Patrocinador oficial:

__________________________________________________________________________________________________________________________

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2019.5): uma explosão de mercadorias iniciada por eletricidade estática

Static charge causes massive fire in back of box truck. from r/CatastrophicFailure



* * *

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.4): crustáceos para limpar petróleo ou proteger arte, Hovione investe 200 M€, e preço da biomassa ameaça fechar centrais




Um conjunto de géis inovadores, com “elevada capacidade de remediação de ambientes contaminados com hidrocarbonetos de petróleo”, foram desenvolvidos por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), foi hoje anunciado.



Empresa farmacêutica vai construir nova unidade no Parque Empresarial Baía do Tejo. Região acredita que será um farol para atrair outras empresas. Objectivo é investir 200 milhões e criar mais de 200 postos de trabalho.


O alerta é deixado por Carlos Alegria, presidente da Associação dos Produtores de Energia com Biomassa (APEB): “Se o preço dos resíduos florestais chegar aos 40/50 euros por tonelada, que é o valor pelo qual são vendidos à indústria da pasta de papel, porque tem um maior valor económico, eu fecho a central.


Investigadores portugueses estão a desenvolver um novo produto, não tóxico e feito com os exoesqueletos de camarão, para protecção de esculturas que se encontram nos espaços públicos das cidades.

Sobre Jim deMello, um empreendedor engº químico lusodescendente que começou por fazer limpezas numa empresa de elastómeros nos EUA e terminou dono dela



"O meu nome é Jim George DeMello. Nasci em New Bedford, Massachusetts, em novembro de 1940. Os meus pais também nasceram aqui nos Estados Unidos. Os meus avós da parte da minha mãe nasceram no continente, os da parte do meu pai nasceram nos Açores, no Pico.

(...) Foi em Engenharia Química que Jim se formou e ainda estudante começou a trabalhar na Acushnet Rubber, empresa já centenária que é famosa pelo material de golfe que produz, em especial as bolas. Acabou dono. É, de facto, uma história incrível, que vale a pena ouvir contada da boca do próprio: "Comecei a trabalhar lá, a fazer limpezas, quando estava ainda a estudar. Trabalhava lá no verão. Depois graduei-me e comecei a ser engenheiro na Acushnet Rubber. Depois daí fui subindo até chegar a ser presidente da companhia. Depois de ser presidente, passados três ou quatro anos, comprei-a."

(...) Durante cinco anos, Jim foi presidente, CEO e dono da Acushnet Rubber. Depois, em 2000, decidiu vendê-la e lançar-se em novos negócios. "Depois de vender a companhia, onde estive 40 anos, comecei então a ver prédios e a comprar casas. Os investimentos passaram a ser em imobiliário, tanto aqui em New Bedford como em Dartmouth, perto da universidade", explica. Mas ao mesmo tempo decidiu reforçar o apoio à comunidade portuguesa, sobretudo à educação, não só ajudando a criar a Discovery, que tanto o orgulha, como financiando bolsas de estudos portugueses na universidade."

Fonte: DN


Homem do ano em 2018, segundo a Prince Henry Society, New Bedfor Chapter

A Prince Henry Society, New Bedfor Chapter é uma sociedade fundada em 1980 por luso-americanos para preservar o contributo dos portugueses nos EUA, bem como promover a melhor cultural, económica, educacional e social de descendentes de portugueses nesse território.


Esta sociedade galardoou DeMello como homem do ano em 2018, pelo seu contributo filantrópico em prol da melhoria de condições para descendentes de portugueses nos EUA.


A empresa Acushnet Rubber e seus novos donos

A Acushnet Rubber Company, Inc. foi fundada em 1994 e está sediada em New Bedford, Massachusetts. A empresa faz negócio sob a marca Precix, e projeta e fabrica vedantes elastoméricos. Comercializa o-rings, vedantes do sistema de combustível, vedantes de uretano e vedantes para o sistema de travões de automóveis, etc. A empresa também fornece soluções personalizadas de elastómeros. Possui produtos para diversas aplicações, incluindo como setores automóvel / transporte, aeroespacial / militar / governamental, produção e exploração de energia, química, e médica. 

