Patrocinador oficial:

__________________________________________________________________________________________________________________________

Sobre um drone-laboratório desenvolvido na Rússia e capaz de fornecer dados precisos e em tempo real sobre a composição da atmosfera




Cientistas da Universidade de Samara (Rússia) testaram e apresentaram um "laboratório voador" composto por um microcromatógrafo gasoso voador. No teste inicial realizado, o dispositivo atingiu a altitude necessária, recolheu amostras e analisou-as online.

(...) O dispositivo portátil pesa pouco mais de um quilograma e substitui completamente os volumosos dispositivos de laboratório. Ele pode fornecer dados precisos sobre a composição da atmosfera, composição qualitativa e quantitativa de petróleo e gás natural, bem como analisar biomarcadores no ar humano exalado em poucos minutos.

(...) Este laboratório aéreo de química do ar é capaz de realizar uma análise operacional do estado da atmosfera a altitudes de até 1.000 metros e dentro de um raio de 2 km da fonte. Em modo autónomo, o dispositivo pode sobrevoar fontes potenciais de poluição do ar ao longo de uma rota pré-compilada com pontos de emissão designados, analisar a composição do ar e transmitir a informação recebida para o centro de controle do solo. O processo de análise das amostras obtidas leva até três minutos.



O dispositivo também pode registar e rastrear rapidamente o nível de concentração de substâncias no ar em diferentes altitudes e distanciamento da fonte. Isso permite prever a direção da propagação da poluição na atmosfera com mais precisão.

Este laboratório móvel pode ser usado por empresas de petróleo e gás natural, químicas e de energia, bem como outras empresas industriais cujas atividades estejam associadas a potenciais emissões de substâncias tóxicas na atmosfera. Além disso, o dispositivo pode ser usado com sucesso em situações de emergência, nomeadamente  quando é necessário fazer um grande volume de medições em vários pontos para se obter uma panorâmica confiável, ou quando o acesso físico à fonte de poluição é difícil.



Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.29): baterias europeias, brinquedos tóxicos, Al Gore em Portugal, novo secretário de Estado PhD em engª química

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


 * * *



A União Europeia está preocupada com o futuro do sector automóvel, o qual prevê que seja "eléctrico". Neste sentido, Bruxelas incentiva os Estados-membros a concorrer a milhares de milhões em fundos que querem apoiar até a construção de uma "gigafábrica" como a da Tesla.


Conclusão consta de um estudo feito em 18 países europeus. Os artigos comprados em Portugal apresentam os piores resultados. (...) A ZERO enviou para análise dois brinquedos e três acessórios de cabelo e todas as amostras tinham químicos tóxicos usados como retardadores de chamas associados aos resíduos eletrónicos.

A cidade Invicta volta a ser o palco para a partilha de experiências e soluções para mitigar os impactos do clima em mudança, acolhendo em Março de 2019 o ecologista americano que em 2007 recebeu o Nobel da Paz. (...) [O evento conta ainda com] Roger Boulton, professor de Engenharia Química da Universidade da Califórnia em Davis e investigador na área do vinho;

O novo secretário de Estado - João Sobrinho Teixeira - foi até há três meses presidente do Politécnico de Bragança. Cargo que ocupou nos últimos oito anos e onde dá aulas desde 1986. Entre 2008 e 2013 foi presidente do Conselho Coordenador dos Politécnicos. (...) Natural de Mirandela, Sobrinho Teixeira tem 56 anos e é doutor em Engenharia Química pela  Universidade do Porto.     




Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.12): o efeito da presença ou ausência de tensão superficial no escoamento de um mesmo fluido

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

* * *

Seja mecenas do projeto BEQ, e ajude na divulgação de engenharia química em língua portuguesa




O Blogue Engenharia Química - BEQ nasceu em 2010 e desde então tem-se proposto fazer divulgação de engenharia química em língua portuguesa.

Enquanto fundador e editor do BEQ, gostaria de poder contar com a sua ajuda para que este espaço possa continuar a crescer, e para que eleve ainda mais a qualidade dos conteúdos publicados.

O financiamento que procuro será canalizado para investir no blogue com vista a dotá-lo de mais e melhores conteúdos multimédia, que continuarão a ser publicados gratuitamente como até aqui. Conto consigo para patrocinar a divulgação de engenharia química em língua portuguesa. Para o fazer, clique aqui.



