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Sobre a maior mina de carvão da Europa (Katowice - Polónia), e a problemática longevidade das centrais a carvão europeias



"Nos arredores de Katowice, fica a maior mina de carvão da Europa.

Com cerca de 3500 trabalhadores, é um dos símbolos de uma região há muito descrita como o reino de carvão da Polónia.

Aqui, a mineração de carvão não é apenas uma indústria, é a essência da identidade da Silésia.

É um trabalho duro e perigoso, diz Radek, mas ele não consegue pensar em fazer outra coisa. "Durante toda a minha vida, tenho visto esta mina desde a minha janela. O meu pai era mineiro, os meus avós trabalhavam nas minas. É uma tradição transmitida de geração em geração. É difícil explicar o porquê mas algo me atrai e continuo a trabalhar nesta mina,”revela o mineiro de uma mina de carvão, Radek Wojnar.

Num país onde o carvão é responsável por 80% da produção de energia elétrica, as metas climáticas e energéticas da União Europeia, que incluem a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, não são bem aceites."


Fonte: Euronews





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  • Reservas de carvão na Polónia e sua utilização como recurso energético:

O carvão do tipo antracite (hard coal) e a lenhite são de importância estratégica para a Polónia. Em comparação com outros países membros da União Europeia, a Polónia possui reservas substancialmente maiores de antracite lenhite e faz bom uso desses recursos de energia para a produção de eletricidade. As reservas de carvão bruto totalizam 21,1 mil milhões de toneladas, localizadas principalmente nas bacias de carvão da Alta Silésia e Lublin.

(...) [Em 2015] quase metade da produção de eletricidade polaca, 79,9 TWh (48,4%), foi gerada em centrais elétricas a carvão e 52,9 TWh (32,1%) em centrais elétricas alimentadas a lenhite.

Fonte: Euracoal

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  • Centrais a carvão na Europa e a sua problemática longevidade:

Existem cerca de 280 centrais a carvão ainda em operação na União Europeia, das quais 200 estão em operação há mais de 30 anos, ou seja mais de 70% destas.

Essas unidades a carvão são mais ineficientes e poluentes. A Alemanha tem a maior capacidade de produção de energia a partir de carvão, mas possui as centrais a carvão mais recentes mas também um número enorme de unidades antigas, juntamente com a Polónia.

O Reino Unido, a Espanha e a França não têm centrais recentes, sendo o seu parque constituída exclusivamente com unidades antigas.

Fonte: Unearthed
Fonte: CAN Europe

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.34): bioeconomia portuguesa, emissões dos bifes de vaca, salários na indª farmacêutica, e a empresa Polyanswer

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

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Olhando para as condições únicas que temos para a bioeconomia deveremos ambicionar colocar Portugal no centro desta nova economia e revolução tecnológica.

Reduzir o número de vacas e alterar a dieta alimentar fará bem à saúde e ao ambiente. Governo propõe reduzir o número de cabeças de gado bovino para metade.

Estudo global revela que três das dez carreiras mais bem pagas em Portugal, para profissionais com menos de cinco anos de experiência, estão nas farmacêuticas

A produtora de fluidos dilatantes para protecção de impactos está a explorar a área da Defesa e a “dar o peito às balas” na indústria, com a venda de matéria-prima para materiais de trabalho ou desportivos.

Sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, e a interseção da engª química com os seus objetivos



"Esta Agenda é um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade. Ela também busca fortalecer a paz universal com mais liberdade. Reconhecemos que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.



Todos os países e todas as partes interessadas, atuando em parceria colaborativa, implementarão este plano." Assim começa, no site da ONU, o preâmbulo da Agenda 2030.


O seu conteúdo tem por missão "a mobilizar os meios necessários para implementar esta Agenda por meio de uma Parceria Global para o Desenvolvimento Sustentável revitalizada, com base num espírito de solidariedade global reforçada, concentrada em especial nas necessidades dos mais pobres e mais vulneráveis e com a participação de todos os países, todas as partes interessadas e todas as pessoas.", e para o efeito foram elencados 17 objetivos de desenvolvimento sustentável:



Sem qualquer presunção de excluir o contributo indireto da engenharia química para a resolução de problemas societais de escala global, alguns dos objetivos para o desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 estão particular e diretamente relacionados com esta área profissional e científica.

