Patrocinador oficial:

__________________________________________________________________________________________________________________________
Mostrar mensagens com a etiqueta Pessoas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pessoas. Mostrar todas as mensagens

Sobre Helena Pereira, engª química com investigação em produtos florestais e biorefinaria, a liderar a Fundação para a Ciência e Tecnologia (Portugal)


Professora catedrática do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa desde 1993, Helena Pereira era vice-presidente da FCT desde 2017. Entre os vários cargos de gestão e coordenação académica e científica desempenhados por Helena Pereira estão o de vice-reitora (de 2007 a 2011) e reitora (em 2011) da Universidade Técnica de Lisboa.

Foi ainda pró-reitora da Universidade do Algarve de 1989 a 1992, coordenadora do Departamento de Ciências do Instituto de Investigação Científica e Tropical ou ainda presidente do Conselho Cientifico e coordenadora do Centro de Estudos Florestais do Instituto Superior de Agronomia.

Licenciada em engenharia química-industrial pelo Instituto Superior Técnico e doutorada pela Universidade de Hamburgo, Helena Pereira faz investigação na área da biomassa, produtos florestais e bio-refinarias. Mais concretamente, fez estudos sobre a cortiça e do sobreiro.

“Os desafios são muito grandes dado o papel determinante que a FCT tem no nosso sistema científico nacional”, diz ao PÚBLICO Helena Pereira. “Com esta nova direcção vamos continuar a consolidar o sistema já montado, melhorando e aumentando a participação portuguesa a nível internacional, principalmente na Europa em que há desafios como o [quadro comunitário] Horizonte Europa.”
Além disso, a nova presidente da FCT refere que terá muitos desafios internos como o emprego científico ou a colaboração entre o sistema académico, científico e empresarial. “Um dos desígnios importantes que a FCT vai ter é algo que a comunidade científica muito quer – e que eu também sinto porque durante toda a minha vida fiz parte dela: estabilidade e previsibilidade no financiamento da ciência em Portugal”, considera Helena Pereira, acrescentando que “este esforço já começou” no mandato anterior.

Fonte: Público

Sobre Jim deMello, um empreendedor engº químico lusodescendente que começou por fazer limpezas numa empresa de elastómeros nos EUA e terminou dono dela



"O meu nome é Jim George DeMello. Nasci em New Bedford, Massachusetts, em novembro de 1940. Os meus pais também nasceram aqui nos Estados Unidos. Os meus avós da parte da minha mãe nasceram no continente, os da parte do meu pai nasceram nos Açores, no Pico.

(...) Foi em Engenharia Química que Jim se formou e ainda estudante começou a trabalhar na Acushnet Rubber, empresa já centenária que é famosa pelo material de golfe que produz, em especial as bolas. Acabou dono. É, de facto, uma história incrível, que vale a pena ouvir contada da boca do próprio: "Comecei a trabalhar lá, a fazer limpezas, quando estava ainda a estudar. Trabalhava lá no verão. Depois graduei-me e comecei a ser engenheiro na Acushnet Rubber. Depois daí fui subindo até chegar a ser presidente da companhia. Depois de ser presidente, passados três ou quatro anos, comprei-a."

(...) Durante cinco anos, Jim foi presidente, CEO e dono da Acushnet Rubber. Depois, em 2000, decidiu vendê-la e lançar-se em novos negócios. "Depois de vender a companhia, onde estive 40 anos, comecei então a ver prédios e a comprar casas. Os investimentos passaram a ser em imobiliário, tanto aqui em New Bedford como em Dartmouth, perto da universidade", explica. Mas ao mesmo tempo decidiu reforçar o apoio à comunidade portuguesa, sobretudo à educação, não só ajudando a criar a Discovery, que tanto o orgulha, como financiando bolsas de estudos portugueses na universidade."

Fonte: DN


Homem do ano em 2018, segundo a Prince Henry Society, New Bedfor Chapter

A Prince Henry Society, New Bedfor Chapter é uma sociedade fundada em 1980 por luso-americanos para preservar o contributo dos portugueses nos EUA, bem como promover a melhor cultural, económica, educacional e social de descendentes de portugueses nesse território.


Esta sociedade galardoou DeMello como homem do ano em 2018, pelo seu contributo filantrópico em prol da melhoria de condições para descendentes de portugueses nos EUA.


A empresa Acushnet Rubber e seus novos donos

A Acushnet Rubber Company, Inc. foi fundada em 1994 e está sediada em New Bedford, Massachusetts. A empresa faz negócio sob a marca Precix, e projeta e fabrica vedantes elastoméricos. Comercializa o-rings, vedantes do sistema de combustível, vedantes de uretano e vedantes para o sistema de travões de automóveis, etc. A empresa também fornece soluções personalizadas de elastómeros. Possui produtos para diversas aplicações, incluindo como setores automóvel / transporte, aeroespacial / militar / governamental, produção e exploração de energia, química, e médica. 

Desde 28 de Dezembro de 2012, a Acushnet Rubber Company, Inc. opera como subsidiária da ZD USA Holdings Inc, a qual fabrica peças de reposição para automóveis, e que por sua vez pertence á Anhui Zhongding Sealing Parts Co., Ltd. 

