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Sobre os efeitos nocivos do óxido nitroso (gás do riso) gerado na agricultura, e os esforços europeus por melhorar a situação




"Os terrenos agrícolas são uma das principais origens do óxido nitroso, que se tornou conhecido também como o “gás do riso”, podendo ser utilizado igualmente como anestésico. Mas as consequências que gera dão poucos motivos para sorrir. Estima-se que seja 300 vezes mais nefasto do que o dióxido de carbono (CO2) no aquecimento global.

(...) O N2O resulta de um fenómeno natural de origem bacteriana. Mas o uso de fertilizantes à base de nitrogénio tem aumentado consideravelmente as emissões.

Os cientistas do projeto NORA estudam o mecanismo de funcionamento de alguns micro-organismos capazes de emitir mas também de absorver gases. O microbiólogo Pawel Lycus diz-nos que “algumas das bactérias são responsáveis apenas pela produção de N2O e outras têm a capacidade de o reduzir. Mas a grande maioria das células presentes no solo conseguem tanto produzir, como reduzir o N2O. O nosso objetivo é aprofundar a compreensão deste processo de produção e absorção ao nível molecular e bioquímico”.

Por outras palavras, pretende-se manipular as bactérias de forma a que produzam a redutase, a enzima responsável por destruir, neste caso, o óxido nitroso. Segundo o bioquímico Manuel Soriano-Laguna, “trata-se de uma proteína muito particular, uma vez que é a única que sabemos ter esta capacidade de destruir o óxido nitroso. No seu núcleo existem átomos de cobre que são essenciais para executar essa função. Nós queremos estudar, de um ponto de vista bioquímico, como é que a bactéria consegue produzir esta proteína”."

Fonte: Euronews




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