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Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.2): papel, felpo, hackers, açaí, jeans e carvão

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

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A indústria do papel cresceu 3% em 2017 e está a exportar cada vez mais: as empresas nacionais que exportam contam com a indústria de transformação do papel para as embalagens e rótulos, mas também o crescimento do turismo impulsiona as indústrias representadas pela Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas e Transformadoras do Papel (Apigraf). A grande “surpresa” é a retoma do crescimento do livro, depois de anos de declínio.


A Mundotêxtil vai concluir este ano o investimento de 18 milhões de euros no reequipamento e modernização da sua fábrica de Vizela, melhorias que lhe permitem aumentar de forma bastante significativa seus níveis de competitividade, não só ao produzir mais gastando menos, mas também aumentando a flexibilidade industrial para a produção de pequenas séries.

O risco cibernético já é o 5º maior fator de preocupação, de acordo com a Pesquisa Global de Gerenciamento de Riscos, da consultoria e corretora de seguros Aon. Na indústria, a exposição ao risco cibernético inclui: roubo de informações estratégicas; vazamento da base de dados de clientes e fornecedores; e até interrupção das atividades. De acordo com o levantamento, 60% dos ataques hackers realizados contra indústrias são por busca de propriedade intelectual.

O açaí (fruto e caroço) são amplamente utilizados em diferentes segmentos: Na indústria (alimentos, corantes, energia, artesanato e cosmético). E, tem sido objeto de numerosas pesquisas na área de corantes, combustível-briquetes, medicina (prótese femural), antioxidante e produção de celulase. O resíduo do fruto é descartado, são aproximadamente 16000 t/dia na Região Metropolitana de Belém (PA), cujo desperdicio de matéria prima poderia ser utilizada para a produção de painéis de média densidade, uma fortuna que atualmente está sendo jogada no lixo

Transformar a indústria de denim é, no mínimo, ambicioso, mas para a equipa Indigo Mill Designs (IMD), a sua nova tecnologia de tingimento, em forma de mousse, tem o potencial de alterar a forma como o corante é usado em todo o setor de fabrico de denim. O IndigoZero propõe reduzir os custos de tingimento minimizando a utilização de produtos químicos e e eliminando a utilização de água para lavar. O que funciona com a aplicação do corante em mousse diretamente na fibra, eliminando a necessidade de lavagens.

A Comissão Federal de Regulação Energética (FERC) dos Estados Unidos rejeitou na noite desta segunda-feira (8), de maneira inesperada, o plano do presidente Donald Trump de dar incentivos à indústria do carvão e nuclear no país. O projeto previa incentivos financeiros federais para as indústrias do setor com o objetivo de criar novos postos de trabalho e de evitar problemas na rede de distribuição de energia elétrica. Estimativas apontavam que o plano custaria cerca de US$ 10,6 bilhões por ano aos contribuintes.   

Sobre o perfil de emprego em Engª Química no Reino Unido em 1956 vs. as expectativas de emprego em Engª Química em Portugal e Brasil no ano de 2017




Reino Unido, 1956:

"Uma análise foi feita pela IChemE aos seus membros, membros associados e graduados no Reino Unido, mostra como os engenheiros químicos do país aplicam seus talentos dentro da indústria:
  • 20% estão em administração;
  • 23 % em operação e manutenção de plantas de produção;
  • 20 % em projeto, instalação e construção de novas instalações (e sua manutenção);
  • 22 % em desenvolvimento e pesquisa;
  • 2 % em vendas e serviços tecnológicos;
  • 3 % em ensino;
  • 3% em consultadoria;
  • 7 % dedicam-se as outras coisas."

