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Sobre a interligação dos recursos naturais da Venezuela com o financiamento da sua economia e complexa situação política do país




A Venezuela é um Membro Fundador da OPEP, Organização dos Países Exportadores de Petróleo. As receitas petrolíferas da Venezuela representam cerca de 98% das receitas de exportação. Além do petróleo, os recursos naturais do país incluem gás natural, minério de ferro, ouro, bauxita, diamantes e outros minerais.

A Venezuela é produtora de petróleo desde 1914, quando o primeiro poço de petróleo comercial, Zumaque I, foi perfurado no campo de Mene Grande, na costa leste do Lago Maracaibo.



Fonte: OPEP


Os recursos naturais como garantias de endividamento da economia venezuelana 

CHINA-VENEZUELA: Para Pequim, os abundantes recursos naturais e o fornecimento de energia da Venezuela poderiam ajudar a China a ter acesso de longo prazo a esses ativos nacionais vitais.

Em 2014, o principal banco de política da China, o China Development Bank (CDB), forneceu ao governo venezuelano mais de US $ 30 mil milhões em novos empréstimos garantidos por petróleo. Eles apoiaram principalmente investimentos nos setores de energia e mineração, incluindo unidades de energia, refinarias de petróleo e oleodutos. 

(...) Pequim usou acordos de empréstimos-por-petróleo, apostando que a capacidade de produção da estatal petrolífera da Venezuela (PDVSA) era uma garantia suficiente para o pagamento da dívida.

Este foi um erro de cálculo. A China sobrestimou a capacidade da Venezuela de sustentar a produção de petróleo e, consequentemente, a atividade económica, mas também sua capacidade de gerir com sucesso vários projetos comerciais espalhados por amplos setores da economia. A China pagou, assim, um alto custo quando a Venezuela se atrasou na sua garantia de petróleo e não conseguiu financiar projetos de transporte em 2014 devido ao agravamento da crise económica do país e do colapso histórico do setor de petróleo.

(...) No seu auge, entre 2010 e 2013, a Venezuela representou, em média, 64% das novas linhas de crédito aprovadas da China para a América Latina. Mas, de 2014 a 2017, a Venezuela representou 18% do total de novas linhas de crédito da China para a região.


RÚSSIA-VENEZUELA: (...) As empresas estatais da Rússia surgiram como principais investidores num momento em que o governo de Maduro achava cada vez mais difícil conseguir novos créditos de qualquer lugar, incluindo a China. A Rosneft e a Gazprom, gigantes da energia russa, forneceram financiamento de curto prazo para a empresa petrolífera estatal da Venezuela (PDVSA).

Em troca, a PDVSA forneceu 49,9% de seu total de ações de sua subsidiária nos EUA, Citgo, como garantia à Rosneft para garantir pagamentos futuros. Além disso, a Rosneft aumentou sua participação numa joint-venture de petróleo do Orinoco e também recebeu acesso às maiores reservas de gás da Venezuela.



Joint-ventures na faixa petrolífera do Orinoco. Fonte



A interligação da economia venezuelana com a política nacional e internacional

CHINA-VENEZUELA: A estratégia da China gira em torno de um compromisso pragmático com a “não-intervenção”, protegendo seus compromissos financeiros consideráveis ​​protegendo-se política e comercialmente.

RÚSSIA-VENEZUELA: Na sequência da ascensão política de Guaidó, a Rússia redigiu uma resolução da ONU expressando “suas preocupações com as ameaças ao uso da força” contra a Venezuela. A Rússia disparou um tiro retórico na política externa dos EUA, advertindo que “a interferência cínica e evidente nos assuntos internos de um Estado soberano” deve parar.

Sobre a descida do preço do petróleo entre 2014 e 2015: causas e consequências



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Tal como se pode verificar na imagem abaixo, publicada originalmente no New York Times, a relação entre o preço do petróleo e a quantidade de barris de petróleo produzida mundialmente tem tudo menos uma correlação lógica, sobretudo se nos concentrarmos no que sucedeu no espaço de uma década a contar a partir de 2004. Neste período, verificaram-se aumentos de até 240% no preço do barril petróleo (2011 vs. 2004), para um aumento de produção de apenas 3%. 

Por outro lado, a mesma figura permite também perceber que a cotação do barril de petróleo em 2015 cifrou-se em valores que parecem respeitar a tendência de preços que se verificava no período anterior a 2004. Veja-se: se nos concentrarmos nos valores "preço vs. produção" dos anos de 1996, 2000, 2004 e 2015, observa-se uma boa tendência linear.

Assim, o período que vai de 2005 a 2014 foi marcado pelo que parece ser um comportamento anómalo das cotações. Em termos práticos, levou a maiores custos para o utilizador final, mas também ao florescimento de reforçadas discussões e esforços sobre alternativas ao petróleo, o que certamente tem um efeito positivo e consequente no rumo tecnológico que estamos a trilhar.




Atentando agora um pouco mais na realidade mais recente, a queda abrupta do preço do barril de petróleo entre 2014 e 2015 não afeta os diferentes produtores da mesma forma. De fato, a cada nação está associado um custo de produção distinto, o que significa que as taxas de lucro ou prejuízo são diferentes de país para país.


A este respeito, o gráfico abaixo é particularmente elucidativo, dado que hierarquiza o custo de produção inerente aos diferetnes países produtores de petróleo. Neste sentido o custo de produzir um barril de petróleo oscila entre cerca de 70 dólares na Nigéria, e 10 dólares no Kuwait. As várias nações do médio oriente, nomeadamente a Arábia Saudita (~15 dólares/barril), Iraque (~23 dólares/barril), e o Irão (~28 dólares/barril), são as únicas que no presente ano de 2016, com a cotação do barril de petróleo a cerca de 37 dólares/barril, continuam a registar lucros na produção de petróleo. Todos os outros registam prejuízo.

Torna-se claro que as crises económicas vividas em países como a Venezuela ou o Brasil (e outros), estão certamente ligadas (não só mas também) à perda de competitividade que a exploração do petróleo representa no presente momento para estes países.

Por outro lado, também se torna evidente que a incorrência em prejuízos por parte das várias nações não pertencentes ao Médio-Oriente é um sinal de que não apenas o preço exageradamente alto do petróleo deve desencadear sérios esforços no sentido de se implementar alternativas a este combustível fóssil.




Leia também:

Sobre o incêndio numa refinaria da Venezuela, devido a um raio




"Um raio atingiu esta segunda-feira (12/08/2013) uma refinaria venezuelana, provocando um forte incêndio que obrigou as autoridades a retirarem preventivamente centenas de pessoas das localidades de Puerto La Cruz, no Estado de Anzoátegui, 320 quilómetros a leste de Caracas.

O governador do Estado, Aristóbulo Istúriz, disse aos jornalistas que as autoridades retiraram as populações de «zonas próximas da refinaria, no raio de um quilómetro, como medida preventiva».
(...)

Segundo as rádios locais, o incêndio iniciou-se pelas 15:30 na Venezuela (21:00 domingo em Lisboa), na sequência de um raio que caiu sobre resíduos existentes, junto de uma das áreas de abastecimento de combustível da empresa estatal Petróleos da Venezuela SA (Pdvsa).

Puerto La Cruz está situado a 320 quilómetros a leste de Caracas, no Estado Venezuelano de Anzoátegui. Trata-se de uma localidade onde reside um número significativo de cidadãos portugueses."

Fonte: TVI 24
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