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Sobre o arranque da primeira unidade de demonstração para produção de energia elétrica usando CO₂ supercrítico ao invés de vapor, pela empresa NET Power




A empresa NET Power, LLC anunciou no passado dia 30/05/2018 que alcançou com sucesso o aranque de sua unidade demonstração para produção de energia usando dióxido de carbono supercrítico (CO₂) localizada em La Porte, (Texas, EUA). O arranque abrangeu também o combustor de escala comercial produzido pela Toshiba Energy Systems & Solutions Corporation. O arranque combustor envolve a operação integrada do processo completo da NET Power. Após testes rigorosos, o combustor será integrado à turbina e a energia será gerada. A NET Power tem como alvo a implementação de unidade de escala comercial com capacidade de produção de 300 MW a partir de 2021.


O que separa a instalação de La Porte de uma unidade de produção de energia padrão é o ciclo de CO. Uma unidade convencional queima combustíveis fósseis para gerar vapor que aciona uma turbina - e também emite CO como subproduto. Alternativamente, o conceito da NET Power visa acionar a sua turbina com CO supercrítico (quente e pressurizado) em funcionar em circuito fechado. O primeiro passo é encher o sistema com CO, que deve então ser aquecido e pressurizado para acionar a turbina - da mesma forma que numa unidade convencional se aquece a água para gerar o vapor que aciona a turbina.
Fonte: Nature


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Para saber mais sobre as vantagens de se utilizar CO em estado supercrítico para geração de energia elétrica em turbinas, visite esta publicação do BEQ:



Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.20): estudos ambientais, eleições vs. petróleo, extinção da indústria automóvel, e retorno económico de mina de lítio

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Queda do número de avaliações de impacto ambiental pode ser lida como um indicador da actividade económica do país. APA aponta para uma reversão da tendência decrescente em breve. Relatório do Estado do Ambiente é apresentado nesta terça-feira, Dia Mundial do Ambiente.

As eleições em países latino-americanos se tornaram um foco de preocupação para petroleiras internacionais. Elas temem que a onda próinvestimento estrangeiro que justificou investimentos bilionários na região nos últimos anos esteja perto do fim. Três importantes destinos de investimentos do setor, Brasil, México e Colômbia, têm eleições presidenciais em 2018.

Esta hipótese, que anuncia um futuro difícil para os fabricantes de volume, é levantada pelo CEO da Aston Martin, Andy Palmer. Segundo este responsável, podemos estar perto de assistir à extinção da indústria automóvel atual.

A empresa britânica Savannah Resources espera recuperar o investimento de quase 100 milhões de euros numa mina de lítio em Portugal em menos de dois anos, de acordo com um estudo exploratório publicado hoje.

Sobre o crescimento do petróleo obtido a partir do xisto em 10 anos, e a afirmação dos EUA como maior produtor individual de petróleo em 2017



Os avanços tecnológicos que permitem aos produtores de petróleo extrair petróleo bruto das formações rochosas de xisto remodelaram a paisagem da produção de petróleo dos EUA nos últimos 10 anos. Desde 2008, a produção de óleo de xisto aumentou de cerca de 450.000 barris por dia (bpd) para mais de 5 milhões de bpd e em 2018 representará mais da metade da produção total de petróleo bruto dos EUA.

Esse aumento na produção é incomparável à escala global: em 2017, os EUA tornaram-se o maior país produtor de petróleo com uma média de 14,6 milhões de barris por dia de petróleo e biocombustíveis, um valor superior em cerca de 2 milhões de barris por dia ao da Arábia Saudita. 

Fonte: Federal Reserve Bank of St. Louis

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Esta transformação progressiva tem vindo a ser documentada e reportada no BEQ, sendo exemplo disso as seguintes publicações:

Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.3): vista interior do tanque de armazenamento criogénico de gás natural liquefeito de um navio de transporte

Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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Sobre trechos do livro 'Capitalismo Natural': exemplos de química benigna em alguns processos de produção encontrados na Natureza