Quais dos objetivos mais se relacionam com a atividade do engº químico?



2.4 Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo.


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3.9 Até 2030, reduzir substancialmente o número de mortes e doenças por produtos químicos perigosos, contaminação e poluição do ar e água do solo.


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6.3 Até 2030, melhorar a qualidade da água, reduzindo a poluição, eliminando despejo e minimizando a liberação de produtos químicos e materiais perigosos, reduzindo à metade a proporção de águas residuais não tratadas e aumentando substancialmente a reciclagem e reutilização segura globalmente.

6.4 Até 2030, aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos os setores e assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce para enfrentar a escassez de água, e reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a escassez de água.

6.a Até 2030, ampliar a cooperação internacional e o apoio à capacitação para os países em desenvolvimento em atividades e programas relacionados à água e saneamento, incluindo a coleta de água, a dessalinização, a eficiência no uso da água, o tratamento de efluentes, a reciclagem e as tecnologias de reuso.


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7.1 Até 2030, assegurar o acesso universal, confiável, moderno e a preços acessíveis a serviços de energia.

7.2 Até 2030, aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global.

7.3 Até 2030, dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética.

7.a Até 2030, reforçar a cooperação internacional para facilitar o acesso a pesquisa e tecnologias de energia limpa, incluindo energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas, e promover o investimento em infraestrutura de energia e em tecnologias de energia limpa.

7.b Até 2030, expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para o fornecimento de serviços de energia modernos e sustentáveis para todos nos países em desenvolvimento, particularmente nos países menos desenvolvidos, nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento e nos países em desenvolvimento sem litoral, de acordo com seus respectivos programas de apoio.


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9.2 Promover a industrialização inclusiva e sustentável e, até 2030, aumentar significativamente a participação da indústria no setor de emprego e no PIB, de acordo com as circunstâncias nacionais, e dobrar sua participação nos países menos desenvolvidos.


9.4 Até 2030, modernizar a infraestrutura e reabilitar as indústrias para torná-las sustentáveis, com eficiência aumentada no uso de recursos e maior adoção de tecnologias e processos industriais limpos e ambientalmente corretos; com todos os países atuando de acordo com suas respectivas capacidades.



9.5 Fortalecer a pesquisa científica, melhorar as capacidades tecnológicas de setores industriais em todos os países, particularmente os países em desenvolvimento, inclusive, até 2030, incentivando a inovação e aumentando substancialmente o número de trabalhadores de pesquisa e desenvolvimento por milhão de pessoas e os gastos público e privado em pesquisa e desenvolvimento.

9.a Facilitar o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e resiliente em países em desenvolvimento, por meio de maior apoio financeiro, tecnológico e técnico aos países africanos, aos países menos desenvolvidos, aos países em desenvolvimento sem litoral e aos pequenos Estados insulares em desenvolvimento.

9.b Apoiar o desenvolvimento tecnológico, a pesquisa e a inovação nacionais nos países em desenvolvimento, inclusive garantindo um ambiente político propício para, entre outras coisas, a diversificação industrial e a agregação de valor às commodities.



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11.6 Até 2030, reduzir o impacto ambiental negativo per capita das cidades, inclusive prestando especial atenção à qualidade do ar, gestão de resíduos municipais e outros.



11.c Apoiar os países menos desenvolvidos, inclusive por meio de assistência técnica e financeira, para construções sustentáveis e resilientes, utilizando materiais locais.



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12.2 Até 2030, alcançar a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais.

12.3 Até 2030, reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial, nos níveis de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita.

12.4 Até 2020, alcançar o manejo ambientalmente saudável dos produtos químicos e todos os resíduos, ao longo de todo o ciclo de vida destes, de acordo com os marcos internacionais acordados, e reduzir significativamente a liberação destes para o ar, água e solo, para minimizar seus impactos negativos sobre a saúde humana e o meio ambiente.