  • Qual o objetivo do BEQ ?

O BEQ é o único projeto independente com a ambição e esforço ativo de congregar todos os engenheiros químicos da lusofonia numa comunidade ativa e informada, e o seu contributo (como leitor ou mecenas) é um importante voto a favor desta missão.

Em nome do BEQ e sua comunidade de leitores, agradeço o seu contributo.
​Muito obrigado por acreditar no projeto e estar desse lado.

(fundador e editor)

Sobre "transparência radical" e a necessidade do preço final dos produtos reflectir os múltiplos impactos inerentes à sua produção (segundo Daniel Goleman)




"O nosso mundo de abundância material arrasta consigo um preço oculto. Não podemos ver até que ponto as coisas que compramos e utilizamos diariamente implicam outros tipos de custos - o impacto no planeta, a saúde do consumidor e as pessoas cujo trabalho nos proporciona esses confortos e necessidades. Atravessamos a  nossa vida diária inundados de um mar de coisas que compramos,  usamos e deitamos fora, desperdiçamos ou guardamos. Cada uma dessas coisas tem sua própria história e o seu próprio futuro, passados e destinos em grande parte escondidos dos nossos olhos, uma teia de impactos deixados no caminho desde a extração ou mistura inicial dos seus ingredientes durante sua fabricação e transporte, incluindo as subtis consequências do seu uso nas nossas casas e locais de trabalho, até o dia em que os descartamos. E, no entanto, os impactos invisíveis de todas essas coisas podem representar o aspeto mais importante delas.

As nossas tecnologias de produção e a química que lhes subjaz foram amplamente escolhidas num momento mais inocente, quando os compradores e engenheiros industriais possuíam o luxo de prestar pouca ou nenhuma atenção aos impactos adversos do que era feito. Em vez disso, ficaram compreensivelmente satisfeitos com os benefícios: eletricidade gerada pela queima do carvão, com o abundância suficiente para durar séculos; plásticos baratos e maleáveis ​​feitos de um mar aparentemente infinito de petróleo; um baú de tesouros de compostos químicos sintéticos; pó de chumbo barato para adicionar brilho e vida às tintas. Eles estavam alheios aos custos dessas escolhas bem-intencionadas para o nosso planeta e seu povo."



(...) "A transparência radical converte a cadeia que liga todos os produtos e seus múltiplos impactos - pegadas de carbono, produtos químicos passíveis de preocupação, condições dos trabalhadores e assim por diante - em forças sistemáticas que contam nas vendas. A transparência radical tira partido de emergentes soluções tecnológicas, em que um software processa coleções massivas de dados e os exibe como uma leitura simples para a tomada de decisões. Uma vez sabendo os verdadeiros impactos das nossas escolhas ao comprar, podemos usar essa informação para acelerar mudanças para um mundo melhor.

De facto, possuimos já um leque de eco-labels baseadas em dados de alta qualidade que avaliam conjuntos de produtos. Mas a próxima onda de transparência ecológica será muito mais radical - mais inclusiva e detalhada e inundará o mercado. Para tornar essa massa de informações utilizável, a transparência radical deve revelar o que tem sido escondido de nós de maneira muito mais abrangente e melhor organizada do que as classificações de produtos, por vezes aleatórias, que temos agora. Com os dados certos e direcionados, uma cascata contínua de mudanças impulsionadas pelo consumidor repercutir-se-á no mundo do comércio, da fábrica mais distante até à rede elétrica do bairro, abrindo uma nova frente na batalha por quotas de mercado."

Fonte: Ecological Intelligence: How Knowing the Hidden Impacts of What We Buy Can Change Everything - Daniel Goleman


Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.28): ainda menos CO₂ dos carros, o custo de limpar cigarros do chão, fusão na Petrobrás, e o exemplo da Bonduelle

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


 * * *




Os países da UE chegaram a acordo, na noite de terça-feira, para reduzirem em 35% as emissões de CO das viaturas novas em 2030. (...) Num comunicado divulgado esta manhã, o responsável da ACEA garantiu que a redução das emissões continua a ser uma das “principais prioridades da indústria automóvel da União Europeia”.