A Anhui foi fundada em 1980 e está sediada em Ningguo, China. A empresa vende produtos de borracha (não-pneu) na China e internacionalmente. Para além da tipologia de produtos  Acushnet Rubber, também fornece soluções de gestão de fluidos que incluem direção hidráulica, sistema de arrefecimento, sistema de combustível, tubos de drenagem, bem como condutas de entrada e exaustão de ar; etc. Além disso, a Anhui comercializa postos de recarga elétrica, sistemas de refrigeração e equipamentos de purificação de gás para veículos movidos a novos tipos de energia. Ela trabalha para os setores automotivo, de maquinaria de construção, processamento petroquímico, automação de escritório, ferroviário e marítimo, principalmente sob a marca Dinghu.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.2): exportação de componentes autómoveis, inovação lusa sem escala, 80 anos de petróleo no Brasil, morte de Otto Perrone



A indústria de componentes para automóveis reúne-se nesta quarta-feira em Ílhavo, com uma folha de serviço recheada de méritos e uma grande pergunta: como é que um sector que registou um novo recorde de exportações em 2018 (cerca de 9400 milhões de euros em vendas ao exterior, uma melhoria na ordem dos 6% face a 2017), e que nesta década viu o volume de negócios aumentar mais de 60%, pode continuar a crescer de forma sustentada?


"Temos tradicionalmente essa dificuldade de valorizar o conhecimento, do ponto de vista económico", notou o secretário de Estado da Economia, que falava à agência Lusa no final de uma visita ao Departamento de Engenharia Química da Universidade de Coimbra, depois de também ter estado no Biocant Park, em Cantanhede, e no Instituto Pedro Nunes.


De fato, o petróleo jorrou no sábado, 21 de janeiro de 1939, no início da tarde, a partir de um poço perfurado no bairro do Lobato, em Salvador, após grande insistência e perseverança do engenheiro geógrafo Manoel Ignácio Bastos (1891 -1940) e de seu sócio, o corretor Oscar Salvador Cordeiro (1890 -1970). Muito antes disto, o anúncio da descoberta de petróleo havia sido publicado numa quinta-feira, 2 de março de 1933, e nos dias seguintes, em diversos jornais do país, pelos mesmos personagens.


O engenheiro Otto Vicente Perrone morreu aos 92 anos, no Rio de Janeiro, em dezembro. Mineiro de Guarani, na Zona da Mata, ele ganhou projeção nacional por seu trabalho na indústria petroquímica. Formou-se em Química Industrial em 1951 e em Engenharia Química quatro anos depois, pela Universidade do Brasil, hoje UFRJ.


* * *
Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

Sobre a engª química Mae Jemison, a primeira mulher afro-americana a ir para o espaço, e a importância de ter equipas interdisciplinares para inovar



Nascida em Decatur, Alabama, em 1956, Mae Jemison foi criada em Chicago, Illinois. (...) O interesse de Jemison pela ciência começou cedo quando um tio encorajou sua curiosidade sobre astronomia, antropologia e arqueologia.

Jemison ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Stanford aos 16 anos, graduando-se em 1977 em engenharia química. Alcançou também o grau de bacharelato em estudos afro-americanos. Concluiu ainda estudos em medicina na Universidade de Cornell em 1981, e pelo meio trabalhou como voluntária em Cuba, no Quénia, e num campo de refugiados na Tailândia.

Apesar de tudo o que alcançou, a Dra. Jemison sentia-se impelida a aprender mais. "Eu estava sempre a par da exploração espacial. Segui os programas Gemini, Mercury e Apollo, tinha livros sobre eles, e sempre achei que também iria ao espaço", lembra Jemison.

Dr. Jemison começou a ter aulas de pós-graduação em engenharia e candidatou-se à NASA para admissão no programa de astronautas. Ela foi aceite como uma das quinze candidatas a astronautas em 1987, completou a sua preparação em 1988, e serviu em 1992 como especialista em missões na nave espacial Endeavour. Aos 36 anos, tornou-se assim a primeira mulher afro-americana a ir para o espaço, e fê-lo na qualidade de especialista da missão científica do voo. Durante esta missão, ela conduziu experiências envolvendo ciências da vida, ciências de materiais e foi co-investigadora na experiência de investigação envolvendo células ósseas.

Em março de 1993, ela fundou a Jemison Group, Inc., sua empresa privada que visa "pesquisar, desenvolver e implementar tecnologias avançadas adequadas ao contexto social, político, cultural e económico do indivíduo, especialmente para o mundo em desenvolvimento. " Os projetos do Jemison Group incluíram um sistema de telecomunicações baseado em satélite para melhorar a saúde na África Ocidental e consultoria na conceção e implementação de sistemas de geração de energia solar térmica para países em desenvolvimento.


* * *

  • A atual missão de Mae Jemison: viagens interestelares:
Em 2016 Mae Jemison estava a liderar uma equipa que ambicionava alcançar o próximo salto radical na humanidade: viagens interestelares. Os desafios são enormes - as distâncias são incomensuravelmente grandes, as equipas não podem enviar suprimentos para casa e é muito, muito escuro. O que significa que é necesário preparar tudo. É por isso que a equipe de Jemison é profundamente interdisciplinar, incluindo desde designers têxteis a autores de ficção científica. 

Sobre a Tupperware (fundada por um engº químico), e a sua história, materiais e presença no mundo

Este artigo resulta de uma colaboração com o blogue Quimíssima, que muito recomendo a visita, e que se dedica à descodificação química do nosso dia-a-dia.

 * * *



Tudo começou com uma pequena caixa! Houve, de facto, um Sr. Earl Tupper...um grande inventor. Earl S.Tupper, americano, engenheiro químico, criou a Tupperware em 1944. 

(…) Pouco antes da sua introdução ao consumidor em 1946, os materiais plásticos de muitos fabricantes inventados por Earl Tupper foram canalizados para a frente de combate. A versatilidade e a conveniência dos produtos "milagrosos" da Tupper ajudaram a lançar a revolução dos plásticos na década seguinte. Os primeiros produtos de plástico para consumo da Tupper (…) ofereceram um benefício único que os recipientes de alimentos tradicionais não tinham: eram mais leves e tinham menor probabilidade de quebrar do que os tradicionais copos e louças.


