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Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2019.2): equipamento de medição do atrito em pistas de aeroporto, com vista à identificação de medidas corretivas

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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Airport runway surface friction tester

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.1): fogo de artifício chinês, 'alcoolímetro' para o cancro, emissões em Portugal, e bola de berlim de carvão ativado

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Alemanha, Holanda, Polónia e Reino Unido são os maiores importadores de pirotecnia da União Europeia, com a quase totalidade (98%) a vir da China. Em Portugal, um dos poucos países europeus com produção própria, mais de metade do fogo-de-artifício é fabricado em território nacional.


Um aparelho para detetar cancros através da respiração de uma pessoa, à semelhança daqueles que são usados para detetar álcool em condutores, vai começar a ser testado no Cancer Research UK, um centro de investigação no Reino Unido. O centro abriu inscrições para os 1500 voluntários necessários e os resultados devem ser apresentados daqui a dois anos.


Em março de 2018 a produção de energia renovável foi suficiente para satisfazer o consumo total de eletricidade em Portugal Continental, com especial contribuição das produções eólica e hídrica.


A bola de berlim com massa de carvão ativado e recheio de baunilha, 100% vegana, é a grande novidade da Berlineta para o arranque de 2019. 

Sobre o conceito de «fábrica» ser eminentemente histórico, o papel da Revolução Industrial, e a natureza da força motriz no processo de produção




"Segundo o Mapa Geral Estatístico, a seguir às invasões francesas existiriam 509 fábricas [em Portugal], mas a verdade é que a grande maioria dos estabelecimentos anotados como tais não merece essa designação.

É preciso não esquecer que, do ponto de vista científico, não se pode considerar fábrica qualquer estabelecimento industrial, empregando um número maior ou menor de operários. Nem sequer nos podemos socorrer dum critério assente no número de operários utilizados para conhecer a importância económica dum estabelecimento industrial e a sua categoria.

(...) A fim de se estar em face duma indústria fabril em larga escala é necessário que exista um certo número de caracteres, o mais destacado dos quais é, sem dúvida, a utilização, no processo produtivo, dum sistema de máquinas. Isto é que caracteriza ter-se ultrapassado a fase da manufactura, o que implica uma transformação radical na estruturação das classes sociais, transformação baseada nessa revolução técnica; implica a definição clara dos grupos sociais que tomam parte na produção, quer diretamente  quer devido ao controle dos meios de produção.

(...) As indicações sobre «fábricas» fornecidas por inquéritos, estatísticas e estudos coevos têm de ser coadas pelos critérios acabados de mencionar rapidamente, visto que, conforme conforme aliás já vincámos noutro ponto, o conceito de «fábrica» é eminentemente histórico, quer dizer, com mais precisão, não podia existir antes do aparecimento da indústria moderna trazida com a enorme transformação imposta pela Revolução Industrial.


(...) É efectivamente com a Revolução Industrial que surgem as grandes instalações constituindo unidades orgânicas de produção empregando máquinas e recorrendo a tipos de energia motriz muito mais potentes, duma mobilidade, «divisibilidade» e controlo muito superiores a tudo quanto era imaginável com as antiquíssimas fontes energéticas, utilizadas pelo homem: as energias eólica, hidráulica, animal, além da fornecida por ele próprio como força motriz do processo laboral. "


Fonte: A. Castro, A Revolução Industrial em Portugal no Século XIX,  Limiar, 1978

Sobre 2019 como o "Ano para a Eficiência Material – Economia Circular” segundo a Ordem dos Engenheiros, e publicações BEQ recomendadas nesse sentido




O Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Engenheiros deliberou decretar o ano de 2019 como o "Ano OE para a Eficiência Material – Economia Circular”, iniciativa focada na economia circular e nas eficiências material, energética e hídrica, bem como no combate ao desperdício.

Tendo em conta a destruição de ecossistemas e a escassez de recursos naturais, que têm vindo a assumir um peso cada vez maior na Sociedade moderna, criando necessidades de alterações de paradigmas, que visem maior sustentabilidade a nível económico, natural e social, e de forma a assegurar um futuro sustentável para as gerações vindouras, foi criado um novo modelo de desenvolvimento, em formato circular, que afasta o conceito linear (produção, consumo, supressão) e se materializa num novo modelo baseado na otimização dos ciclos de vida, em circuito fechado, que reaproveita matérias. Este novo paradigma evita desperdícios de capital natural e humano, acrescenta valor, fomenta a partilha e torna o Planeta mais sustentável e eficiente, tornando o papel da Engenharia decisivo na procura e definição de soluções tecnicamente viáveis. 

