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Sobre competências profissionais e tendências tecnológicas que irão moldar a profissão de engª química na década de 2020




As tecnologias de grandes dados (big data) e nuvem (cloud) são  cada vez mais importantes, forçando a reinterpretação da especificidade do trabalho dos engenheiros no setor de energia e petroquímica.

O paradigma da proliferação de grandes dados transmitidos em tempo real tem vindo a comprimir os prazos para a tomada de decisões, levando a que a pressão para fornecer resultados imediatos em termos de operações seguras, confiáveis e lucrativas se tenha intensificado.

Por outro lado, (...) oportunidades tentadoras foram abertas para profissionais resilientes e experientes em tecnologia, que podem aproveitar ambas as tecnologias emergentes e alavancar suas habilidades de engenharia tradicionais. (...) O conjunto de competências necessárias para engenheiros tem vindo a mudar enormemente dentro da indústria de energia e química. Verifica-se uma grande necessidade de combinar o conhecimento de fundamentos de engenharia de petróleo e química e os princípios conexos com a análise de grandes de dados, bem como de alavancar a inteligência artificial para fornecer novos conhecimentos de um modo mais económico. Os novos engenheiros têm a chance de aproveitar essas tecnologias e fazer parte do desenvolvimento e implementação de mudanças importantes nesta indústria.

Por exemplo, (...) em toda a indústria de energia e química, a existência de mais sensores para monitoramento de temperatura, pressão, vibração e fluxo permitem uma maior proximidade à realidade ao otimizar as condições de operação. Por via do intenso monitoramento em tempo real, composição química e outras propriedades físicas permitem detetar problemas também em tempo real, melhorando a produtividade e a segurança.
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Fonte: Information Age, por Duncan Micklem (strategy director, KBC)


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Por outro lado, o futuro do trabalho em engenharia química pode também ser cruzado com as grandes linhas de tendência previstas para o trabalho em geral, em matéria de competências-chave, segundo o o Fórum Económico Mundial. 

Nos cinco anos que unem 2015 a 2020, verifica-se a permanência da competência para "resolver problemas complexos" no top. Em segundo lugar, e focando na projeção para 2020, surge o "pensamento crítico", competência que certamente comunica com a capacidade de resolver problemas complexos. Curiosamente, a "criatividade" foi a competência que mais se valorizou desde 2015, saltando da 10ª para a 3ª. Percurso mais estável teve a competência "gestão de pessoas", a qual se mantêm no top 5 de ambas as edições (2015 e 2020). Esta última é complementada (ou reforçada) pela competência de se "coordenar com outras pessoas", a qual já em 2015 constava na lista das 5 capacidades com mais prioridade. As demais posições do ranking de 2020 compreendem competências: "inteligência emocional", "julgamento e tomada de decisões", "orientação para os serviços", "negociação" e "flexibilidade cognitiva".


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Será pelo menos do cruzamento destas duas frentes que a profissão da engenharia química virá a ser moldada nos próximos anos.

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