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Sobre o que é preciso para uma infraestrutura da energia elétrica sem emissões poluentes nos EUA, segundo Nate Lewis e Thomas L. Friedman




« Todos dizem que construir uma infraestrutura de energias renováveis é a "viagem à Lua" da atua geração americana. Quem me dera que isso fosse verdade.

"Construir uma infra-estrutura da energias sem emissões poluentes não é como mandar um homem à Lua." - explica Nate Lewis [químico da área de energia da Caltech].

"Com a viagem à Lua, o dinheiro não era obstáculo - e tudo o que tínhamos de fazer era chegar lá. Mas hoje, já termos energia barata derivada do carvão, do gás e do petróleo. Portanto, convencer alguns a pagarem mais para mudarem para combustíveis não poluentes é como tentas obter fundos para NASA construir uma nova nave para ir à lua - quando a Southeast Airlines tem voos regulares para lá e ainda oferece amendoins! Já tenho um transporte barato para a Lua, e um transporte é um transporte. Para a maioria, eletricidade é eletricidade, independentemente da forma como é gerada. Produzir energia menos poluente não lhes dá nada de novo. Portanto, estaríamos a pedir-lhes que pagassem por algo que já têm e que faz exatamente a mesma coisa."

(...) O aspeto essencial a recordar é que a energia limpa nos dá um novo ambiente, mas não uma nova função. "Eletrões são eletrões - não há eletrões azuis ou verdes", observa Lewis.

(...) Assim (repito), se quisermos alcançar ambas as formas de inovação em grande escala - avanços que levem a novas formas de gerar eletrões limpos e avanços que derivem do progresso mais rápido, através através da curva de aprendizagem, das tecnologias de energia limpa já existentes - precisamos que o governo crie igualdade de circunstância, aplicando impostos sobre aquilo que não queremos (eletricidade das fontes emissores de carbono) e subsidiando aquilo que queremos (inovação em energia limpa). É isso que criará a procura de mercado que é necessária, à escala necessária." »

Fonte: Quente, Plano e Cheio: Porque Precisamos de uma Revolução Verde - Thomas L. Friedman (Livro)


Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.26): terrorismo no petróleo, um gastrónomo engº químico, 713 mil veículos poluentes, e Coca-Cola com canábis


Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.


O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.




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Seis homens armados atacaram esta segunda-feira [10/09] a sede da Companhia Nacional de Petróleo (NOC) em Trípoli, na Líbia, onde foram ouvidos tiros e uma explosão, segundo testemunhas, que indicaram a existência de vítimas. Várias pessoas foram feitas reféns, avança o ministro do Interior Abdul Salam Ashour, citado pela Associated Press (AP).

Engenheiro químico, trader de metais, produtor de vinho, enófilo e um dos maiores gastrónomos do país: eis o currículo de Bento dos Santos, o homem que ajudou a lançar José Avillez.

Portugal tem um total de 713 mil veículos poluentes a gasóleo a circular nas estradas, um número que coloca o país no 11º lugar entre os Estados-membros da União Europeia (UE), refere um estudo divulgado esta segunda-feira pela Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E)

A possível incursão da maior empresa de bebidas numa das indústrias que mais rapidamente cresce está a animar os mercados. As cotadas do sector, como a Tilray, que está presente em Portugal, estão a disparar.

Sobre o programa "O Petróleo da Discórdia" (Prós e Contras, RTP), e alguns pontos e reflexões lançados no decorrer do debate



Teve lugar no passado dia 10 de Setembro de 2018 uma edição do programa de Prós e Contras subordinado ao tema da prospeção e exploração de Petróleo em Portugal, tema que está longe de ser consensual na sociedade portuguesa e sobre o qual o debate está longe de ser pragmático e racional. Sem prejuízo do visionamento integral do programa através do portal RTP Play, enunciam-se abaixo  alguns dos pontos e reflexões lançados no decorrer do programa, cruzados com a forma como foram por mim entendidos:

