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Sobre o aumento de massa do Quilograma padrão que rege todos os outros segundo o Sistema Internacional de Unidades



"Ao longo das décadas, o quilograma, que é referência internacional para se definir a massa, tem acumulado contaminantes e, por isso, tem aumentado de peso. Uma equipa está a tentar encontrar uma solução com raios ultravioletas e ozono. 

 O quilograma original, chamado Quilograma Protótipo Internacional (QPI), está guardado em Paris no Gabinete Internacional de Pesos e Medidas. Foi a partir deste peso, que data de 1875 – feito de platina e irídio –, que todos as outras cópias foram feitas. Há 40 réplicas oficiais construídas em 1884 e distribuídas pelo mundo. A partir destas cópias, foram ainda construídos mais quilogramas, um por cada país.

O problema é que, mesmo protegidas, as 40 cópias têm acumulado contaminantes na sua superfície. Isso fez aumentar o peso em dezenas de microgramas. “O que importa não é o peso desde que todos estejamos a trabalhar a partir de um padrão exactamente igual – o problema é que há diferenças mínimas entre cópias", explica um dos autores do artigo, Peter Cumpson, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido. "O QPI e as suas 40 réplicas estão a aumentar a ritmos diferentes. E a divergir do original.” 

 Das sete unidades-base do Sistema Internacional, o quilograma é o único que se mede a partir de um objecto físico. Todos as outras são comparadas a partir de uma constante. Desde 1983, o metro é definido como o comprimento que a luz atravessa no vácuo durante uma fracção muito pequena do segundo: um segundo a dividir por 299.792.458. 

No caso do quilograma, os laboratórios no mundo também tentam chegar a uma definição deste género e que seja independente de um objecto real. Enquanto não conseguem, é preciso emagrecer o quilograma. “A massa é uma unidade tão fundamental que até esta pequena variação é significativa. 

Existem materiais muito valiosos – ou lixo – no comércio internacional, em que se tem em conta cada micrograma”, explica Cumpson. Para tentar retirar este excesso acumulado, a equipa do cientista experimentou utilizar uma mistura de raios ultravioletas e de ozono numa superfície com a mesma composição dos quilogramas. “Em Newcastle estamos a dar um banho de sol a estas superfícies. 

Ao expor a superfície [do metal] a uma mistura de ultravioletas e de ozono podemos remover os carbonáceos contaminantes e potencialmente trazer os protótipos dos quilogramas aos seus pesos ideais.” "  

Fonte com artigo completo: Público 

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