Sr. Earl Tupper, engº químico fundador da Tupperware

(...) Em 1946, a Tupper introduziu seus lendários selos herméticos modelados, seguindo-se a borda invertida que impedia que a comida secasse, murchasse ou perdesse seu sabor no agora comum frigorífico. Apesar de sua natureza inovadora, os produtos da Tupper não vendiam bem em lojas, principalmente porque os consumidores precisavam de demonstrações para entender como eles funcionavam. Em resposta, a primeira Tupperware Home Party foi realizada em 1948, introduzindo uma maneira totalmente nova para os produtos da Tupperware alcançarem os consumidores. As demonstrações provaram ser uma maneira extremamente eficaz de comunicar (…).

Quando os fornos de microondas começaram a entrar nas cozinhas, a Tupperware introduziu produtos projetados especificamente para os fornos microondas e convencionais. Uma vez que o micro-ondas foi totalmente aceite como um eletrodoméstico, a Tupperware introduziu produtos exclusivamente para o aparelho, que poderiam aquecer as sobras ou cozinhar os alimentos congelados que se tornavam cada vez mais um alimento familiar.

 (...) Em 1963, a empresa estava presente em seis países europeus e logo depois lançou-se no Japão e na Austrália. A Tupperware também tinha escritórios de vendas na África e América Latina antes de 1970. Desde então, a Tupperware Brands expandiu-se para quase 100 países em todo o mundo através de sete marcas: Avroy Shlain, Fuller, NaturCare, Nutrimetics e Nuvo. A empresa está sediada em Orlando (Flórida -EUA) e emprega 12 mil colaboradores.

Fonte: Tupperware

 * * *

  • A TupperWare em Portugal:



A Tupperware em Portugal fundou-se em 1965. A empresa detém atualmente uma fábrica e armazém em Portugal, localizados em Montalvo (Abrantes).

* * *

  • Alguns dos polímeros usados nos produtos TupperWare :

O blogue português Quimíssima concebeu uma excelente infografia que sumaria os principais polímeros encontrados nos produtos da marca Tupperware, e que se apresenta abaixo.

Visite Quimissima.com !

  • O processo de criação e produção de Tupperware:


Sugere-se ativação das legendas automáticas em português, 
nas opções do canto inferior direito do vídeo.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.26): terrorismo no petróleo, um gastrónomo engº químico, 713 mil veículos poluentes, e Coca-Cola com canábis


Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.


O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.




 * * *


Seis homens armados atacaram esta segunda-feira [10/09] a sede da Companhia Nacional de Petróleo (NOC) em Trípoli, na Líbia, onde foram ouvidos tiros e uma explosão, segundo testemunhas, que indicaram a existência de vítimas. Várias pessoas foram feitas reféns, avança o ministro do Interior Abdul Salam Ashour, citado pela Associated Press (AP).

Engenheiro químico, trader de metais, produtor de vinho, enófilo e um dos maiores gastrónomos do país: eis o currículo de Bento dos Santos, o homem que ajudou a lançar José Avillez.

Portugal tem um total de 713 mil veículos poluentes a gasóleo a circular nas estradas, um número que coloca o país no 11º lugar entre os Estados-membros da União Europeia (UE), refere um estudo divulgado esta segunda-feira pela Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E)

A possível incursão da maior empresa de bebidas numa das indústrias que mais rapidamente cresce está a animar os mercados. As cotadas do sector, como a Tilray, que está presente em Portugal, estão a disparar.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.18): tratar água com biocarvão, Shell investe em R&D no Brasil, mais biodiesel no diesel, e tributo ao fundador da Coppe/UFRJ

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


 * * *



Nos resíduos da indústria do papel pode estar a solução para remover das águas das aquaculturas os restos de fármacos utilizados pelos produtores. Na Universidade de Aveiro (UA), uma equipa de químicos conseguiu converter as lamas que resultam desses resíduos num biocarvão que, tal como um íman, é capaz de atrair e reter uma vasta gama de substâncias tóxicas.


Fundador da Coppe/UFRJ, Alberto Coimbra destacou-se pela criação de cursos de pós-graduação. Um curso de mestrado em engenharia química feito nos Estados Unidos, entre 1947 e 1949, e a percepção de como funcionava o sistema superior de ensino norte-americano, em 1960, levaram-nos a dar uma importante contribuição para a pós-graduação brasileira. Em 1963 ele criou o primeiro curso de mestrado em engenharia química do país na então Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).


Visando garantir o desenvolvimento de pesquisas avançadas sobre conversão de energia solar em produtos químicos e armazenamento de energia, a Shell Brasil em parceria com a Fapesp, Unicamp, USP e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), anunciaram nesta quarta-feira, 23 de maio, um investimento recorde de R$ 110 milhões destinado para criação do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE).


O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, recebeu hoje (23) sugestões das indústrias de óleos vegetais e álcool para tentar resolver a crise em torno do preço dos combustíveis, especialmente gasolina e diesel. Entre as sugestões apresentadas estão o aumento da mistura de biodiesel no diesel, venda direta de etanol para os postos de gasolina e revisão das metas da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).


Sobre o professor Alírio Rodrigues na lista dos mais citados em Engª Química, segundo o Shanghai Academic Ranking of World Universities (2016)



Alírio Rodrigues, professor jubilado e até 2013 professor catedrático do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), é o único investigador português e também o único de toda a comunidade lusófona, a figurar na lista dos 300 cientistas mais citados da área de Engª Química, no ano de 2016, publicada pelo Shanghai Academic Ranking of World Universities. Este ranking é baseado nos dados da plataforma Scopus, fornecendo uma medida da influência de cada investigador em termos de citações dos seus artigos científicos.