A região belga de Bruxelas quer cobrar à indústria tabaqueira os custos da limpeza das beatas de cigarros que acabam no chão, uma fatura estimada em 200.000 euros que as empresas admitem negociar.

A petrolífera estatal brasileira Petrobras anunciou que a subsidiária Petrobras América Inc-PAI e empresa norte-americana Murphy vão fundir as operações no Golfo do México, com a petrolífera brasileira a encaixar 955 milhões de euros. A parceria engloba todos os ativos de produção de ambas as empresas localizados no Golfo do México, a principal região produtora de petróleo nos Estados Unidos.

 A fábrica de Santarém é a única do grupo e também constitui caso único em Portugal. Produz anualmente cerca de 30 mil toneladas de legumes processados ultracongelados. A fábrica da Bonduelle em Santarém labora desde 1989 e é uma referência na agro-indústria nacional. A empresa tem uma relação próxima com os produtores da região, que fornecem cerca de 85% dos legumes que alimentam as linhas de produção da unidade fabril situada na zona industrial da cidade. 

Sobre as 10 empresas da indústria química mundial com maior receita líquida no ano de 2017




De acordo com a Thomson Reuters, a alemã BASF liderou em 2017 com a maior receita líquida (net income) da indústria química mundial, no valor de 7.5 mil milhões de dólares. Em segundo lugar surge a norte-americana LyondellBasel Industries (origialmente holandesa) com 4.1 mil milhões. O terceiro e quarto lugar são ocupados pela francesa Air Liquide e pela alemã Covestro, ambas abaixo da casa dos 3 mil milhões de dólares. Fazem ainda parte do top as empresas Koninklijke DSM (Holanda), Na Ya Plastics (Taiwan), Lotte Chemical (Coreia do Sul), Shin-Etsu Chemical (Japão), LG Chem (Coreia do Sul), e Mitsubishi Chemical Holdings (Japão).



Enquanto que algumas destas empresas são incontornáveis e recorrentes nomes da indústria química, outros poderão ser ilustres desconhecidos. Por este motivo, apresenta-se abaixo um resumo das atividades destas 10 empresas (Fonte: Bloomberg).

A BASF SE opera em seis segmentos, incluindo produtos químicos, plásticos, produtos de desempenho, soluções funcionais, soluções agrícolas e petróleo e gás. A BASF oferece produtos para as indústrias química, automotiva, de construção, agricultura, óleo, plásticos, elétrica, eletrónica, móveis e papel, e oferece uma gama de soluções e serviços de sistema.

A LyondellBasell Industries fabrica produtos plásticos, químicos e combustíveis. A empresa oferece produtos para a fabricação de produtos de cuidados pessoais, embalagens de alimentos frescos, plásticos leves, materiais de construção, componentes automotivos, têxteis duráveis, aplicações médicas e biocombustíveis. A LyondellBasell Industries comercializa seus produtos em todo o mundo.

A Air Liquide, através de subsidiárias, produz, comercializa e vende gases industriais e de saúde, incluindo azoto (nitrogênio) líquido, árgon (argônio), dióxido de carbono e oxigénio em todo o mundo. A empresa também produz equipamentos de solda, mergulho e técnico-médicos. A Air Liquide vende seus produtos em toda a Europa, Estados Unidos, Canadá, África e Ásia.

A Covestro fabrica polímeros e plásticos de alto desempenho. A empresa fabrica, comercializa e distribui revestimentos, adesivos, materiais isolantes, selantes, policarbonatos e poliuretanos. A Covestro comercializa seus produtos para setores como automotivo, construção, saúde, eletrónica e engenharia médica.

A Koninklijke é uma multinacional de ciências da vida e ciências dos materiais. Os mercados finais da empresa incluem alimentos e suplementos alimentares, cuidados pessoais, alimentos para animais, produtos farmacêuticos, dispositivos médicos, automotivo, tintas, produtos elétricos e eletrónicos, proteção da vida, energia alternativa e materiais de base biológica.

A Nan Ya Plastics Corporation fabrica e vende produtos plásticos, materiais eletrónicos e produtos de fibra de poliéster em Taiwan e internacionalmente. Também produz materiais eletrónicos, petroquímicos, estabilizadores; rolos de impressão e gravação, moldes de injeção e extrusão, etc.

