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Sobre o duelo entre a fidelidade do engenheiro à causa pública e bem comum, e a fidelidade aos objetivos da sua entidade patronal (Samuel C. Florman)




"Muitos engenheiros que estavam interessados ​​no bem-estar da sociedade, e que se encontravam frustrados na indústria, alistaram-se no serviço da única instituição social suficientemente poderosa para representar efetivamente o público - a agência reguladora governamental.

Engenheiros municipais de há um século lutaram para proteger a população contra os perigos que a maioria de nós já esqueceu que existiam. Charles F. Chandler, que atuou como conselheiro do Conselho Metropolitano de Saúde de Nova York, realizou campanhas bem-sucedidas contra o leite diluído, querosene adulterado e explosivo, cosméticos venenosos, odores desagradáveis ​​da produção de gás, contaminação causada pelo esterco, e disseminação de doenças a partir de condições imundas no comércio de carnes. Ele ajudou a instituir códigos de canalização e inspeção municipal de estabelecimentos comerciais. Em todos esses esforços, ele foi vigorosamente combatido por poderosos interesses empresariais e políticos corruptos. Muitos outros engenheiros trabalharam como Chandler, e estão ainda a trabalhar, para proteger o interesse público.

Os proponentes atuais da melhoria da moralidade na engenharia são estranhamente silenciosos sobre as agências do governo, enfatizando, em vez disso, a consciência individual do engenheiro na indústria. Eles alegam que, à medida que mais e mais engenheiros se tornam funcionários de grandes corporações, a lealdade à empresa tende a sobrecarregar o dever profissional relativamente à causa pública. Onde os engenheiros colocam lealdade ao público acima da lealdade à empresa, estes passam a estar indefesos contra a retaliação, geralmente sob a forma de demissão. Se os engenheiros fossem fiéis à causa pública, e se pudessem ser protegidos contra empregadores vingativos, muitos produtos tecnológicos perigosos e esbanjadores nunca veriam a luz do dia. A questão é popularmente conhecida como "soar o apito” [whistle blowing]."

The Existential Pleasures of Engineering - Samuel C. Florman  (Livro)
Edição de 1996 (primeiramente publicado em 1976)




Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.7): produção de gases combustíveis a partir da degradação térmica de biomassa vegetal (pirólise)

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.23): motores a diesel, pó talco cancerígeno, maconha brasileira, e ácido xilónico

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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O novo método para determinar consumos e emissões vai obrigar a subidas de preços e grandes novidades. A começar pelo facto de os motores diesel passarem a ser menos poluentes que os gasolina.

Tribunal do Missouri condenou a multinacional a pagar mais de quatro mil milhões de euros a mulheres que desenvolveram cancro depois de usar produtos da marca. Especialistas ouvidos em tribunal dizem que pó talco da marca tem amianto.

O governo do Piauí vai pedir autorização da Polícia Federal e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ligada ao Ministério da Saúde, para ser o primeiro estado a plantar maconha a fim de produzir o canabidiol, um dos derivados da planta usado para fins medicinais e que não gera efeitos psicoativos.

O projeto “Produção de ácido xilônico a partir de hidrolisados de biomassa lignocelulósica”, liderado pelo chefe de pesquisa da Unidade, João Ricardo Almeida, com inicio em 2015, busca a utilização da biomassa para produção de etanol lignocelulósico e outros compostos químicos de interesse biotecnológico tem sido amplamente avaliada. 

Sobre as tintas acrílicas, e a relação evolutiva entre as obras de arte que permitem criar e o "estado da arte" da sua produção industrial


"Desde a sua invenção em meados do século XX, a tinta acrílica tem oferecido aos artistas uma alternativa às tintas a óleo, caraterizadas por serem tóxicas, caras e de secagem lenta. Mas sua qualidade não era inteiramente ideal no começo. "Uma das razões pelas quais as pessoas historicamente não trabalham com acrílicos é porque quando elas foram criadas, elas tinham semelhanças com o gesso, realmente foscas, e não eram muito concentradas em pigmento", explicou Rhéni Tauchid, um artista e autor do livro "Acrylic Painting: Mediums & Methods" . “Mas isso mudou.” Com o tempo, tornou-se um material excecionalmente seguro e vibrante para a pintura.

