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Sobre os investigadores de engª química mais citados até 2016, segundo o Shanghai Ranking: revistas científicas, suas áreas e fatores de impacto

Através de uma extensa compilação da informação (via Scopus) relativa aos 300 investigadores de engª química mais citados em todo o mundo de acordo com Shanghai Ranking's Global Ranking of Academic Subjects 2017  e relativa ao período até 2016, faz-se nesta terceira publicação uma análise das revistas científicas em que os mesmos investigadores mais publicam. As demais publicações desta sequência podem ser consultadas aqui e aqui.

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Quando, para cada investigador de engenharia química, o top3 de revistas científicas em que mais publica é compilado, a distribuição global obtida dá lugar a um conjunto de mais de 200 revistas científicas distintas, quase uma para casa investigador do ranking. Na figura acima representa-se o histograma para as revistas que são escolhidos por pelo menos mais de 1 % dos investigadores, referido ranking, reduzindo assim a amostra a um total de 44 revistas.

Destas, apenas uma consegue representar mais de 15 % dos investigadores, sendo ela a Journal of the American Chemical Society. Entre 10 e 15 % encontramos 4 revistas: o Journal of Catalysis, a alemã Angewandte Chemie International Edition, a Industrial & Engineering Chemistry Research, e finalmente a revista Langmuir

Abaixo do limiar de 10% a distribuição começa a ficar mais equilibrada, podendo-se destacar ainda as revistas  Chemical Communications e Applied Catalysis A: General como sendo aquelas que fazem a transição com o pelotão de revistas que pontuam 2 a 5 % na escolha dos investigadores.

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Vários são os indicadores com que se pode analisar as revistas mais escolhidas pelos investigadores de engenharia química do Shanghai Ranking 2017. Optou-se por dois deles: a(s) categoria(s) na qual cada revista está inscrita, e o fator impacto de cada revista em 2016. Neste sentido, a figura acima apresenta a reorganização do histograma apresentado primeiramente, em termos das categorias técnicas a que pertencem (de acordo com o Journal Citation Reports - JCR), e em termos da média do média dos respetivos fatores impacto.

O resultado mais curioso desta representação prende-se com as barras vermelhas, as quais dizem respeito à categoria Engenharia Química. Esta ocupa (apenas) o terceiro lugar em termos do nº de ocorrências (revista x investigador). Quer isto dizer que os investigadores de engª química mais citados até 2016 não publicam maioritariamente em revistas oficialmente catalogadas como sendo de engenharia química. De fato, os resultados mostram que há mais de 250 ocorrências para a categoria de Química Física, e mais de 150 para a categoria de Química Multidisciplinar. Só depois surge Engenharia Química, com um total de 140 ocorrências, seguida de perto pela categoria de Ciência de Materiais Multidisciplinar. Abaixo das 50 ocorrências verifica-se uma dispersão dos temas por por um total de 21 categorias técnicas distintas.

Igualmente interessante é verificar o desempenho calculando a média dos fatores de impacto das revistas do histograma inicial, segundo as categorias técnicas a que pertencem. Aqui, a 3º posição da categoria  Engenharia Química (em termos de número de ocorrências) transforma-se num 17º lugar. Ou seja: a  categoria Engenharia Química exibe um nível francamente baixo na tendência para ver os seus artigos citados. O mesmo se pode dizer da categoria de Química Física (11º lugar). Já a categoria Química Multidisciplinar (a 2º em termos de ocorrências por categoria) posiciona-se em 3º no ranking dos fatores de impacto, equilibrando-se no topo em ambos os indicadores.

Em termos de fatores de impacto médio por categoria, o destaque vai para as categorias Física Aplicada com um score de 16.252, para a categoria Nanociência e Nanotecnologia, que pontua 12.745, e ainda para a categoria de Física de Matéria Condensada, que totaliza 11.522.

Em jeito de conclusão, a análise aqui apresentada evidencia a grande dispersão dos investigadores de engenharia química por revistas de categorias conexas mas diferentes da própria categoria Engenharia Química, a maioria das quais consegue assegurar dinâmicas de citação dos trabalhos muito superiores. 

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