições variadas que se enquadram principalmente em duas categorias:
  •  O primeiro concentra-se no ruído ou "estrondo" devido à libertação repentina de uma forte onda de pressão ou onda de choque. A origem dessa onda de pressão, seja por via de energia química ou mecânica, é uma preocupação secundária. Esta definição de explosão está de acordo com o significado básico da palavra ("explosão súbita"). 
  • A segunda categoria de definições limita-se a explosões causadas pela libertação súbita de energia química. Isto inclui explosões de gases e poeiras e explosões sólidas. A ênfase é, neste caso, colocada na libertação de energia química em si. 
Uma possível definição poderia ser que "uma explosão é um processo químico exotérmico que, quando ocorre em volume constante, dá origem a um aumento súbito e significativo da pressão". »


 * * *
  • A explosividade de poeiras
« O fenómeno conhecido por "explosão de poeiras" [dust explosion] é, de facto, bastante simples e fácil de conceber em termos de experiência de vida diária. Qualquer material sólido que possa queimar no ar fará isso com uma violência e velocidade que aumenta com o aumento do grau de subdivisão do material. [Vamos considerar] um pedaço de madeira: uma vez aceso, vagarosamente liberta o seu calor durante um longo período de tempo. Quando cortado em pequenos pedaços, a taxa de combustão aumenta, porque a área total da superfície de contato entre a madeira e o ar aumentou. Além disso, a ignição da madeira tornou-se mais fácil. Se a subdivisão for continuada até o nível de pequenas partículas de tamanhos da ordem de 0,1 mm ou menos, e as partículas forem suspensas num volume suficientemente grande de ar para dar a cada partícula espaço suficiente para sua queima irrestrita, a taxa de combustão é muito rápida e a energia necessária para a ignição é muito pequena.

Essa nuvem de poeiras queimando é uma "explosão de poeira". (...) Se tal combustão explosiva tiver lugar dentro de um equipamento de processo ou de salas de trabalho, a pressão no espaço de explosão total ou parcialmente fechado pode aumentar rapidamente, e o equipamento de processo ou edifício pode explodir. Nesta situação vidas e bens/propriedade podem ser perdidos. »


Exemplo de ocorrência 1:


Exemplo de ocorrência 2:

Sobre o fenómeno de 'sloshing' de líquidos, a sua pertinência em engenharia, e o desafio da sua modelação





Sloshing diz respeito a qualquer movimento de uma superfície líquida livre dentro de um recipiente. É causada por perturbações em recipientes parcialmente preenchidos com líquidos. Dependendo do tipo de perturbação e da forma do recipiente, a superfície líquida livre pode evidenciar diferentes tipos de movimento, incluindo movimento simples planar, não planar, rotacional, irregular, simétrico, assimétrico, quase periódico e caótico. Ao interagir com seu recipiente elástico, ou sua estrutura de suporte, a superfície líquida livre pode exibir tipos fascinantes de movimento na forma de troca de energia entre os modos de interação. (...) O problema básico do sloshing de líquidos envolve a estimativa da distribuição da pressão hidrodinâmica, forças, momentos e frequências naturais da superfície do líquido livre. Esses parâmetros têm um efeito direto sobre a estabilidade dinâmica e o desempenho de containers móveis.


(...) Engenheiros civis e sismólogos têm vindo a estudar os efeitos do sloshing de líquidos nas grandes barragens, tanques de petróleo e torres de água elevadas, sujeitos a movimentos do solo. Eles também têm montado tanques de líquido nos telhados de edifícios de vários andares como um meio de controlar as oscilações dos mesmos durante terremotos. 

Desde o início da década de 1960, o problema da dinâmica de sloshing líquidos tem também sido uma grande preocupação para os engenheiros aeroespaciais que estudam a influência do combustível líquido sobre o desempenho de vôo dos veículos a jato, e novas áreas de atividades de pesquisa surgiram.




(...) A estabilidade dinâmica dos navios contendo gás natural liquefeito e de navios-tanque em geral são também eles problemas de interesse para os projetistas de tais sistemas. Em cidades populosas, os veículos de transporte de gasolina e outros líquidos inflamáveis são propensos a acidentes de capotamento ao entrar e sair das auto-estradas devido ao sloshing.

Em geral (...) o sloshing de líquidos consiste num problema matemático difícil de resolver analiticamente, uma vez que a condição de fronteira dinâmica na superfície livre é não linear e a posição da superfície livre varia com o tempo de uma maneira não conhecida a priori.