Fonte: New Scientist - 6 dez. 1956 - Pg. 55

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Lusofonia (Portugal e Brasil), 2017:

Não deixa de ser oportuno e curioso comparar os valores acima descritos para a realidade de 1956 no Reino Unido, com aqueles recolhidos pelo BEQ em 2017 junto de alguns dos nossos leitores (Portugal e Brasil) relativamente às atividades/funções profissionais mais gostariam de desempenhar:

  • 13 % em investigação científica;
  • 20 % engenharia do produto;
  • 19 % projeto de engenharia;
  • 28 % em controlo de processos;
  • 0 % em comércio/venda de produtos químicos;
  • 4% em certificação e auditoria;
  • 5% em consultadoria;
  • 4 % outras atividades.
Assim, volvidos mais de 60 anos, e com as devidas cautelas quanto ao rigor da comparabilidade das matérias, os referidos dados abrem caminho para as seguintes hipóteses (de conclusão):

-  O projeto de engenharia aparenta ser uma saída profissional clássica em engª química, já que em 1956 ocupava cerca de 1/5 dos Engºs Químicos e em 2017 mantém a procura/interesse numa proporção semelhante;
-  A operação de unidades de plantas de produção, se entendidas na atualidade sob o título de "controlo de processos", apresenta também uma concordância entre a realidade de 1956 e expectativa em 2017, 20 % vs. 28 %;
- As atividades de consultoria e vendas/comercial aparentam permanecer como um nicho profissional para os engenheiros químicos, quer nas saídas como na expetativas/motivação de emprego;
- É discutível se alguém com formação em engenharia química afirmará, na atualidade, pretender trabalhar em administração/gestão de empresas, mais do que noutras frentes profissionais associadas a este ramo de engenharia. Não quer dizer que não venham a trabalhar em gestão/administração, mas talvez tais caminhos sejam vistos como um desvio à carreira técnica em engenharia química, e portanto possam não ser antecipados como fortes possibilidades profissionais em 2017.
- Alternativamente, o domínio engenharia do produto surje como uma área que suscita particular procura na atualidade, porventura traduzindo o interesse pela inovação e pela materialização dos conhecimentos técnicos em contributos diretos e tangíveis para a indústria e sociedade em geral.

Sobre a conquista do 1º lugar no mercado dos semicondutores por parte da Samsung, ao fim de 26 anos liderança da Intel




Ao fim de 26 anos e (...)« com uma quota de mercado de 14,6%, a Samsung Electronics destronou a gigante dos chips Intel para se tornar a principal empresa no setor global de semicondutores no ano de 2017, segundo a empresa de pesquisas de mercado Gartner.

"O maior fornecedor de memória, a Samsung Electronics, ganhou a maior parte de mercado com crescimento de 52,6 % na receita e assumiu a primeira posição à Intel. As memórias representaram mais de dois terços de todo o crescimento da receita de semicondutores em 2017 e tornaram-se na maior categoria dentro dos semicondutores, "disse Andrew Norwood, vice-presidente de investigação da consultora Gartner.»

Fonte: Firstpost

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  • Mercado global de memórias (semicondutores), no período 2016-2024:

Espera-se que o mercado global de memórias (semicondutores) cresça a um ritmo acelerado ao longo do período de previsão devido à proliferação de smartphones e aos avanços tecnológicos, juntamente com a crescente popularidade dos dispositivos inteligentes. O mercado emergente de computação móvel e o crescimento do mercado de Solid-State Drives (SSD) também se prevê virem a impulsionar o crescimento do mercado global. Além disso, espera-se que a crescente procura em toda a indústria eletrónica tenha impacto positivo no mercado nos próximos oito anos.

(...) O mercado global de memórias (semicondutores) é segmentado em Random Access Memory (RAM) and Read Only Memory (ROM). (...) O PCRAM tem sido uma tecnologia inovadora no mercado e vem mostrando valor acrescentado e recursos aprimorados, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de energia, e espera-se oferecer vias para o crescimento do mercado no período de previsão.

(...) Os principais agentes que dominam o mercado de memórias (semicondutores) incluem a Toshiba, Samsung, Intel, Crocus Technology, SanDisk Corporation, Micron Technology Inc., IBM, Fujitsu, Cypress Semiconductor, Atmel Corporation, SMIC.