12.5 Até 2030, reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso.

12.6 Incentivar as empresas, especialmente as empresas grandes e transnacionais, a adotar práticas sustentáveis e a integrar informações de sustentabilidade em seu ciclo de relatórios.

12.7 Promover práticas de compras públicas sustentáveis, de acordo com as políticas e prioridades nacionais.

12.a Apoiar países em desenvolvimento a fortalecer suas capacidades científicas e tecnológicas para mudar para padrões mais sustentáveis de produção e consumo.


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14.1 Até 2025, prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha de todos os tipos, especialmente a advinda de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes.


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17.7 Promover o desenvolvimento, a transferência, a disseminação e a difusão de tecnologias ambientalmente corretas para os países em desenvolvimento, em condições favoráveis, inclusive em condições concessionais e preferenciais, conforme mutuamente acordado.

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.16): grãos de 25 mícron de poliestireno em automontagem

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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Sobre a Tupperware (fundada por um engº químico), e a sua história, materiais e presença no mundo

Este artigo resulta de uma colaboração com o blogue Quimíssima, que muito recomendo a visita, e que se dedica à descodificação química do nosso dia-a-dia.

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Tudo começou com uma pequena caixa! Houve, de facto, um Sr. Earl Tupper...um grande inventor. Earl S.Tupper, americano, engenheiro químico, criou a Tupperware em 1944. 

(…) Pouco antes da sua introdução ao consumidor em 1946, os materiais plásticos de muitos fabricantes inventados por Earl Tupper foram canalizados para a frente de combate. A versatilidade e a conveniência dos produtos "milagrosos" da Tupper ajudaram a lançar a revolução dos plásticos na década seguinte. Os primeiros produtos de plástico para consumo da Tupper (…) ofereceram um benefício único que os recipientes de alimentos tradicionais não tinham: eram mais leves e tinham menor probabilidade de quebrar do que os tradicionais copos e louças.


Sr. Earl Tupper, engº químico fundador da Tupperware

(...) Em 1946, a Tupper introduziu seus lendários selos herméticos modelados, seguindo-se a borda invertida que impedia que a comida secasse, murchasse ou perdesse seu sabor no agora comum frigorífico. Apesar de sua natureza inovadora, os produtos da Tupper não vendiam bem em lojas, principalmente porque os consumidores precisavam de demonstrações para entender como eles funcionavam. Em resposta, a primeira Tupperware Home Party foi realizada em 1948, introduzindo uma maneira totalmente nova para os produtos da Tupperware alcançarem os consumidores. As demonstrações provaram ser uma maneira extremamente eficaz de comunicar (…).

Quando os fornos de microondas começaram a entrar nas cozinhas, a Tupperware introduziu produtos projetados especificamente para os fornos microondas e convencionais. Uma vez que o micro-ondas foi totalmente aceite como um eletrodoméstico, a Tupperware introduziu produtos exclusivamente para o aparelho, que poderiam aquecer as sobras ou cozinhar os alimentos congelados que se tornavam cada vez mais um alimento familiar.

 (...) Em 1963, a empresa estava presente em seis países europeus e logo depois lançou-se no Japão e na Austrália. A Tupperware também tinha escritórios de vendas na África e América Latina antes de 1970. Desde então, a Tupperware Brands expandiu-se para quase 100 países em todo o mundo através de sete marcas: Avroy Shlain, Fuller, NaturCare, Nutrimetics e Nuvo. A empresa está sediada em Orlando (Flórida -EUA) e emprega 12 mil colaboradores.

Fonte: Tupperware

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  • A TupperWare em Portugal:



A Tupperware em Portugal fundou-se em 1965. A empresa detém atualmente uma fábrica e armazém em Portugal, localizados em Montalvo (Abrantes).

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  • Alguns dos polímeros usados nos produtos TupperWare :

O blogue português Quimíssima concebeu uma excelente infografia que sumaria os principais polímeros encontrados nos produtos da marca Tupperware, e que se apresenta abaixo.

Visite Quimissima.com !