Fonte: Raouf A. Ibrahim, Liquid Sloshing Dynamics: Theory and Applications, Cambridge University Press, 2005

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.15): salários de engª em Portugal, investimento nos EUA, política a favor de abelhas, e reputação da indústria farmacêutica

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


 * * *


As áreas de Engenharia têm muita procura e remuneram bem. O diretor geral de uma empresa industrial é o mais bem pago: 165 mil euros anuais, no Porto. Em Lisboa ganha menos cinco mil. (...) Os perfis mais procurados são essencialmente a nível do “middle management”. A saber: engenheiros de processo, engenheiros de melhoria contínua, supervisores de produção, técnicos de manutenção, gestores de projeto e engenheiros de produto.~


A chilena Arauco, sócia da Sonae Indústria numa parceria que não inclui os negócios na América do Norte, está a construir nos EUA a maior fábrica de painéis derivados de madeira do país. “É um mercado grande e competitivo”, sinaliza o grupo da Maia.

Os Estados-membros da União Europeia aprovaram, nesta sexta-feira, uma proposta que proíbe o uso ao ar livre de insecticidas danosos para as abelhas, anunciou a Comissão Europeia. (...)O Comité Permanente da Cadeia Alimentar e da Saúde Animal, onde estão representados todos os Estados-membros, deu luz verde à proposta de restrição do uso de três substâncias prejudiciais para as abelhas conhecidas como neonicotinóides: imidacloprid, clotianidina e tiametoxam.


O estudo “Corporate Reputation of Pharma in 2017 – Patient Perspective”, divulgado no início de abril, refere-se à reputação que as empresas farmacêuticas têm no seio da comunidade de doentes. Apesar de existirem ainda parâmetros em falta, os valores divulgados, relativos a 2017, demonstram uma melhoria na forma como é vista a indústria por aqueles que são os seus “clientes”.

Sobre o pH de diferentes produtos, e o pH tolerado por diferentes materiais, bactérias e humanos




* * *

Na década de 1890, Svante August Arrhenius (1859-1927) finalmente definiu os ácidos como “substâncias que fornecem catiões de hidrogénio à solução” e bases como “substâncias que fornecem aniões hidróxido à solução”. Ele também propôs que o mecanismo pelo qual ácidos e bases interagiam para neutralizar um ao outro era formando água e o sal apropriado.

(...) Com a definição de acidez de Arrhenius como resultado de concentração de iões de hidrogénio, foi um pequeno passo até se criar uma escala de acidez com base nos resultados do potencial do eléctrodo. No seu artigo de 1909 na Biochemische Zeitschrift, S. L. L. Sorenson desenvolveu um novo ensaio colorimétrico para a acidez. Mas, mais importante, ele definiu o conceito de expressar a acidez como o logaritmo negativo da concentração do ião hidrogénio, que denominou de pH.

Fonte: A Basic History of Acid—From Aristotle to Arnold, Mark S. Lesney, Chemistry Chronicles, 2003 American Chemical Society

 * * *



Na figura acima, apresentam-se valores de pH para diferentes produtos e bens do dia-a-dia industrial civil e/ou natural, onde se pode verificar uma clara concentração de produtos nas regiões ácida (abaixo de de pH=7).

É interessante reparar no posicionamento de alguns produtos químicos (Fenol, Ácidos, Sabão, etc) em comparação produtos naturais (Leite, Mel, Fruta, etc), e destes com bens processados (vinho, pasta dentífrica, refrigerantes, etc).

Na região inferior da figura, nomeadamente abaixo do eixo contendo a escala de pH, são apresentadas as regiões de compatibilidade de diferentes materiais, bactérias e fluidos/meios em relação à acidez e alcalinidade.

A figura em questão permite assim uma panorâmica sobre o impacto e importância das propriedades de acidez/alcalinidade de diferentes produtos, relativamente a diferentes materiais, e destes com diferentes formas de vida. 