Do acordo com as suas estatísticas no Scopus, o professor Alírio Rodrigues é autor e coautor de 665 documentos (artigos, reviews, capítulos e em livro e atas de congresso), publicados num período temporal de 1974 a 2017. Estas publicações contam com mais de 16 mil citações, realizadas por mais de 9400 documentos. Finalmente, professor Alírio Rodrigues apresenta um índice-h de 60, o que significa que 60 das suas publicações têm pelo menos 60 citações cada.

Ao longo da sua extensa carreira, o professor Alírio Rodrigues desenvolveu trabalhos nas seguintes áreas:
  • Processos de adsorção e reação cíclica (destacando-se as tecnologias de PSA, SMB);
  • Intensificação de processos (também em SMB e PSA);
  • Valorização de lenhina;
  • Engenharia de perfumes e microencapsulamento.
No conjunto total das suas publicações o professor Alírio Rodrigues totaliza mais de 150 coautores, sendo de destacar o Dr. José Miguel Loureiro (docente de engª química na FEUP e investigador do LSRE) com 97 coautorias, o Dr. Carlos Grande (atualmente investigador no SINTEF - Noruega) com 66 coautorias, e a Dr. Ana Mafalda Ribeiro (investigadora no LSRE-LCM) com 56 coautorias.

As suas publicações foram realizadas num total de 145 revistas e livros diferentes, sendo de destacar os periódicos Industrial And Engineering Chemistry Research (94 documentos), Chemical Engineering Science (52 documentos), e o AiChe Journal (47 documentos).

Grande parte do trabalho realizado por este investigador teve como palco os laboratório do seu grupo de investigação, inicialmente designado LSRE em 1975/1977, e atualmente LSRE-LCM .

Sobre a eleição de Sir Martyn Poliakoff para a Royal Academy of Engineering (UK), pelo seu trabalho pioneiro em fluidos supercríticos



O mediático professor Sir Martyn Poliakoff , da Universidade de Nottingham, foi eleito membro da Royal Academy of Engineering pelo seu trabalho pioneiro em fluidos supercríticos, que foi descrito como uma forma de "combinar engenharia e química de maneira altamente imaginativa".

Sir Martyn é membro da Institution of Chemical Engineers (IChemE) desde 2004 e foi membro do Conselho IChemE de 2009 a 2013, tendo dedicado grande parte de sua longa e distinta carreira científica  ao desenvolvimento de processos ambientalmente mais aceitáveis ​​para a produção dos materiais e compostos químicos que dão forma o nosso mundo moderno.

O trabalho do professor Poliakoff  atraiu também um interesse contínuo da indústria, e a sua extensa colaboração foi destacada pela academia. Por exemplo, a sua parceria com a empresa Thomas Swan & Co Ltd, especializada em produtos químicos de desempenho e especialidades, culminou em 2002 com a abertura de uma unidade industrial com capacidade de produção de 1000 toneladas por ano, para produção de compostos químicos em fluidos supercríticos.

Tendo-se juntado à Universidade de Nottingham como docente em 1979, Sir Martyn continua a ensinar, ministrando temas como química verde e engenharia de processos para alunos do primeiro ano.


O professor Poliakoff  ganhou uma reputação mundial do projeto conhecido por Tabela Periódica de Vídeos onde faz divulgação de química de uma forma divertida e experimental, e que totaliza já quase 165 milhões de visualizações e perto de um milhão de assinantes no YouTube.

Fonte: Nottingham Post

Sobre as principais áreas e fronteiras temáticas da engenharia química, segundo Sean Moran (Univ. Nottingham)




O professor Sean Moran é um engenheiro químico com mais de vinte anos de experiência em projetos de processos químicos, comissionamento e solução de problemas, sendo também considerado a "voz da engenharia química".

Enquanto professor associado na Universidade de Nottingham, ele coordenou o programa de ensino de projeto, dirigido a estudantes de engenharia química. O trabalho universitário do professor Moran centrou-se no aumento da relevância industrial no ensino, com especial ênfase no design do processo, segurança e empregabilidade.

* * * 

O que é a Engenharia Química?

  1. "Talvez tudo dependa da posição/função que cada um detém. O que se segue é, obviamente, escrito de onde estou, na fronteira entre a profissão e vários departamentos acadêmicos associados."
  2. "Se não desenharmos [uma] distinção, a confusão pode resultar. Se a investigação em ciência dos materiais, biologia, engenharia biomédica e humanidades (e nem me façam falar de coisas como drones e impressão em 3D!) é a investigação em engenharia química, o que, então, não o é?"
  3. "Naturalmente, não há nada de errado que se faça investigação em outras áreas, mas a tendência dos académicos para leccionar sobre aquilo que investigam causa problemas se o tipo de investigação que fazem não se adequa à natureza do curso em que são chamados a ensinar."


Se aceitarmos a ideia de que pode haver tal coisa como "investigação em engenharia química", essa atividade precisa, na opinião de Sean More, de abranger áreas que apoiam a profissão de engenharia química, nomeadamente:



Por outro lado, as seguintes áreas devem ser consideradas áreas não-centrais, nas quais um engenheiro químico pode participar mas não tomar como sendo central para a profissão de engenharia química:



Sobre a empresa brasileira Garden Química, e o percurso da sua visionária fundadora Berenice Freire




  • A empresa 

"Com escritório comercial e fábrica na região de Guarulhos, Grande São Paulo, a Garden Química opera também nos segmentos de cuidados do lar e químicos industriais. A companhia dispõe de armazenagem verticalizada, logística integrada, frota própria e laboratórios para análises microbiológicas. Mas tudo começou em uma sala de apenas 12m2, quando Berenice Freire decidiu usar a experiência adquirida na área de vendas de produtos químicos para investir em um projeto de representação comercial, com perspectiva de se tornar uma fabricante de matérias-primas em longo prazo."