Outras empresas do setor são a NXP Semiconductor , Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, Infineon, NEC Electronics, Texas Instruments, Hynix, Chartered Semiconductor Manufacturing, Renesas, Global Foundries e Everspin Technology.

Fonte: Grand View Research

Sobre a promissora utilização de dióxido de carbono supercrítico ao invés de vapor de água para gerar energia elétrica em turbomáquinas


[1]


O ciclo de energia assente em dióxido de carbono  supercrítico  (SC-CO) usa este fluid como meio de operação num ciclo termodinâmico de Brayton, o qual é serve também de referência para sistemas de turbina a gás natural. Neste caso, o CO é mantido em condições supercríticas ao longo do ciclo,  diferindo assim de um ciclo de Rankine, já que a operação acontece em uma única fase e não há lugar a nenhuma condensação ou mudança de fase. 

O recurso a SC-CO apresenta muitas propriedades únicas que o tornam num fluido de trabalho ideal: este não é explosivo, não é inflamável, não é tóxico, é termicamente estável e prontamente disponível a baixo custo. O CO tem uma propriedades críticas relativamente baixas, nomeadamente uma pressão crítica de 73.4 bar e uma temperatura crítica de 31.3 °C. Consequentemente, o CO pode ser comprimido diretamente para pressões supercríticas e aquecido ao estado supercrítico em condições de operação consideradas moderadas.

[2]


Em estado supercrítico, o CO pode ser quase duas vezes mais denso que o vapor de água. A elevada capacidade calorífica e densidade em relação a outros fluidos de trabalho torna-o energeticamente mais denso. Consequentemente, o tamanho de todos os componentes do sistema, como a turbina e os permutadores de calor, pode ser consideravelmente reduzido, contribuindo para um impato ambiental menor. Para além disso, como o SC-CO opera numa uma única fase, a complexidade do sistema é reduzida. Como resultado, um ciclo de energia sCO é expectável que possa exigir investimentos de capital menores, menores custos de operação e manutenção e, portanto, resultar em eletricidade mais barata.

(...) No entanto, vários aspetos do ciclo SC-CO ainda requerem I&D significativos. Por exemplo, embora os fundamentos e as ferramentas de engenharia para o design da turbina sejam assuntos maduros e confiáveis, a experiência operacional de turbinas de energia SC-CO e turbomáquinas associadas em qualquer escala ou em condições relevantes para operação comercial é ainda limitada. As propriedades de alta densidade, alta pressão e mudança rápida do SC-CO perto do ponto crítico, como a densidade, a viscosidade e as propriedades acústicas, representam um regime relativamente novo e diferente para o design de turbomáquinas. Desafios particulares incluem a escolha de materiais e revestimentos, rolamentos, corrosão, erosão e arrefecimento de lâminas, especialmente em aplicações com uma temperatura elevada à entrada da turbina.

[Em todo o caso,] (...) os ciclos de energia SC-CO possuem um grande potencial para fornecer sistemas alternativos de geração de energia com maior eficiência industrial, com uma captura total de carbono a custos mais baixos. (...) Se forem encontradas soluções para resolver todos os desafios técnicos no desenvolvimento dos ciclos de energia SC-CO, eles poderão oferecer grandes oportunidades para geração de energia futura.
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Fonte: Qian Zhu; Innovative power generation systems using supercritical CO cycles, Clean Energy, Volume 1, Issue 1, 29 December 2017, Pages 68–79.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.1): xisto, internet, PET, pellets, biocombustíveis, e cana-de-açúcar

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral. 

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Os poços de xisto (shale em inglês) estão a criar excesso de oferta por ora, mas sem mais investimentos em projetos maiores e convencionais, pode haver déficit já em 2019, segundo a canadense Suncor Energy.


De acordo com os Data Centers By Sweden - que está a lançar projetos parecidos ao de Estocolmo em todo território -, apenas 10 MW (megawatt) de energia são necessários para aquecer 20 mil apartamentos modernos. Um típico centro de dados do Facebook, por exemplo, usa 120 MW.