·   Embora o debate sobre a exploração do petróleo em Portugal se possa discutir no plano de uma estratégia nacional para a economia ou ambiente, o teor e termos do contrato de prospeção assinado entre o Estado português e consórcio ENI/GALP mereceu muita atenção neste debate, fazendo pender a atenção e argumentação de plano geral (estratégia, simbolismo do tema e interesse para o país) para o particular (o detalhe contratual) demasiadas vezes. Daqui se retira que o interesse público em discutir assuntos fraturante é não raras vezes proporcional à ocorrência (ou suspeita) de um escândalo, acidente ou crime, sendo nesse momento privilegiadamente discutido na ótica desse risco imediato e não tanto na perspetiva global do que o suscitou ou daquilo que pretende simbolizar num plano geral.

·   Em termos macro, a desejada extensão da plataforma continental detida por Portugal acarreta inexoravelmente um aumento dos recursos naturais ao cuidado do país, os quais existem para ser preservados mas também para ser rentabilizados. Em todo o caso, quer para os preservar como para os rentabilizar é preciso saber que recursos são esses e em que quantidades existem, coisa que custa dinheiro, tempo e trabalho a quem o faz. Por este motivo, a prospeção de recursos fósseis é em si mesma uma atividade que, a ser feita por privados, tem expectativa de ser remunerada/ compensada.

·   A celebração de contratos de prospeção entre empresas e o estado parte da expetativa que a iniciativa vai ser compensadora para ambos os lados. Ao que parece, o consócio GALP/ENI assinou um contrato com a expectativa de vir a explorar os recursos que a sua atividade de prospeção detete, advindo a compensação do esforço de prospeção (estão obrigado a comunicá-la integralmente ao Estado português) de ganhos de exploração futuros. Para o Estado, a expectativa de compensação surja na forma de mais informação sobre os seus recursos naturais, mas também na forma de partilha de lucros, cobrança de impostos, e intensificação da atividade económica em indústrias conexas com o tema (naval, petroquímica, metalúrgica, consultoria, etc)


·    Porém, cabe ao Estado português perceber também o que pode perder com a aceitação de um contrato de prospeção de recursos fósseis no seu território, sobretudo quando este tem expectativa de os explorar como contrapartida da  descoberta (ou de ser indemnizado caso o consórcio seja impedido de explorar). O principal risco que é apontado é o risco ambiental, o qual pode desaguar num definhamento da atividade turística nacional ou da indústria das pescas. Em caso de ocorrência de um desastre ambiental associado à exploração oceânica, os prejuízos para o Estado podem superar em larga medida os ganhos.

·     Por outro lado, a indústria e empresas do petróleo não granjeia boa reputação na sociedade civil. Sabe-se necessária e indispensável, mas também poluidora e pouco ética. Como foi realçado no programa, aquelas empresas que na designação clássica eram chamadas de petrolíferas, são cada vez mais empresas de energia, que pretendem é ser competitivas na produção e comercialização de recursos energéticos, seja fósseis ou não. De nada adianta, portanto, diabolizar a existência e atividade de empresas de energia, porque são necessárias e cumprem um papel central na manutenção do estilo de vida que todos conhecemos.

·    Isto não invalida que, sendo corporações poderosas (a GALP e a ENI não são exceção), estas entidades possa incorrer numa imoral promiscuidade político-empresarial capaz de deixar desconfortáveis os cidadãos quando, da distância aos centros de poder e decisão, detetam que existe uma permuta de pessoas entre cargos políticos e cargos empresariais, com elevado risco de conflito de interesses ou de falta de isenção na defesa dos interesse do Estado. Este é um problema que muito merece atenção por parte da sociedade, porque não é suposto ser assim.


·   Não obstante, é impossível  branquear que uma entidade privada com fins lucrativos que se proponha a fazer prospeção de recursos fósseis tenha de acautelar o risco de não os encontrar com a remuneração quando os encontra. De outro modo, com que lógica continuaria a existir no mercado da prospeção? O lucro para a entidade privada vai ter de existir. Cabe ao estado negociar o contrato de forma a equilibrar a expectativa de lucro com os demais aspetos que precisam de ser tidos em conta.