(...) "A partir da crescente demanda dos clientes, Freire investiu no aluguel de um galpão de 700 m2 e na compra de um reator. O primeiro faturamento anual da empresa foi de R$ 35 mil. Em 2016, a perspectiva é alcançar R$ 46 milhões.

Atualmente, Garden Química produz mais de 100 ingredientes e afirma estar entre as cinco principais fabricantes de quaternários de amônio do Brasil. A empresa está presente em todo o território nacional e planeja expandir as operações para a América Latina. "

(...) "No portfólio de clientes na área de cosméticos, estão empresas como Avon, Croda, Davene, Inoar e Phisalia."

Fonte: Brazil Beauty News


  • O percurso e a visão da fundadora

Berenice Freire é a fundadora 
e presidente da Garden Química

"No padrão familiar da época, a mulher vivia para ser dona de casa e cuidar dos filhos, não podia ter uma carreira profissional. Meu pai, caminhoneiro, era assim, muito conservador, não admitiria uma coisa dessas."

(...)"Meu primeiro emprego foi, ironicamente, em uma empresa química voltada para cosméticos que um amigo do meu pai gerenciava"

Um ano depois de ser contratada fui convidada por outra indústria química para uma vaga de vendedora. Iniciei nessa empresa em 1987 como auxiliar de vendas e em dois meses fui promovida para o cargo de vendedora interna. Após doze meses apenas me tornei vendedora externa e, em três anos, assumi a função de supervisora. Meu último cargo foi como coordenadora nacional de vendas.

Foi lá que aconteceu minha ascensão profissional ao longo dos 15 anos em que fui funcionária. A empresa me incentivou a iniciar meu primeiro curso universitário em química industrial. Fui a primeira da minha família a ter um diploma.

Eu, aos 28 anos, estudava aos sábados porque tinha dificuldade com exatas, mas, mesmo atrasada por conta do trabalho, não faltava às aulas durante a semana."

(...) "Foram quatro anos sem vida social, mas tenho muito orgulho quando penso no que vivi.

Ao concluir o curso universitário, decidi montar a minha empresa de representação comercial, a Garden Química, em 2003, e, finalmente, me tornei uma executiva de sucesso. Atualmente, comando uma equipe de mais de 80 colaboradores ao lado de meu sócio e marido, Waldir Freire."


Sobre Octave Levenspiel (1926-2017), nome maior da engª química mundial, e especialista em engenharia das reações químicas




Octave "Tavy" Levenspiel, professor emérito de engenharia química na Oregon State University, morreu pacificamente aos 90 anos no passado dia 5 de março de 2017.

Um pioneiro no campo da engenharia da reação química, Levenspiel tornou-se, em 2000, o primeiro membro do corpo docente do Estado de Oregon a ser eleito para a Academia Nacional de Engenharia, a mais alta distinção norte-americana para engenheiros, tanto na academia como na indústria.

A carreira de Levenspiel  estendeu-se por mais de quatro décadas, durante a qual produziu centenas de publicações em revistas de especialidade e meia dúzia de livros de texto autoritários. Seu livro inovador Chemical Reaction Engineering, publicado pela primeira vez em 1961, foi citado mais de 11.000 vezes e foi traduzido para mais idiomas do que qualquer outro volume na literatura de engenharia química.


O seu percursos escolar multicultural merece detaque: frequentou um jardim de infância alemão em Xangai (China), uma escola primária e secundária inglesa e uma universidade francesa antes de embarcar para os Estados Unidos em 1946 para completar seus estudos de graduação. Levenspiel terminou seu diploma de bacharel em química na Universidade da Califórnia, Berkeley, em 1947.

Seguiu-se a Oregon State University, onde obteve seu mestrado em 1949, e seu doutoramento em 1952, ambos em engenharia química. Ao se formar, e já depois de se casar com Mary Jo Smiley, Levenspiel ingressou como professor universitário.  A sua carreira no ensino universitário acabaria por levá-lo à Universidade Bucknell, em localizada na Pensilvânia, depois ao Illinois Institute of Technology (Chicago) e, finalmente, de volta à Oregon State University, com dois sabáticos passados ​​em Cambridge (Inglaterra). 

Levenspiel encontrava-se aposentado desde 1991, mas continuou a escrever e editar os seus livros didáticos, incluindo a terceira edição de Chemical Reaction Engineering (1999), Rambling Through Science and Technology (2009) e Tracer Technology (2012).

_ _ _
Agradecimento: André Lopes do Santos

Sobre a "Masterclass" do professor Augusto Mateus, em torno dos desafios de inovação, economia e desenvolvimento em Portugal





Convidado como orador na confereência do INEGI 2016, realizada em novembro de 2016, no Porto, e subordinada ao tema “Inovação de Base Tecnológica e Competitividade” ,  o catedrático e ex-ministro da economia Augusto Mateus realizou uma palestra sobre a inovação, economia e desenvolvimento em Portugal.

Em 50 minutos de grande objetivididade, capacidade de visão integrada sobre os fenómenos  e tendências tecnológicas, económicas e sociais, esta autêntica Masterclass permite a qualquer pessoa encarar de frente o tempo que vivemos e que vamos viver, nomeadamente ao nível dos desafiods industriais, políticos e sociais.

