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Sobre a ciência e a engenharia em modelos teóricos

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“A distinção fundamental entre modelos de engenharia e modelos de ciências puras reside no seu objectivo. Enquanto que os modelos das ciências puras são desenvolvidos com vista a proporcionar uma compreensão de um dado sistema (exemplo: o efeito dos gases de efeito de estufa na temperatura do ar), em engenharia existe um desejo implícito de alterar o estado do sistema num determinado sentido.
Esta diferença origina uma comum confusão relativamente à validação dos modelos matemáticos. Os modelos desenvolvidos no seio das ciências podem ser calibrados com recurso a dados históricos sobre o sistema. Enquanto esse modelo reflectir os processos com relativa fidelidade ele poderá ser utilizado para prever eventos futuros. Tais modelos podem ser validados retrospectivamente (prevendo o presente com base no passado) ou simplesmente por observação do estado futuro do sistema.
Já nos modelos de engenharia, o tónico é essencialmente a prescrição (em oposição à descrição) o que anula a possibilidade de se validar cada modelo com dados históricos.
Na realidade, a validação dos modelos de engenharia é quase “impossível” a priori, na medida em que esta incide sobre situações futuras alternativas e não é possível ver o que sucederia seguindo o modelo e não o seguindo. Por este motivo, a metolodia do “esperar para ver” que parece funcionar para as ciências puras não é aplicável às engenharias.
Se algum dia for possível ultrapassar esta dificuldade de validação, será possível criar modelos matemáticos que poderão ser usados para analisar o futuro de modo semelhante a uma bola de cristal. Nessa altura poderemos escolher o futuro que pretendemos e descobrir como chegar lá.”
Fonte: Philstar

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