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Sobre o 'O que pode se fazer com uma árvore' (CEPI), e a importância da economia da floresta para a Europa


Consulte ou descarregue o póster aqui.

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No póster acima, encontram-se sistematizadas pouco menos do que 100 diferentes aplicações e produtos associados à economia da floresta, e que encontram colocação no mercado e utilidade em mais de 13 indústrias distintas, a saber: aviação, construção civil, impressão e publicação, embalagens, alimentação, automóvel, cosmética e higiene pessoal, eletrónica, farmacêutica e médica, mobiliário, químicos, têxtil, e energia.

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"As florestas cobrem cerca de 40% do território da Europa (190 milhões de hectares), tornando a Europa uma das regiões mais ricas em florestas do mundo. A região é uma das poucas no mundo onde a cobertura florestal aumentou no último século. Proprietários de florestas e os gestores contribuem para o crescimento e o emprego na área rural, assegurando a prestação de serviços de madeira e ecológicos. 

As atividades florestais europeias têm um volume de negócios de quase € 500 mil milhões, empregando aproximadamente 3,5 milhões de pessoas.  A respetiva indústria investiu em tecnologia para transformar resíduos e subprodutos em produtos  inovadores de base biológica que são essenciais para o desenvolvimento de uma bioeconomia. 

Como o aumento dos investimentos feitos em tecnologias inovadoras, mais produtos desta indústria poderão ainda vir a alcançar novos segmentos de mercados, proporcionando benefícios adicionais para a sociedade como um todo.

A bioeconomia compreende o abastecimento sustentável de recursos e serviços renováveis bem como a conversão de fluxos de resíduos em alimentos, rações, fibras, materiais, produtos químicos e bioenergia. 

As biorrefinarias,  enquanto parte essencial da bioeconomia, são instalações industriais que fornecem produtos de origem natural, substituindo outros de origem fóssil. Um grande exemplo de biorrefinarias é a celulose e o papel, juntamente com fábricas de processamento de madeira. Estes têm o potencial de fornecer uma riqueza de produtos como os identificados no póster acima."

Fonte: CEPI

Sobre os novos símbolos europeus para identificação do tipo de combustível (NP EN 16942:2017)





"Dentro de três meses [2018] os cerca de 3 000 postos de combustível de todo o País [Portugal] terão de ter, afixados nas medidoras e nas agulhetas, novos símbolos harmonizados a nível europeu que identifiquem o tipo de combustível e permitam ao consumidor escolher o mais adequado para a sua viatura e evitar confusões no momento do abastecimento.

Em causa está a aplicação da NP EN 16942:2017, a norma portuguesa que dá corpo a uma diretiva segundo a qual todos os postos de 35 países da Europa e as novas viaturas passam a ter de apresentar, a partir de 12 de outubro, estes novos identificadores de combustível, com formas geométricas distintas e informação numérica associada ao teor de biocombustível presente no produto. O objetivo é tornar claro para qualquer viajante na Europa, independentemente do país onde esteja, qual o combustível a utilizar, além de promover os combustíveis ditos "alternativos".

Assim, as gasolinas passarão a estar identificadas por um círculo com a letra “E” (de etanol), os gasóleos por um quadrado com a letra “B” (de biodiesel) e os produtos gasosos por losangos com a sigla de cada combustível. Consoante o teor de biocombustível presente (em percentagem), as gasolinas podem ser identificadas como E5, E10 e E85 (5%, 10% e 85% de etanol presente), enquanto nos gasóleos como B7 e B10 (7% e 10% biodiesel presente). Já o diesel parafínico é identificado por XTL. Nos combustíveis gasosos há quatro designações: CNG (gás natural comprimido), H2 (hidrogénio), LNG (gás natural liquefeito) e LPG (gás pressurizado líquido)."

Fonte: Visão,  11/07/2018

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.6): teor de ar dentro de embalagens, e a manipulação comercial da densidade aparente e/ou porosidade de leito em produtos embalados

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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Fonte: Siege Media

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.22): óleo e gás brasileiro, desreguladores endócrinos, biocompósitos agroflorestais, e indústria verde

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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A indústria de óleo e gás tem o potencial de atrair cerca de R$ 2,5 trilhões em investimentos nos próximos dez anos. A informação é do diretor-geral da ANP, Décio Oddone, que participou do lançamento do Anuário da Indústria do Petróleo no RJ 2018. “Para que os investimentos cheguem neste valor, é preciso que exista competição. E para existir competição, tem que existir uma multiplicidade de atores”, afirmou.


A concentração de compostos químicos em materiais itens como garrafas plásticas, protetores solares e sabonetes preocupa pesquisadores da USP de Ribeirão Preto. As substâncias conhecidas como desreguladores endócrinos são capazes de alterar a produção de hormônios no organismo e, assim, provocar males como câncer, obesidade e até infertilidade.