Apresenta-se de seguida uma síntese dos pontos abordados nesta intervenção:
  • Não devemos brincar à reindustrialização de Portugal, ou ao regresso à indústria do passado: "Não há a possibilidade de trazer Detroit para aquilo que foi" -  minuto 5 do vídeo;
  • Não há verdadeiro "Made in 1 país" - minuto 7;
  • Nos temos de hoje a economia não começa na existência de recursos, antes na existências de necessidades - minuto 9;
  • A diferenciação deve ser procurada onde ela é possível: "Não é possível diferenciar no ácido sulfúrico" - minuto 10;
  • A indústria deixou de ter as fronteiras clássicas, fundido-se com outros setores - minuto 13
  • A indústria opera hoje no muito grande (aerospacial) e no muito pequeno (nanotecnologia) - minuto 21
  • O séc. XX foi o século da vida, mas sabemos pouco sobre a 3ª idade - minuto 25;
  • Ter uma economia baseada no conhecimento trás problemas de desigualdade - minuto 27;
  • O estado estacionário na economia tem um sentido diferente do steady state termodinâmico - minuto 28;
  • A economia do futuro requer competências mais do que certificações - minuto 35;
  • Portugal deve ter uma política económica que bate certo com a política financeira, ao invés de só se preocupar com as finanças - minuto 43;




* * *

Sobre Augusto Mateus:

Atualmente é Chairman e Presidente não executivo da Sociedade de Consultores Augusto Mateus & Associados, da qual foi fundador (1998) e seu Presidente Executivo até 2015. É licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF), da Universidade Técnica de Lisboa e pós-graduado pela Universidade de Paris X em Economia Internacional e Economia dos Recursos Humanos.

Professor Catedrático convidado do ISEG, onde lecionou entre 1972 e 2014, com responsabilidades docentes na área da Política Económica e Política Industrial e Competitividade, ao nível das licenciaturas e dos mestrados. Professor em Mestrados e cursos de pós graduação, no quadro de colaborações com outras instituições de ensino superior em Portugal e no estrangeiro.

Consultor de várias instituições e agências, nacionais e internacionais, e editor e membro de diversos conselhos editoriais de publicações técnicas especializadas, nacionais e estrangeiras, possui obra relevante obra relevante nos domínios da política económica, da política industrial e competitividade, da análise de conjuntura, da economia internacional, europeia e portuguesa, entre outros.

Exerceu os cargos de Secretário de Estado da Indústria e de Ministro da Economia entre 1995 e 1997.

Investigador e coordenador de múltiplos estudos nas áreas da prospetiva e análise macroeconómica, I&D e inovação, competitividade e estratégias empresariais, regiões, política de cidades e estratégias territoriais, infraestruturas, estratégias de eficiência coletiva, consumo, concorrência e distribuição, gestão pública e avaliação de programas e políticas públicas. Destacam-se enquanto áreas de experiência setorial relevantes: têxtil, vestuário e calçado, metalurgia e metalomecânica, automóvel, cultura e economia criativa, consumo e distribuição, saúde e indústria farmacêutica, habitat (cerâmica, construção, mobiliário). 

Sobre a empresa Amyris, presidida pelo português John Melo, e a produção de combustíveis e outros produtos sustentáveis através de biotecnologia



Liderada pelo português John Melo, que reside nos EUA desde 1973, a Amyris é uma empresa cotada na bolsa americana Nasdaq, que "tem trabalhado – e é uma das líderes no mundo – em biologia sintética (a capacidade de modificar ADN). " Mais objectivamente, a Amyris dedica-se a programar "o ADN de micro-organismos da mesma maneira que programamos o software para um computador."


Usam "como matéria-prima, para esses micro-organismos, o xarope extraído da cana-de-açúcar, que o convertem em produtos como cosméticos, aromas, aromatizantes, combustível para aviões, polímeros para pneus – são muitos produtos diferentes que usamos em todo o mundo."

Segundo Melo, "Tínhamos um objetivo para 2016: criar um centro de biotecnologia. A ideia de que o faríamos com a Católica veio depois do objetivo inicial. Depois de conhecer as capacidades da Católica, apercebemo-nos que era a melhor universidade para criar este hub em Portugal. Fazê-lo em Portugal, no Porto, e torná-lo um centro europeu para a bioenergia e bioprodutos."


Acrescenta que "o objetivo é fazer investigação aplicada, e não investigação básica. Isto é realmente importante: não estamos a fazer Ciência para desenvolver nova Ciência, estamos a fazer Ciência para desenvolver produtos agora. E esperamos ter novos produtos, para as companhias europeias, a sair daquele instituto de investigação todos os anos."


Antes de presidir à Amyris, John Melo trabalhou durante 
cerca de uma década na britânica BP e, numa fase mais inicial da carreira,
 foi também colaborador da consultora Ernst & Young


De entre o portfólio de produtos, destaque para os produtos afetos ao setor dos combustíveis: ". Temos um gasóleo renovável, líder a nível mundial, que vendemos para os autocarros de São Paulo – chamamos-lhe “diesel de cana” [projeto Biofene]. É o único combustível renovável que a Mercedes permite que a cidade de São Paulo use nos autocarros da marca. Este é um exemplo de como a performance do produto é melhor dos derivados do petróleo atuais."


"E temos um combustível renovável para aviões em parceria com a Total, a petrolífera francesa. A Total detém 30% da Amyris, são a nossa maior acionista, e acreditamos que os nossos combustíveis renováveis, tanto o gasóleo como o combustível para aviões, são os melhores combustíveis a nível de desempenho disponíveis hoje em dia em todo o mundo. O desafio é conseguir ter preços competitivos em relação ao crude, mas esperamos chegar lá até 2020-2021."


E como começou, afinal a Amyris? 

"A nossa empresa começou com uma ideia de que podíamos modificar micro-organismos, neste caso leveduras – as mesmas leveduras que fazem o pão, cerveja ou vinho -, alterando o ADN e programá-los para produzir os produtos que queremos. E esse foi um projeto que partilhámos com a Fundação Gates: reduzir os custos do medicamento mais importante no tratamento da malária de maneira a podermos salvar mais crianças. A Fundação Bill e Melinda Gates acharam que era uma boa ideia e financiaram a empresa, juntamente com outras organizações, num total de 42 milhões de dólares [cerca de 38 milhões de euros]. E foi assim que a nossa empresa teve início."