Desde 28 de Dezembro de 2012, a Acushnet Rubber Company, Inc. opera como subsidiária da ZD USA Holdings Inc, a qual fabrica peças de reposição para automóveis, e que por sua vez pertence á Anhui Zhongding Sealing Parts Co., Ltd. 

A Anhui foi fundada em 1980 e está sediada em Ningguo, China. A empresa vende produtos de borracha (não-pneu) na China e internacionalmente. Para além da tipologia de produtos  Acushnet Rubber, também fornece soluções de gestão de fluidos que incluem direção hidráulica, sistema de arrefecimento, sistema de combustível, tubos de drenagem, bem como condutas de entrada e exaustão de ar; etc. Além disso, a Anhui comercializa postos de recarga elétrica, sistemas de refrigeração e equipamentos de purificação de gás para veículos movidos a novos tipos de energia. Ela trabalha para os setores automotivo, de maquinaria de construção, processamento petroquímico, automação de escritório, ferroviário e marítimo, principalmente sob a marca Dinghu.

Sobre as 10 marcas mais valiosas da indústria química em 2018 (segundo a Brand Finance), a sua distribuição geográfica, e a respetiva explicação do desempenho



BASF- A alemã BASF é mais uma vez a marca de produtos químicos mais valiosa do mundo, após um ano em que o valor da sua marca cresceu 10,8% para US $ 8,3 mil milhões. A empresa foi reconhecida dentro da indústria pela sua ação climática corporativa e esforços de segurança hídrica.

A empresa lançou também uma iniciativa para tornar a sua atividade neutra em termos de dióxido de carbono até 2030 e o compromisso de não aumentar os seus gases de efeito estufa entre 2018 e 2030, ao mesmo tempo que procura implementar métodos de produção química inovadores e mais amigos do ambiente. Acresce ainda que a BASF está a ser pioneira na adoção de tecnologias revolucionárias, e encontra-se a digitalizar as suas fábricas de produtos químicos com 600 mil sensores usados em rede no seu complexo principal de Ludwigshafen.

SABIC - Enquanto novo participante na edição anterior do ranking Brand Finance Chemicals 10, a gigante petroquímica da Arábia Saudita SABIC  manteve-se firme em terceiro lugar e beneficiou de um sólido crescimento do valor da marca em 6,5%, totalizando US $ 4,0 mil milhões. Este sucesso pode ser atribuído à expansão contínua de investimentos da marca na China, apesar da esperada desaceleração no crescimento económico desse país. A SABIC também continuou a aumentar sua presença na África, que se afigura um promissor mercado lucrativo. O foco na inovação de produtos e o impulso para moldar o progresso em torno da economia circular deve bem a marca SABIC, à medida que a sustentabilidade se torna um fator de "higiene" para todas as partes interessadas.

LG CHEM - A sul-coreana  LG Chem cresceu mais rápido do que qualquer outra marca de produtos químicos, valorizando-se 38% para US $ 3,3 mil milhões, e levando a empresa do quinto à quarta posição, ultrapassando a DowDuPont. A LG Chem melhorou sua visibilidade de marca na Ásia, em grande parte devido ao aumento das vendas e expansão das fábricas de baterias da empresa na China.

DowDuPont - Embora a nova organização DowDuPont opere ainda sob as marcas individuais Dow e DuPont, e apesar de a nova empresa ter sido dividida em três novas entidades, a combinação das duas marcas - US $ 6,8 mil milhões e US $ 3,3 mil milhões, respectivamente - supera os US $ 8,3 milhões da BASF. A marca beneficiou do rebranding e do processo de fusão.