·    Finalmente, mas longe de ser menos importante, Portugal  é um dos signatários do acordo de Paris, e com ele comprometeu-se com a redução das emissões de CO. Reduzir as emissões de CO pode acontecer de várias formas, e uma delas, é deixar de consumir carvão e passar a consumir mais gás natural (recurso passível de ser encontrado na prospeção ENI/GALP). Claro que a redução de emissões de CO pode (e deve) ser conseguida à custa da transição para fontes de energia renováveis a quais permitirão transitar para uma economia verde e circular, como mais saudável e sustentável. A pergunta a este nível é: quer Portugal passar a ser um país produtor de recursos fósseis numa era em que a sociedade e o planeta clamam por uma progressiva e estrutural desistência desses recursos?

Esta síntese não tem como objetivo tomar partido na questão. A engenharia química tanto trabalha em torno de recursos fósseis como opera na transição para uma economia e energia renovável e verde. Acima de tudo, a questão tem várias faces, e de pouco adianta simplificar para mais facilmente partidarizar e emotivamente empolar os assuntos. O ambiente existe e é hoje uma problemática mundial, mas também o é o futuro e saúda da economia portuguesa. A iniciativa privada capitalista é bem-vinda, e é imperativo que seja acompanhada de probidade e idoneidade por parte daqueles que, no Estado, têm a seu cargo acautelar os interesses do povo português. Ao cidadão comum, cabe sinalizar que caminhos pretende para o seu país na forma de escolha ou contestação dos seus líderes. A Engenharia Química, na parte que lhe compete, cá estará para dar seguimento ao que se venha a decidir que merece avançar.
Editor do BEQ.

Sobre os resultados da 1ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior 2018, na área de engenharia química (Portugal)

Com a periodicidade anual habitual, o mês de Setembro é altura de conhecer os resultados do acesso ao ensino superior em Portugal, tema que nos últimos anos o BEQ tem vindo a acompanhar (ver post de 2016 e também o post de 2017).

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  • Colocações em Engenharia Química por instituição de ensino superior

Embora o curso de engenharia química oscile na sua designação entre simplesmente "Engenharia Química" e as variações "Engenharia Química e Bioquímica" (Universidade Nova de Lisboa - FCT) e "Engenharia Química e Biológica" (Instituto Politécnico de Lisboa - ISEL), para efeitos desta análise as três possibilidades foram contabilizadas como equivalentes.

Do total das 404 vagas totais iniciais em engª química, a 1ª fase viu ser preenchidas 382 posições, ficando por preencher 22 vagas no Instituto Politécnico de Bragança - ESTiG. Noutra perspetiva, engenharia química representou este ano 0.8% do total de vagas iniciais no ensino superior na 1º fase do concurso, e 0.9% do total de alunos que obtiveram colocação.

Com relação ao desempenho entre universidades, a FEUP liderou na nota do último colocado (169,3) seguida de perto pelo IST (163,3). Em terceiro lugar surge o ISEP (153,8), seguido pela Universidade de Aveiro - UA (146.2) e pela Universidade de Nova de Lisboa (146.2). A UA é de resto a instituição com uma subida posicional mais significativa, saltando do 6º lugar em 2017 para o 4º em 2018.

De referir também que a média dos últimos colocados de todos os cursos em Portugal em 2018 se cifrou em 128.8 (em 2017 foi 129.2), e que o mesmo indicador filtrado apenas para todos os cursos de engenharia em Portugal se situou em 134.2 (em 2017 foi 135.6). Assim, verifica-se que a Universidade de Coimbra exibiu uma nota de último colocado coincidente com as referidas médias globais nacionais (133.0) e que o ISEL  e a ESTiG colocaram o seu último aluno abaixo da média de todos os cursos nacionais.