A Secex apurou que o valor normal dos filmes PET exportados pelo Barein é de 1,951 mil dólares por tonelada, enquanto o preço de exportação para o Brasil no período foi de 1,517 mil dólares. No caso do Peru, o preço normal apurado foi de 3,622 mil dólares, com o preço de exportação para o Brasil de 1,838 mil dólares por tonelada.


Empresa portuguesa desinveste na fábrica comprada em dezembro de 2014 e com capacidade de produção de 500.000 toneladas por ano. A Navigator anuncia assim a venda do negócio de pellets nos Estados Unidos.


A nova política de biocombustíveis do Brasil (RenovaBio), aprovada no Senado, deverá impulsionar o setor no país e ao mesmo tempo colaborar para o uso de combustíveis renováveis e menos poluentes, disseram representantes da indústria.


Há algumas justificativas para o ‘singelo aumento’ da produção brasileira. A primeira delas é o clima favorável do outro lado do mundo para a produção da cana-de-açúcar. Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a proporção de cana-de-açúcar destinada à fabricação de etanol totalizou 53,01% desde o início da safra 2017/2018 até 16 de dezembro. Na segunda quinzena de novembro, essa proporção alcançou 63,17%.

Sobre competências profissionais e tendências tecnológicas que irão moldar a profissão de engª química na década de 2020




As tecnologias de grandes dados (big data) e nuvem (cloud) são  cada vez mais importantes, forçando a reinterpretação da especificidade do trabalho dos engenheiros no setor de energia e petroquímica.

O paradigma da proliferação de grandes dados transmitidos em tempo real tem vindo a comprimir os prazos para a tomada de decisões, levando a que a pressão para fornecer resultados imediatos em termos de operações seguras, confiáveis e lucrativas se tenha intensificado.

Por outro lado, (...) oportunidades tentadoras foram abertas para profissionais resilientes e experientes em tecnologia, que podem aproveitar ambas as tecnologias emergentes e alavancar suas habilidades de engenharia tradicionais. (...) O conjunto de competências necessárias para engenheiros tem vindo a mudar enormemente dentro da indústria de energia e química. Verifica-se uma grande necessidade de combinar o conhecimento de fundamentos de engenharia de petróleo e química e os princípios conexos com a análise de grandes de dados, bem como de alavancar a inteligência artificial para fornecer novos conhecimentos de um modo mais económico. Os novos engenheiros têm a chance de aproveitar essas tecnologias e fazer parte do desenvolvimento e implementação de mudanças importantes nesta indústria.

Por exemplo, (...) em toda a indústria de energia e química, a existência de mais sensores para monitoramento de temperatura, pressão, vibração e fluxo permitem uma maior proximidade à realidade ao otimizar as condições de operação. Por via do intenso monitoramento em tempo real, composição química e outras propriedades físicas permitem detetar problemas também em tempo real, melhorando a produtividade e a segurança.
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Fonte: Information Age, por Duncan Micklem (strategy director, KBC)


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Por outro lado, o futuro do trabalho em engenharia química pode também ser cruzado com as grandes linhas de tendência previstas para o trabalho em geral, em matéria de competências-chave, segundo o o Fórum Económico Mundial. 

Nos cinco anos que unem 2015 a 2020, verifica-se a permanência da competência para "resolver problemas complexos" no top. Em segundo lugar, e focando na projeção para 2020, surge o "pensamento crítico", competência que certamente comunica com a capacidade de resolver problemas complexos. Curiosamente, a "criatividade" foi a competência que mais se valorizou desde 2015, saltando da 10ª para a 3ª. Percurso mais estável teve a competência "gestão de pessoas", a qual se mantêm no top 5 de ambas as edições (2015 e 2020). Esta última é complementada (ou reforçada) pela competência de se "coordenar com outras pessoas", a qual já em 2015 constava na lista das 5 capacidades com mais prioridade. As demais posições do ranking de 2020 compreendem competências: "inteligência emocional", "julgamento e tomada de decisões", "orientação para os serviços", "negociação" e "flexibilidade cognitiva".