De notar, porém, que aspetos como a toxicidade e outros perigos químicos não pode ser resumida à  comparação das gamas de pH. Veja-se, por exemplo, o modo como o ácido fluorídrico que é extremamente corrosivo e tóxico exibe um pH semelhante ao do vinho. É que o indicador pH é alheio à natureza química das espécies em solução que não hidrogénio, e estas são parte determinante na perigosidade de um dado compostos químico em relação a formas de vida ou meios naturais.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.12): indústria portuguesa a reabrir, ampliar e expandir, e a herança química tóxica da URSS

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


 * * *


Nas contas de 2017, a Sonae Indústria indica que as fábricas de Oliveira do Hospital e de Mangualde, que foram afectadas "gravemente" pelos incêndios de Outubro de 2017 estarão "novamente operacionais" em Abril, "com melhoria dos activos industriais e processos de produção", indica o comunicado da Sonae Indústria.

A multinacional francesa do sector automóvel está a concluir o projecto de ampliação da sua fábrica de Viana do Castelo, que permitirá a duplicação da capacidade de produção, passando a facturar cerca de 50 milhões de euros, e criar 250 postos de trabalho.


A farmacêutica coimbrã está a investir 15 milhões de euros na construção de uma nova fábrica, que vai criar 100 empregos, e prevê aplicar outro tanto na conversão da actual numa indústria 4.0. Contratou 33 pessoas desde Janeiro e irá recrutar mais 50 até Junho.


Há 90 anos, as autoridades da União Soviética ratificaram o Protocolo de Genebra, proibindo o uso de armas químicas e bacteriológicas em guerras. Contudo, a produção destas armas não foi proibida. A partir de 1991, por todo o território das ex-repúblicas soviéticas começou a surgir um grande número de armazéns e fábricas químicas abandonadas.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.11): reaproveitamento de água residual industrial, cobalto chinês, carros híbridos a álcool, e airbags mais leves

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


 * * *



 A ZF vai lançar, em 2019, o primeiro airbag de joelhos com invólucro em tecido do setor para um grande fabricante automóvel europeu. O novo airbag, que usa um invólucro em tecido, será 30% mais leve do que um airbag de joelhos com um invólucro de metal tradicional e ajudará a melhorar a proteção dos passageiros em caso de colisão.

 A indústria automotiva está notando tarde demais o fato de que a China irá deter a maior parte da oferta global de cobalto, um metal chave para as baterias de veículos elétricos, disse o chefe-executivo da Glencore, Ivan Glasenber.

A Toyota apresentou nesta segunda-feira (19) em São Paulo o primeiro veículo híbrido flex do mundo. Fabricado em parceria com a USP e a UnB, o carro se diferencia dos anteriores por permitir o uso de etanol no tanque de combustível — além da eletricidade. Até agora, os híbridos só permitiam a combinação de gasolina e eletricidade.

 O reúso da água é um dos temas em debate no 8º Fórum Mundial da Água e é um dos grandes desafios da indústria brasileira. Para falar sobre essa questão e sobre as tecnologias no setor, o programa Revista Brasil entrevistou o especialista em Política da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Percy Soares.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.2): papel, felpo, hackers, açaí, jeans e carvão

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

 * * *


A indústria do papel cresceu 3% em 2017 e está a exportar cada vez mais: as empresas nacionais que exportam contam com a indústria de transformação do papel para as embalagens e rótulos, mas também o crescimento do turismo impulsiona as indústrias representadas pela Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas e Transformadoras do Papel (Apigraf). A grande “surpresa” é a retoma do crescimento do livro, depois de anos de declínio.


A Mundotêxtil vai concluir este ano o investimento de 18 milhões de euros no reequipamento e modernização da sua fábrica de Vizela, melhorias que lhe permitem aumentar de forma bastante significativa seus níveis de competitividade, não só ao produzir mais gastando menos, mas também aumentando a flexibilidade industrial para a produção de pequenas séries.

O risco cibernético já é o 5º maior fator de preocupação, de acordo com a Pesquisa Global de Gerenciamento de Riscos, da consultoria e corretora de seguros Aon. Na indústria, a exposição ao risco cibernético inclui: roubo de informações estratégicas; vazamento da base de dados de clientes e fornecedores; e até interrupção das atividades. De acordo com o levantamento, 60% dos ataques hackers realizados contra indústrias são por busca de propriedade intelectual.

