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Sobre trechos do livro Capitalismo Natural: integrar o design

Não se tratando de um livro cujo tema se esgota exclusivamente no universo da engenharia química, Capitalismo Natural, da autoria dos norte-americanos Paul Hawken, Amory Lovins e L. Hunter Lovins, é um livro que apregoa a “Próxima Revolução Industrial”, algo que certamente é do interesse dos engenheiros químicos.
Aproveito para partilhar alguns trechos desta obra, que espero que sirvam de incentivo à leitura deste livro tão interessante.

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Como integrar o Design para obter benefícios múltiplos:

Em 1997, a Interface, um dos principais fabricantes norte-americanos de carpetes, estava construindo uma fábrica em Xangai. Um de seus processos industriais requeria 14 bombas. Ao otimizar o design, a mais importante empresa especializada ocidental projetou-as com uma potência uma potência de 95 cavalos-vapor. Todavia, a intervenção de Jan Shilham, um engenheiro da Interface holandesa, aplicando os métodos que aprendeu com o especialista em eficiência cingapuriano Eng. Lock Lee, reduziu a potência de bombeamento do projecto a apenas 7 cavalos-vapor – uma economia de energia de 92% ou 12 vezes –, ao mesmo tempo que diminuía o custo de capital e melhorava o desempenho do motor em todos os aspectos.
As novas especificações impunham duas mudanças ao design. Primeiro, Schilman preferiu usar grandes tubulações e bombas pequenas em vez das bombas grandes com tubos pequenos do projecto original. A força de atrito se reduz em quase 1/5 do diâmetro da tubulação, de modo que, com tubos 50% mais grossos, ela diminui cerca de 86%. O sistema passa a precisar de menos energia de bombeamento -  e de bombas e motores menores para vencer o atrito. 
Segundo, Schilham instalou antes a tubulação e depois o equipamento, invertendo a ordem convencional na qual se instalam os sistemas de bombeamento. Normalmente, o equipamento é colocado em um lugar conveniente e arbitrário; a seguir, o instalador é instruído a conectar o ponto A ao ponto B. Com frequência, a tubulação é obrigada a seguir as mais sinuosas trajectórias para ligar-se ao equipamento que está muito longe, virado para o lado errado, montado na altura equivocada e separado por outras máquinas instaladas no meio do caminho. Graças às curvas e ao comprimento extra, o atrito, no sistema, chega a ser de 3 a 6 vezes maior do que devia. Os instaladores não se importam com o trabalho extra: recebem por hora para instalar os tubos e fazer os ajustes; não são eles que pagam os custos de capital ou operacionais da bomba.
Os tubos mais grossos e o desenho mais simples geraram não só 92% a menos de energia de bombeamento a um custo de capital mas baixo como também uma construção mais simples e mais barata, menor uso do espaço, operação mais confiável, manutenção mais fácil e melhor desempenho. E, numa espécie de gratificação adicional, o isolamento térmico mais simples da tubulação mais recta economizou 70% da perda de calor, o suficiente para deixar de queima cerca de 1 kg de carvão de 4 em 4 minutos, com retonro de 3 meses.

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