Uma startup de Vila Real está a desenvolver biocompósitos naturais, como vasos e placas para isolamento térmico, com subprodutos da agricultura e resíduos agroflorestais, que podem ser uma alternativa ao plástico e outros materiais derivados de combustíveis fósseis.


Conselheiro de Obama mostra que se mais argumentos não houvesse, os de rentabilidade económica deveriam ser suficientes para convencer os empresários a investir na indústria verde. Alterações climáticas são a principal ameaça ao património da humanidade.

Sobre a nova fábrica de laticínios da Nestlé na África do Sul com o mote "consumo de água zero"




A Nestlé África do Sul inaugurou recentemente [Junho 2018] uma fábrica de laticínios com o mote "consumo de água zero", no valor de de 5.6 milhões de euros. A unidade está localizada em Mossel Bay, no Cabo Ocidental.

A instalação permitirá à Nestlé reduzir o consumo de água da fábrica em mais de 50% durante o primeiro ano de implementação, reutilizando a água recuperada do processo de evaporação do leite, e economizando assim 168 milhões de litros de água por ano. Após o primeiro ano, a instalação acabará por reduzir a zero o seu consumo de água municipal.

“A fábrica processa leite fresco de vaca, normalmente contendo cerca de 88% de água, através de um processo de evaporação. A água evaporada é capturada e tratada e usada em várias aplicações dentro da instalação, eliminando a necessidade de água para esses processos ”, explicou Rémy Ejel, da Nestlé África do Sul.

Fonte: Creamer's Media Engineering News


Sobre a transição para uma economia industrial de base natural, e novos problemas de índole societal e ambiental que daí poderão advir - Editorial (Julho 2018)




Neste editorial, permitam-me que comece por enunciar algumas relações mais ou menos óbvias sobre a atualidade industrial/societal/ambiental, cruzadas com tendências em marcha para resolver alguns dos desafios de mais premente de resolução:
  • A atividade industrial existe para abastecer um mercado global de produtos;
  • Atividade industrial é geradora de poluição ambiental e causadora de mudanças climáticas;
  • A poluição ambiental, as mudanças climáticas conduzem a problemas de conservação das espécies biológicas;
  • A investigação e desenvolvimento (I&D) tem uma relação umbilical com a atividade industrial;
  • A I&D tem vindo a abraçar os paradigmas da Biorrefinaria ou Biomimética, que se propõem a catalisar a mudança para uma economia verde e circular;
  • A Biorrefinaria e o Biomimética procuram identificar e explorar soluções industriais a partir de materiais, mecanismo e métodos biológicos;



E agora, permitam-me também algumas reflexões sobre essa mesma rede de relações:

  • A sustentabilidade está-nos a conduzir a novas formas de exploração de espécies animais, vegetais, etc, através de disciplinas de rótulo “verde” como a Biorrefinaria ou a Biomimética.  A oferta dos materiais, mecanismos e métodos biológicos desejados depende também ela das mudanças climáticas, poluição ambiental e conservação das espécies, pelo que está a ser condicionada pela própria problemática que vem tentar resolver.
  • A menos que se consiga descobrir e implementar atividades industriais assentes na produção/exploração autónoma de materiais, mecanismos e métodos biológicos (ex.: celulose bacteriana, manipulação de aminoácidos e proteínas para reproduzir funções biológicas) corremos o risco de atalhar caminho e preferir explorar diretamente as espécies biológicas originais. Isto pode em si mesmo ameaçar a conservação das espécies e o equilíbrio dos ecossistemas, alargando o espectro de perigos que a atividade industrial pode encerrar para o planeta.
  • A partir do momento que mudemos o paradigma da atividade industrial para o modelo das biorrefinarias e/ou soluções biomiméticas em alternativa ao petróleo e a soluções energeticamente intensivas, viraremos uma página para abrir outra: a da modificação das proporções relativas "naturais" das diferentes espécies . Até hoje isso foi acontencendo pela mão da indústria agrícola, alimentar ou de pasta e papel (ex.: monocultura do milho, batatas, eucalipto) e agora, movidos pelo imperativo da “sustentabilidade” (e com os olhos postos no petróleo) a indústria química e outras conexas poderão vir a dar expressão a esta ameaça às proporções relativas "naturais" à custa das escalas de que necessitará para abastecer o mercado global de produtos.
  • Qualquer possível legislação contra a exploração abusiva de espécies biológicas irá promover o aparecimento de tráfico de matérias-primas naturais. A este exemplo, veja-se o que sucede hoje com a exploração comercial do chifre de rinoceronte, que é a principal ameaça à conservação desta espécie por estar à mercê de redes de tráfico organizado que o vendem a preço de ouro. Casos idênticos poderão surgir a partir do momento que as espécies biológicas passem a ser o novo petróleo.
  • Assim, é irrealista não antecipar como hipótese novas problemáticas, associadas aos paradigmas da Biorrefinaria e Biomimética que o I&D tem vindo a preparar. Sobretudo aqueles que decorrem da inevitabilidade de se atingirem escalas de produção (e de consumo de matérias-primas) que não são inócuos à noção de “naturalidade” logo que a respetiva atividade industrial entre em velocidade cruzeiro. Isto sem falar na tentadora proposta de modificação genética de espécies biológicas com vista a exponenciar “artificialmente” a sua produção “natural” de materiais ou manifestação “natural” de mecanismos. Também aqui teremos uma ameaça à "naturalidade" que a sustentabilidade industrial que se vem projetando tanto quer valorizar.

