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Sobre os investigadores de engª química mais citados até 2016, segundo o Shanghai Ranking: impacto científico, antiguidade, e nº de publicações ou citações

Através de uma extensa compilação da informação (via Scopus) relativa aos 300 investigadores de engª química mais citados em todo o mundo de acordo com Shanghai Ranking's Global Ranking of Academic Subjects 2017  e relativa ao período até 2016, faz-se nesta segunda publicação uma análise da relação geral do impacto científico com o número de publicações alcançadas, com número total de citações, e com o tempo de carreira dos mesmos. A primeira publicação desta sequência pode ser consultada aqui.

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  • Publicar mais significa necessariamente ter mais impacto científico?

Sim, mas principalmente até se alcançar um total de publicações à volta de 200 unidades.

O gráfico acima reflete a relação entre o indíce h (indicador de impacto científico) e o número de  publicações dos investigadores de engª química mais citados até 2016 (segundo o Shanghai Ranking), estando os resultados repartidos por quatro localizações: EUA & Canadá, Ásia, Europa e Outros.

Atentando na linha de tendência a tracejado, relativa à totalidade dos dados representados, verifica-se uma fraca tendência (do tipo logarítimica) na relação do índice h com o nº total de publicações dos investigadores, traduzida por um fator de correlação de apenas 0.33 . Este deve-se principalmente à grande dispersão dos índices h, a qual se pode verificar, por exemplo, pelo modo como a um índice h de 60 podem corresponder números totais de publicações entre 200 e 800 publicações. 

Por outro lado, verifica-se que após as 200 publicaçoes passa a verificar-se (salvo pontuais excepções) um grande abrandamento no aumento do impacto científico, o qual sugere que a partir desse valor (aproximado) a referida reputação deixa de estar tão dependente do número de publicações alcançada pelo investigador.

Finalmente, é de salientar o modo como os investigadores localizados na América do Norte aparentam ter uma relação mais forte entre a reputação científica e o número de publicações após as 200 unidades, enquanto que aqueles com localização Asiática pontuam abaixo da média nessa relação.

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  • É possível estimar o impacto científico em engª química pelo nº total de citações?


Sim, bastante mais do que pelo nº total de publicações.

O gráfico acima reflete a relação entre o indíce h e o número total de citações dos mesmo investigadores de engª química mais citados até 2016.

Atentando na linha de tendência a tracejado, relativa à totalidade dos dados representados, verifica-se um alinhamento dos dados bastante mais forte (do tipo logarítimico), traduzido por um fator de correlação de 0.75. De facto, não só os dados parecem alinhar-se (salvo algumas excepções) bastante bem com a função logarítima ajustada, como os diferentes blocos continentais considerados (EUA & Canadá, Ásia e Europa) não diferem de modo signficativo entre si no andamento da relação. De referir o maior alinhamento dos investigadores localizados na Europa com esta relação, traduzida por um fator de correlação de 0.88.


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  • É possível estimar o impacto científico em engª química pelo tempo de carreira?

Não. A data da primeira publicação, enquanto registo do início da carreira científica de um investigador de engenharia química, está longe de ser um bom indicador para estimar o seu impacto científico.

O gráfico acima reflete a relação entre o indíce h e o ano de início de carreira dos investigadores de engª química mais citados até 2016. Depois de testadas tendências do tipo linear, exponencial, logarítima e potência, optou-se pela relação do tipo quadrática, sendo, porém, a qualidade do ajuste extramente fraca. De facto, o fator de correlação obtido foi de apenas 0.05, com tendência para melhorar ligeiramente usando dados relativos a localizações norte-americanas (0.08) e a piorar com localizações asiáticas (0.03). 

Assim, os resultados sugerem que juventude ou antiguidade estão longe de ser um bom indicador do impacto científico dos investigadores de engenharia química mais citados até 2016.

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