  • O processo de criação e produção de Tupperware:


Sugere-se ativação das legendas automáticas em português, 
nas opções do canto inferior direito do vídeo.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.33): encolhimento da Cimpor, novo antibiótico da Cipan, uma medalha de ouro, e o mármore em Portugal

Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

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Muitas alianças e traições depois, aquela que chegou a ser a maior multinacional portuguesa acabou reduzida a três fábricas. Em apenas cinco anos, a Cimpor passou de lucros a prejuízos, duplicou a dívida e reduziu a rentabilidade para metade. O que ditou este encolhimento?


Depois de um período de incerteza sobre a sua estrutura accionista, a empresa agora controlada por espanhóis vai participar num novo antibiótico aprovado nos Estados Unidos.


Licenciado em Engenharia Química pela FEUP (1973) e doutorado na mesma área pela Universidade do País de Gales (1982), Sebastião Feyo de Azevedo foi distinguido este sábado com a Medalha de Ouro da Ordem dos Engenheiros (OE).


A trágica derrocada na pedreira de Borba trouxe à boca dos portugueses a palavra “mármore”. Será que os nossos decisores políticos, os nossos jornalistas e comentadores de serviço e o cidadão comum sabem o que é o mármore?


Sobre o ERIH (Roteiro Europeu do Património Industrial), o legado da indústria no cobiçado estilo de vida europeu, e pontos turísticos a visitar em Portugal



"Desde o início, a industrialização cruzou fronteiras - nunca foi um fenómeno puramente nacional. Desde meados do século XVIII, novas tecnologias e métodos de produção espalham-se rapidamente pela Europa. Os fabricantes construíram suas fábricas em diferentes países e geraram enormes lucros, e milhares de trabalhadores migraram para as áreas industriais emergentes. Os sindicatos lutaram com sucesso pelos direitos dos trabalhadores que se incorporaram no estado de bem-estar social europeu de hoje. Foi nessas fundações que se estabeleceu a Europa moderna, caracterizada pela sua grande prosperidade económica e seus altos padrões de assistência social e médica.

Todas as cidades, todos os monumentos industriais e todas as propriedades dos trabalhadores foram, e ainda são, parte desse processo que começou na Europa e se espalhou pelo mundo. Mas a maioria dos turistas ainda não está ciente disso. A rede intimamente conectada das regiões industriais europeias que continuam a inspirar e fortalecer umas às outras é algo que hoje raramente é apresentado na maioria dos monumentos e atrações industriais.

(...) O ERIH é o Roteiro Europeu do Património Industrial, uma rede dos mais importantes locais de património industrial da Europa. É o elo comum entre todos eles. De fábricas de produção desativadas a parques paisagísticos industriais e museus de tecnologia interativos."

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Alguns dos pontos de visita em Portugal:

Sobre a granulação (seca ou molhada) enquanto operação unitária que permite reduzir a produção de poeiras e aumentar a densidade aparente de produtos



O [livro] Perry’s Chemical Engineer’s Handbook define o processo de granulação como "qualquer processo pelo qual pequenas partículas são reunidas em massas maiores e permanentes nas quais as partículas originais ainda podem ser identificadas". Essa definição é particularmente apropriada para uma granulação farmacêutica. A rápida desaglomeração é importante para maximizar a área de superfície disponível e ajudar na dissolução do fármaco ativo. 

(...)  Nos tempos modernos, a tecnologia de granulação tem sido amplamente utilizada por uma ampla gama de indústrias, como carvão, mineração e agroquímicos. Essas indústrias empregam técnicas de aglomeração para reduzir a poeira, facilitar o manuseio e melhorar a utilidade final do material.


Fonte: Parikh, D.M., Introduction, Handbook of Pharmaceutical Granulation Technology, CRC Press, Boca Raton, 2005




 A granulação envolve a aglomeração de partículas finas em partículas maiores chamadas grânulos, com propriedades controladas tais como resistência, porosidade, compressibilidade, densidade ou distribuição de tamanho de partículas distinguíveis das partículas finas originais [1] [2] 

Além disso, facilita o manuseio do material e controla as características de desintegração e dissolução, a densidade aparente e a uniformidade do conteúdo API dos comprimidos, o produto final na indústria farmacêutica [3], [4], [5], [6].  (...) É ainda mais importante nas aplicações farmacêuticas, uma vez que permite um melhor controlo da uniformidade do teor de fármaco a baixas concentrações, além de atingir a densidade aparente do produto e a sua compactabilidade, mesmo para níveis elevados de fármaco (...).