Editor do BEQ.

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.5): aspersores de teto em situações de incêndio não requerem estímulos elétricos para ser acionados

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.21): importação e incineração de resíduos, aumento de produtividade industrial no Brasil, e riscos do tabaco aquecido

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Mais de metade dos resíduos de plástico destinados a reciclagem são exportados pelos países mais ricos para outros Estados, com a China a ficar com a maior parte. Mas este país aprovou uma lei que proíbe a importação de resíduos de plástico não-industriais.

Associação que representa os sistemas de gestão de resíduos que detêm unidades de incineração recusa críticas dos ambientalistas da Zero a esta opção.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produtividade do Brasil teve aumento de 8% por capital humano do ano 2000 a 2016, enquanto que a Coreia do Sul, no mesmo período, alavancou a produção industrial em 118,4%, já a Argentina aumentou 27,7%.

Mais de 100 mil portugueses já ‘fumam’ IQOS — dispositivo de tabaco aquecido — comercializado desde 2016 pela Tabaqueira, subsidiária da Philip Morris em Portugal. Em média, cerca de 200 fumadores portugueses optam diariamente por este produto. Em todo o mundo, esse número ultrapassa já os cinco milhões, segundo dados da empresa.

Sobre definições gerais para o conceito de explosão, o caso específico de poeiras explosivas, e dois exemplos (vídeo) de ocorrência destas




« O conceito de explosão não é inequívoco. As enciclopédias fornecem definições variadas que se enquadram principalmente em duas categorias:
  •  O primeiro concentra-se no ruído ou "estrondo" devido à libertação repentina de uma forte onda de pressão ou onda de choque. A origem dessa onda de pressão, seja por via de energia química ou mecânica, é uma preocupação secundária. Esta definição de explosão está de acordo com o significado básico da palavra ("explosão súbita"). 
  • A segunda categoria de definições limita-se a explosões causadas pela libertação súbita de energia química. Isto inclui explosões de gases e poeiras e explosões sólidas. A ênfase é, neste caso, colocada na libertação de energia química em si. 
Uma possível definição poderia ser que "uma explosão é um processo químico exotérmico que, quando ocorre em volume constante, dá origem a um aumento súbito e significativo da pressão". »


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  • A explosividade de poeiras
« O fenómeno conhecido por "explosão de poeiras" [dust explosion] é, de facto, bastante simples e fácil de conceber em termos de experiência de vida diária. Qualquer material sólido que possa queimar no ar fará isso com uma violência e velocidade que aumenta com o aumento do grau de subdivisão do material. [Vamos considerar] um pedaço de madeira: uma vez aceso, vagarosamente liberta o seu calor durante um longo período de tempo. Quando cortado em pequenos pedaços, a taxa de combustão aumenta, porque a área total da superfície de contato entre a madeira e o ar aumentou. Além disso, a ignição da madeira tornou-se mais fácil. Se a subdivisão for continuada até o nível de pequenas partículas de tamanhos da ordem de 0,1 mm ou menos, e as partículas forem suspensas num volume suficientemente grande de ar para dar a cada partícula espaço suficiente para sua queima irrestrita, a taxa de combustão é muito rápida e a energia necessária para a ignição é muito pequena.

Essa nuvem de poeiras queimando é uma "explosão de poeira". (...) Se tal combustão explosiva tiver lugar dentro de um equipamento de processo ou de salas de trabalho, a pressão no espaço de explosão total ou parcialmente fechado pode aumentar rapidamente, e o equipamento de processo ou edifício pode explodir. Nesta situação vidas e bens/propriedade podem ser perdidos. »


Exemplo de ocorrência 1:


Exemplo de ocorrência 2:

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.4): a magia visual do transporte de fluidos por molhamento eletroquímico


Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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