  • Engenharia Química vs. Congéneres de Engenharia
Na edição deste ano optou-se por gerar uma comparação entre cursos de engenharia com vista a tentar hierarquizar a engenharia química no contextual nacional de oferta de cursos de engenharia. O gráfico abaixo apresenta a média de notas dos últimos colocados por curso de engenharia em Portugal (e independentemente da instituição), verificando-se que a engenharia química ocupa o 11º lugar de um lista com 42 cursos distintos. Na sua vizinhança direta encontra-se o curso de Engenharia de Materiais (imediatamente acima) e o curso de Engenharia de Automação, Controlo e Instrumentação (imediatamente abaixo).

O top da lista é liderado pelo curso de Engenharia Aerospacial (188.5), seguido de longe por Engenharia Aeronáutica (162.2) e por Engenharia Naval e Oceânica (160.3). Com relação a cursos de engenharia conexos com Engenharia Química, salienta-se a 6º posição de Engenharia Biológica (156.4), a 24ª posição para Engenharia de Polímeros (126.4) e  a 27ª para Engenharia do Ambiente (125.1).

Sobre o país industrializado que é os EUA, e a ausência de representatividade da indústria na área de território desse país


Quando pensamos e falamos de países industrializadas, o uso da termo "indústria" como adjetivo ou atributo conduz-nos a uma noção geral e empírica do que significa uma país ser industrializado, resultante da familiaridade e repetição do uso da expressão no quotidiano informativo. Porém, será que essa noção tem uma correspondência real com o significado que o conceito pretende veicular?

De acordo com o Collins English Dictionary, por “país industrializado” devemos entender “um país caracterizado pela indústria em larga escala”. Então e o que dizer da expressão “país desenvolvido”? Diz-nos o Collins Dictionary of Economics que isso significa “um país economicamente avançado cuja economia se caracteriza por grandes setores industriais e de serviços, altos níveis de produto nacional bruto e rendimento per capita.”

Vem isto a propósito da infografia acima, da autoria da Bloomberg, onde é feito o retrato territorial dos EUA usando como critério a área superficial do país por tipo de atividade a que está associada.  Como se pode ver, cerca de 1/3 dos EUA é floresta, outro 1/3 é área agrícola ou de pastoreio, e sobra um terço para tudo o resto. Desse resto, aparentemente não há referência à utilização de espaço territorial por parte indústria que possa justificar, segundo este critério, o epíteto de país industrializado. Mesmo os serviços (presentes em países "desenvolvidos"), traduzidos materialmente na forma de área dedicada a estabelecimentos comerciais, representam uma fração muito diminuta da área territorial dos EUA.


Na perspetiva da engenharia química, a pequena porção de território alocada a etanol/biodiesel é porventura aquela que tem o vínculo industrial mais direto e óbvio com esta área de saber. Porém, no plano indireto, sabemos bem quanta da agricultura atual, da economia da floresta (papel, mas não só) e da indústria alimentar depende do fornecimento de produtos e da operação de processos químicos.

Assim, olhando para o ponto de situação da ocupação territorial dos EUA, trata-se de um país que está espacialmente mais alocado à floresta, agricultura e pecuária do que à indústria (numa perspetiva de complexos fabris) ou serviços. Mais, é um país com mais área ocupada para fins de defesa, ferrovia e rodovia do que para parque industrial. Em todo o caso, não é legítimo branquear o facto de que a indústria se rege por lógicas de intensidade energética e economia espacial, o que faz com que o seu poderio e peso económico não seja propriamente correlacionável com a área de ocupação. (A este propósito veja-se o caso da densa ilha (industrial) de Jurong, em Singapura). O mesmo se aplica ao impacto ambiental por elas criado.

Não obstante, a noção de industrialização obedece a lógicas de escala dimensionadas para o tamanho da população mundial (isto é, o mercado) e não propriamente para a ocupação do espaço livre disponível. Esta é uma noção que muito merece ser vincada junto de forças políticas, ambientais e dos cidadãos comuns em geral, sob pena de, em matéria de visão sobre as problemáticas atuais, se possa confundir as coisas e encontrar bodes expiatórios para problemas que não são de resolução simples e inconsequente.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.25): gás natural é solução no Brasil, baterias israelitas e japonesas para automóveis, e a nova marca de revestimentos Surforma

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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De acordo com estudo elaborado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), a inclusão de usinas termelétricas a gás natural na base de geração do sistema elétrico reduziria os custos com energia elétrica e garantiria mais segurança no abastecimento.