A Lotte Chemical Corporation fabrica e vende produtos petroquímicos. A empresa comercializa resinas, polipropileno, fios / fibras e filmes; elastómeros termoplásticos, polímeros adesivos, poliolefinas termoplásticas e termoplásticos reforçados com fibras longas; compostos de policarbonato; e tereftalato de polietileno. Além disso, a empresa também fornece produtos químicos básicos.

A Shin-Etsu Chemical Co., Ltd. produz e distribui resinas sintéticas e outros produtos químicos, como fertilizantes. A empresa também fabrica materiais eletrónicos, como silício semicondutor, quartzo sintético e terra rara. A Shin-Etsu Chemical opera no Japão e no exterior.

LG Chem é um fabricante de produtos químicos, nomeadamente produtos petroquímicos, resinas plásticas e plásticos de engenharia. A LG Chem também produz materiais industriais e eletrónicos.

A Mitsubishi Chemical Holdings Corporation é uma holding criada por meio da fusão da Mitsubishi Chemical e da Mitsubishi Pharma. A Companhia administra a operação de suas subsidiárias.A Mitsubishi Chemical fornece produtos químicos industriais, petroquímicos básicos, solventes e polímeros e matérias-primas, plásticos de engenharia, elastómeros. Além disso, equipamento para energia fotovoltaica, e comercializa também produtos químicos de purificação e tratamento de água, materiais de separação, adsorventes sintéticos, materiais de construção, etc. Além disso, fornece sistemas de cultivo de plantas, materiais agrícolas, ingredientes alimentares e produtos de cuidados de saúde.

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.11): a EXPO 98 e o atual Parque das Nações (Lisboa) vs. a antiga refinaria de Cabo Ruivo

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

* * *

Antiga refinaria de Cabo Ruivo (acima) e atual Parque das Nações (abaixo).


* * *

  • Memorial ao passado no atual Parque das Nações: a Torre TCC


"Conhecida antes da Expo’98 como Torre TCC, era a estrutura mais visível da primeira refinaria portuguesa, Refinaria de Cabo Ruivo. Esta unidade transformava os produtos vindos da destilação de petróleos brutos. E foi o processo de produção que batizou a Torre: Thermofor Catalytic Cracking – TCC. Era conhecida na área de Lisboa pelo cheiro e pela chama, e foi a única marca da Era pré-Expo preservada e integrada no recinto do evento. Ainda hoje pode ser admirada no Parque das Nações". Fonte: Hotel Tryp Lisboa Oriente



Sobre o resumo da edição 2018 da conferência CHEMPOR, aquela que é o mais importante encontro de engenheiros químicos e biológicos em Portugal



A CHEMPOR 2018 - 13º Conferência Internacional de Engenharia Química e Biológica, teve lugar de 2 a 4 de Outubro de 2018 no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro (Aveiro - Portugal), e foi conjuntamente organizada pelo grupo de Engenharia Química da Universidade de Aveiro e pela Ordem dos Engenheiros.

Na sua globalidade, o evento contou com mais de 300 participantes de 14 nacionalidades diferentes, e com um conjunto de mais de 30 entidades patrocinadoras, maioritariamente do setor industrial (com destaque para a BB&G, Bondalti, Cires, Paralab, Prio, Altri, CIN, e Navigator).

O evento contou também com a prestigiante presença do Ministro da Economia de Portugal, Dr. Manuel Caldeira Cabral, que reforçou junto de todos a valiosa importância desta área de saber para economia nacional (permite grandes e impactantes investimentos) bem como a enorme competência técnica portuguesa nestes domínios.