O acrílico é feito com plástico, então sua qualidade tornou-se mais e mais refinada à medida que os plásticos evoluíram. Por exemplo, graças aos avanços dos plásticos transparentes, as tintas acrílicas permitem agora tons saturados e brilhantes. "À medida que as pessoas tomam conhecimento sobre o que podem fazer com as tintas acrílicas, estas tornar-se-ão mais aceites como um meio profissional", observou Tauchid. 

[Apresentam-se abaixo] (...) algumas das principais vantagens do uso de tintas acrílicas:
  • Requerem apenas algumas ferramentas simples;
  • Permitem controlar sua consistência e textura;
  • Tinas acrílicas permitem pintar em qualquer material;
  • Tinas acrílicas secam rápido, permitindo sobrepor cores rapidamente;
  • As pinturas podem tornar-se esculturais;"

Fonte (c/artigo completo): Artsy

Sobre a escassez de CO₂ de qualidade alimentar (para cerveja e refrigerantes) na Europa, e a relação desta com o abrandamento da produção de fertilizantes




Os consumidores europeus de cerveja e refrigerantes podem ser surpreendidos com constrangimentos de oferta destas bebidas este verão. Paralisações para a manutenção nos principais fornecedores de CO de qualidade alimentar combinadas com um estado do tempo excecionalmente quente em alguns pontos da Europa estão a criar uma súbita escassez deste gás em alguns produtores de alimentos e bebidas.

Os principais produtores de bebidas, incluindo a Coca-Cola, foram afetados pela escassez de CO na Europa. Os distribuidores europeus de gás industrial, incluindo a Air Liquide, a Linde e a Praxair, foram também afetados pela escassez de CO, com o fornecimento a ficar especialmente mais apertado no Reino Unido.

Uma grande fração de CO de qualidade alimentar é produzido como subproduto durante a produção industrial de amoníaco. Habitualmente, muitos produtores europeus de amoníaco fecham suas fábricas para manutenção durante o verão, quando a procura por fertilizantes diminui. Porém, este ano as paragens estão a ser prolongadas porque os preços do amoníaco estão baixos e os custos das matérias-primas estão altos. Consequentemente, os produtores de amoníaco têm importado - não fabricando - algum produto. 

Consequentemente, a disponibilidade de CO de qualidade alimentar está-se a ressentir, conduzindo a constrangimentos abastecimento aos produtores de bebidas, que encontram no invulgar calor incentivos adicionais para querer vender os seus produtos.

Fonte: C&En News

Sobre o 'O que pode se fazer com uma árvore' (CEPI), e a importância da economia da floresta para a Europa


Consulte ou descarregue o póster aqui.

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No póster acima, encontram-se sistematizadas pouco menos do que 100 diferentes aplicações e produtos associados à economia da floresta, e que encontram colocação no mercado e utilidade em mais de 13 indústrias distintas, a saber: aviação, construção civil, impressão e publicação, embalagens, alimentação, automóvel, cosmética e higiene pessoal, eletrónica, farmacêutica e médica, mobiliário, químicos, têxtil, e energia.

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"As florestas cobrem cerca de 40% do território da Europa (190 milhões de hectares), tornando a Europa uma das regiões mais ricas em florestas do mundo. A região é uma das poucas no mundo onde a cobertura florestal aumentou no último século. Proprietários de florestas e os gestores contribuem para o crescimento e o emprego na área rural, assegurando a prestação de serviços de madeira e ecológicos. 

As atividades florestais europeias têm um volume de negócios de quase € 500 mil milhões, empregando aproximadamente 3,5 milhões de pessoas.  A respetiva indústria investiu em tecnologia para transformar resíduos e subprodutos em produtos  inovadores de base biológica que são essenciais para o desenvolvimento de uma bioeconomia. 

Como o aumento dos investimentos feitos em tecnologias inovadoras, mais produtos desta indústria poderão ainda vir a alcançar novos segmentos de mercados, proporcionando benefícios adicionais para a sociedade como um todo.

A bioeconomia compreende o abastecimento sustentável de recursos e serviços renováveis bem como a conversão de fluxos de resíduos em alimentos, rações, fibras, materiais, produtos químicos e bioenergia. 

As biorrefinarias,  enquanto parte essencial da bioeconomia, são instalações industriais que fornecem produtos de origem natural, substituindo outros de origem fóssil. Um grande exemplo de biorrefinarias é a celulose e o papel, juntamente com fábricas de processamento de madeira. Estes têm o potencial de fornecer uma riqueza de produtos como os identificados no póster acima."