Dentro de pouco tempo, conseguir até 480 km de autonomia num carro eléctrico vai demorar tanto quanto atestar o depósito: 5 minutos. A promessa é da StoreDot, onde a BP investe 17 milhões de euros.

Com o veículo eléctrico a conquistar terreno, a Toyota estará já a trabalhar em baterias de maior autonomia e com tempos de carga mais baixos. A chegada ao mercado pode acontecer já em 2020.

O universo da Sonae Indústria tem uma nova marca: a Sonae Indústria de Revestimentos passa a denominar-se Surforma, que agrega o portefólio de laminados e compactos da empresa.


Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.9): o aspeto e aparato do transporte de lixo nuclear

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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Nuclear waste truck

Sobre desafios e oportunidades da indústria mundial de pasta e papel, segundo Pratima Bajpai




"A indústria de celulose e papel fornece papel a mais de 5 mil milhões de pessoas em todo o mundo. Originalmente, a produção de pasta e papel era um processo lento e trabalhoso, mas hoje esses processos são impulsionados por equipamentos de capital intensivo e máquinas de papel de alta tecnologia e velocidade.

(...) A produção global de papel e cartão foi de aproximadamente 407 milhões de toneladas em 2015. Um terço da produção foi atribuída ao papel gráfico e mais da metade dessa produção foi atribuída ao papel de embalagem. O consumo global de papel em 2020 deve chegar a 500 milhões de toneladas. Os três maiores países produtores de papel do mundo são a China, os Estados Unidos e o Japão e respondem por metade da produção total de papel no mundo. A Alemanha e os Estados Unidos são os principais países importadores e exportadores de papel.

(...) A América do Norte, no entanto, tem o maior consumo per capita de papel do mundo em qualquer região, consumindo 221 kg (per capita), o que é considerável quando comparado ao consumo médio mundial per capita de papel ser de apenas 57 kg (per capita).

(...) Como o papel pode ser classificado como um recurso renovável, a recuperação é crucial dentro da indústria de papel. De entre os muitos materiais que existem, o papel tem uma das mais altas taxas de reciclagem. Em 2013, cerca de 233 milhões de toneladas de papel recuperado foram coletadas em todo o mundo. Nos Estados Unidos, mais de 52 milhões de toneladas (curtas) de papel e papelão são recuperadas anualmente. A taxa de recuperação de papel e papelão nos EUA foi de 66,8% em 2015, o que é mais do que o dobro da taxa de recuperação de 1990, inferior a 34%.

(...) A indústria global de celulose e papel contraiu ligeiramente nos últimos cinco anos, principalmente devido à transição para os meios digitais e comunicação sem papel na maioria dos países desenvolvidos. Os booms de produção em vários mercados emergentes compensaram parcialmente o declínio ao dirigir aumento da procura por papel para materiais de embalagem. A indústria está agora a mudar o seu foco para materiais de embalagem e produtos sanitários, os dois segmentos considerados mais promissores em termos de crescimento.

(...) A indústria está a aproveitar as oportunidades oferecidas pela bioeconomia. Novos conceitos de negócios permitirão que a indústria use todo o potencial da madeira e da fibra de madeira para produzir produtos e novos materiais para as indústrias alimentar, têxtil, cosmética e farmacêutica; produtos químicos e biocombustíveis e produtos tradicionais à base de madeira."