Praxair e AirLiquide -  Outras fusões de topo no setor tiveram lugar sem que as marcas herdadas tenham sido eliminadas, uma indicação clara do valor de seus nomes e reputações dentro da indústria química. Por exemplo, a Linde-Praxair (até 14,5% para US $ 2,3 mil milhões) e Air Liquide-Airgas (aumento de 10,5% para US $ 2,6 mil milhões) resistiram à oportunidade de adulterar marcas existentes no mercado, conseguindo assim fazê-las crescer.

AsahiKASEI - Na última posição do ranking, a japonesa AsahiKASEI é uma empresa que produz fibras sintéticas, produtos químicos industriais, petroquímicos, plásticos (resinas) e borracha sintética. A empresa também opera e vende imóveis, produtos farmacêuticos, equipamentos médicos, eletrónicos, materiais de construção e produtos de consumo. A marca está avaliada em US $2.2 mil milhões, tendo sofrido uma depreciação do seu valor em cerca de 4%.

Fonte: BrandFinance


As 10 marcas mais valiosas da indústria química em 2018, por país de origem da sua sede. Fonte: BrandFinance

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2019.4): na Austrália, quando o pavimento não aguenta o excessivo calor da estrada, os pneus é que pagam




* * *

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.3): fim polémico dos carros a diesel, novo gasóleo 'limpo', Galp reforça no Brasil, e mais cosmética brasileira na Europa




Os carros a gasóleo representaram, em 2018, 55% das vendas de ligeiros em Portugal. Mas, Matos Fernandes avisa que dentro de quatro anos o seu valor comercial é zero.


O novo 'gasóleo limpo' ainda está na fase de testes, nas estradas germânicas, mas a multinacional Bosch quer demonstrar que pode vir a ser utilizado em larga escala. O combustível chama-se C.A.R.E. diesel e, por enquanto, ainda é ligeiramente mais caro que o gasóleo convencional.

A unidade foi concebida especialmente para operar em projetos do pré-sal da bacia de Santos, com capacidade para processar diariamente 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural. ”Está previsto que a FPSO seja interligada a um total de nove poços produtores e seis injetores”, assegura a petrolífera.

A Beauty Fair, marca referência para o setor de beleza não só para o Brasil, mas para toda a América do Sul, expande sua influência para outros mercados por meio da parceria com a Cosmoprof e passa a contribuir de forma mais abrangente para o desenvolvimento do mercado brasileiro de beleza.

Sobre a história das tecnologias de iluminação (da vela à lâmpada), e o que esta sugere sobre o paradigma do motor elétrico para o transporte rodoviário



Um dos temas do momento em matéria de transição tecnológica é sem dúvida a mudança de paradigma do motor de combustão interna para o motor elétrico em veículos rodoviários. O duelo foi enfatizado na publicação “Sobre a competição entre motor elétrico e motor de combustão interna em automóveis, e o reposicionamento da eng. química neste duelo”, e os anos que se seguiram a essa publicação têm vindo a reforçar a ascensão do motor elétrico, o qual se encontra no mapa das decisões políticas como uma transição necessária para contrariar a pegada ambiental que o setor dos transportes comporta na atualidade.

Após um período experimental em que o carregamento dos veículos elétricos foi suportado pelo próprio Estado, assiste-se agora à normalização da situação com cada utente de veículo elétrico a ter de suportar as despesas de recarregamento das baterias. É neste contexto que talvez seja pertinente analisar a evolução tecnológica de uma outra aplicação, a iluminação pública e particular, visto que também ela sofreu uma migração de um paradigma de dependência direta de combustíveis fósseis para a generalização da energia elétrica. 