A abordagem integrada que será feita a este tema resulta da convicção de que este novo modelo decorrerá necessariamente de soluções desenvolvidas pela Engenharia, a todos os níveis, que façam face às atuais tendências de aumento populacional, ao crescimento da procura e consequente pressão sobre os recursos naturais, que concorram para a melhoria das condições de vida, bem como a regeneração do capital natural.

Tendo isso presente, o Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Engenheiros decidiu colocar um foco superior, durante 2019, nesta temática, elegendo-o como o "Ano OE para a Eficiência Material – Economia Circular”. Esta iniciativa será sustentada por um conjunto de atividades a desenvolver durante o ano, baseadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), decretados em 2015 pelas Nações Unidas, e em vigor até 2030.


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Algumas publicações BEQ relevantes no contexto de Eficiência Material – Economia Circular:

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2019.1): uma forma eficiente mas inesperada de reabastecer uma central a carvão com matéria-prima a partir de um comboio

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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via Gfycat

Sobre a tecnologia "pigging", nascida da indústria petrolífera para pipelines e hoje ao serviço da manutenção industrial de tubagens de várias áreas



O conceito do "pigging" é engenhoso e simples. A tecnologia foi descoberta e desenvolvida originalmente pela indústria petrolífera há mais de 100 anos, e conquistou muitos outros campos. (...) Com base nas aplicações na indústria petrolífera (oleodutos), que começaram no final do século XIX, a partir de 1970  a limpeza e a selagem de tubagem por pigging foram introduzidos e disseminadas na indústria química.

(...) A tecnologia de pigging pode ser considerada como uma subdivisão da tecnologia de transporte e limpeza de materiais. É um campo fortemente interdisciplinar, com contato próximo com a mecânica de fluidos, tecnologia de pipelines e engenharia química.


O termo "pigging" está associado principalmente à limpeza, mas a tecnologia serve na verdade para mais do que apenas limpeza. (...) Os "pigs" podem ser igualmente usados para inspecionar, detectar, reparar, medir e verificar. Em muitas aplicações, o pigging tornou-se indispensável, caso das aplicações que implicam esterelização em geral, alimentos, nas indústrias farmacêutica, de ciências da vida e de cosméticos; e, claro, em pipelines. 

Além disso, pigging contribui significativamente para a proteção ambiental. Os recursos são conservados, o consumo de energia é diminuído e a carga de águas residuais é também reduzida. Quando usado corretamente, o pigging permite a minimização das despesas de capital. Os custos operacionais são reduzidos como resultado da redução da carga de águas residuais.

A título de exemplo, o Pigging pode ser usado, por exemplo, para limpar mecanicamente uma tubagem (com escovas), para verificar um canal (com câmera de vídeo), ou para inspecionar as costuras de soldagem das linhas de tubulação (com sensores apropriados).


Fonte: Gerhard Hiltscher, Wolfgang Mühlthaler, Jörg Smits, Industrial Pigging Technology: Fundamentals, Components, Applications, John Wiley & Sons, 2006


Pigging a ser usado com vista ao descongelamento de tubagens.

Pigging a ser usado com vista à limpeza de tubagens.


Sobre o livro 'Poções e Paixões: Química e Ópera' de João Paulo André, e a compreensão da química pelos olhos da ópera, e da ópera pelos olhos da química




Quando se procuram referências à História da Química e da Engenharia Química em língua portuguesa, a oferta pode pecar por escassa. Não só não existe muito material originalmente escrito na nossa língua ou até traduzido, como o que há nem sempre é recente e pode ser lido sem uma preparação técnica prévia que permita captar e entender o seu conteúdo. A divulgação desta nossa ciência junto do cidadão comum não se faz com livros técnicos, ficando à mercê dos poucos que se aventurem a tricotar texto que interligue o modo como a química há séculos (e nalguns casos milénios) influencia e se deixa influenciar pelas sociedades. Este diálogo ocorre não apenas no que diz respeito ao legado de conhecimentos disponíveis em cada momento, como também às oportunidades abertas por novos produtos e tecnologias nos variados quadrantes da atividade humana.

