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Sobre as armas químicas

Este post é um dos mais delicados do Blogue Engenharia Química.

 O tema das armas químicas é um calcanhar de Aquiles na relação entre a sociedade civil e as disciplinas relacionadas com a química, visto que denigre aquilo que devem ser as Boas Práticas e a Ética em ciência e tecnologia, que qualquer químico ou engenheiro químico deve assumir e preservar.

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No livro The Chemical Weapons Taboo, Richard Price apresenta a questão do uso de armas químicas em contexto militar de uma forma desconcertante e pertinente: "mesmo tendo assistido neste século à padronização de um conjunto de técnicas militares como os tanques, os submarinos, bombeamento estratégico, mísseis, como formas aceitáveis de guerrear, as armas químicas desafiam este padrão e instigam uma certa repulsa em virtude de as considerarmos algo abominável e repreensível como opção de guerra.

Efectivamente, em relatórios de imprensa, discussões escolares ou ao nível do público em geral, as armas químicas são tomadas como tendo algo de particularmente ilegítimo, capaz de as tornar num problema específico.
(...)

Como é que, no meio de incontáveis inovações tecnológicas cruéis em matéria de armamento, as armas químicas surgiram como uma opção estigmatizada, como moralmente ilegítima? Porque pensamos diferente a respeito de armas químicas?
"

Fonte: The Chemical Weapons Taboo, por Richard M. Price (Livro)


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 "Vários acordos internacionais estabeleceram limites ao uso de armas químicas em cenário de guerra, a começar pelo Acordo de Estrasburgo de 1675, que visou banir balas envenadas.

Mais recentemente, uma iniciativa das Nações Unidas conduziu à assinatura da Convenção das Armas Químicas de 1993, a qual foi ratificada por 182 estados. Este acordo bane o desenvolvimento, produção, armazanamento e uso de armas químicas.

Entende-se por armas químicas um largo conjunto de agentes desenvolvidos especificamente para uso militar, para além de químicos considerados como tóxicos industriais ou de uso comercial como o cloro e o fosgénio, e toxinas química de base biológica como a ricina.

Olhemos para o histórico do emprego de armas químicas em conflitos:

1º Guerra Mundial: cloro e fosgénio são usados em campos de batalha. O primeiro grande ataque é feito em Ieper (Bélgica) em 1915. 90 mil pessoas morrem por consequência directa e 1 milhão são afectadas pelo uso de armas químicas.

1980: O Iraque usa armas químicas contra o Irão, na guerra entre ambos os países que durou 8 anos. O Iraque usou também armas químicas em 1988 contra iraquiano curdos em Halabja.

2004: Militares dos EUA usam fórforo branco em Fallujah, Iraque. Este químico não está proibido mas o seu é restrito segundo um acordo internacional que os EUA nunca aceitaram assinar."

Fonte: Washington Post

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