Fonte: CEPI

Sobre os novos símbolos europeus para identificação do tipo de combustível (NP EN 16942:2017)





"Dentro de três meses [2018] os cerca de 3 000 postos de combustível de todo o País [Portugal] terão de ter, afixados nas medidoras e nas agulhetas, novos símbolos harmonizados a nível europeu que identifiquem o tipo de combustível e permitam ao consumidor escolher o mais adequado para a sua viatura e evitar confusões no momento do abastecimento.

Em causa está a aplicação da NP EN 16942:2017, a norma portuguesa que dá corpo a uma diretiva segundo a qual todos os postos de 35 países da Europa e as novas viaturas passam a ter de apresentar, a partir de 12 de outubro, estes novos identificadores de combustível, com formas geométricas distintas e informação numérica associada ao teor de biocombustível presente no produto. O objetivo é tornar claro para qualquer viajante na Europa, independentemente do país onde esteja, qual o combustível a utilizar, além de promover os combustíveis ditos "alternativos".

Assim, as gasolinas passarão a estar identificadas por um círculo com a letra “E” (de etanol), os gasóleos por um quadrado com a letra “B” (de biodiesel) e os produtos gasosos por losangos com a sigla de cada combustível. Consoante o teor de biocombustível presente (em percentagem), as gasolinas podem ser identificadas como E5, E10 e E85 (5%, 10% e 85% de etanol presente), enquanto nos gasóleos como B7 e B10 (7% e 10% biodiesel presente). Já o diesel parafínico é identificado por XTL. Nos combustíveis gasosos há quatro designações: CNG (gás natural comprimido), H2 (hidrogénio), LNG (gás natural liquefeito) e LPG (gás pressurizado líquido)."

Fonte: Visão,  11/07/2018

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.6): teor de ar dentro de embalagens, e a manipulação comercial da densidade aparente e/ou porosidade de leito em produtos embalados

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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Fonte: Siege Media

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.22): óleo e gás brasileiro, desreguladores endócrinos, biocompósitos agroflorestais, e indústria verde

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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A indústria de óleo e gás tem o potencial de atrair cerca de R$ 2,5 trilhões em investimentos nos próximos dez anos. A informação é do diretor-geral da ANP, Décio Oddone, que participou do lançamento do Anuário da Indústria do Petróleo no RJ 2018. “Para que os investimentos cheguem neste valor, é preciso que exista competição. E para existir competição, tem que existir uma multiplicidade de atores”, afirmou.


A concentração de compostos químicos em materiais itens como garrafas plásticas, protetores solares e sabonetes preocupa pesquisadores da USP de Ribeirão Preto. As substâncias conhecidas como desreguladores endócrinos são capazes de alterar a produção de hormônios no organismo e, assim, provocar males como câncer, obesidade e até infertilidade.


Uma startup de Vila Real está a desenvolver biocompósitos naturais, como vasos e placas para isolamento térmico, com subprodutos da agricultura e resíduos agroflorestais, que podem ser uma alternativa ao plástico e outros materiais derivados de combustíveis fósseis.


Conselheiro de Obama mostra que se mais argumentos não houvesse, os de rentabilidade económica deveriam ser suficientes para convencer os empresários a investir na indústria verde. Alterações climáticas são a principal ameaça ao património da humanidade.

Sobre a nova fábrica de laticínios da Nestlé na África do Sul com o mote "consumo de água zero"




A Nestlé África do Sul inaugurou recentemente [Junho 2018] uma fábrica de laticínios com o mote "consumo de água zero", no valor de de 5.6 milhões de euros. A unidade está localizada em Mossel Bay, no Cabo Ocidental.

A instalação permitirá à Nestlé reduzir o consumo de água da fábrica em mais de 50% durante o primeiro ano de implementação, reutilizando a água recuperada do processo de evaporação do leite, e economizando assim 168 milhões de litros de água por ano. Após o primeiro ano, a instalação acabará por reduzir a zero o seu consumo de água municipal.

“A fábrica processa leite fresco de vaca, normalmente contendo cerca de 88% de água, através de um processo de evaporação. A água evaporada é capturada e tratada e usada em várias aplicações dentro da instalação, eliminando a necessidade de água para esses processos ”, explicou Rémy Ejel, da Nestlé África do Sul.

Fonte: Creamer's Media Engineering News


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