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Será pelo menos do cruzamento destas duas frentes que a profissão da engenharia química virá a ser moldada nos próximos anos.

Sobre o investimento de 6 M€ da FACOL em Famalicão (Portugal), e o reforço na aposta em tinturaria de fios

"Fundada em 1977, em Serzedelo, a Facol - Faria & Coelho iniciou em 2015 o processo de criação de uma nova unidade em Pedome, com a aquisição e reabilitação de uma unidade industrial. A Facol concluiu, entretanto, a transferência de todo o processo produtivo, num investimento que excede os 6 milhões de euros.

Também no âmbito desta deslocalização, a Facol, que se dedica ao tingimento, branqueamento e comercialização de fios tingidos, colocou recentemente em curso a ampliação das instalações para receber os escritórios e outros serviços da empresa, num investimento adicional de 400 mil euros que, à semelhança do anterior, foi reconhecido pela câmara municipal de Vila Nova de Famalicão como de interesse municipal.

O novo projeto de investimento da Facol, que faturou 5 milhões de euros no ano passado, vai criar 15 postos de trabalho adicionais, passando a empresa a empregar 95 funcionários em Pedome."

Fonte: Fashion Network

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  • Sobre a FACOL




"A Facol encontra-se especializada numa fase intermédia da cadeia de valor do sector têxtil (tingimento), oferecendo uma vasta gama de serviços e destacando-se claramente da concorrência ao tingir qualquer tipo de fio e fibra (mais de 100 variedades de fios em algodão, polyester, viscose, lyocel, linho, lycra e misturas de fibras), procurando evoluir constantemente e melhorarando os seus processos de fabrico equalidade do produto final.

A Facol dedica-se também à comercialização de Fios têxteis tingidos destinados à Indústria Têxtil e complementa a sua oferta com serviços de Bobinagem, Parafinação e Torcedura. Têm também ao seu dispor uma série de tratamento específicos dos quais se destacam o Tratamento ignífugo e o tratamento repelente, que permitem, respectivamente aumentar a resistência ao fogo e impermeabilidade dos fios têxteis. De destacar também a disponibilidade para o tingimento multicolor"

Fonte: FACOL

Sobre o azeite enquanto petróleo para os Romanos, e o controlo de qualidade milenar realizado à data por estes




"O azeitona/azeite foi talvez a cultura mais lucrativa do Império Romano; era o petróleo do seu tempo. Algumas estimativas colocam o consumo per capita no primeiro século A.C. em 50 litros por ano; Produzir e vender o azeite fez muitos comerciantes e produtores do Império Romano imensamente ricos. O grande volume de azeite importado para Roma literalmente alterava a paisagem; hoje, uma colina de 50 metros de altura marca o local onde as ânforas de argila usadas para transportar o óleo eram descartadas. Esse aterro antigo tem hoje o nome de Monte Testaccio."

Paisagem encontrada no Monte Testaccio

"Arqueólogos que estudam estas ânforas dizem-nos que faziam parte de um antigo sistema de transparência do ponto de compra. Seja na Andaluzia, no sul da Espanha, ou nas colinas de Trípoli, no que hoje é a Líbia, os potes que guardavam o azeite estavam selados com um detalhe pintado sobre o peso exato do seu óleo, o nome do local onde o óleo tinha sido prensado, identidade do comerciante que o enviou e ainda o funcionário romano que verificou toda essa informação. 

David Mattingly, arqueólogo da Universidade de Leicester e especialista em comércio romano de azeite, conclui que, mesmo naquela época, a rotulagem explícita desses produtos foi projetada para proteger os consumidores. Esses selos pintados eram seguros contra uma fraude comum, que era trocar o azeite por óleo de qualidade inferior, ou roubar porções do fluido precioso durante a rota."