A cientista Janine Benyus comenta que as aranhas fazem seda resistente como Kevlar, porém muito mais dura, a partir de grilos e moscas digeridos, sem necessidade de ácido sulfúrico em ebulição, nem de compressores de alta temperatura. O haliote gera uma concha interna duas vezes mais dura que a melhor cerâmica e as diatomáceas fazem vidro, sendo que ambos os processos utilizam a água do mar e dispensam fornos. As árvores transformam a luz do sol, a água e o ar em celulose, um açúcar mais rígido e mais forte que o náilon, e a prendem à madeira, um composto natural com mais poder aglutinante que o concreto e mais rigidez que o aço. Pode ser que nós nunca venhamos a ser habilidosos como as aranhas, os haliotes, as diatomáceas ou as árvores, mas os projetistas mais inteligentes estão se fazendo discípulos da natureza a fim de aprender a química benigna dos seus processos.

Fonte: Capitalismo Natural - Paul Hawken, L. Hunter Lovins, Amory B. Lovins (Livro)


  • Sobre o livro:
Não se tratando de um livro cujo tema se esgota exclusivamente no universo da engenharia química, 'Capitalismo Natura'l apregoa a “Próxima Revolução Industrial”, algo que certamente é do interesse dos engenheiros químicos. Este livro inovador revela como as empresas globais de hoje podem ser ambientalmente responsáveis e altamente lucrativas.


Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.19): carros elétricos vs petróleo, CUF muda de nome, siderurgia à venda, e preços de gás e eletricidade

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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O mercado automóvel da Noruega está a pender para o segmento dos veículos elétricos. O fenómeno é de tal forma popular que, em 2017, 50% dos carros novos adquiridos, eram alimentados por eletricidade. A taxa é a mais alta do mundo e o impacto já se sente na indústria dos combustíveis fósseis.

A CUF, área de negócio da indústria química do Grupo José de Mello, passa a apresentar-se como Bondalti.  A marca quer consolidar o estatuto de principal produtor europeu não integrado de anilina e nitrobenzeno.

A brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) quer vender os activos que tem em Portugal. Em causa está a Lusosider, uma fábrica em Paio Pires, no Seixal. A venda desta unidade poderá render à CSN entre 300 milhões e 500 milhões de dólares, de acordo com o Valor Econômico, que cita cálculos da XP Investimentos.

Portugal manteve, em 2017, os preços mais elevados da União Europeia no gás e o segundo lugar no preço da eletricidade, em termos de paridade do poder de compra, segundo o Eurostat.




Sobre o reator de jato com reciclo interno (jet loop reactor) enquanto solução versátil para a intensificação de processos em reação química

Configuração típica do jet loop reactor


A intensificação de processos em catálise oferece grande potencial na reestruturação das rotas de síntese atuais. Uma maneira de atingir esse objetivo é o projeto de reatores químicos alternativos além dos modelos padrão de vaso agitado ou pistão. Exemplos de conceitos promissores são os microreatores, reatores de microondas sónicas, etc. Outro tipo de reator intensificado que ainda desempenha um papel menor na indústria apesar de sua alta eficiência e facilidade de aplicação, é o reator de jato com reciclo interno (jet loop reactor).

(…) Um reator de jato com reciclo interno consiste, como o nome sugere, num reator contendo um canal interno para entrada em jato, e ainda um circuito de reciclo interno. Estes equipamentos reciclam uma parte da fração da mistura reacional que contacta com o catalisador, reintroduzindo-a na entrada do reator. Versões mais avançadas deste tipo de reator utilizam uma fonte de energia externa para induzir a recirculação interna parcial do meio de reação após contato com o catalisador.


Configuração alternativa (mas não a única) para jet loop reactor.

(…) O reator de jato com reciclo interno oferece um excelente desempenho de mistura com um consumo de energia relativamente baixo, o que o torna particularmente interessante para a aplicação em sistemas de reação multifase limitados por transferência de massa (Warnecke et al., 1988). Com base no seu princípio de mistura, grandes superfícies internas específicas podem ser obtidas, resultando numa convecção e difusão distintas. A dispersão fina dos reagentes promove, além disso, uma transferência de calor uniformemente distribuída que é benéfica em termos de seletividade. Além disso, o reator apresenta um perfil tempos de residência controlável, tornando-o flexível em relação à sua aplicabilidade em reações rápidas e lentas (Rippin, 1967).