O açaí (fruto e caroço) são amplamente utilizados em diferentes segmentos: Na indústria (alimentos, corantes, energia, artesanato e cosmético). E, tem sido objeto de numerosas pesquisas na área de corantes, combustível-briquetes, medicina (prótese femural), antioxidante e produção de celulase. O resíduo do fruto é descartado, são aproximadamente 16000 t/dia na Região Metropolitana de Belém (PA), cujo desperdicio de matéria prima poderia ser utilizada para a produção de painéis de média densidade, uma fortuna que atualmente está sendo jogada no lixo

Transformar a indústria de denim é, no mínimo, ambicioso, mas para a equipa Indigo Mill Designs (IMD), a sua nova tecnologia de tingimento, em forma de mousse, tem o potencial de alterar a forma como o corante é usado em todo o setor de fabrico de denim. O IndigoZero propõe reduzir os custos de tingimento minimizando a utilização de produtos químicos e e eliminando a utilização de água para lavar. O que funciona com a aplicação do corante em mousse diretamente na fibra, eliminando a necessidade de lavagens.

A Comissão Federal de Regulação Energética (FERC) dos Estados Unidos rejeitou na noite desta segunda-feira (8), de maneira inesperada, o plano do presidente Donald Trump de dar incentivos à indústria do carvão e nuclear no país. O projeto previa incentivos financeiros federais para as indústrias do setor com o objetivo de criar novos postos de trabalho e de evitar problemas na rede de distribuição de energia elétrica. Estimativas apontavam que o plano custaria cerca de US$ 10,6 bilhões por ano aos contribuintes.   

Sobre o azeite enquanto petróleo para os Romanos, e o controlo de qualidade milenar realizado à data por estes




"O azeitona/azeite foi talvez a cultura mais lucrativa do Império Romano; era o petróleo do seu tempo. Algumas estimativas colocam o consumo per capita no primeiro século A.C. em 50 litros por ano; Produzir e vender o azeite fez muitos comerciantes e produtores do Império Romano imensamente ricos. O grande volume de azeite importado para Roma literalmente alterava a paisagem; hoje, uma colina de 50 metros de altura marca o local onde as ânforas de argila usadas para transportar o óleo eram descartadas. Esse aterro antigo tem hoje o nome de Monte Testaccio."

Paisagem encontrada no Monte Testaccio

"Arqueólogos que estudam estas ânforas dizem-nos que faziam parte de um antigo sistema de transparência do ponto de compra. Seja na Andaluzia, no sul da Espanha, ou nas colinas de Trípoli, no que hoje é a Líbia, os potes que guardavam o azeite estavam selados com um detalhe pintado sobre o peso exato do seu óleo, o nome do local onde o óleo tinha sido prensado, identidade do comerciante que o enviou e ainda o funcionário romano que verificou toda essa informação. 

David Mattingly, arqueólogo da Universidade de Leicester e especialista em comércio romano de azeite, conclui que, mesmo naquela época, a rotulagem explícita desses produtos foi projetada para proteger os consumidores. Esses selos pintados eram seguros contra uma fraude comum, que era trocar o azeite por óleo de qualidade inferior, ou roubar porções do fluido precioso durante a rota."


Marcações nas ânforas de azeite romanas

Sobre a GoodGuide, e o rating de produtos químicos e alimentares com base na sua composição química/nutricional, segurança e eficácia



A missão da GoodGuide é fornecer aos consumidores a informação que precisam para tomar melhores decisões de compras. Esta empresa acredita que, à medida que mais consumidores escolhem produtos que contêm ingredientes com menos preocupações com a saúde, os comerciantes e fabricantes enfrentarão incentivos convincentes para produzir e vender produtos melhores.

Para cumprir a sua missão, a GoodGuide combina informações fornecidas pelo fabricante sobre os ingredientes dos produtos com informações autorizadas sobre os efeitos sobre a saúde de produtos químicos. Avaliam antecipadamente produtos para que os consumidores possam ter acesso imediato a informações credíveis sobre estes que seriam muito difíceis de desenvolver por conta própria. 

A GoodGuide inclui uma equipa de especialistas científicos em produtos e informações químicas e está envolvidas neste projeto há dez anos. O GoodGuide tornou-se o recurso mais abrangente e credível da web para obter informações sobre o impacto dos produtos de consumo na saúde humana. 

Mais de 1 milhão de consumidores usam o site da GoodGuide e aplicações móveis todos os meses para ajudar a descodificar os rótulos dos produtos, pesquisar ingredientes e tomar decisões mais informadas sobre que produtos comprar.