* * *

Iluminação elétrica: uma questão de escala e de custo 

A figura abaixo apresenta uma estimativa da evolução do total de fluxo luminoso mundial ao longo 
dos anos e em função da(s) tecnologia(s) de iluminação existentes. Nela se constata que de 1700 a 1800 as velas deram conta do recado em exclusivo, com uma o fluxo luminoso total a permanecer estável na casa dos 9-10 mil milhões de lúmen-hora. A melhoria de desempenho que constitui a iluminação a gás, que surgiu no início do século XIX, fez disparar o total de fluxo luminoso mundial, passando este a valer entre 100 e 1000 mil milhões de lúmen-hora por volta de 1850. Depois, entre 1850 e 1900 surgiu a iluminação a querosene, a qual em 1900 justificava sozinha mais de 1000 mil milhões de lúmen-hora. Importa salientar que, por volta de 1900, as velas, o gás e o querosene era tecnologias de iluminação alternativas entre si e mantinham todas elas tendências crescentes, a ponto de a iluminação mundial cifrar-se já nos 10 000 mil milhões de lúmen-hora. É então que a entrada no século XX traz consigo a disseminação alargada da lâmpada elétrica e da eletricidade, fazendo disparar o total mundial para mais de 100 000 mil milhões de lúmen-hora em 1950, e mais de 1 bilião de lúmen-hora por volta do início do século XXI. Igualmente importante é notar como a partir do século XX se observa a queda da utilização de querosene e gás para fins de iluminação. Assim, a iluminação por energia elétrica suplantou as fontes fósseis logo que atingiu escala e se aprimorou.

Na base das mudanças de paradigma observadas para iluminação de casas e espaços públicos estão critérios de desempenho, implicações técnicas, e claro, indicadores económicos. A figura abaixo traça a cronologia do preço da iluminação (por milhão de lúmen-hora) no Reino Unido desde 1825 até 2000, onde se verifica que após o surgimento de uma nova tecnologia - seja, gás, querosene ou eletricidade - o preço tendeu a cair abruptamente, e que eletricidade conseguiu suplantar o preço das demais de forma inequívoca. Importa aqui enfatizar que, quando a lâmpada elétrica surgiu, o preço da iluminação por energia elétrica era bastante superior ao do querosene e gás, mas isso não impediu que a tecnologia se estabelecesse, melhorasse e conseguisse tornar-se mais atrativa do que as concorrentes no espaço de alguns anos.

Imagem: Fouquet and Pearson, Seven Centuries of Energy Services: The Price and Use of Light in the United Kingdom (1300-2000)

* * *


O que pode significar o motor elétrico para a engenharia química?


Tal como referido no post BEQ citado inicialmente, “o papel da engenharia química será certamente reformulado em relação ao que tradicionalmente lhe competia.” O motor elétrico para transporte rodoviário depende de tecnologias de materiais, de processos de produção desses materiais, e de saberes que a engenharia química já domina e é capaz de implementar. Em todo o caso, esta possível migração sugere uma maior interligação de disciplinas que historicamente tenderam a segmentar-se e autonomizar-se, como são a dos materiais, química, eletrotecnia, física, e outras.

Metais, semicondutores, díodos, gases, halogéneo, potência, fluorescência, incandescência, baterias, pilhas de combustível, eficiência energética, são exemplos da nomenclatura que engenharia química que se ocupa da iluminação tem de lidar. O assunto entronca também com o tema das energias renováveis, e o modo como a própria eletricidade precisa de ser produzida e armazenada de modo eficiente e sustentável. A figura abaixo exemplifica as diversas tentativas de tornar a iluminação a partir de energia elétrica mais eficaz, para o qual várias tecnologias e processos industriais concorrem entre si para proporcionar soluções e produtos cada vez melhores. 


* * *

Não sendo possível antecipar o que irá acontecer em matéria de transporte rodoviário, é possível e expectável que alguns dos eventos que se avizinham para o motor elétrico tenham semelhanças com a história da iluminação, e que dentro de alguns anos o motor elétrico para o transporte rodoviário que hoje nos parece caro e de incerta implementação generalizada faça o seu percurso de escala e melhoria a ponto de se estabelecer como alternativa competitiva e real para a população mundial.

Sobre o motor de metabusca para produtos químicos Chembid, e a mudança que a digitalização acarreta na forma como clientes e fornecedores se relacionam



A empresa de produtos químicos STOCKMEIER, com sede em Bielefeld, na Alemanha, anunciou o investimento na start-up de tecnologia chembid. A jovem empresa é um spin-off do Grupo BÜFA e tem operado desde 2017 num motor de metabusca para produtos químicos.