Fonte: Warmeling, H., Behr, A., Vorholt, A.J., Jet loop reactors as a versatile reactor set up - Intensifying catalytic reactions: A review, Chemical Engineering Science 149 (2016) 229-248,



  • Demonstração do princípio de funcionamento de um jet loop reactor


Coluna 'Ver para Crer' (BEQ.2018.2): o perfil de escoamento do ar sobre o trem de aterragem frontal de um Boeing 777


Corroborando a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, a coluna 'Ver para Crer' BEQ tem por objetivo divulgar conteúdos multimédia cativantes que possam elucidar dos diferentes fenómenos e contextos em que a engenharia química tenha uma palavra a dizer, seja de forma direta ou meramente simbólica.

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via Gfycat

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.18): tratar água com biocarvão, Shell investe em R&D no Brasil, mais biodiesel no diesel, e tributo ao fundador da Coppe/UFRJ

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Nos resíduos da indústria do papel pode estar a solução para remover das águas das aquaculturas os restos de fármacos utilizados pelos produtores. Na Universidade de Aveiro (UA), uma equipa de químicos conseguiu converter as lamas que resultam desses resíduos num biocarvão que, tal como um íman, é capaz de atrair e reter uma vasta gama de substâncias tóxicas.


Fundador da Coppe/UFRJ, Alberto Coimbra destacou-se pela criação de cursos de pós-graduação. Um curso de mestrado em engenharia química feito nos Estados Unidos, entre 1947 e 1949, e a percepção de como funcionava o sistema superior de ensino norte-americano, em 1960, levaram-nos a dar uma importante contribuição para a pós-graduação brasileira. Em 1963 ele criou o primeiro curso de mestrado em engenharia química do país na então Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).


Visando garantir o desenvolvimento de pesquisas avançadas sobre conversão de energia solar em produtos químicos e armazenamento de energia, a Shell Brasil em parceria com a Fapesp, Unicamp, USP e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), anunciaram nesta quarta-feira, 23 de maio, um investimento recorde de R$ 110 milhões destinado para criação do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE).


O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, recebeu hoje (23) sugestões das indústrias de óleos vegetais e álcool para tentar resolver a crise em torno do preço dos combustíveis, especialmente gasolina e diesel. Entre as sugestões apresentadas estão o aumento da mistura de biodiesel no diesel, venda direta de etanol para os postos de gasolina e revisão das metas da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).


Sobre os esforços de várias empresas nos EUA para poupar água e emissões atmosféricas na agricultura, e o exemplo da WaterBit



Nos EUA é notícia de que a empresa WaterBit - cuja atividade se centra no planeamento e controlo remoto de sistemas de irrigação - instalou pequenos sensores alimentados por energia solar nos campos de aspargos que coletam informações sobre a humidade do solo e outras condições do campo. 

Este não precisam de manutenção e são colocados sob a folhagem, para que não interfiram no trabalho de campo e nas colheitas. Os dados dos sensores são enviados para uma plataforma de comunicação que pode estar a milhares de metros de distância. A plataforma usa uma tecnologia da Internet das Coisas (IoT) para enviar dados pela rede à aplicação da WaterBit. Lá, as informações são analisadas para determinar se uma secção do campo precisa de mais ou menos água, e o agricultor pode aceder aos dados a qualquer momento e controlar remotamente a irrigação com recurso ao seu smartphone, ligando ou desligando as válvulas.

Em jeito de demonstração das potencialidades do sistema, desde a instalação dos sensores WaterBit num campo de 16.2 ha em dezembro de 2017, a empresa cliente Devine Organics colheu quase o dobro de espargos e reduziu suas emissões de gases de efeito estufa em 5% devido à queda no consumo de água e no uso de camiões para verificar o estado dos campos. A tecnologia concedeu à Devine Organics o potencial de reduzir seu consumo de água em mais de 2800 metros cúbicos - o equivalente o volume gasto em banhos diários por mais de 43 mil americanos.

Enquanto isso, a Nestlé Purina, a Cargill e a The Nature Conservancy também se uniram para melhorar os sistemas de irrigação de alimentos na base da cadeia de fornecimento de carne bovina nos EUA, começando com um projeto piloto no estado do Nebraska.
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