  • A escala de 0-10 da GoodGuide 

A GoodGuide usa uma escala que vai de 0 ( pontuação baixa) a 10 (pontuação alta) para classificar produtos. De modo complementar, usa também uma escala de cores consistente que varia de vermelho (baixo) a verde (alto) para transmitir rapidamente aos usuários onde uma classificação cai no espectro do pior para os melhores produtos.
As classificações caracterizam os impactos potenciais para a saúde associados ao uso de um produto, nomeadamente:
  1. Impacto da saúde humana: indicadores que fornecem informações sobre os efeitos potenciais para a saúde de um produto: qual o grau de preocupação de saúde que os ingredientes do produto representam? Qual é o valor nutricional geral de um produto alimentar?
  2. Adequação de dados: indicadores que rastreiam a disponibilidade de informações necessárias para avaliar os riscos para a saúde de um produto.
  3. Outros aspetos negativos: indicadores que fornecem informações regulamentares do produto. Contém algum ingrediente proibido ou restrito?
  4. Gestão de produtos: indicadores que identificam se um produto está entre os melhores no mercado com base em avaliações feitas a nível de segurança e desempenho realizados por laboratórios independentes ou outras entidades externas.

Experimente a aplicação da GoodGuide aqui.

Sobre o incêndio de Grenfell Tower (UK), e a polémica em torno do material Reynobond PE, da empresa Arconic (Alcoa)





A Arconic anunciou que vai a interromper as vendas do produto, Reynobond PE, para a construção de novas torres. Em causa está um revestimento de alumínio com um núcleo de plástico, que foi revelado como inflamável na sequência do incêndio de 14 de junho, em Londres, que causou 79 vítimas (mortais ou desaparecidas). Fonte: Expresso

* * * 



A empresa disse que parou as vendas globais do material para edifícios altos em relação a "inconsistência de códigos de construção em todo o mundo". Reynobond PE, uma das várias opções oferecidas pela empresa e não a mais ignífuga, foi proibida para uso em torres em países como a Alemanha e os EUA, mas não no Reino Unido.

(...) A fábrica da Arconic em Merxheim, na França, fabrica vários tipos de Reynobond, um material composto de alumínio, para o mercado europeu.


(...) [Em sua defesa nesta caso] a Arconic afirma: "Vendemos o Reynobond PE para o nosso cliente, o fabricante, em 2015 para uso como um componente do sistema geral de revestimento. Nós não fornecemos outras partes deste sistema de revestimento, incluindo o isolamento."


Fonte: Guardian
* * *


O Reynobond está na categoria dos painéis de alumínio composto (conhecidos como ACM), usados na construção civil como revestimento de fachadas para residências e imóveis comerciais. Os painéis ACM oferecem uma série de vantagens para a construção, incluindo a redução de custos de manutenção e limpeza.

(...) há um sinal de crescimento de popularidade do produto: nos últimos anos surgiram fabricantes nacionais como alternativa para a importação das placas - o Reynobond, por exemplo, é fabricado pela Arconic, empresa criada no ano passado pela multinacional da mineração Alcoa.

E o preço dos ACM caiu de algo equivalente a US$ 100 (cerca de R$ 330) por metro quadrado na década passada para R$ 40 em 2016.

Fonte: BBC Brasil

Sobre o pertinente documentário MACHINES, e a problemática precariedade no trabalho, higiene e segurança da indústria têxtil indiana




Enquanto o mundo mais industrializado discute a robotização e a especialização tecnológica, atrelados às suas impactantes consequências para o mercado laboral e para a extinção de postos de trabalho operários a troco de postos de trabalho especializado em número mais reduzido, o mundo que anda no encalço daquele, ainda vive muito de uma indústria altamente operária, dependente de maquinaria antiquada e ineficiente.

É neste contexto que surge o brilhante documentário "Machines", da autoria de Rahul Jain, o qual é apresentado com a seguinte sinopse:


"Ao sul da metrópole indiana de Surat, na província de Gujarat, encontra-se uma vasta zona industrial que vem crescendo desde a década de 1960. O diretor Rahul Jain filmou a rotina diária extenuante em apenas uma das muitas fábricas de têxteis lá existentes. Nessa fábrica, o homem e a máquina parecem ter-se fundido num só ser. Está escuro e húmido, e quase nenhuma luz do dia penetra no espaço. O trabalho é pesado e desinteressante, e os dias de trabalho parecem infinitos. Somos atraídos para um mundo sombrio onde a batida cacofónica de máquinas estabelece o ritmo do trabalho. Jain está tão interessado na misteriosa conexão entre o trabalhador e o produto (os tecidos são tratados mecanicamente, mas também com amor), pois ele está em condições degradantes. Cada turno dura 12 horas, tanto para adultos como para crianças, e os salários são extremamente baixos. Pequenas entrevistas são intercaladas ao longo das sequências de observação, algumas das quais são cativantes em sua beleza, enquanto outros são dolorosas de assistir - como quando vemos um menino balançando a cabeça violentamente em sua luta para ficar acordado."





