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Sobre a produção de petróleo em Angola, a falta de refinarias, o excesso de importações petroquímicas, e os planos do novo presidente para o país



Evolução da produção de petróleo em Angola, 1975-2020.

Angola é atualmente o segundo maior produtor de petróleo de África, mas ainda teve de importar 5.944 milhões de kwanzas (30 milhões de euros) em combustíveis no mesmo período, um aumento de 80,7% face ao segundo trimestre de 2016.
Fonte: DN, 2017
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  • Os planos do novo presidente angolano para a Sonangol:

"O novo presidente angolano João Lourenço avisou em Novembro de 2017 a nova administração da Sonangol que é necessário construir uma refinaria em Angola, para reduzir as importações de combustíveis, depois da suspensão do projeto para o Lobito pela anterior direção.

Segundo o próprio, "não faz sentido que um país produtor de petróleo, com os níveis de produção que tem hoje e que teve no passado, continue a viver quase que exclusivamente da importação dos produtos refinados”, apontou. Angola importa mensalmente cerca de 150 milhões de euros em combustíveis refinados."
Fonte: Observador
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  • A refinaria de Luanda: uma longa e atribulada história de lideranças e operação



"Construída em 1955, esta refinaria opera a cerca de 70% da sua capacidade e apresenta custos de produção superior aos dos combustíveis importados, indica um relatório de 2014 sobre o setor, produzido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Angola [tinha] em curso projetos para a construção de duas novas refinarias, no Lobito e no Soyo, com previsão de funcionamento para 2017. 

(...) Ainda segundo o FMI, apesar de Angola ser o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, tendo atingido este ano a marca dos 1,8 milhões de barris por dia, a maioria dos produtos refinados são importados (82%) e o restante é processado no país pela refinaria nacional."
Fonte: JN, 09/2014

Desde os anos 50, a refinaria de Luanda somou os seguintes donos e sócios: grupo belga Petrangol (dono, 1958), grupo Fina (dono, 1982), grupo Total (sócio, 1991), grupo ELF (sócio, 2000), grupo Total (dono, 2003), Sonangol (dono, 2007).

Por outro lado, este complexo industrial sofreu sabotagens e interrupções devido a conflitos militares nas seguines datas: 1981 e 1987 (pelo exército racista sul-africano), 1991 (guerra civil).
Fonte: Sonangol

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