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Sobre a transição para uma economia industrial baseada em prestação de serviços, e as possíveis sinergias positivas para fabricantes, utilizadores e meio ambiente




"Uma economia baseada no modelo “serviço e fluxo” pode também ajudar a estabilizar o ciclo dos negócios, pois os consumidores passariam a adquirir o fluxo de serviços dos quais precisam continuamente, não mais equipamento durável, que é acessível somente nos anos favoráveis. Os prestadores de serviço seriam estimulados a manter os seus ativos produtivos durante o máximo de tempo possível em vez de desmontá-los prematuramente a fim de vender as peças. A capacidade ociosa e a subutilização tenderiam a desaparecer, uma vez que, contratando um prestador de serviço, a empresa já não teria por que se preocupar com o fornecimento ou estoque. Desapareceriam também os abatimentos ao fim do ano para vender o excesso de automóveis fabricados para consumidores que não os encomendaram, pois as quotas de produção foram aumentadas a fim de amortizar o caríssimo capital em equipamento que, para começar, não era necessário. Tal como são as coisas hoje, os fabricantes de bens duráveis têm uma relação de amor ódio com a durabilidade. No entanto, tornando-se prestadores de serviço, os incentivos a longo e curto prazo se harmonizam perfeitamente com o que querem os consumidores, com o que o meio ambiente merece, com que o trabalho necessita e com que a economia pode suportar


(...) O paradigma de serviço oferece ainda outros benefícios: aumenta o emprego porque, sendo os produtos projetados para reincorporar-se aos ciclos de fabricação, o desperdício se reduz e a demanda de mão-de-obra aumenta. Na indústria, cerca de um quarto da força de trabalho dedica-se à fabricação de matérias-primas como o aço, o vidro, o cimento, o silicone e as resinas, ao passo que três quartos se ocupam da fase de produção. Ocorre o inverso nos insumos energéticos: utiliza-se três vezes mais energia  para extrair material virgem ou primário que para fabricar produtos com esse material. Por conseguinte, a substituição do material primário por bens manufaturados reutilizados ou mais duráveis requer menos energia e oferece mais empregos."


Fonte: Capitalismo Natural - Paul Hawken, L. Hunter Lovins, Amory B. Lovins (Livro)


  • Sobre o livro:
Não se tratando de um livro cujo tema se esgota exclusivamente no universo da engenharia química, 'Capitalismo Natura'l apregoa a “Próxima Revolução Industrial”, algo que certamente é do interesse dos engenheiros químicos. Este livro inovador revela como as empresas globais de hoje podem ser ambientalmente responsáveis e altamente lucrativas.


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