Esta reflexão interessa naturalmente à engenharia química, aos seus estudantes, profissionais e líderes, porque se um por um lado surge a ameaça futurista da robotização e desemprego das classes operárias, por outro temos o drama de obrigar as classes operárias robotizarem-se e trabalharem como máquinas (explorando-as), com a agravante de negligenciar cuidados pelas condições de higiene e segurança no trabalho.

A resposta para problemas como este passa, numa boa medida, pela engenharia química. Veja-se, a este a respeito, dois casos abordados no BEQ em que inovações ligadas à engenharia química permitiram contributos enormes para a evolução e melhorias deste ramo de atividade.
  1. o caso do tingimento artesanal de peles animais (couro);
  2. o caso do tingimento têxtil com CO₂ supercrítico, e a mudança de paradigma no consumo e tratamento de água nesta indústria;



Sobre o regime de operação isoperibólico e sua diferença face ao isotérmico ou adiabático, e o controlo de reações químicas com risco de run away


"Nas indústrias de química fina e farmacêutica, o reator semi-batch (SBR) é o tipo de reator mais comumente usado. Acresce a isto que, em reações que se antecipem altamente exotérmicas. o modo de operação isoperibólico é também o mais comum." (Fonte)

"Em sistemas reais, o aumento da temperatura é acompanhado por um aumento correspondente da pressão, o que pode levar a uma explosão (isto é, a um aumento descontrolado da pressão). No entanto, a análise de perfis de temperatura é suficiente para estudar o problema para reatores adiabáticos e isoperibólicos, enquanto que outros casos mais complexos requerem a adoção de métodos mais avançados. (Fonte)


  • O que é a operação isoperibólica e o que diferencia da operação isotérmica ou adiabática?

O regime isoperibólico caracteriza-se pela existência de uma temperatura constante na parede interna do reator (Tj, no esquema abaixo), isto é, a superfície que contacta com a mistura reacional. Neste sentido, trata-se de uma situação distinta da operação isotérmica, em que o que permanece constante é a temperatura do próprio sistema reacional (Tr, no esquema abaixo), para a qual a temperatura da parede acaba por ter de ser inferior ou igual à do próprio sistema reacional. Por último, o sistema isoperibólico é distinto também do adiabático na medida em que a parede interna do reator (Tr) não acompanha a subida da temperatura do próprio sistema reacional. 


Fonte: Sébastien Leveneur, Lamiae Vernieres-Hassimi, Tapio Salmi, Mass & energy balances coupling in chemical reactors for a better understanding of thermal safety, Education for Chemical Engineers, Volume 16, July 2016,


  • Em que contextos é o modo de operação isoperibólico relevante?



Pese embora o modo de operação isoperibólico poder servir para controlar sistemas reacionais exotérmicos, as reações conhecidas por runaway não se conseguem totalmente evitar. Para estas contribuem as taxas de alimentação excessivas, temperaturas inadequadas ou falhas no sistema de arrefecimento (jacket, camisa), irregularidades na agitação, entre outros. Este fenómeno tem o potencial de ser desastroso, colocando em risco os ativos de uma empresa, bem colocar em risco os recursos humanos. Por este motivo, a identificação e prevenção de reações de runaway merece muita atenção.

Enquanto critério útil para avaliação de risco de um dado processo, e mesmo para o projecto de um reator, a temperatura máxima de uma reação de síntese após uma falha no sistema de refrigeração (parâmetro conhecidos por MTSR) foi inicialmente proposto. 

Outros critérios e situações têm vindo a ser investigadas no sentido de se tentar minimizar os fenómenos de run away.

Fonte: Wenshuai Bai, Lin Hao, Zichao Guo, Yangyang Liu, Rui Wang, Hongyuan Wei, A new criterion to identify safe operating conditions for isoperibolic homogeneous semi-batch reactions, Chemical Engineering Journal, Volume 308, 15 January 2017, Pages 8-17,
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...