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Sobre o top 20 de nações na investigação química, 2000-2010

O portal ScienceWatch  produziu uma listagem das 20 nações com mais impacto na investigação química ao longo da década 2000-2010. O trabalho baseou-se em indicadores de desempenho que abrangeram 10 milhões de artigos, referentes a 11 mil jornais científicos do ramo, bem como a respectiva rede de citações dos autores em termos da sua nacionalidade.
Numa primeira leitura, podemos alinhar os países por volume de citações, isto é, pela quantidade de vezes (absoluta) que foram citados autores de determinado país. Se o fizermos, ficamos a saber que os EUA foram indiscutivelmente a nação mais citada na última década, seguido à distância por um grupo de 3 nações: Japão, Alemanha  e China, por esta ordem, já que nem as três juntos conseguiriam roubar o 1º posto aos norte-americanos. De registar a presença do Brasil na 20º posição neste grupo, com um volume de citações próximo dos da Bélgica ou Taiwan.
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Todavia, importa ir mais longe e analisar o desempenho dos países anulando as naturais diferenças de dimensão dos pólos universitários e centros de investigação, ou seja, descontando-se a vantagem de certos países devido a terem uma população de investigadores superior. Neste sentido, a figura abaixo apresenta a listagem dos mesmos países (na mesma ordem em que aparecem no gráfico acima) mas desta feita é apresentada a razão entre o número de citações e a quantidade de publicações alcançadas.
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Embora permaneçam em 1º lugar, os EUA partilham o melhor desempenho com a Holanda e são seguidos de muito perto pela Suiça. Países como o Japão, Alemanha e China revelam rácios nivelados com a média. O Brasil sobe algumas posições e deixa o último lugar desta lista.
Estes resultados desde logo põem a nu o dilema interessante da quantidade versus qualidade, visto que países como a Suiça ou a Holanda, cuja produção em quantidade é modesta face a EUA, Alemanha ou China, acabam por ter trabalhos mais citados e como tal mais valorizados.

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