Fonte: Elsevier SciTech Connect

Sobre o investimento de mais de mil milhões de dólares da norte-americana Invista, na China, para produzir intermediário de nylon




A INVISTA começou a trabalhar para levar sua mais recente tecnologia de adiponitrilo (ADN) à China para satisfazer a forte procura local por este produto químico intermediário de nylon 6,6. A engenharia para uma unidade de pelo menos 300 mil toneladas de capacidade está em andamento, com um investimento estimado em mais de mil milhões de dólares. A construção está prevista para 2020 e a produção começará em 2023.

(...) “Dada a forte procura da China pelo ADN e o seu compromisso com tecnologias avançadas e eficientes em termos energéticos, o ADN baseado em butadieno da INVISTA é a melhor escolha para investimento de capital na região”, disse Redinger, vice presidente da INVISTA Intermediates. “A INVISTA fornece mais o mercado comercial do que qualquer outro produtor de ADN, por isso queremos garantir que esses clientes tenham a melhor tecnologia disponível. A última unidade de escala mundial foi construída há mais de 35 anos, então este é um momento especial para a indústria, e estou extremamente orgulhoso de liderar os esforços da INVISTA para alcançar esta nova instalação. ”

(...) Nos últimos cinco anos, a INVISTA investiu mais de US $ 600 milhões na China para apoiar o mercado de nylon, incluindo uma fábrica de hexametilenodiamina (HMD) de 215 mil toneladas e uma fábrica de polímero de 150 mil toneladas, no Shanghai Chemical Industry Park (SCIP). A INVISTA também criou várias gerações de aprimoramentos para a tecnologia ao longo de décadas, estabelecendo recentemente recordes de produção com a implantação de sua mais recente tecnologia nos EUA.

Fonte: Invista


  • Sobre a Invista:
A INVISTA é uma subsidiária detida na totalidade pela norte-americana Koch Industries, Inc.. Em 2004, as subsidiárias da Koch Industries adquiriram a INVISTA à du Pont. A INVISTA, antiga DuPont Textiles and Interiors, foi combinada com a KoSa, produtora de commodities e fibras de poliéster especiais, polímeros e intermediários. A KoSa era uma afiliada da Koch desde 1998. A herança de expertise tecnológica remonta ao início da indústria de poliéster através das empresas predecessoras, ICI e DuPont, e continua até hoje.


Sobre perguntas-teste para validar inovações bio-inspiradas, segundo Janine Benyus



"Por muito tempo, julgámos as nossas inovações apenas relativamente a elas serem boas para nós, o que tem vindo a significar cada vez mais avaliar se elas são lucrativas. (...) As novas perguntas devem ser "Será que se vai encaixar?", "Será que vai durar?", e "Existe um precedente para isso na natureza?" Se assim for, as respostas para as seguintes perguntas serão "sim":

- Funciona com a luz do sol?
- Utiliza apenas a energia de que necessita?
- Enquadra-se na forma de funcionar?
- Recicla tudo?
- Recompensa a cooperação?
- Aplica a diversidade?
- Utiliza expertise local?
- Limita o excesso de dentro?
- Afeta o poder dos limites?
- É bela?

Assumindo que uma inovação bio-inspirada passa por esses testes, a próxima decisão de design terá a ver com escala. Como a escala é uma das principais coisas que separa as nossas tecnologias da natureza, é importante considerar o que é apropriado, isto é, o que é aceitável e recetivo para o nosso habitat.

O teste de escala de Wendell Berry é simples, mas valioso. No seu livro de ensaios intitulado "Home Economics", ele escreve: "A diferença [entre uma escala inapropriada e apropriada] é sugerida pela diferença entre o som de uma lancha e o som de um barco a remos. Um som humano apropriado, podemos dizer, dever ser de tal modo que permita que outros sons sejam ouvidos. Uma economia ou tecnologia humana adequadamente dimensionadas permitem que uma diversidade de outras criaturas prospere."

Eu acho este último ponto convincente porque qualquer tecnologia bio-inspirada que diminua a biodiversidade diminui a própria inspiração da qual depende. Ao deixar a diversidade da vida na Terra erodir-se , sufocamos a fonte de boas ideias ".

Fonte: Biomimética: inovação inspirada pela natureza - Janine Benyus


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