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Sobre a cinza de oliveira na pasta de cimento


"A indústria do cimento é uma das principais fontes de emissão de CO2 para a atmosfera, as quais se devem à libertação deste gás por parte do carbonato de cálcio.

Investigadores da Universidade de Córdoba mostraram que é possível uma substituição de até 10% do cimento da mistura de areia e cimento (que normalmente compõe a pasta de cimento) sem prejudicar significativamente as propriedades mecânicas da pasta. Esta substituição pode ser feita com materiais amigos do ambiente, tais como resíduos da produção de azeite.

Durante décadas os produtores de cimento têm substituído parte do pó de cimento por cinzas da queima de carvão, as quais contêm silício e alumínio, o que confere mais força à pasta. Neste âmbito, têm vindo a ser testados outros tipos de cinzas, como as de borracha de pneus, assim como algumas formas de biomassa.

Os investigadores da Universidade de Córdoba substituíram diferentes fracções de cimento com cinzas de oliveira, as quais contêm também silício e alumínio, além de cádmio. Estas cinzas são provenientes de unidades de produção de energia eléctrica ou calor a partir da queima das sobras vegetais da prensagem que permite a produção de azeite.

O estudo compreendeu a análise do efeito de diferentes fracções de cinza de oliveira na pasta de cimento. Esta viu as suas propriedades mecânicas decrescerem com o aumento da fracção de cinza, mas manteve-se dentro do padrão da indústria para fracções até 10%.

Esta descoberta permitirá obter pastas de cimento a menor custo e sem prejuízo das propriedades mecânicas, já que a biomassa é mais barata, terá como consequência uma menor libertarção de CO2 e em último caso será interessante para os países produtores de azeite (de oliveira)."

Fonte: C&En

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