Fonte: Observador

Sobre a opinião de Adam Heller (Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação 2007) a respeito dos desafios presentes e futuros da engª. química



Partilha-se abaixo a resposta dada por Adam Heller (AH) quando questionado em entrevista a respeito do futuro da engenharia química. AH falou do atual financiamento do que designa ser quasi-engenharia de utilidade discutível, e focou ainda o desafio provocado pelo aquecimento global.

Adam Heller é professor emérito do Dep. de Engenharia Química da Universidade de Texas em Austin, e conta uma carreira de 55 anos ligada à electroquímica e catálise. Em 2007 foi condecorado pelo presidente dos EUA com a Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação.

* * *


[Entrevistador]: Adam, antes de terminarmos a nossa conversa, eu sei que você tem observado várias mudanças no campo da engenharia química. E estaríamos interessados em saber um pouco sobre as mudanças que constatou e para onde caminha a engenharia química no futuro.



AH: Primeiramente, os fundamentos da engenharia química. Você é um dos grandes eletroquímicos; o Charlie Tobias foi também um dos grandes. O nosso ramo está a expandir-se, crescendo, desenvolvendo-se. O John Prausnitz contribuiu como ninguém para a termodinâmica. O básico está-se a desenvolver. Ganhamos nova e mais profunda compreensão. 


O que também verificamos - e você observou-o muito bem enquanto diretor do Lawrence Berkeley National Laboratory - é que temos vindo a fazer uma grande quantidade de quasi-engenharia que não nos levará a qualquer lado. Fazêmo-lo apenas porque o dinheiro existe. E isso é uma praga em parte da investigação e desenvolvimento da engenharia química porque não conduz a novos entendimentos ou a produtos e serviços que sirvam as pessoas. 

Muito disto tem motivações políticas. Vemos grandes esforços para reduzir as emissões de carbono. É uma verdadeira tragédia que as pessoas não sejam ensinadas que o aumento do uso de energia é uma consequência do aumento da riqueza mundial. O PIB per capita aumentou 18 vezes e a população mundial aumento 14 vezes nos últimos 100 anos, resultando num aumento de 250 vezes da riqueza mundial. A pobreza global diminuiu dramaticamente e continuará a diminuir. À medida que as pessoas ficam mais ricas elas vivem em cases maiores e mais bem construídas, e conduzem mais carros. Só as indústrias do cimento e aço geram 13% do CO2 emitido. Portanto, à medida que as pessoas ficam mais ricas, elas consomem mais energia. Não há nada que possa ser feito para o interromper. Não podemos parar a Ásia e a África de usarem mais energia, nem impedir as pessoas de terem famílias maiores. A recomendável e profundamente importante substituição de combustíveis fósseis por renováveis e conservação de energia não barrou ou diminuiu o aumento de CO2 na atmosfera. 

Atendendo a que as pessoas procurarão aumentar a sua riqueza e ter famílias maiores, resultando num rápido e massivo aumento da riqueza, e portanto uso de energia, e considerando que já estamos a gastar imenso em renováveis, que alternativa temos? Bem, não discutimos as alternativas tanto quanto discutimos as renováveis e conservação porque as alternativas são ofensivas para os bem-intencionados puristas. Precisamos de discutir mais o aquecimento global através de processos controláveis e reversíveis do que baseados em processos naturais e descontrolados do passado tais como a idade do gelo. Por exemplo, através da fertilização dos Oceanos do Sul com formas de ferro de curta duração que induzam a fotosíntese por parte dos organismo marinhos, ou pela reflexão de luz solar através de aerossóis de sulfato na estratosfera.

Sobre a eng. química Esmeralda Dourado, e um percurso envolvendo a indústria do vidro, automóvel, banca, e política




"A gestora e [engenheira química] Esmeralda Dourado foi sondada para vir a assumir a presidência da Caixa Geral de Depósitos, no triénio 2016-2018, mas recusou essa possibilidade (...).

Licenciada pelo Instituto Superior Técnico em Engenharia Química Industrial e certificada pela Universidade de Harvard em “Advanced Corporate Finance”, Esmeralda Dourado iniciou a sua carreira como professora do primeiro curso de Tecnologia Têxtil em Portugal. Nos anos 90, o seu caminho profissional mudou para a banca, assumindo o cargo de vice-presidente do Citibank em Portugal e posteriormente assumiu funções executivas nos conselhos de administração dos bancos Fonsecas & Burnay, União de Bancos Portugueses e Interbanco. Foi nomeada CEO do Grupo SAG em 2000 e Presidente da SAG Brasil em 2001."



Ainda no quadrante político, Esmeralda Dourado foi também membro da direção de campanha de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito Presidente da República de Portugal no ano de 2016.


  • O PERCURSO PROFISSIONAL DE ESMERALDA DOURADO

"Esmeralda Dourado é hoje um exemplo para o tecido empresarial português e para a sociedade civil. Percorreu um longo caminho desde que entrou, aos 25 anos, na fábrica vidreira Covina.
(...)

A carreira da actual administradora da SAG, o maior grupo de distribuição automóvel em Portugal - que representa marcas como a Audi e a Lamborghini -, começou logo a seguir à faculdade, como professora da Universidade da Beira Interior. Não era bem esse o seu objectivo, mas, quando se viu confrontada com a oportunidade de trabalhar, aceitou. Na verdade, Esmeralda Dourado, formada em Engenharia Química no Instituto Superior Técnico, queria mesmo era entrar na indústria.
(...)

Chegou a enviar "centenas de currículos" e a "andar por tudo o que era empresas" para se candidatar. Mas, muitas vezes, "nem conseguiu chegar às direcções de recursos humanos", conta. O objectivo acabou por se cumprir mais tarde, em dose dupla. 
(...)