Usando tecnologias digitais modernas, o chembid coleta, processa e agrupa informações sobre fornecedores e ofertas de lojas e mercados online, tornando-os facilmente acessíveis a seus clientes. Atualmente conta com cerca de dois milhões de produtos na plataforma e cerca de 100 000 fornecedores de mais de 160 países.

O investimento do Grupo STOCKMEIER é a primeira parceria estratégica que o chembid firma. O grupo familiar opera internacionalmente em mais de 40 locais e pode utilizar os seus quase cem anos de experiência em distribuição, produção e serviços no setor químico. Para o STOCKMEIER, o chembid é uma possibilidade de promover uma tecnologia pioneira. “No mundo da química, informações e dados terão um papel importante no futuro. No chembid, vemos um agregador de notícias para produtos e sua acessibilidade na Internet e, assim, nos envolvemos em um modelo de negócios do futuro ”, afirma o responsável executivo Peter Stockmeier.



De acordo com o CEO da BÜFA Holding, Felix Thalmann,  “A digitalização vem alterar todo o setor químico e, como resultado, as relações com os clientes - o modo como os clientes e fornecedores entram em contato uns com os outros, bem como as informações procuradas pelos clientes - também estão a mudar. Com o chembid, não reagimos apenas a esse desenvolvimento, mas queríamos moldá-lo ativamente. Juntamente com a STOCKMEIER, oferecemos a mais parceiros a possibilidade de participar do conceito de negócios de sucesso do chembid e impulsionar a transformação digital ”.

O chembid quer usar o investimento do STOCKMEIER para desenvolver ainda mais seu mecanismo de metabusca, para complementar mais serviços baseados em dados e promover o marketing global.

Fonte: STOCKMEIER

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2019.3): polímeros superabsorventes em ação, e a magia visual da retenção de líquidos e mudança de densidade aparente


Synthetic polymer with super water-absorbing properties from r/oddlysatisfying

* * *

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2019.2): exportação de componentes autómoveis, inovação lusa sem escala, 80 anos de petróleo no Brasil, morte de Otto Perrone



A indústria de componentes para automóveis reúne-se nesta quarta-feira em Ílhavo, com uma folha de serviço recheada de méritos e uma grande pergunta: como é que um sector que registou um novo recorde de exportações em 2018 (cerca de 9400 milhões de euros em vendas ao exterior, uma melhoria na ordem dos 6% face a 2017), e que nesta década viu o volume de negócios aumentar mais de 60%, pode continuar a crescer de forma sustentada?


"Temos tradicionalmente essa dificuldade de valorizar o conhecimento, do ponto de vista económico", notou o secretário de Estado da Economia, que falava à agência Lusa no final de uma visita ao Departamento de Engenharia Química da Universidade de Coimbra, depois de também ter estado no Biocant Park, em Cantanhede, e no Instituto Pedro Nunes.


De fato, o petróleo jorrou no sábado, 21 de janeiro de 1939, no início da tarde, a partir de um poço perfurado no bairro do Lobato, em Salvador, após grande insistência e perseverança do engenheiro geógrafo Manoel Ignácio Bastos (1891 -1940) e de seu sócio, o corretor Oscar Salvador Cordeiro (1890 -1970). Muito antes disto, o anúncio da descoberta de petróleo havia sido publicado numa quinta-feira, 2 de março de 1933, e nos dias seguintes, em diversos jornais do país, pelos mesmos personagens.


O engenheiro Otto Vicente Perrone morreu aos 92 anos, no Rio de Janeiro, em dezembro. Mineiro de Guarani, na Zona da Mata, ele ganhou projeção nacional por seu trabalho na indústria petroquímica. Formou-se em Química Industrial em 1951 e em Engenharia Química quatro anos depois, pela Universidade do Brasil, hoje UFRJ.


* * *
Nesta rubrica o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...