 O processo de granulação pode ser classificado como tipo húmido e seco, dependendo do uso ou não de um ligante líquido no processo. (...) A granulação húmida tem sido predominantemente usada na indústria farmacêutica para fabricar comprimidos, o formato mais aceite de consumo de fármacos [11] e também para fabricar grânulos de densidade variável. Além disso, o uso desse aglutinante líquido resulta em características aprimoradas de compactação [12]. (...) Mas a granulação húmida é mais cara em termos de custo de equipamento e controlo de processo, além dos efeitos indesejáveis do teor de humidade em APIs e comprimidos se não controlados de forma eficaz [15], [16]. No entanto, a granulação húmida até a data ainda é muito popular na indústria farmacêutica. 

Em contraste, a granulação a seco é um processo relativamente simples e rentável, consistindo em etapas de compactação e moagem que aumentam significativamente a densidade aparente de drogas volumosas. É mais adequado para drogas sensíveis à humidade e calor, dado que não implica solventes orgânicos ou ligantes. Porém, produz poeiras ou finos (...) [17].

Fonte: P. Suresh, I. Sreedhar, R. Vaidhiswaran, A. Venugopal, A comprehensive review on process and engineering aspects of pharmaceutical wet granulation, Chemical Engineering Journal, 2017, 328, 785-815

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Esquema de funcionamento de alguns equipamentos e tecnologias de granulação:



Sobre o livro 'Quente, Plano e Cheio' (Thomas L. Friedman ) e 14 ideias-chave relacionadas com ambiente, política, história e ciência




  • SINOPSE:
Depois do bestseller o "Mundo é Plano" neste seu novo livro, Thomas L. Friedman apresenta um olhar provocatório em relação a um dos maiores desafios que enfrentamos no mundo de hoje: a crise global do ambiente que está a afetar as nossas vidas, desde a alimentação até às florestas. Ao longo de 17 capítulos, este autor três vezes vencedor do Prémio Pulitzer, defende entre outros assuntos, que a revolução verde necessária não é comparável com nenhuma outra revolução a que o mundo já assistiu.

  • TEMAS: Ambiente, Política, Ciência e História
  • IDEIAS-CHAVE ENCONTRADAS NO LIVRO:
- A globalização, a superpopulação e o aquecimento global são vértices do mesmo problema;

- Os problemas-chave de depender do combustíveis fósseis: petroditaduras, alterações climáticas, pobreza energética, perda de biodiversidade;

- A dificuldade crónica da política dos EUA em liderar a revolução verde;

- O problemático estilo de vida norte-americano altamente intensivo de consumo de energia;

 - Vantagens e desvantagens da China e os EUA no contexto ambiental: a expedita capacidade de tomada decisão política chinesa vs. o eficaz mecanismo norte-americana de fazer cumprir leis instituídas.

- O surgimento da Era do Clima e da Energia no contexto político, económico, e social mundial;

- O 1º Princípio de Holdren nas alterações climáticas: quanto mais se conhece sobre um problema, maior o pessimismo face ao mesmo.

- A biodiversidade como fonte de inspiração, inovação e segurança para as atividades humanas.

- A pobreza energética: a disputa por água, a corrupção em projetos de energia em África;

- A corrida pela geração de eletrões limpos e a necessidade umbilical de investigação e inovação;

- As 15 medidas mundiais que podem parar o aquecimento global, e a necessidade de adotar pelo menos 8 delas para que se consiga melhorar a situação atual.

- Internet da Energia: a revolução necessária no atual modelo de negócio da eletricidade no sentido de eletrões limpos, fidedignos e baratos.

- Outgreening: estratégia (económica, industrial, política, etc) que tira partido consciencialização e ativismo ambiental.

- A visão sobre a regulamentação ambiental como estímulo à inovação e diferenciação, ao invés de barreira e fator de perda de competitividade.

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.15): a imponência de um caudal de 1000 metros cúbicos por segundo

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.




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