Decidiu-se pela Covina, onde entrou aos 25 anos, como adjunta da produção de vidro temperado. Naquela fábrica, onde trabalhavam mais 200 pessoas, pôde "ter ideias", como a de uma estufa de vidro para usar na agricultura ou projectos de conservação de energia. Nesta fase, já como responsável do gabinete de desenvolvimento.

Mas, a certa altura, sentiu que o percurso se tinha "esgotado" e tornou-se investidora nas horas vagas. Filha única, diz que essa inclinação é um legado do pai, de quem herdou o capital para se lançar nos mais variados negócios. De um deles sente especial orgulho. Em parceria com o Ministério da Agricultura francês, trouxe a primeira plantação de espargos para Portugal. Trabalhava nestes projectos noite dentro e ao fim-de-semana porque só deixou a Covina em 1985, quando Pedro Homem, escolhido pelo Citibank para abrir uma delegação do banco em Portugal,lhe começou a ligar insistentemente porque lhe queria fazer uma entrevista de emprego.

Não sabe bem definir porquê, mas aceitou o desafio e, a partir daí, manteve-se na banca. Do Citibank passou para o Fonsecas & Burnay, numa altura em que se preparava a privatização da instituição financeira. Depois, entrou no Banco Privado Atlântico, de onde saiu na sequência de uma oferta pública de aquisição do actual Millennium BCP. Até que foi convidada por João Pereira Coutinho, principal accionista da SAG, para entrar no Interbanco, entretanto vendido ao espanholSantander.

É só em 2000 que abandona a banca definitivamente e se dá uma nova inversão na carreira da empresária. Entra directamente na SAG, onde sobe a presidente. Mais recentemente, entrou no que chama "second life [segunda vida]" e assumiu o cargo de administradora não executiva. Esmeralda Dourado quer servir de exemplo, mas não de forma paternalista. "Ganhei algumas coisas, perdi outras." Esteve três vezes desempregada, uma delas durante oito meses. Hoje, aos 58 anos, continua "a plantar sementes". Vai investindo em alguns projectos."

Sobre a atribuição do Prémio Universidade de Coimbra 2016 ao professor catedrático de eng. química Adélio Mendes




Adélio Mendes, investigador, catedrático da Faculdade de Engenharia do Porto, na área de engenharia química é o vencedor do Prémio Universidade de Coimbra 2016.

Adélio Mendes “é uma pessoa com um percurso notável”, que “tem uma atividade letiva por todos reconhecida, uma atividade científica de centenas de artigos nos melhores locais de publicação internacional” e ainda uma ligação ao tecido económico absolutamente invulgar”, disse o reitor da Universidade de Coimbra (UC), João Gabriel Silva.

Autor de várias patentes, designadamente daquela que, “até ao momento, foi vendida por um preço mais elevado em Portugal”, Adélio Mendes também tem estado “envolvido no lançamento de várias empresas”, sublinhou João Gabriel Silva, que falava hoje, ao final da manhã, na Sala do Senado da Reitoria da UC, para anunciar o vencedor da edição deste ano do galardão, no valor de 25 mil euros.

Fonte: Observador

Sobre a atribuição do prémio Kurt Politzer de Tecnologia, a Vanderlan da Silva Bolzani, por pesquisas sobre o fruto umbu




"A farmacêutica Vanderlan da Silva Bolzani, vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), foi a ganhadora da edição 2015 do Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia, na categoria pesquisador, concedido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). O prêmio, que homenageia pesquisadores que tenham desenvolvido projetos na área química com potencial de aplicação industrial, foi entregue nesta sexta-feira (11), durante o 20º Encontro Anual da Indústria Química - ENAIQ 2015, que acontece no Grand Hyatt São Paulo, em São Paulo.

"Fico muito feliz com o prêmio. Gosto muito do que faço e é muito bom ver que meu trabalho está sendo reconhecido. Mas o interessante é que eu não sou química. Fiz minha graduação em farmácia, mas dediquei minha vida inteira à química", disse Bolzani ao Jornal da Ciência ao ressaltar que o Brasil ainda precisa criar a cultura de premiar as pessoas que tenham seus trabalhos reconhecidos.




O projeto que conquistou o prêmio utiliza como matéria-prima o umbu, fruta emblemática da Caatinga nordestina. "O Brasil tem uma grande biodiversidade, mas não existe um produto de valor agregado. Sei que há indústria que utilizam frutos da nossa biodiversidade, inclusive de cosméticos, mas não de inovações radicais. E temos uma área científica forte em produtos naturais, mas não existe uma conexão. Os exemplos que tivemos de produtos de valor agregado no passado, nunca trouxeram divisas para o Brasil. Então quando vejo uma Associação Brasileira da Indústria Química que premia algo sobre os frutos do Brasil, considero importante", comemora.

A pesquisadora acredita, com esse prêmio, que poderá atrair mais atenção da indústria nacional. "Tenho certeza que isso pode atrair olhares dos empresários nacionais para produtos da nossa biodiversidade que é rica. Sei que há risco. E o industrial brasileiro não é afeito ao risco. Mas o risco é inerente ao setor que quer inovar e à própria Ciência. Pesquisar é um risco constante", disse.

Bolzani, que é professora titular do Instituto de Química de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é graduada pela Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Paraíba (1973), mestre em química orgânica pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), em 1977, e doutora em ciências, também pelo IQ-USP, em 1982, com bolsa FAPESP. Possui pós-doutorado pelo Departamento de Química no Instituto Politécnico e Universidade Estadual de Virgínia, Estados Unidos, com bolsa da FAPESP."

Fonte: Academia Brasileira de Ciências
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...