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Sobre as fronteiras da química enquanto disciplina

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Na coluna “In the Pipeline” da revista Chemistry World, surge uma interessante análise à pertinente dúvida sobre as fronteiras da química com outras disciplinas, assunto abrange naturalmente a engenharia química também.
Segundo o autor do artigo, Derek Low, que se assume como um químico “medicinal” que trabalha no desenvolvimento de fármacos, as fronteiras da química são famosas pela sua inexactidão.
Há cada vez mais interdisciplinaridade entre a química e matérias como a biologia molecular, a física, a ciência dos materiais, ou mesmo a matemática pura, o que dificulta muito a noção das fronteiras entre esta e cada uma das outras.

Neste contexto, quem é que conta como químico e quem é que fica de fora?
A título de exemplo veja-se o caso dos biológos moleculares, que Low tem dificuldade em considerar como químicos apesar de manipularem moléculas, ao mesmo tempo que não vê qualquer constrangimento em classificar como irmãos os “"químicos” de polímeros, que também manipulam moléculas.
Contudo, quando analisa o assunto em termos de escala, Low estabelece para si que quem trabalha abaixo da escala atómica é provavelmente um físico, e que ao nível molecular é quase certo que quem lida com moléculas individual deve considerar-se um químico.
No final de contas, conclui, a química é sobretudo uma atitude, e isto é algo que qualquer biológo ou especialista não terá grandes problemas em concordar.
Fonte: In the Pipeline – Derek Low

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