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Sobre o Prémio Fundação Eng. António de Almeida (2011)


"Muitos devem pensar que a vida de uma investigadora não é “pêra doce”, resumindo-se a muitas horas à frente de experiências, sempre em ambientes de laboratório. 

Para além do fundo de verdade, há momentos gratificantes que vêm reconhecer o trabalho desenvolvido ao longo dos anos e servir como fator de motivação para futuras descobertas. Premiada “de fresco”, Salomé Soares, investigadora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), foi distinguida no passado dia 13 de janeiro com o Prémio Fundação Eng. António de Almeida.

O projeto que lhe valeu o galardão no valor de três mil euros incide no processo de remoção de nitratos da água que todos nós consumimos diariamente. Intitulado “Remoção de nitratos por redução catalítica com hidrogénio”, o estudo de Salomé Soares foi desenvolvido no âmbito da sua tese de doutoramento, sob a orientação de Fernando Pereira e José Órfão, docentes do DEQ/FEUP e membros do Laboratório de Catálise e Materiais, do Laboratório Associado LSRE/LCM.

“O parâmetro chave para o sucesso desta tecnologia é o desenvolvimento de catalisadores com propriedades adequadas de modo a serem ativos e seletivos”, afirma a investigadora.

De acordo com Salomé Soares, a redução catalítica é um método promissor pois permite converter os nitratos em azoto molecular sem os inconvenientes dos métodos convencionais. No entanto, ressalva que a seletividade deste processo é ainda um fator crítico que necessita de ser melhorada, e por essa razão a sua implementação a nível industrial necessita ainda de validação a uma escala piloto.


Salomé Soares licenciou-se, em 2003, em Engenharia Química pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP). Em 2004, iniciou o Mestrado em Engenharia do Ambiente e, em seguida, o Programa Doutoral em Engenharia Química, ambos na FEUP. 

Atualmente está a fazer pós-doutoramento no Laboratório de Catálise e Materiais, tendo como foco de investigação o tratamento de águas e o tratamento de efluentes gasosos, e, sempre por base o desenvolvimento de novos materiais para aplicação em catálise. 

A investigadora, que nas horas vagas gosta de ir à praia e de ler contos infantis à sua filha, revela que entre os planos para o futuro profissional está a continuidade da investigação na área de catálise ambiental de forma a investir no “curriculum”, não só ao nível de publicações, mas também de experiência e conhecimentos diferenciados, através da participação em vários projetos. "

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