Com relação a oradores internacionais convidados, o evento contou com a presença dos seguintes investigadores consagrados:
  • Professor Gabriele Centi (Universidade de Messina, Itália), com uma intervenção intitulada “Beyond fossil fuels for a transformative energy and chemistry”;
  • Professor Paul Christakopoulos (Universidade de Tecnologia de Luleå, Suécia), com uma intervenção intitulada “Novel hybrid organosolv: Steam explosion-based integrated biorefinery of the lignocellulosic biomass (an evolution from pretreatment to fractionation processes)”;
  • Professora María José Cocero Alonso (Universidade de Valladolid, Espanha), com uma intervenção intitulada “Overcoming the challenges of the sustainable biorefinery: Supercritical water ultrafast processes”;
  • Professora Nien-Hwa Linda Wang (Universidade de Purdue, EUA), com uma intervenção intitulada “Simulated moving beds: Fundamental principles, enabling technologies, and applications”;
  • Professor Nikos Hadjichristidis (King Abdullah University of Science and Technology), com uma intervenção intitulada “The importance of model polymers in polymer science and industry”;
  • Professor Rajamani Krishna (Universidade de Amesterdão, Holanda), com uma intervenção intitulada “Exploiting entropy effects in separations with microporous crystalline adsorbent materials”.

 O evento contou ainda com um conjunto de oradores nacionais convidados, a saber: Professor Adélio Mendes (Universidade do Porto), Professor João Rocha (Universidade de Aveiro), Professor José António Teixeira (Universidade do Minho), Professora Rosa Quinta-Ferreira (Universidade de Coimbra), Professora Maria da Ascensão Reis (Universidade Nova de Lisboa). Deste conjunto fez também parte o Dr. Ramesh Gardas (Indian Institute of Technology Madras).



No que diz respeito às apresentações orais e em póster dos investigadores que escolheram a CHEMPOR2018 para divulgação do seu trabalho, a imagem acima resume as palavras-chave dominantes nos trabalhos divulgados na conferência.

Sobre a engenharia (química) por trás do crescimento do comércio eletrónico: do cartão ondulado às etiquetas inteligentes contra danos nas embalagens

O advento do comércio eletrónico trás umbilicalmente associado o reforço da importância das embalagens, muito em particular da embalagem de cartão ondulado. De acordo com a FORBES, só em 2017 a Amazon terá distribuído mais de 5 mil milhões de embalagens destas aos seus clientes PRIME (premium).

Segundo o website MadeHow, e em jeito de breve história, o cartão ondulado é um material rígido e forte, e de peso leve, composto por três [ou mais] camadas de papel kraft castanho. Em 1884, o químico sueco Carl F. Dahl desenvolveu um processo para transformar lascas de madeira num tipo de papel resistente que resiste à rachadura e rutura. Ele designou o processo de kraft porque produz um papel forte que resiste melhor a tensões de vários tipos. Atualmente, este material representa também um sucesso em matéria de reciclagem já que pelo menos 80% das embalagens de cartão ondulado são recicladas nos EUA,  e cada embalagem é constituída por 46% de material reciclado (Fonte: Recycle Nation).

Tipicamente, sempre que uma embalagem de cartão ondulado é usada para transporte de um material delicado, é comum usar-se sinais externos advertindo contra práticas indevidas ou efeitos indesejados, tais como manter a embalagens na posição vertical, não a sujeitar a colisões, ou mantê-la seca. Se a otimização logística levou a que hoje seja possível perceber em tempo real em que ponto do globo uma dada encomenda se encontra, avanços na etiquetagem têm vindo a permitir aos clientes e intermediários das encomendas controlar melhor em que estado as mesmas se encontram.

A este respeito, a empresa norte-americana Index Packaging Inc. (New Hampshire) destaca-se por ter patenteado soluções de sinalética criativas e objetivas contra alguns destes riscos. A sua solução mais conhecida é o Tip-n-Tell ®, que consiste num indicador de plástico fácil de usar que, quando montado corretamente, pode informar se a embalagem foi derrubado durante o trânsito. O sistema patenteado garante que o indicador não será acionado antes de ser montado e que, uma vez acionado, não poderá ser adulterado (ver abaixo). 



No seguimento desta inovação, a mesma empresa desenvolveu uma outra, o Drop(N)Tell®, que é um indicador de impacto mecânico. O dispositivo é ativado apenas num eixo. Isso, por sua vez, significa que ele pode ser montado horizontalmente e verticalmente e permite a determinação exata da direção do impacto. A solução contempla em seis forças G (5G, 10G, 15G, 25G, 50G, 100G) que permitem que todos os tamanhos e pesos das remessas sejam rastreados apropriadamente.



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...