Marcações nas ânforas de azeite romanas

Sobre borracha a partir do arbusto (do deserto) guaiúle, e os esforços da Bridgestone para produzir pneus com esta borracha natural




A borracha é um tema técnico e um setor industrial altamente ligado à engenharia química, quer pela vertente das soluções sintéticas desenvolvidos como pelas próprias características da sua utilização a partir de fontes naturais. O BEQ tem falado dela periodicamente, e assim acontecerá, porque a sua utilidade está longe de se extinguir, bem como os desafios técnicos associados à utilização da mesma.

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Como nota histórica, vale a pena frisar que, para os EUA, a indústria petroquímica muito deve à borracha o seu desenvolvimento por força do conflito que este país teve com o Japão durante o período da 2ª Guerra Mundial, altura em que os japoneses inviabilizaram o abastecimento de borracha natural aos americanos. A busca por alternativas promoveu o surgimento da borracha sintética, mas é também de assinar a busca por espécies vegetais que possam constituir-se fontes alternativas de borracha natural.

Fonte: C&En

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Guaiúle.


É neste contexto que surge a planta conhecida como guaiúle (Parthenium argentatum L.) , arbusto de de folha perene nativo de uma zona árida localizado na parte sudoeste dos EUA e norte do México, o qual pode ser cultivado em ambientes totalmente diferentes daqueles adequados para a árvore seringueira (Hevea brasiliensis L., a fonte clássica de borracha natural). A borracha contida no guaiúle é muito semelhante à da seringueira, o que abre caminho para a planta se consolide como uma (nova) fonte de borracha natural.

Do ponto de vista processual, a borracha a partir de guaiúle requer uma série adicional de etapas, tais como a moagem da planta , extração de solvente e remoção de impurezas, traduzindo-se num processo mais complexo do que o processo de produção de borracha natural a partir de seringueira, no qual as etapas são apenas as da coagulação e secagem de látex.

O Grupo Bridgestone vem realizando atividades integradas de I&D a partir de tecnologia de cultivo, processo de extração de borracha natural de guaiúle, com vista à exploração industrial desta borracha para aplicação em pneus.

Fonte: Bridgestone



Fonte: Bridgestone

Sobre a portuguesa CUF e um negócio de 55 milhões de euros para compra de unidades produtivas da Solvay em Espanha



A portuguesa CUF celebrou um acordo com a Solvay com o objetivo de investir numa nova unidade de produção de cloro, soda cáustica, hipoclorito de sódio e ácido clorídrico no site industrial que esta multinacional química detém em Torrelavega, na região espanhola da Cantábria.

A CUF pretende realizar um investimento de 55 milhões de euros, de forma a garantir a aquisição de algumas unidades produtivas da Solvay, bem como a construção de uma nova unidade de produção de cloro com tecnologia de membrana, considerada como a mais moderna e amiga do ambiente e que a CUF já utiliza há vários anos na sua fábrica de Estarreja.

A fábrica terá uma capacidade instalada de produção anual de cloro de 68.000 toneladas de cloro, o que permitirá à CUF dar continuidade à sua estratégia de ser um dos principais produtores ibéricos na cadeia de valor do cloro-álcalis.  

“Com este forte investimento em Espanha, a CUF reforça a sua posição de liderança no mercado ibérico de cloro e produtos clorados, cumprindo o desiderato de implementação da sua estratégia”, sublinha João de Mello, Presidente do Conselho de Administração da CUF.

Entre os diversos acordos alcançados por ambas as empresas, para além da venda de ativos, também se assinou um acordo para o arrendamento do solo industrial, assim como um acordo para o fornecimento de serviços em que a Solvay garante a manutenção industrial e apoio de laboratório, entre outros, logo que a CUF coloque em funcionamento a sua nova instalação de produção de cloro com tecnologia de membrana, que deverá concretizar-se no prazo de 24 meses. 

Fonte: CUF
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