É neste contexto específico que a recente iniciativa literária de João Paulo André (Professor Auxiliar na Escola de Ciências da Universidade do Minho), intitulada Poções e Paixões: Química e Ópera, pode e deve ser saudada no contexto da literatura e da engenharia química portuguesa, pela enorme criatividade com que casou a evolução e contributos da química com a ópera e sua história. Não se antecipando uma tarefa fácil, André conseguiu sistematizar o assunto dividindo-o em tópicos como alquimia, metais, botânica, bebidas, radioatividade, etc, os quais são alimentados quer do lado artístico (enredos das óperas, seus criadores, etc) quer do lado científico, através de explicações (nunca demasiado pesadas) sobre a pertinência e implicações de determinados aspetos relacionados com química. Pelo meio muita história é percorrida e curiosidades várias são apresentadas.

Finda a leitura desta obra, fica na retina uma muito bem sucedida e erudita conjugação de dois mundos muito remotamente emparelhados e discutidos como irmãos. Não sendo Portugal (ou o Brasil) países com tradição e cultura operática, isso não deve servir de impedimento à compreensão da química pelos olhos da ópera, e da ópera pelos olhos da química. E se com essa experiência a curiosidade pelo universo da ópera puder surgir no horizonte, o leitor encontra no livro 'Poções e Paixões' inúmeras sugestões de produções operáticas centradas no tema da química e engenharia química, tais como aquelas em torno da Revolução Industrial ou dos contributos de Maria Curie para a humanidade.

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Este livro foi adicionado à seção Livros do BEQ, onde se apresentam sugestões de leitura recreativa para engenheiros químicos.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.35): Qatar fora da OPEP, Alentejo gerador de riqueza, reciclagem insuficiente em Portugal, e dessalinização no Brasil

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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O Qatar vai deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo em janeiro - um anúncio feito esta segunda-feira pelo ministro da Energia. O país, membro da OPEP desde 1961, é um dos mais pequenos produtores da organização. Representa menos de 2% da produção total de petróleo, mas é o maior exportador de gás natural liquefeito.


Ao contrário do que possa pensar, o primeiro lugar entre as regiões portuguesas não é ocupado por Lisboa, que fica na segunda posição, mas sim pelo Alentejo Litoral, com um PIB por habitante (rácio entre o PIB regional a preços correntes e a população residente) de 27,3 mil euros em 2017.


Associação ambientalista adverte que a véspera e o dia de Natal são o pico de produção de resíduos do ano. “Reutilizar – Para o ano há Natal” é a palavra de ordem da Zero, que recomenda os consumidores a separar e guardar papel ou mesmo a encontrar outras formas criativas de evitar o embrulho de presentes.


Anunciados como uma das ações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) em parceria com Israel para o Nordeste, os dessalinizadores não são novidade no sertão e existem em centenas de comunidades do semiárido.

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.18): um compressor de neve que facilita a sua limpeza e transporte por aumento da densidade do empacotamento

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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Sobre o documentário GasLand, e os fins não justificarem os meios (políticos e industriais) em matéria de exploração de gás natural nos EUA




Um dos fenómenos estruturais que emergiu na última década é o da indústria do gás (natural) de xisto nos EUA, que revolucionou o mercado mundial de gás natural a favor dos norte-americanos. O que foi menos abordado no BEQ e que igualmente merece debate e atenção é a controversa disseminação da tecnologia de fratura hidráulica (hydraulic fracking) pelo território norte-americano, a qual está longe de ser um método limpo, saudável e sustentável para se atingir o fim a que se propõe. É com este enquadramento que o documentário GasLand - dirigido, escrito por  Josh Fox e estreado em 2010 - ganhou pertinência, a ponto de justificar nomeação para um óscar na categoria de melhor documentário. Este pode ser visto na íntegra (mas sem legendas) aqui.

