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Sobre os resultados do 1º inquérito do BEQ aos seus leitores: visões e sugestões sobre a imagem da engª química na sociedade





No período compreendido entre 18 de Setembro de 2017 e 30 de Outubro de 2017, o BEQ promoveu o 1º inquérito aos seus leitores, o qual compreendeu um conjunto de 6 questões anónimas sobre o tema da engenharia química, focado nas questões do emprego e da visibilidade pública da profissão. Com base nesta estrutura, decidiu-se dividir em duas publicações os resultados obtidos sendo esta a segunda delas, dedicada ao tema da visibilidade da profissão na sociedade. Veja o primeiro post aqui.

Foram questionados, por via digital, um total de 102 profissionais ou estudantes de engenharia química, dos quais 100 respostas foram consideradas válidas. A amostra compreendeu a seguinte distribuição geográfica: 73% dos inquiridos fez/faz os seus estudos superiores em Portugal, 26% no Brasil, e 1% em Moçambique. Do mesmo conjunto de inquiridos, 26% ainda era, à data da realização do inquérito, estudante de engª química; 13% tinha concluído os estudos há menos de 1 ano; 31% concluíra há 1 a 5 anos atrás; 20% concluíra há 6 a 10 anos atrás, e 10% concluíra os estudos há mais de 10 anos.

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  • Como avalia a visibilidade da profissão Engª Química na sociedade?
Quando questionados sobre a visibilidade da profissão na sociedade, apenas 12% dos inquiridos revelou não ter opinião formada sobre o assunto. Do total de inquiridos, 25% afirmou que a visibilidade é suficiente, e apenas uma fração de 2% considera mesmo que a profissão tem uma visibilidade excessiva.

Porém, a resposta mais escolhida pelos inquiridos é a de que a visibilidade da engenharia química é insuficiente (55%) ou mesmo muito insuficiente (6%). Existe portanto uma clara maioria a acreditar que a profissão deveria ter mais visibilidade na lusofonia.



  • Que sugestões faria aos responsáveis pela Engª Química do seu país para que esta melhorasse e pudesse ter mais prestígio ou importância no contexto nacional?


           GERAL:
- Apostar na divulgação junto da comunidades estudantil, urbana, universitária e industrial.
- Desmistificar a Eng. Química, dando a conhecer o seu papel na sociedade e nas empresas.
- Realizar palestras, tais como sobre o trabalho/posição de um Engº Químico em Portugal ou no Brasil.
- Criar mais fóruns para que os profissionais partilharem as suas queixas, sugestões e ideias.
- Dar mais destaque a empresas pequenas e/ou familiares.
- Ajudar a integrar as ferramentas tecnológicas na química (Ex.: formações de Excel, Aspen Hysys, ferramentas de gestão industrial, etc.

           UNIVERSIDADE:
- Adaptar o plano curricular às necessidades atuais da indústria.
- Maior diálogo entre indústria e universidade; 
- Promover estágios curriculares no âmbito da própria formação universitária.
- Criação de casos de estudo reais e mais visitas a empresas;


           INDÚSTRIA:
- Maior diálogo entre indústria e universidade.
- Criação de mais estágios de verão (ou de curta duração) para estudantes de engenharia química.
- Combater a prática de colocar o engenheiro químico em funções de técnico.
- Maior divulgação de projetos de redução de impacto ambiental, otimização (deixando explicito a redução de desperdícios/consumos atingidos) de modo a mitigar a "má imagem" da indústria.

           GOVERNO:
- Criar um enquadramento legal que obrigue a sua prática exclusivamente por engenheiros habilitados com cédula profissional conferida pela Ordem dos Engenheiros.
- Estimular a produção industrial (por parte do governo).
- Maior aposta na indústrias química, petroquímica e/ou outras.

Amostra = 47 inquiridos

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