Ao invés de seguir um tónico ativista pró-natureza que muitas vezes cria mais divisões do que consensos, Fox narra em primeira pessoa e na qualidade de cidadão o conflito e dano causado pelo aparecimento de uma oportunidade industrial e económica que colide não só com a legislação que regula a qualidade de água nos EUA (Clean Water Act) como também a qualidade do ar (Clean Air Act). Na prática, esta oportunidade tem efeitos nocivos e diretos para as populações situadas na vizinhança da crescente exploração de poços de gás natural pela tecnologia de hydraulic fracking, em grande medida pela problemática ligação que este produto pode ter, no subsolo, com os recursos hídricos existentes, muitos dos quais usados com fonte de água potável. A este respeito, a figura abaixo ilustra como as vastas regiões dos EUA ricas em gás natural (manchas a vermelho) concindem com a hidrografia do país.


Após rejeitar cem mil dólares por parte de uma empresa interessada na exploração do subsolo da propriedade que fora de seus pais, John Fox inicia uma investigação em torno do porquê desta inesperada oferta, e dos prós e contras de a rejeitar no contexto individual e societal.

O gás natural é muitas vezes rotulado como combustível de transição para uma economia mais verde, porque a nível de emissões consegue ser melhor que o carvão, por exemplo. Porém, a estratégia norte-americana que conduziu à exploração massiva deste recurso encontrou no político americano Dick Cheney o grande viabilizador, porque este promoveu uma legislação que isenta a indústria de petróleo e gás de de cumprir as leis referentes à qualidade de água e do ar. Sem isto, a exploração do gás xisto não poderia avançar, porque rapidamente colidiria com leis que salvaguardam a necessidade superior de que a água e o ar sejam saudáveis para as populações humanas, vegetais e animais. Um detalhe também é que as emissões acidentais ou subreptícias das explorações de gás de xisto direto para a atmosfera não são quantificada e contabilizadas nas emissões totais deste país.

Foi então com este ponto de partida político - auxiliado pela perspectiva de mais emprego e criação de riqueza - que empresas como a EnCana, Williams, Cabot Oil and Gas, ou Chesapeake iniciaram a explorações em 34 estados norte-americanos, totalizando mais de 450 mil poços. Em termos de intensidade de consumo de recursos, a exploração de gás natural por via da fratura hidráulica faz com que as referidas centenas de milhar de poços representem um consumo direto de água na ordem de 1.4 × 109metros cúbicos ao longo do período de vida útil dos mesmos. Acresce que a esta água são adicionados 596 aditivos químicos (segundo Fox) alguns dos quais nem sequer identificáveis e controlados por constituírem segredos industriais.


Devido à possibilidade (e probabilidade) técnica do gás natural contactar com as fontes de água potável sempre que no subsolo se rebenta com as formações rochosas e abre fendas, as evidências desta interferência começaram a surgir nos EUA em várias residências domésticas próximas de explorações, na forma de uma degradação da qualidade da água por via do aparecimento de cor escura, sabor metálico, e relatos/demonstrações de água que se incendia (ver imagem acima). Finalmente, estas evidências são comprovadas pelas análises a amostras de agua, onde se deteta a presença anómala de compostos benzénicos, metais pesados, e outros aditivos como glicóis ou tensoativos.

Um dos lados mais perversos do documentário é a demonstração de que as autoridades políticas e ambientais estatais e centrais norte-americanas fazem/fizeram vista grossa às evidências preocupantes, encorajando os cidadãos a recorrerem a um advogado para contestar a título independente a clara degradação da qualidade de vida, e o aumento de riscos de saúde. É a falência do Estado e um evidência do fronteira ténue entre lobby e corrupção ao nível das lideranças políticas.

Sem querer de forma alguma substituir o visionamento do documentário, é importante que a engenharia química não se deixe sequestrar do lado errado da história, que é sempre o lado em que humanos e natureza saem tremendamente prejudicados a troco de criação de riqueza e vantagem económica. A este respeito, importa reavivar a publicação "Sobre o dever ético do eng. químico de fazer "soar os alarmes" sempre que detete circunstâncias que comprometam o interesse público", na qual se mostra que não faz parte do código profissional do engenheiro ignorar e negligenciar aspetos de segurança e saúde sempre que estes se representem riscos graves para o interesse público. Também por isso este documentário merece atenção e destaque neste blogue.
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